Maias, Incas e Astecas

Maias, Incas e Astecas

Ao estudar as antigas civilizações das Américas, devemos lembrar que existem teorias, mas não evidências, para podermos concluir a maneira pela qual esta área do mundo foi originalmente habitada. Cientistas, arqueólogos e historiadores acreditam que há milhares de anos atrás, diversos grupos de caçadores migraram da Ásia para a América do Norte. Com o passar do tempo, muitos desses caçadores migraram novamente e se assentaram na América do Sul.

Acredita-se que os primeiros povos chegaram às Américas durante a Era Glacial. As geleiras que se formaram nesta época serviam como uma ponte que atravessava o que é hoje o Estreito de Bering, ligando as Américas à Ásia. Estas geleiras permitiram que caçadores viajassem da Ásia para as Américas. Mesmo com as geleiras cobrindo toda a área que hoje forma o Canadá e o norte dos Estados Unidos, havia alguns vales que não estavam congelados, que eram usados pelos caçadores para viajar para o sul e leste das Américas. Após muitos séculos, estes caçadores se fixaram pelos continentes e estabeleceram comunidades dispersas, cada uma se tornando muito diferente da outra e cada qual tendo desenvolvido sua própria língua.

Com o fim da Era Glacial, as geleiras derreteram e a ponte de gelo da Ásia desapareceu. Como consequência, os povos das Américas foram isolados das civilizações que se desenvolviam em outras partes do mundo, o que ajuda a explicar porque a tecnologia desenvolvida pelos primeiros povos das Américas era diferente daquela desenvolvida em outras civilizações.

O clima na América do Norte mudou à medida que as geleiras derreteram. Algumas áreas tornaram-se mais quentes e secas. Os caçadores aprenderam a cultivar grãos e outras plantas que encontraram em abundância. Percebendo que o cultivo provia um suprimento de comida mais estável que as caçadas, os povos eventualmente se estabeleciam em vilas e se dedicavam à agricultura.

Os Olmecas

Em aproximadamente 1200 a. C., um povo conhecido como os Olmecas se fixou na costa do Golfo Pérsico. Historiadores não sabem como eles se denominavam, e os chamaram de Olmecas, que significa "povo da borracha", já que foram os primeiros a extrair a seiva da seringueira. A maioria dos arqueólogos acredita que a cultura Olmeca serviu de modelo para as civilizações do México e da América Central.

Os Olmecas possuíam uma forma de escrita, mas ninguém até hoje conseguiu decifrá-la. Eles também estudavam matemática e astronomia básica. Quanto a sua religião, os Olmecas eram politeístas - acreditavam em vários deuses - para quem construíram grandes templos e monumentos.

Por volta do primeiro século a.C., a cultura Olmeca desapareceu. As ruínas de sua civilização não foram descobertas até o século XX, e a razão de seu desaparecimento permanece um mistério para os historiadores. Porém, arqueólogos encontraram muitas evidências de que os Olmecas influenciaram outros povos. Alguns de seus artefatos foram encontrados no México e na América Central, indicando que outros povos utilizaram e melhoraram seu sistema de escrita e de números, seu calendário e estilo arquitetônico.

Teotihuacán

Acredita-se que no primeiro século da era comum (ou um pouco antes disso), a primeira cidade das Américas nasceu no Vale do México. Denominada de Teotihuacán, ela foi a maior cidade da região até a chegada dos espanhóis, 1500 anos depois. Teotihuacán chegou a conter mais de 200.000 habitantes.

A maioria dos teotihuacanos vivia nos arredores da cidade, onde cultivavam suas terras. O centro da cidade era dominado por templos e construções públicas. O maior destes era a massiva Pirâmide do Sol, maior que qualquer das famosas pirâmides egípcias.

O povo de Teotihuacán acreditava em muitos deuses. Seu deus mais importante era Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, que acreditavam ter sido a fonte de todos os benefícios da civilização, tais como o conhecimento da agricultura, a habilidade de escrever, o calendário, as leis e ofícios. Acreditava-se que Quetzalcoatl era um deus pacífico e gentil, e por isso o povo da cidade vivia pacificamente.

