Redação PUC-RS 2009

REDAÇÃO

A seguir, são apresentados três temas. Examine-os atentamente, escolha um deles e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto.
Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos:

  • Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu.
  • Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita.
  • Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas para a redação.
  • Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários.
  • Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar.
  • Lembre-se de que não serão considerados:
    • textos que não desenvolverem um dos temas propostos;
    • textos redigidos a lápis ou ilegíveis.

Boa prova!

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A literatura constitui modalidade privilegiada de
leitura, em que a liberdade e o prazer são virtualmente
ilimitados. Mas, se a leitura literária é uma
modalidade de leitura, cumpre não esquecer que há
outras, que desfrutam, inclusive, de maior trânsito
social. A competência nessas outras modalidades
de leitura é anterior e condicionante da participação
no que se poderia chamar de capital cultural de uma
sociedade e, consequentemente, responsável pelo
grau de cidadania de que desfruta o indivíduo. (...)
Assim, no contexto de um projeto de educação
democrática, vem à frente a habilidade de leitura,
essencial para quem quer ou precisa ler jornais,
assinar contratos de trabalho, procurar emprego através
de anúncios, solicitar documentos na polícia,
enfim, para todos aqueles que participam, mesmo
que à revelia, dos circuitos da sociedade moderna,
que fez da escrita seu código oficial.
Mas a leitura literária continua sendo fundamental.
É à literatura, como linguagem e como instituição,
que se confiam os diferentes imaginários,
sensibilidades, valores e comportamentos através
dos quais uma sociedade expressa e discute,
simbolicamente, seus impasses, seus desejos,
suas utopias. Por isto, a literatura é importante no
currículo escolar: o cidadão, para exercer plenamente
sua cidadania, precisa apossar-se da linguagem
literária, alfabetizar-se nela, tornar-se seu usuário
competente. Mesmo que nunca vá escrever um
livro, ele precisará ler muitos.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a
leitura do mundo
. São Paulo: Ática, 1999.

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Muito legal o anúncio da Feira do Livro, que mostra
um sobrado construído inteiramente de livros.(...)
Na casa dos livros impera um fantasma poderoso
chamado Imaginação. Haja criatividade para construir
tantos mundos de letras, na forma de contos,
crônicas, poesias e romances, que enchem páginas
e páginas de informação e ficção. Quem lê tanto livro
em tempos de realidade virtual? Difícil saber, mas
a verdade é que esse objeto medieval, quase tosco
se comparado com a parafernália tecnológica dos
nossos tempos, continua atraindo a atenção e a curiosidade
das pessoas. Borges, que deve estar em
algum desvão daquela casa encantada, definiu magistralmente
essa invenção humana: “Dos instrumentos
do homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o
livro. Os demais são extensão do seu corpo...
Mas o livro é outra coisa, o livro é uma extensão da
memória e da imaginação”.
SOUZA, Nilson. A casa dos livros.
Jornal Zero Hora (fragmentos) 01/11/2008.

Texto 3

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Geoficção é um passatempo ou hobby que consiste
na criação de lugares imaginários, como países,
cidades, bairros, ruas, prédios ou até mesmo
planetas e galáxias. Adeptos da geoficção comumente
imaginam o lugar que criam num alto nível de
detalhamento, com cada minúcia e particularidade que
desejam. Em geral, escrevem descrições que contêm
nomes, características geográficas, culturais, sociais,
políticas, econômicas, históricas.
Deve-se diferenciar lugares históricos de lugares
fictícios, pois enquanto os primeiros podem ser simplesmente
imaginados para quaisquer fins, estes últimos
são criados necessariamente para obras de ficção
ou arte, como livros, filmes, poesias, quadrinhos,
etc. A criação de países e universos como suporte,
contexto e cenário para uma obra de ficção (como a
galáxia de Star Wars, por George Lucas, ou a Terra
Média, por J. R. R. Tolkien) costuma ser considerada
um ramo derivado da geoficção, já que esta abarca
também a invenção de lugares por puro deleite pessoal,
sem aplicação determinada.
http://pt.wikipedia.org/kiki/geoficcao
(fragmento adaptado)
(acessado em 25/10/2008)

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Quando eu estava no Curso Colegial, meu
professor de inglês fez uma pequena marca de giz
no quadro-negro, e perguntou à turma o que era aquilo.
Passados alguns segundos, alguém disse: ‘É uma
marca de giz no quadro-negro!’
O resto da classe suspirou de alívio, porque o
óbvio havia sido dito, e ninguém tinha mais nada a
dizer. ‘Vocês me surpreendem’, falou o professor. ‘Fiz
o mesmo exercício ontem, com uma turma do Jardim
de Infância, e eles pensaram em umas cinquenta
coisas diferentes: o olho de uma coruja, um inseto
esmagado, e assim por diante. Eles estavam com a
imaginação a todo vapor’.
Nos dez anos que vão do Jardim ao Colegial, havíamos
aprendido a encontrar a resposta certa, mas
havíamos perdido a capacidade de procurar outras
respostas certas, e também perdido muito em capacidade
imaginativa.
Um toc na cuca. São Paulo: Ed. São Paulo.
(fragmento adaptado)
In: http://internativa.com.br/artigo_criatividade.
(acessado em 24/10/2008)

Os textos desta prova abordam assuntos que dizem respeito à nossa vida, tais como leitura, literatura, cidadania, livros, imaginação, criatividade, memórias de infância, lugares imaginários, entre outros. Os temas de redação apresentados a seguir, como é tradição no Concurso Vestibular da PUCRS, têm relação com alguns desses assuntos.

Leia as propostas e as orientações com atenção, escolha uma delas e elabore seu texto.

TEMA 1

Mesmo que não sejamos adeptos da geoficção, somos capazes de criar lugares imaginários. Podemos, por exemplo, imaginar como seria a cidade, a região ou o país ideal para viver, a partir daquilo que mais valorizamos. 

Caso escolha este tema, apresente o lugar que, para você, seria ideal para viver, defendendo os princípios que você valoriza e que orientariam a criação desse lugar.
Não esqueça: seu texto poderá utilizar a primeira pessoa e apresentar trechos descritivos, mas o que deve predominar são seus argumentos em defesa das qualidades que importam para você.

TEMA 2

Crianças pequenas costumam ter imaginação muito fértil. Com o passar dos anos, geralmente vai-se reduzindo essa abertura para a fantasia, essa criatividade tão acentuada nos primeiros anos de vida, e que nos permite criar mundos imaginários, seres superpoderosos, amigos invisíveis.

Entretanto, a criatividade é um importante atributo em todos os campos humanos, do pessoal ao profissional. Profissionais criativos, atualizados, abertos a inovações são pessoas que provavelmente não deixaram morrer a fantasia, direcionando seu foco e adequando-a a diferentes situações.

Se você escolher este tema, deverá escrever sobre a importância da criatividade na vida profissional, apresentando exemplos ou situações em que ela seja um fator decisivo para o sucesso.

TEMA 3

A escola tem sido bastante criticada por não estimular a formação de um aluno reflexivo, questionador, que perceba a importância de desenvolver referenciais que lhe possibilitem constituir-se como cidadão atuante na sociedade e no meio profissional.

A partir de sua experiência de vida e do que você tem observado e aprendido, reflita:

Que características deve ter a escola e tudo que nela se inclui – professores, alunos, pais, direção, recursos – para ser realmente efetiva?

Para desenvolver seu texto, você pode focalizar um ou dois desses componentes do universo escolar, discorrendo sobre o seu papel e a contribuição que ele(s) pode(m) trazer para a melhoria dessa instituição.

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