Redação sobre Politicamente Correto

Redação sobre Politicamente Correto

Redação Puc-Goiás 2017-2

COLETÂNEA

TEXTO 1

Banir marchinhas incorretas é inútil, mas é preciso refletir sobre as letras

Mauro Ferreira

A chegada de fevereiro, mês do carnaval neste ano de 2017, esquentou a polêmica sobre o boicote de marchinhas de letras politicamente incorretas. O bloco dos mais radicais sugere que marchinhas recorrentes na folia brasileira, sobretudo na carioca, sejam banidas da boca do povo. Uma das músicas que estão sob a mira dos radicais é O teu cabelo não nega, marchinha lançada em 1932, composta por Lamartine Babo (1904 – 1963) – compositor carioca de farta e boa produção de músicas carnavalescas.

[...]

Os versos de O teu cabelo não nega são, de fato, indefensavelmente racistas. Qualquer cidadão minimamente consciente entende que tais versos são uma ofensa à população negra se analisados friamente. Mas a questão do boicote é complexa. Primeiro porque, na prática, é inútil boicotar o canto da tradicional marchinha. Não há decisão ou mesmo decreto que possam impedir um folião de começar a cantar essa marchinha e de esses versos ganharem espontâneo coro popular, porque, letra à parte, a melodia e o ritmo da marchinha são sedutores. Não é à toa que a música é cantada no Carnaval há 85 anos.

A questão primordial talvez seja refletir sobre o conteúdo ofensivo dessas letras escritas em outras épocas, sob outros padrões éticos, morais e sociais. Nenhum cidadão de bem defende que homem bata em mulher. Mas a obra do compositor carioca Noel Rosa (1910 – 1937) inclui samba atualmente indigesto que defende até um “tijolo na testa” de mulheres que escapassem do domínio machista em voga da sociedade da década de 1930. Cabe proibir o samba de Noel de ser cantado nos dias de hoje dentro e fora do carnaval?

Talvez o melhor, em ambos os casos, seja refletir sobre o conteúdo dessas músicas e cantá-las em contexto adequado – como em um baile ou bloco de carnaval, no caso das marchinhas – com a consciência de que não há mais como defender tais letras e, sobretudo, de que é preciso combater o racismo e a violência contra a mulher em qualquer tempo ou lugar. Inclusive em um baile ou bloco que toque O teu cabelo não nega e que, por acaso, registre caso de racismo ou de violência contra a mulher. Boicotar tais músicas é ineficaz, assim como pôr na mira qualquer outra composição que tenha a palavra “mulata” na letra chega a ser risível pelo exagero. Ter bom senso também é ser politicamente correto.

(FERREIRA, Mauro. Banir marchinhas incorretas é inútil, mas é preciso refletir sobre as letras. 01 fev. 2017. Disponível em: http:// g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/banir-marchinhasincorretas-e-inutil-mas-e-preciso-refletir-sobre-letras.html. Acesso em: 1 fev. 2017. Adaptado.)

TEXTO 2

MEC reprova livros didáticos por ver racismo e machismo em imagens cotidianas

Leandro Narloch

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) reprovou livros didáticos por considerar racistas e machistas imagens de mulheres, negros e até indianos em problemas sociais – como enchentes em São Paulo, dramas da seca na África e na Índia e até mesmo campanhas de saúde pública criadas pelo próprio governo federal.

Uma coleção de quatro volumes de Ciências da Natureza foi excluída do Programa Nacional do Livro Didático porque os avaliadores consideraram que algumas imagens caracterizam “discriminação e violação dos direitos humanos” ao reproduzirem “estereótipos e preconceitos de condição social, étnico-racial e de gênero”.

Uma das imagens consideradas nocivas é a de mulheres africanas carregando vasos de barro, que ilustra a abertura de um capítulo sobre o drama da falta de água no Planeta. Segundo o parecer, assinado em abril, ainda no governo Dilma, fotos como essa “trazem situações que retratam condições de inferioridade com relação aos negros e às mulheres. Colocam também a mulher como vítima de desigualdade de direito a condições adequadas de vida”.

A mesma avaliação recebeu a foto de uma enchente cujas vítimas são pardas, e uma pintura naif que poderia muito bem ser interpretada como simpática ao movimento negro. Para o FNDE, as imagens ainda “enfatizam o desnível sociorracial acentuando distorções com conotações especificamente raciais e ferem o conceito de igualdade social”.

Na prática, o critério politicamente correto do MEC veta qualquer imagem dos livros em que mulheres, pardos ou negros estejam relacionados a notícias negativas. Com isso, acaba-se privando os estudantes da informação sobre o perfil étnico das pessoas que mais precisam de ajuda na sociedade brasileira. [...]

(NARLOCH, Leandro. MEC reprova livros didáticos por ver racismo e machismo em imagens cotidianas. 24 ago. 2016. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/mecreprova-livros-didaticos-por-ver-racismo-e-machismo-em-imagenscotidianas/. Acesso em: 20 dez. 2016. Adaptado.)

TEXTO 3

A linguagem politicamente correta

José Luiz Fiorin

No conto “Negrinha”, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto “Aurora sem dia”, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazi-fascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista.

A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais etc. Revela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

[...]

A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem. [...] O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como “negro”, “bicha” ou “coisa de mulher”, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo “negro”, sem precisar recorrer à expressão “afrodescendente”. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos “bicha”, “veado”, “fresco” são mais preconceituosos que a designação “gay”. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo “gay” também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo “bichona” e do diminutivo “bichinha”, criaram-se “gayzaço” e “gayzinho”. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas etc.

[...]