Os teotihuacanos eram artistas e artesãos habilidosos. As paredes de suas casas eram cobertas com cenas de deuses dançando, pássaros e sacerdotes. Os comerciantes da cidade transportavam bens para outras partes da América Central. Na época, os teotihuacanos construíram o mais amplo império comerciante da região.

Aproximadamente em 600 d.C., tribos nômades vindas do norte atacaram e incendiaram Teotihuacán. Apesar da destruição da cidade, as habilidades e conhecimentos de sua população em muito influenciaram outros povos de regiões vizinhas.

A Civilização Maia


Príncipes Maias

Enquanto Teotihuacán estava se expandindo, um povo conhecido como os Maias estava construindo centros religiosos na Península Yucatan, onde os países como México e a Guatemala se encontram. Nos anos de 300-700 d.C., os Maias estabeleciam a maior civilização da América Central.

Assim como os Olmecas, a civilização Maia cresceu ao redor de grandes centros religiosos. Estes centros evoluíram em cidades-estados, onde viviam milhares de pessoas. O líder de cada cidade-estado era um governante absoluto chamado de "em verdadeiro". As pinturas maias revelam que as cidades frequentemente entravam em guerra e lutavam para conseguir mais territórios e prisioneiros. Os prisioneiros de guerra eram escravizados ou sacrificados aos deuses dos Maias.

A civilização maia também era avançada quanto ao comércio. Estradas largas e pavimentadas e rotas marítimas ligavam a civilização maia a muitas outras cidades-estados e seus mercantes comercializavam milho, sal, carne defumada, mel, peixe seco, pele de animais e produtos feitos de madeira. Os Maias também comercializavam cerâmicas finas e outros itens de luxo.

A religião exercia um papel fundamental na vida do povo Maia. Apesar dos sacerdotes não serem os únicos governantes, eles detinham um poder importante. Os Maias aparentemente acreditavam que os deuses destruiriam o mundo se suas cerimônias religiosas - realizadas por seus sacerdotes - não ocorressem nos dias corretos. Seus líderes ensinavam que a data de nascimento de uma pessoa influenciava seu futuro. Eles decidiam quando noivos poderiam se casar, quando transações comerciais deveriam ocorrer, quais batalhas deveriam ser lutadas e quando os templos poderiam ser construídos.

Os líderes Maias observavam as estrelas e os planetas e previam exatamente quando eclipses iriam ocorrer. Seu calendário, consistindo de 365 dias, foi dos mais precisos já desenvolvidos. Os Maias acreditavam que os últimos cinco dias do calendário eram dias de má sorte.

A sociedade Maia era estruturalmente baseada numa rígida organização social. Sacerdotes, nobres e guerreiros constituíam a classe alta. Os guerreiros comandavam as tropas durante as batalhas entre as cidades-estados, enquanto os nobres ajudavam a governar o povo, coletar impostos, inspecionar o trabalho que havia sido feito e cuidar do sistema de estradas. O restante da população era constituído, em sua maioria, por camponeses. Cada família tinha a obrigação de contribuir com parte de sua safra de milho como forma de imposto. Os homens tinham que trabalhar em construções e, quando necessário, servir como soldados. Os fazendeiros também produziam ferramentas, ornamentos e utilidades domésticas para vender. As fazendeiras colhiam mel, produziam objetos cerâmicos e teciam roupas. Tanto a tecelagem fina e a cerâmica eram de grande demanda. As mulheres cuidavam de suas casas e trabalhavam no campo, mas não podiam ter ofícios públicos e nem mesmo entrar nos templos.

A sociedade maia, muito tradicional, mudou muito pouco em 600 anos. No entanto, de repente, durante os anos 850-900 d.C., os centros da civilização Maia foram abandonados. O povo não migrou, e seus descendentes ainda vivem na mesma região. Não obstante, sua civilização entrou misteriosamente em colapso. Até hoje ninguém sabe como explicar o fim dessa importante civilização das Américas.

Sumário

- Os Olmecas
- Teotihuacán
- A Civilização Maia
- O Império Asteca
- O Império Inca
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