Imperialismo

Imperialismo é a política de expansão e domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outra. O termo imperialismo é frequentemente associado com a expansão econômica dos países capitalistas. Outras vezes, é usado para designar a expansão europeia que ocorreu após 1870. O termo imperialismo é muito utilizado para fazer referência ao processo de colonização da África, Ásia e Oceania, que se iniciou na segunda metade do século XIX.

Império Britânico

O império construído pela Grã-Bretanha era maior que os impérios de qualquer outro poder europeu durante o século XIX. Como o país possuía territórios por todo o globo, pessoas costumavam dizer: "o sol nunca se põe no Império Britânico".

O Canadá

O Canadá foi originalmente colonizado pela França, mas passou para domínio britânico sob o Tratado de Paris em 1763. Os franceses viviam em sua maioria no Vale do São Lourenço. Muitos colonos de língua inglesa chegaram ao Canadá após o país passar a fazer parte do Império Britânico. Alguns deles eram escoceses e ingleses, e outros eram norte-americanos que haviam permanecido leais à Grã-Bretanha durante a Revolução Americana. Eles se estabeleceram separadamente dos franceses - a maioria deles ao longo da borda do Oceano Atlântico e norte dos Grandes Lagos.

As diferenças culturais e religiosas entre franceses e ingleses e a tradicional rivalidade entre seus países de origem, resultaram em conflitos no Canadá. O Parlamento Britânico então impôs o Ato de Quebec de 1774 para proteger os direitos dos canadenses franceses.

Em 1791, a Grã-Bretanha tomou uma nova medida para tentar garantir uma relação pacífica entre pessoas de língua inglesa e francesa no Canadá.  O Parlamento inglês criou duas novas províncias: o Alto Canadá, que era em sua maioria de língua inglesa, e o Baixo Canadá, em sua maioria de língua francesa. As Províncias Marítimas - Nova Escócia, Nova Brunswick, a Ilha de Príncipe Eduardo e Terra Nova - permaneceram colônias separadas.

Os canadenses tornaram-se mais unidos durante a Guerra de 1812, lutada entre os Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os Estados Unidos queriam parar com os ataques britânicos a seus navios. Muitos norte-americanos também queriam conquistar território britânico no Canadá, e quando invadiram o país, os colonos franceses e britânicos lutaram juntos para expulsar as tropas norte-americanas de seu país. No final da guerra em 1814, o Canadá permanecia sob o domínio britânico.

Após a Guerra de 1812, ressurgiram as tensões entre colonos franceses e ingleses no Canadá. No final da década de 1830, ocorreram rebeliões em ambos o Alto e o Baixo Canadá. Um estadista britânico, Lorde Durham, foi ao Canadá para examinar as exigências dos colonos canadenses por autogoverno e depois fazer recomendações a respeito desse assunto ao Parlamento britânico.

O relatório de Durham, publicado em 1839, recomendava duas grandes reformas. Primeiro, o Alto e o Baixo Canadá deveriam ser unificados, se tornado a Província do Canadá e a imigração britânica ao Canadá deveria ser incentivada. Desta forma, explicou Durham, os franceses iriam gradualmente tornar-se parte da cultura dominante britânica. Em segundo lugar, os colonos em ambas as Províncias do Canadá e Províncias Marítimas deveriam ter governos locais para administrar seus assuntos domésticos. O Parlamento britânico deveria controlar apenas os problemas de política externa. Durante os 10 anos seguintes, ambas as propostas foram efetuadas.

Em meados do século XIX, muitos canadenses acreditavam que o país precisava de um governo central, que seria mais capaz de proteger seus interesses contra os objetivos expansionistas dos Estados Unidos. O governo poderia também planejar a construção de estradas e ferrovias para ligar a fronteira noroeste do país ao resto do Canadá.

Em 1867, Nova Escócia e Nova Brunswick uniram-se à Província do Canadá - tendo sido divididas nas províncias de Ontário e Quebec - para formar o Domínio do Canadá. O Domínio era um governo responsável por todos os assuntos domésticos e internacionais do país, mas que permanecia parte do Império Britânico. Durante os 30 anos seguintes, Manitoba, Colômbia Britânica, Ilha de Príncipe Eduardo, Alberta e Saskatchewan entraram para o Domínio.

