Poluição da Água - Conservação dos solos

Poluição da Água - Conservação dos solos

Recursos hídricos

Recursos hídricos são águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para o uso de uma região ou bacia. A quantidade total de água no nosso planeta é distribuída da seguinte forma: 97,5% de oceanos e mares, e 2,5% de água doce; 68,9% da quantidade geral de água doce formam geleiras e calotas polares e neves eternas que cobrem os cumes das montanhas altas do planeta; 29,9% restantes de água doce constituem as águas subterrâneas.

Águas

As águas subterrâneas são o principal reservatório de água doce. Aproximadamente 60% da população mundial utiliza os lençóis freáticos ou subterrâneos como principal fonte de água. Já as águas das bacias hidrográficas não são recomendáveis para o uso da população, pois não possuem as características padrões de qualidade ambiental.

A água é um recurso renovável. Teoricamente, sempre estaria disponível para o uso do ser humano. Porém, a água do planeta é consumida, desperdiçada e poluída de forma irresponsável. Já que o consumo da água tem excedido a sua renovação, há um stress hídrico: há falta de água doce, principalmente nos grandes centros urbanos. Devido ao processo de urbanização e industrialização, os suprimentos de águas superficiais e subterrâneas têm sido poluídos com esgotos, produtos químicos e resíduos industriais. A derrubada de florestas tropicais em grande escala provoca, entre outros efeitos, a diminuição dos reservatórios de água subterrânea. Além disso, há irrigação agrícola descontrolada. O aumento da população e da indústria fazem com que em muitos países, os lençóis subterrâneos sejam diminuídos em até um metro por ano. A utilização da água subterrânea em escala crescente tem resultado na diminuição dos reservatórios, comprometendo a quantidade de água dos lençóis freáticos e cativos. A retirada da água subterrânea em excesso pode resultar na subsidência e a desidratação de rochas.

A irrigação da agricultura é responsável pelo consumo de mais de dois-terços de toda a água retirada dos rios, lagos e lençóis freáticos do mundo. No Brasil, as técnicas de irrigação utilizadas na agricultura produziram impactos socioambientais. Um exemplo disso é o redirecionamento dos cursos fluviais. É importante notar que mesmo no Brasil, onde há muita água, os agricultores enfrentam secas periódicas e uma competição crescente por ela.

Na indústria, as quantidades de água necessária são superiores ao que é produzido. Há métodos para se tratar a água. Porém, estes métodos frequentemente afetam o meio ambiente e a saúde pública.

O uso intensivo de insumos químicos na agricultura, a poluição gerada pelas indústrias e por grandes centros urbanos resultam na concentração de gases na água das chuvas. Isto resulta em chuvas ácidas – precipitações de gotas de água carregadas de ácido nítrico e sulfúrico – que causam danos ao ambiente natural e antrópico. As chuvas ácidas são um dos motivos pela escassez de água para consumo, resultando numa queda preocupante de qualidade de água nas regiões mais povoadas.

A administração sustentável dos recursos hídricos é fundamental para que haja desenvolvimento sustentável. É necessário que sejam implementadas medidas que garantam a qualidade e quantidade da água dentro de sua unidade de conservação, que é a bacia hidrográfica. De fato, quase todos os países já adotaram uma “legislação das águas” dentro da disciplina de Direito Ambiental. No Brasil, esta legislação é a Lei 9.433/97, também denominada de Lei das Águas.

As fontes hídricas são abundantes, mas são mal distribuídas na superfície da Terra. O desequilíbrio na utilização de recursos hídricos disponíveis tem resultado na limitação de desenvolvimento de algumas regiões, não sendo suficientes para o consumo da população e para a lavoura, e degradando ecossistemas aquáticos. Inegavelmente, os recursos hídricos são fundamentais para o desenvolvimento de atividades econômicas fundamentais: a falta de água pode destruir lavouras, resultando em escassez de alimentos.

O crescimento da população mundial afeta o meio ambiente. Isso causa mudanças nas características do escoamento das bacias hidrográficas, provocando enchentes e outros transtornos.

Com o passar do tempo, a água se tornou uma das mais valiosas mercadorias. Devido ao mau uso, a demanda por água cresceu e a oferta se reduziu. É importante ressaltar que a escassez de água doce no mundo fez desse recurso um motivo de conflitos internacionais. A água tem se transformado em arma de guerra, talvez até mais poderosa que o petróleo. As instalações hidráulicas de países inimigos são miras estratégicas. De fato, a água tem sido motivo de tensões na Bacia do Rio Nilo, envolvendo o Egito, o Sudão e a Etiópia, na Bacia do Tigre e Eufrates, envolvendo Síria, Iraque e Turquia, e na Bacia do Rio Jordão, envolvendo Síria, Jordânia, Líbano e Israel.

Tabela: impacto das atividades humanas nos ecossistemas aquáticos

Atividade Consequências
Desmatamento do solo. Perda de biodiversidade e funções naturais de filtragem e reciclagem de nutrientes.
Poluição não controlada. Prejudica a qualidade da água e diminui o seu suprimento.
Aumenta os custos de tratamento da água.
Prejudica a pesca comercial e diminui a biodiversidade.
Poluentes do ar (chuvas ácidas) e metais pesados. Altera a composição química de rios e lagos.
Prejudica a pesca comercial e a agricultura.
Mudanças globais no clima. Afeta drasticamente o volume dos recursos hídricos.
Altera padrões de distribuição de precipitação e evaporação.
Afeta o suprimento de água e a produção agrícola e pesca.
Aumenta enchentes e fluxo de água em rios.
Construção de represas. Altera o fluxo dos rios e o transporte de nutrientes e sedimento e interfere na migração e reprodução de peixes. Altera habitats e a pesca comercial e esportiva. Altera os deltas e suas economias.
Alteração do canal natural dos rios. Danifica ecologicamente os rios e modifica os seus fluxos.
Afeta os habitats e a pesca comercial e esportiva.
Crescimento da população e padrões gerais do consumo humano. Resulta na construção de hidroelétricas e aumenta a poluição da água e a acidificação de lagos e rios.
Altera os ciclos hidrológicos.
Afeta praticamente todas as atividades econômicas que dependem dos ecossistemas aquáticos.

 

Construção de usinas

A hidrelétrica é considerada uma forma de energia limpa, pois não é poluente como a queima de combustíveis fósseis. Contudo, a construção de usinas gera impactos ambientais. A construção de uma usina hidrelétrica significa a construção de uma represa. Isso consiste na transformação de um trecho de rio de água corrente em um reservatório: é construída uma barragem para represar a água.

A construção de barragens pode causar diversos impactos ambientais: a destruição de ecossistemas, o desequilíbrio da fauna e da flora e a perda de florestas, solos cultiváveis e, às vezes, sítios arqueológicos.

A construção de uma usina visa ao represamento artificial das águas. Portanto, desloca água e pode causar alagamentos e a inundação de áreas de populações ribeirinhas. Isso pode forçar migrações e desestabilizar a vida social em escala local e regional.

Sumário

- Recursos hídricos
i. Construção de usinas
ii. Tratamento dos recursos hídricos
- Poluição das Águas
i. Escassez de Água
- Degradação dos solos
i. Erosão
ii. Lixiviação
iii. Salinização
iv. Impermeabilização
v. Infiltração
vi. Desertificação
- Conservação dos solos
i. Práticas de conservação dos solos
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