A Arte na Antiguidade - Mesopotâmia e Egito

A Arte na Antiguidade - Mesopotâmia e Egito

A Mesopotâmia

No Crescente Fértil, floresceu, no mesmo período que o Império egípcio, a civilização mesopotâmica. O termo Mesopotâmia significa "região entre rios", pois está situada entre os rios Tigre e Eufrates, onde predominavam condições semelhantes às do Egito.

A cultura mesopotâmica conheceu um relativo desenvolvimento das artes plásticas, principalmente pelo fato de que, não havendo interferência religiosa, os artistas tinham plena liberdade de expressão. O apogeu artístico dos mesopotâmicos foi a arquitetura, que se destacou pelos zigurates, torres em forma de pirâmide. Os zigurates tinham sete andares de seis metros de altura cada um. Tamanha altura simbolizava a crença mesopotâmica que os deuses habitavam nas alturas. A construção dos zigurates se deu a uma série de soluções arquitetônicas originais, tais como a abóbada e o arco, invenções babilônicas.

 

A Babilônia - cidade na mesopotâmia e berço da arte na antiguidade - foi uma cidade cujo esplendor ofuscava todas as outras do Oriente Médio. Durante o reinado de Nabucodonosor, foram feitas construções monumentais como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos da Babilônia. A Torre de Babel tinha noventa metros de altura.

Os Jardins Suspensos da Babilônia é uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Os Jardins eram compostos de quatro terraços de tijolo erguendo-se sobre o rio Eufrates.

O Egito

As ideias e práticas religiosas do Egito eram diretamente refletidas na sua arte. Fundamentalmente, a religiosidade egípcia tinha duas grandes preocupações: a vida futura e a morte. Exemplos disso são as tumbas e templos em culto à vida pós-morte.

Do ponto de vista arquitetônico, o antigo Egito foi marcado pela edificação de portentosos templos religiosos e de grandiosas tumbas que serviam como túmulos para faraós e seus familiares.

AS PIRÂMIDES

Para os egípcios, a morte seria uma viagem em rumo ao reino das divindades. Essa jornada deveria ser cuidadosamente planejada para que o morto, principalmente se tivesse posses, conseguisse reunir todas as melhores condições possíveis para viver na eternidade.

As pirâmides egípcias foram construídas para servir como túmulos de faraós e de nobres. Os egípcios acreditavam que o espírito de uma pessoa permaneceria vivo pós-morte se seu corpo fosse bem conservado. Por essa razão, os egípcios criaram técnicas extraordinariamente desenvolvidas de embalsamamento.

Portanto, os egípcios conservavam os corpos mumificando-os e os enterravam nos túmulos dentro das pirâmides. Os cadáveres eram enterrados com roupas, joias, comida, tecidos finos, alguns escravos e tudo mais que os mortos supostamente precisariam na vida após a morte. Mas nem todos os egípcios eram mumificados, pois o processo de mumificação era caro e complicado. A maioria das pessoas que não pertenciam à nobreza era enterrada após falecer.

As grandes pirâmides de Gizé em Mênfis na margem ocidental do rio Nilo.  Sua posição foi escolhida em função do pôr-do-sol, símbolo da morte e ressurreição no antigo Egito.

Os hieróglifos pintados nas paredes dos túmulos contavam com detalhes a história da vida do falecido. 

Das quase setenta pirâmides que sobreviveram até os nossos dias, a maior é de Quéops, em seguida de Quéfren e Miquerinos. A pirâmide de Quéops foi construída em 2600 a.C. e tem uma base de 52 quilômetros quadrados, em um quadrado perfeito. Quéops é um exemplo da avançada engenharia egípcia. Pequenas câmaras foram feitas dentro da pirâmide. Essas câmaras permanecem intactas, apesar do enorme peso das pedras acima, devido a uma técnica precisa de engenharia.  Nos dias de hoje, qualquer pessoa visitando Giza pode ver as pirâmides.

AS ARTES PLÁSTICAS

A pintura egípcia, embora desconhecesse a noção de perspectiva, buscou, com talento e beleza, representar deuses, faraós e o esplendor da nobreza. O tamanho da figura numa pintura egípcia indicava a sua importância social. Faraós eram pintados como gigantes entre escravos; servos eram retratados como se fossem anões.

As pinturas e hieróglifos contavam histórias detalhadamente, representadas por quilômetros de desenhos. 

As estátuas egípcias eram feitas de granito ou diorito, materiais resistentes, pois eram feitas com o objetivo de durar para sempre.

A arquitetura, como já vimos ao estudar as pirâmides, expressava o poder do Estado Faraônico através de formas grandiosas. Outros exemplos são os templos de Luxor e Karnac.


Templo de Luxor

Sumário

- A Mesopotâmia
- O Egito
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