O governo de Domínio tomou várias medidas para fortalecer o Canadá. Por exemplo, construiu ferrovias que atravessavam o país para unificar regiões distantes. O governo também encorajou investimentos estrangeiros para desenvolver o rico suprimento canadense de recursos naturais. O governo também incentivou a imigração com o objetivo de garantir mão de obra para as fazendas e fábricas canadenses.

Austrália e Nova Zelândia

A Austrália foi primeiramente colonizada pela Grã-Bretanha em 1788. Diferente dos Estados Unidos e Canadá, a região não estava aberta a colonizadores comuns. Ela era usada como uma colônia prisão, onde os criminosos britânicos eram enviados para cumprirem suas sentenças. Após serem libertados, eles poderiam comprar terras e estabelecerem-se como homens e mulheres livres. Alguns deles escapavam, fugindo para a ilha de Nova Zelândia, localizada a sudeste da Austrália.

Com o passar do tempo, os ex-criminosos tanto na Austrália como na Nova Zelândia foram acompanhados por outros colonizadores britânicos que vieram por vontade própria. Os imigrantes eram atraídos pela oferta de livre posse de terras, e em 1851 e 1892, pela corrida do ouro. A população aumentou tremendamente à medida que os estabelecimentos se multiplicavam e tornaram-se colônias separadas. Em meados do século, os colonos livres tiveram sucesso ao pressionar os britânicos para não mais enviarem criminosos à Austrália.

Assim como os canadenses, os povos da Austrália e Nova Zelândia queriam ter seu próprio governo enquanto permanecendo sob o Império Britânico. Durante a década de 1850, as colônias da Austrália e Nova Zelândia conquistaram seu autogoverno e estabeleceram o parlamentarismo. Em 1901, as colônias australianas foram unificadas sob uma constituição federal chamada de Comunidade da Austrália. Durante o começo do século XX, tanto a Austrália como a Nova Zelândia tornaram-se domínios britânicos. 

Os povos da Austrália e Nova Zelândia realizaram reformas políticas e sociais. O voto secreto, frequentemente chamado de urna australiana, foi primeiramente utilizado na Austrália na década de 1850. Em 1893, a Nova Zelândia tornou-se a primeira nação no mundo a conceder direitos totais de voto à mulher. Os dois países também adotaram políticas de bem-estar social antes de qualquer outra nação de língua inglesa, incluindo seguros aos mais velhos, leis de compensação aos trabalhadores e leis que apoiavam os sindicatos.

A Irlanda Dividida

A expansão inglesa na Irlanda teve início no século XII, quando o Papa cedeu o controle do país ao rei inglês. Cavaleiros ingleses invadiram a Irlanda, e muitos se estabeleceram lá para formar uma nova aristocracia. Os irlandeses, que tinham diferentes tradições ancestrais, cultura e língua, ressentiram amargamente a presença inglesa em seu país.

Este ressentimento aumentou ainda mais após o rei Henrique VIII tentar fortalecer o controle inglês sobre a Irlanda. Com esperança de estabelecer uma população pró-inglesa na Irlanda, Henrique VIII e alguns futuros líderes britânicos (tais como Elizabete I e Oliver Cromwell) incentivaram súditos ingleses e escoceses a imigrarem para lá. Muitos assim fizeram, a maioria no norte da Irlanda. Os irlandeses nativos, que eram católicos, se opuseram à presença desses colonizadores protestantes.


Oliver Cromwell

Nos séculos XVII e XVIII, os protestantes irlandeses estabeleceram leis limitando os direitos dos católicos. De acordo com estas novas leis, os católicos não poderiam mais exercer cargos públicos e tinham que pagar impostos para apoiar a Igreja da Irlanda, que era protestante. Além disso, o inglês foi firmado como língua oficial do país.

Muitos irlandeses odiavam o governo britânico que, determinado a preservar seu controle sobre o país, oficialmente anexou a Irlanda à Grã-Bretanha, em 1801 (a Grã-Bretanha foi então renomeada de Reino Unido). Além de ferir os interesses nacionalistas irlandeses, os ingleses não deram à Irlanda lugar no Parlamento Britânico. Sob pressão dos católicos irlandeses, o Parlamento posteriormente aboliu algumas das leis que discriminavam contra católicos no país.

Na década de 1840, a Irlanda foi devastada pela fome. Uma peste arruinou a plantação de batata, e por volta de 500.000 pessoas morreram com a falta de comida e pelas consequentes doenças. Aproximadamente um milhão de pessoas fugiram do país. A maioria foi para os Estados Unidos, e alguns, para a Grã-Bretanha, Austrália e Canadá. Muitos na Irlanda culpavam os britânicos por não terem ajudado sua população faminta.

