Redação sobre Preconceito

Redação sobre Preconceito

Etnias

Redação UPF 2019

Tema 1

30% DOS BRASILEIROS DIZEM TER SOFRIDO PRECONCEITO POR CAUSA DA CLASSE SOCIAL

Entre os entrevistados que disseram ter sido vítimas de preconceito por cor ou raça, 55% são negros.

Pesquisa foi feita entre 18 e 19 de dezembro. Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S. Paulo" aponta que 30% dos brasileiros dizem ter sofrido discriminação por causa da classe social. O levantamento também considerou outras razões pelas quais os entrevistados foram vítimas de preconceito: local onde mora, religião, sexo, cor ou raça e orientação sexual.

A pesquisa foi feita com 2.077 pessoas com 16 anos ou mais em 130 cidades entre 18 e 19 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

(Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/16/datafolha-30-dos-brasileiros-dizem-ter-sofrido-preconceito-por-causa-da-classe-social.ghtml. Acesso em 03 abr. 2019)

Diante do tema preconceito, apresentado no texto base, e considerando suas leituras e seu conhecimento de mundo, escreva um texto dissertativo-argumentativo, discutindo causas e consequências do preconceito (seja ele qual for) sofrido pelas pessoas na sociedade em que vivem.

Redação Puc-PR 2016

Com base na leitura dos textos motivadores e em suas reflexões sobre o tema, escreva uma dissertação argumentativa na qual você aborde a seguinte questão:

O papel da educação na luta por sociedades menos intolerantes e mais abertas às diferenças que dignamente nos constituem enquanto humanos.

Selecione e organize ideias que respeitem os direitos humanos e sejam mobilizadas em defesa de um ponto de vista. 

Texto 1 

TOLERAR É POUCO? ENTRE O MÍNIMO E O INTOLERÁVEL.

Na saída para o recreio, um pequeno tumulto na porta da sala de aula, um garoto empurra sua colega e ela lhe devol-ve o empurrão com um xingamento: “– Macaco! Macaco!” Cria-se uma situação constrangedora. O menino é negro e a professora sabe que ele enfrenta o preconceito de outras crianças da turma. O que ela faz então? Intervém. Certo! Afinal, ela é responsável pela educação das crianças e não pode se omitir diante de um fato como esse. Sabemos que muitos fingiriam não perceber o conflito, o que é muito pior. Fico atento para perceber como será tratada a questão. A professora chama as duas crianças e pergunta o que houve. “– Ela é lerda e eu estava com pressa”. “– Ele sempre me empurra”.“– Ela é antipática e reclama de tudo”. “– Ele é fedido como um macaco”. E assim foi. A professora ouviu tu-do atentamente. Em seguida, começou um pequeno discurso para justificar porque não se deve empurrar nem xingar os outros. E qual foi o discurso? O nosso discurso iluminista e judaico-cristão. “– Não pode empurrar a coleguinha por-que ela vai se machucar. Ela é igual a você. Tem que respeitar”. E a professora continuou, desta vez olhando para a menina que proferiu o xingamento: “– Não pode xingar o coleguinha porque somos todos filhos de Deus e Ele nos cri-ou para sermos irmãozinhos. E não se pode ofender o coleguinha, não pode xingar disso, pois ofende o outro, tá? Vo-cê tem que gostar dos seus coleguinhas”. E os dois são liberados para o recreio.

Fatos como esse acontecem todos dias em nossas escolas. Pode variar a idade das crianças e adolescentes, o tipo de conflito, o motivo, o empurrão ou o xingamento, mas conflitos acontecem. E a eles se seguem, geralmente, argumen-tos do tipo: “Somos iguais. Devemos nos respeitar”. Éticas de máximas, de convite e aconselhamento.

