Origem da Vida

ORIGEM DA VIDA

A Terra primitiva

Acredita-se que toda a matéria que compõe o Universo atual estivesse comprimida em uma esfera extremamente pequena, do tamanho da ponta de uma agulha e que há cerca de 18 bilhões de anos essa esfera teria explodido, expandindo a matéria e formando de uma só vez todo o Universo.  Essa grande explosão é denominada Big Bang.  A expansão do Universo é observada até os dias de hoje, trazendo subsídios a favor da hipótese do Big Bang.

O nosso planeta se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos. As rochas que guardam registros importantes do nosso passado só começaram a se formar há cerca de 3,9 bilhões de anos. Antes da solidificação das rochas, a superfície do nosso planeta era provavelmente formada por material fluido e quente e com intensa atividade vulcânica.

Ao atingirem um certo tamanho, os planetas em formação passaram a atrair, por gravidade, os gases hélio e hidrogênio. Essa atmosfera, no entanto, logo desapareceu, varrida pelos fortes “ventos de energia solar”.

Principais hipóteses

1. Geração espontânea (Teoria de Abiogênese)

A vida teria surgido a partir da matéria bruta (sem vida), na qual existiria um “princípio ativo” ou “força vital”, capaz de produzir a vida. Segundo a Teoria de Abiogênese, condições adequadas na superfície da Terra permitiram que as primeiras moléculas orgânicas fossem formadas a partir de moléculas inorgânicas.

Essas ideias vinham desde Aristóteles (350 a. C.), até meados do século XVII, quando começaram a ser experimentalmente combatidas por Francesco Redi. Até então, acreditava-se que os vermes nasciam da carne em apodrecimento e que ratos surgiam de camisas sujas.

Redi observou que larvas apareciam em carnes podres apenas quando moscas pousavam nelas. Ele colocou frascos com pedaços de carne – alguns tampados, outros abertos. Apareceram vermes apenas nos frascos abertos, em que entravam moscas.

A teoria de Abiogênese foi derrubada, definitivamente, por Pasteur ( 1860 – século XIX ). Pasteur realizou experimentos com frascos “pescoço de cisne” – frascos com gargalo em forma de pescoço de cisne, que impedia o contato de microrganismos presentes no ar com o líquido dentro do frasco. Pasteur inseriu uma solução nutritiva em frascos fechados e os ferveu, tornando a solução livre de micro-organismos. Enquanto a solução era mantida estéril, não se desenvolvia nenhum organismo vivo. Louis Pasteur comprovou que a vida não surgia espontaneamente.

Por meio de experimentos, Redi e Pasteur provaram a teoria da biogênese, que afirma que todo ser vivo surge de outro ser vivo.  

2. Panspermia Cósmica

Primeiros seres vivos teriam sido trazidos à Terra por meteoritos, conduzindo esporos ou formas de resistência. Nos meteoritos foram encontrados aminoácidos e bases nitrogenadas. Não explica a origem dos seres e é improvável, em virtude das adversidades de uma viagem interplanetária e do enorme aquecimento que sofre quando entra na atmosfera terrestre.

3. Hipótese autotrófica

Os primeiros seres vivos seriam capazes de produzir seu próprio alimento. Para isso, deveriam possuir um complexo aparato bioquímico, o que vai contra a Teoria da Evolução, isto é, do mais simples evoluíram os mais complexos.

Atualmente, encontram-se bactérias quimiossintetizantes nas chaminés vulcânicas no fundo do oceano que produzem matéria orgânica a partir de inorgânica, sendo, portanto, autotróficas.

4. Hipótese heterotrófica

Uma atmosfera secundária se formou lentamente pelo acúmulo de gases liberados do interior do próprio planeta: CH4 ( metano ), NH3 ( amônia ), H2O ( vapor de água ) e H2 (hidrogênio).

À medida que a crosta terrestre foi se esfriando, ocorreu condensação do vapor de água, formando-se chuvas.

Nas rochas, a temperatura ainda elevada, provocava evaporação dessa água de chuva, num processo cíclico, acompanhado por descargas elétricas.  Além disso, não existindo O3 (ozônio), as radiações ultravioletas chegavam à superfície sem obstáculos.

Oparin ( 1936 ) propôs que descargas elétricas e radiação ultravioleta agindo sobre CH4, NH3, H2O e H2 desfizeram ligações, permitindo que os átomos se combinassem de outras maneiras. Assim, teriam aparecido ( evolução química ) na atmosfera substâncias orgânicas, entre as quais aminoácidos, arrastados pelas chuvas através da crosta.

Miller ( 1953 ) montou aparelhagem, com a simulação da atmosfera primitiva e confirmou, experimentalmente, essa hipótese do Oparin.

Fox ( 1957 ) montou experimentos e verificou que aminoácidos combinavam entre si, formando moléculas maiores, assemelhadas a proteínas,  que teriam sido levadas aos oceanos em formação ( “caldo nutritivo” ).

Em um passo seguinte as moléculas de proteínas se juntaram na água, formando pequenos agregados, chamados coacervados.

Devido às constantes modificações químicas, alguns coacervados puderam adquirir uma complexidade molecular crescente, até chegar a um estágio no qual surgisse a capacidade de duplicação: ESTAVA-SE DIANTE DE UM SER VIVO EXTREMAMENTE PRIMITIVO, PORÉM CAPAZ DE REPRODUÇÃO.

Admite-se que os primeiros seres vivos não eram capazes de produzir seu próprio alimento, retirando a energia do “caldo oceânico”, conforme evidenciou-se nas experiências de Miller, Fox e Oparin. A atividade ( fermentação ) desses primeiros heterótrofos teria proporcionado um alto teor de CO2 nesse caldo. O CO2 passou a ser absorvido por organismos que, através dele e da energia luminosa, construíam moléculas carregadas de energia química ( fotossíntese = autótrofos ). Posteriormente, os animais fracionariam, através da incorporação de O2, esses compostos químicos carregados de energia e os transformariam em energia capaz de realizar trabalho (respiração = heterótrofos aeróbicos).

Sumário

- A Terra primitiva
- Principais hipóteses:
1. Geração espontânea
2. Panspermia Cósmica
3. Hipótese autotrófica
4. Hipótese heterotrófica
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