Durante a segunda metade do século XIX, a oposição na Irlanda ao governo britânico tomou duas formas. Algumas pessoas queriam que o país fosse completamente independente. Um grande número de irlandeses preferia ter um governo local que cuidasse apenas de problemas domésticos. Os britânicos se recusaram, porém, a considerar a autonomia irlandesa durante muitas décadas.

Uma das razões pelas quais a Grã-Bretanha se opunha à autonomia irlandesa era a sua preocupação com a segurança e bem-estar dos protestantes no país. Os protestantes constituíam uma pequena minoria da população irlandesa. Eles viviam principalmente no norte do país e sentiam que a proteção britânica era necessária para sua segurança. Finalmente, em 1914, o Parlamento britânico cedeu o direito de autonomia, mas somente para o sul da Irlanda. Porém, antes dessa medida ser implantada, eclodiu a Primeira Guerra Mundial na Europa.

A Índia 

Inicialmente, os europeus viajavam à Índia a procura de novos mercados. O desejo de proteger e expandir o comércio exterior com a Índia levou os europeus a tomarem controle do país. A Grã-Bretanha colonizou a Índia, que passou a fazer parte do império britânico. A Índia era tão valorizada pelos britânicos que era denominada da "joia da coroa".

O Comércio Europeu na Índia

Quando os primeiros navios portugueses chegaram à Índia no início do século XVI, o subcontinente indiano não era uma nação unida. Apesar de sua antiga civilização e da forte tradição cultural, a Índia nunca havia sido politicamente unificada.

Os europeus que chegaram à Índia no século XVI comercializavam principalmente no sul do país, que na época era dividido entre diversos governantes, tanto hindus como muçulmanos. O Império Mogul havia conquistado grande parte do norte da península. Porém, muitos governantes locais, especialmente no Decão e no sul, continuavam resistindo ao domínio dos moguls.

Durante o século XVII, as potências europeias seguiam a política econômica do mercantilismo, competindo por colônias e comércio exterior. Os governos da Inglaterra, França e Holanda permitiram que sociedades anônimas privadas representassem seus países no comércio com a Ásia. A Companhia Holandesa das Índias Orientais foi a primeira a quebrar o monopólio português sobre o comércio indiano, mas os holandeses estavam mais interessados nas Índias Orientais que na própria Índia.

No último dia do ano de 1600, a Rainha Elizabeth I decretou a fundação da Companhia Inglesa das Índias Orientais, que era apoiada por 80 mercantes de Londres. Em 1613, o imperador mogul Jahangir deu permissão à companhia para estabelecer um posto comercial em Surate. Por volta de 1647, havia 27 postos comerciais ingleses na Índia, principalmente ao longo da costa.

Agentes da Companhia Inglesa das Índias Orientais logo construíram um comércio próspero. Eles viajaram por toda a Índia, estabelecendo contratos com os tecelões de algodão locais. Os ingleses trocaram alguns destes tecidos com os holandeses por especiarias e enviaram o restante de volta à Inglaterra. Aproximadamente em 1625, a Inglaterra importava em torno de três milhões de jardas desse tecido por ano. Os ingleses também compravam açúcar, seda, joias e chá. Em troca, a Índia mogul importava estanho, chumbo, tapeçarias e marfim.

A França tardou a iniciar o comércio com a Índia. Durante a década de 1670, porém, a Companhia Francesa das Índias Orientais foi instaurada. Assim como os ingleses, os franceses fizeram alianças com diversos príncipes indianos e estabeleceram postos comerciais na região costeira da Índia. O maior posto francês no país localizava-se em Pondicherry, na costa leste.

O Domínio Britânico da Índia

Durante o século XVIII, uma série de eventos levou a Grã-Bretanha a obter controle da Índia. Primeiramente, príncipes locais indianos se rebelaram contra o severo domínio mogul. Além disso, a Grã-Bretanha expulsou a França dos postos comerciais da Índia.

Os conflitos entre Grã-Bretanha e França em relação à Índia, assim como seus conflitos na América do Norte, cresceram devido à luta de poder na Europa. O início da Guerra da Sucessão Austríaca (1740-1748) na Europa resultou em conflitos entre franceses e britânicos na Índia. Durante um longo período após essa guerra, a França foi o poder dominante na Índia. Contudo, os britânicos combateram o domínio francês, e o início da Guerra dos Sete Anos (1756-1763) na Europa serviu de ímpeto para uma vitória britânica.