Suponhamos que além desses argumentos – éticas de máximas, de convite e aconselhamento –, a professora tivesse também argumentado o seguinte: “Você pode ter pressa e pode até achar que ela é lenta para sair da sala. Você pode pensar o que quiser dela. Mas, por motivo nenhum, você pode empurrá-la.” E também: “Você pode não gostar dele. Você até não precisa gostar dele. Mas isso não lhe dá o direito de tratá-lo mal e xingá-lo. Por motivo nenhum você po-de xingar outra pessoa de macaco.” Observe que nestes argumentos não se busca convencer de que somos todos iguais ou que devemos nos amar. Defende-se “apenas” que se tolerem, ou seja, que possam conviver sem conflitos que levem à agressão física e à desqualificação do outro. Essa suposta intervenção da professora se enquadraria numa justificativa que reclama um comportamento mínimo, mas urgente e necessário. Ética de mínimos, ou seja, moral-mente exigível.

Marcelo Gustavo Andrade de Souza - PUC-Rio. 
Disponível em: http://26reuniao.anped.org.br/trabalhos/marcelogustavoandradedesouza.rtf. Acesso em: 18/04/2016.

Texto 2 

O DIREITO DE SER DIFERENTE

A educação é o meio mais eficaz de criar uma cultura de tolerância. Ela pode estimular as crianças a serem mais abertas, curiosas e receptivas às diferenças. O acesso à educação também desenvolve o senso crítico para recusar a intolerância e o preconceito que podem estar presentes nos meios de comunicação, na família ou no ambiente social.

A tolerância requer um exercício diário de cada pessoa, deve-se adotar as seguinte atitudes: (i) avaliar se a opinião pessoal sobre determinada pessoa ou grupo não está fundamentada em preconceito; (ii) investigar quais são as crenças pessoais; (iii) tomar o cuidado de não julgar precipitadamente as pessoas; (iv) respeitar os modos de viver diferentes, pois vivemos em uma sociedade livre; (v) não tentar mudar as pessoas, aceitá-las como elas são; (vi) procurar ser tolerante consigo mesmo, pois errar é humano.

Cidinei Bogo Chatt. Procurador da Fazenda Nacional. Disponível em: <http://www.jurisite.com.br/doutrinas/Constitucional/doutconst95.html>. Acesso em:18/04/2016.

Texto 3


Disponível em: http://www.seuguara.com.br/2013/03/intolerancia-charge-do-duke-270313.html. Acesso em: 10/04/2016.

Redação Mackenzie 2016

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Obs.: O texto deve ter título e estabelecer relação entre o que é apresentado nos textos da coletânea.

Texto I


https://blogdotarso.files.wordpress.com/2013/04/redu_o_da_maioridade_penal

Texto II

Nós deveremos ser lembrados na história como a mais cruel, e portanto a menos sábia, geração de homens que jamais agitou a Terra: a mais cruel em proporção à sua sensibilidade, a menos sábia em proporção à sua ciência. Nenhum povo, entendendo a dor, tanto a infligiu; nenhum povo, entendendo os fatos, tão pouco agiu com base neles.

John Ruskin

Texto III

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Albert Einstein

Texto IV

O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado.

William Shakespeare

Redação UNIOESTE 2015  

Redija um COMENTÁRIO INTERPRETATIVO CRÍTICO, para ser publicado no blog de Alexandre Beck, sobre a tirinha a seguir. Lembre-se de que você deverá apresentá-la e interpretá-la criticamente.


(Alexandre Beck. Disponível em HTTPS://www.facebook.com/tirasarmandinho?fref=ts, acesso em 15/09/2014).

Redação PUC-RS 2012 

A seguir, são apresentados três temas. Examine-os atentamente, escolha um deles e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto.
Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos:

  • Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu.
  • Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita.
  • Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas para a redação.
  • Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários.
  • Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar.
  • Lembre-se de que não serão considerados:
    • - textos que não desenvolverem um dos temas propostos;
    • - textos redigidos a lápis ou ilegíveis.

Boa prova!