A batalha final entre França e Grã-Bretanha foi lutada pelos exércitos da companhia mercante de ambos os países. Liderados por Robert Clive - que havia sido membro da Companhia das Índias Orientais - uma tropa de britânicos e indianos derrotou os franceses e seus seguidores indianos. Clive nomeou um governante pró-britânico para o trono do estado de Bengali, fazendo deste a base para a expansão da Companhia das Índias Orientais na Índia. No Tratado de Paris de 1763, a França aceitou o domínio britânico sobre a Índia.


Robert Clive

A Índia logo se tornou uma importante fonte de riqueza para a Grã-Bretanha. Os lucros da Companhia das Índias Orientais ajudaram a pagar as dívidas de guerra da Grã-Bretanha e a financiar suas indústrias emergentes. Para proteger seus interesses, o governo britânico passou a controlar a Índia de forma mais ativa. Leis foram estabelecidas no final do século XVIII, limitando os poderes da Companhia das Índias Orientais e apontando um governante general para dominar a Índia.

Os primeiros governantes britânicos da Índia acreditavam na superioridade britânica e acreditavam que deviam reformular a vida indiana de acordo com os padrões europeus. De fato, eles melhoraram a Índia em alguns aspectos, mas seu verdadeiro objetivo no país era obter poder e muita riqueza para a Grã-Bretanha.

Os governantes britânicos realizaram muitas reformas no sistema de governo que havia sido instaurado pela Companhia das Índias Orientais. Eles substituíram os empregados da Companhia por administradores bem treinados, tornando o governo indiano mais eficiente e menos corrupto. Os britânicos também melhoraram a educação no país e removeram as barreiras comerciais entre os estados indianos.

Juntamente com estas reformas, porém, os britânicos tomaram medidas que enfureceram muitos indianos. Durante a primeira metade do século XIX, a Companhia das Índias Orientais foi lentamente adquirindo mais e mais territórios na Índia, e alguns estados indianos foram inteiramente anexados. Outros estados foram autorizados a administrar seus assuntos domésticos, mas não tinham independência completa.

Outras políticas britânicas causaram ainda maiores ressentimentos entre os indianos. Os indianos foram barrados dos mais altos cargos governamentais. Os britânicos também tornaram ilegal o sati (autoimolação). Os soldados indianos no serviço britânico, os Cipaios (Sepoys), poderiam ser chamados para servir em território estrangeiro mesmo que a tradição ensinasse que os hindus perdiam status ao cruzar os mares.

A Revolta dos Cipaios

A fúria dos Cipaios cresceu quando os britânicos introduziram uma nova espécie de rifle no exército indiano. Para carregar os rifles, os Cipaios tinham que morder e retirar com a boca as pontas de cartuchos engraxados. Espalhou-se um boato de que os cartuchos estavam untados com gordura bovina e suína. Os hindus consideram as vacas sagradas e os muçulmanos são proibidos de comer carne de porco. Os indianos de ambas as religiões ficaram horrorizados com o fato de os britânicos terem agido de forma tão insensível com relação a suas crenças e práticas religiosas.

Numa noite de domingo, em maio de 1857, três unidades de Cipaios próximas a Déli iniciaram uma revolta, a Revolta dos Cipaios, que logo se espalhou pela Índia. Confrontos violentos ocorreram durante um ano, mas os britânicos esmagaram os rebeldes em 1858.

A Revolta dos Cipaios convenceu os britânicos da necessidade de exercer maior controle sobre o governo da Índia. Em 1858, o Parlamento britânico fechou a Companhia das Índias Orientais e anexou suas terras indianas ao império. O governante foi substituído por um vice-rei, cujo poder era limitado. As decisões cruciais sobre a Índia eram agora tomadas em Londres. Em 1876, o Parlamento declarou a Rainha Vitória como "imperatriz da Índia". Desta forma, todos os estados indianos tornaram-se parte do Império Britânico.

A Índia como parte do Império Britânico

Para governar um país tão vasto como a Índia, os oficiais britânicos precisaram de sistemas melhores de transporte e comunicação. Eles construíram o melhor sistema rodoviário em toda a Ásia, assim como uma extensa rede de ferrovias. Os trens transportavam tropas, entregavam alimentos para as áreas mais pobres e providenciaram transporte para viajantes. A vida indiana mudava à medida que os aldeões visitavam outras partes de seu país ou migravam para cidades como Bombaim e Calcutá.