TEXTO

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      Não tive acesso ao conteúdo do livro “Por uma
vida melhor”, apenas a pequenos trechos. Portanto,
falo com base em informações e opiniões de terceiros.
Nessa perspectiva, vejo como positivo o debate que
a abordagem pouco ortodoxa dos autores desencadeou,
pondo fogo a um tema em geral tido como
irrelevante: a língua materna em uso. Entretanto,
um trecho da obra me preocupou, e destaco: “Posso
falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo
da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito
linguístico”
.
      Para começar, pedir licença para falar de um determinado
jeito é um tiro no pé da tese defendida em
“Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste
contexto, é reconhecer o poder do outro sobre nós –
o que parece ser exatamente o contrário do que os
autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que
pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa
essa concordância rotineiramente.
      O problema maior, bem mais sutil e muito mais
complicado, porém, está na segunda parte da fala.
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém
“vítima de preconceito”, implica não só aceitar as
pessoas como são, mas também acreditar que todos
sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao
afirmar que a modalidade “permitida” pode vitimizar
quem a utiliza – pela ação do “outro ameaçador” –, os
autores estão deslocando o foco da importância
de construir conhecimento de modo autônomo
e reflexivo e enfatizando o julgamento alheio,
novamente reforçando o preconceito. Ora, aula de língua
materna é aula de cidadania, e ninguém se torna
cidadão por receio do “outro ameaçador”. O aluno deve
ter oportunidade de conhecer e desenvolver múltiplas
linguagens porque assim ele poderá expressar ideias
e sentimentos com mais autonomia. E, talvez, com
menos preconceito.
      Tudo isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem
é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal.
Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.

TEMA 

Preconceito s.m. (...) 1 qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico (...) 2 sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma impressão pessoal ou imposta pelo meio; intolerância (...).”

HOUAISS et al. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 1539.

Agir livre de preconceito (...) implica não só aceitar as pessoas como são, mas também acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios.

Aceitar as pessoas como elas são não é um objetivo fácil de ser alcançado. Passar pela vida sem ter sofrido em alguma situação esse “sentimento hostil” descrito por Houaiss é raro.

Se você preferir este tema, apresente uma situação em que você foi vítima de preconceito OU uma situação em que você agiu preconceituosamente em relação a alguém, e diga o que aprendeu com esse episódio.

Redação Mackenzie 2012.2 

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

Ao ler-se em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura “cigano” significa “aquele que trapaceia, velhaco”, entre outras coisas do gênero, ainda que deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação.

Cléber Eustáquio Neves, procurador

Texto II

Agora há novamente paladinos da sociedade perfeita, o que lá seja isso, que querem censurar dicionários. De vez em quando, aparece um desses. Censurar a lexicografia é uma curiosa inovação. Dicionário é um trabalho lexicográfico, não uma peça normativa. O lexicógrafo não concorda ou discorda do uso de uma palavra ou expressão qualquer. Obedecendo a critérios tão objetivos e neutros quanto possível, constata o uso dessa palavra ou expressão e tem a obrigação de registrá-la. Eliminar do dicionário uma palavra lexicograficamente legítima não só é uma violência despótica, como uma inutilidade, pois a palavra sobreviverá, se tiver funcionalidade na língua, para que segmento seja.

João Ubaldo Ribeiro, escritor

Texto III

O Ministério Público entendeu que houve racismo nos itens 5 e 6 do verbete “cigano” e, por isso, entrou com uma Ação Civil Pública contra a Editora Objetiva, que publica o Dicionário Houaiss, e contra o Instituto Antônio Houaiss. O MPF espera conseguir na justiça uma indenização por dano moral coletivo e a retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do dicionário que apresentem as expressões que depreciam os ciganos. A significação atribuída pelo Houaiss aos ciganos violaria o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo.

Adaptado do portal de notícias newsrondonia.com.br

Texto IV

Quando a gente pensa que já viu tudo, não viu. Faz algum tempo, dentro do horroroso politicamente correto que me parece tão incorreto, resolveram castrar, limpar, arrumar livros de Monteiro Lobato, acusando-o de preconceito racial, pois criou entre outras a deliciosa personagem da cozinheira Tia Nastácia. [...] Se formos atrás disso, boa parte da literatura mundial deve ser deletada ou “arrumada”. Primeiro, vamos deletar a palavra “negro” quando se refere a raça e pessoas, embora tenhamos uma banda Raça Negra, grupos de Teatro Negro e incontáveis oficinas, açougues, borracharias “do Negrão”, como “do Alemão”, “do Portuga” ou “do Turco”. Vamos deletar as palavras. Quem sabe, vamos ficar mudos, porque ao mal-humorado essencial, e de alma pequena, qualquer uma pode ser motivo de escândalo.

Lya Luft, escritora

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