Os britânicos também criaram um sistema de correio no país e, em 1870, Índia e Grã-Bretanha estavam ligadas através do telégrafo. Estas evoluções deixaram os indianos mais informados a respeito de acontecimentos mundiais. A tecnologia britânica também estava ajudando a unir a Índia.

Contudo, essa tecnologia também prejudicou a Índia. O algodão indiano era utilizado para fabricar tecido nas fábricas britânicas de maneira rápida e mais barata. O tecido industrializado era transportado de volta à Índia, onde era vendido por preços menores que os tecidos fiados domesticamente por indianos.

Durante séculos, a fiação doméstica havia sido uma importante fonte de renda para as famílias camponesas da Índia. No final do século XIX, porém, a indústria têxtil da Índia foi quase arruinada pelas importações britânicas. Os artesãos indianos não podiam tornar-se manufatureiros, pois o mercado já estava saturado de bens britânicos vendidos a preços baratos. As altas tarifas de importação da Grã-Bretanha impediam a venda de bens indianos na Grã-Bretanha.

Nacionalismo Indiano

Muitos indianos das altas castas eram educados na Grã-Bretanha, ou em universidades de padrão britânico fundadas na Índia em meados do século XIX. À medida que os universitários estudavam as civilizações Ocidentais, eles liam as obras de filósofos ingleses que escreviam sobre nacionalismo e independência. Essas obras inspiraram muitos indianos e geraram descontentamento em relação às políticas britânicas.

Uma das principais reclamações da Índia sobre o governo britânico era a discriminação racial que era sofrida por indianos. Eles sentiam que, não importava o quão inteligente ou educado fosse, um indiano nunca era considerado igual a um europeu.


Indianos

Muitos indianos estavam descontentes também com a falta de autogoverno no país. Enquanto as outras colônias britânicas obtiveram o direito de ter um governo local, a Índia permanecia governada por um pequeno grupo de oficiais britânicos.

Em 1885, líderes nacionalistas da Índia fundaram uma organização chamada de Congresso Nacional Indiano - posteriormente conhecida como Partido Congressista - para lutar por mudanças nas políticas britânicas em relação a seu país. Representando todas as províncias da Índia Britânica, os representantes eram em sua maioria profissionais hindus que falavam a língua inglesa. Eles não exigiam um autogoverno ou independência, mas apenas que os indianos obtivessem o direito de assumirem melhores cargos governamentais. O Congresso também pedia impostos mais baixos e educação gratuita para todas as crianças do país.

Os muçulmanos indianos não confiavam totalmente no Congresso Nacional Indiano que era dominado por hindus. Eles temiam que seus direitos não fossem protegidos em uma Índia independente. Considerando os britânicos como sendo defensores de seus direitos contra os hindus, os muçulmanos estavam menos interessados em expulsar os britânicos da Índia. Em 1906, um grupo de muçulmanos formou a Liga Muçulmana, para cuidar de interesses muçulmanos em qualquer negociação sobre o futuro do país.

A Grã-Bretanha, preocupada com o nacionalismo indiano, concordou com algumas exigências no início do século XX. Em 1905, o vice-rei britânico enfureceu tanto os hindus quanto os muçulmanos da Índia ao dividir o estado de Bengali em duas partes. Em 1910, o Rei Jorge V anunciou que Bengali seria reunificada. Ele também declarou que Calcutá, uma cidade estabelecida pelos britânicos, não mais seria a capital da Índia. Em vez disso, a capital seria mudada para Déli, que se localizava na região onde a civilização indiana havia florescido milhares de anos atrás. Ainda assim essas mudanças não agradaram alguns indianos, demonstrando as profundas divisões entre os povos da Índia.

Sumário

- Império Britânico
i. O Canadá
ii. Austrália e Nova Zelândia
iii. A Irlanda Dividida
- A Índia
i. O Comércio Europeu na Índia
ii. O Domínio Britânico da Índia
iii. A Revolta dos Cipaios
iv. A Índia como parte do Império Britânico
v. Nacionalismo Indiano
- A China
i. O Comércio Exterior da China
ii. A Guerra do Ópio
iii. Os Problemas Internos da China
iv. Revolução Chinesa
- O Imperialismo do Japão
- O Imperialismo no Sudeste da Ásia
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