[...] Outra coisa que produz efeito contrário ao pretendido é o uso de eufemismos francamente cômicos, quando a língua não possui um termo “não marcado” para fazer uma designação que é vista como preconceituosa: por exemplo, dizer “pessoa verticalmente prejudicada” em lugar de “anão”; “pessoa de porte avantajado” em vez de “gordo”; “pessoa em transição entre empregos” por “desempregado”. Isso gera descrédito para os que pretendem relações mais civilizadas entre as pessoas. Por isso, as piadas já começam a surgir.

As palavras ferem e, como diz o poeta Pepe, “as lágrimas não cicatrizam”. Por isso, para criar um mundo melhor, é importante usar uma linguagem que não machuque os outros, que não revele preconceitos, que não produza discriminações. É necessário, porém, que, para ter eficácia, esse trabalho sobre a palavra respeite a natureza e o funcionamento da linguagem.

(FIORIN, José Luiz. A linguagem politicamente correta. Disponível em: http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/ artigos_alinguagempoliticamentecorreta.htm. Acesso em: 30 jan. 2017. Adaptado.)

TEXTO 4

Como guerra ao politicamente correto ajuda a explicar ascensão de Trump

João Fellet

Quando perguntados sobre as maiores qualidades de Donald Trump, muitos eleitores do presidente dos Estados Unidos costumam citar sua recusa em se preocupar com o “politicamente correto”.

Analistas sugerem que esse comportamento o ajudou a capitalizar sobre a revolta de muitos americanos que consideram que sua liberdade de expressão está sendo cerceada pelos limites impostos – mesmo que informalmente – ao uso de termos ou posturas que seriam ofensivos.

“O grande problema deste país é ser politicamente correto”, disse Trump inúmeras vezes ao longo da campanha.

Após se lançar candidato, ele se referiu a imigrantes mexicanos como “estupradores”, defendeu suspender a entrada de muçulmanos estrangeiros nos Estados Unidos e insinuou que uma jornalista o havia tratado com rispidez porque estaria menstruada.

Na mesma medida em que inflamou seus críticos, a postura lhe rendeu elogios entre simpatizantes, para quem Trump apenas “diz as coisas como elas são”. Segundo eles, ao se posicionar sobre os assuntos, o empresário não se curva a sensibilidades e patrulhas linguísticas que dificultam o combate de problemas reais dos Estados Unidos, como a criminalidade e o terrorismo.

A cruzada de Trump contra o politicamente correto se insere num conflito mais amplo, que vai além da linguagem. O embate muitas vezes põe direita e esquerda em lados opostos e se reproduz em vários países do mundo, inclusive no Brasil.

[...]

Um artigo em 2015 na Chronicles Magazine, publicação de um instituto conservador americano, diz que o pensamento politicamente correto cala ou torna objeto de ódio e deboche todos que se recusam a seguir seus códigos.

O objetivo da prática, segundo a revista, é exercer um controle social que “torne impossível a pessoas comuns manifestar suas queixas publicamente de uma maneira aceitável, de modo que suas objeções possam ser facilmente rejeitadas como expressões de ignorantes preconceituosos”.

Para alguns, esse comportamento põe em risco a própria comunicação e se choca com a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.

No outro lado da disputa, muitos avaliam que ser politicamente correto significa apenas tratar as pessoas com respeito, e que a oposição aos códigos é alimentada por grupos que se recusam a rever privilégios ou a deixar de usar expressões racistas.

Um artigo no Christian Science Monitor diz que, para as gerações que cresceram sob essa filosofia, “o discurso é uma arma, e suprimir palavras que possam ser vistas como ofensivas ou odiosas é a nova fronteira dos direitos civis”.

[...]

Para Philip Bump, a expressão “politicamente correto” virou um guarda-chuva para várias posições associadas à esquerda, como a defesa do casamento gay, da igualdade de gêneros e de ações afirmativas em prol de minorias raciais.

Segundo ele, muitos críticos do politicamente correto são, no fundo, críticos de bandeiras progressistas.

No Brasil, políticos conservadores também têm se insurgido contra essas normas. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), um dos principais expoentes do grupo, costuma dizer que “estamos vivendo a ditadura do politicamente correto”.

Tanto no caso americano como no brasileiro, o discurso ganhou força após vários anos de governos à esquerda, que assumiram bandeiras em favor de minorias. [...]

(FELLET, João. Como guerra ao politicamente correto ajuda a explicar ascensão de Trump. 10 nov. 2016. Disponível em: http:// g1.globo.com/mundo/eleicoes-nos-eua/2016/noticia/2016/11/comoguerra-ao-politicamente-correto-ajuda-a-explicar-ascensao-detrump.html. Acesso em: 20 dez. 2016. Adaptado.)

TEXTO 5

O que você pode falar, afinal?

Maurício Horta

[...]

A incorreção [...] virou uma arma para defender a liberdade de expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável.

Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo “politicamente correto”. Ele apareceu pela primeira vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-Tung. Mas o significado com que a expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60.

Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar as pessoas a conviver com a diferença.

Nisso, negro virou african-american, (“afro-americano”), fag (“bicha”) virou gay (“alegre”). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação na liberdade de expressão.

O passo seguinte viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das “classes pessoais”. Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram – afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E “obesidade” virou “sobrepeso”; “deficiência física” virou “necessidade especial”…

[...]

É aí que o debate começa. Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto.

Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?

Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários – como o apartheid sul-africano, em que a palavra “miscigenação” virou “imoralidade” – quanto democráticos – como o dos EUA, que usou o termo “guerra preventiva” para o ataque unilateral ao Iraque – usaram do expediente. No mundo do politicamente correto isso é o equivalente a chamar de “melhor idade” a época da vida em que vemos multiplicar o valor do plano de saúde.

De boa intenção, o politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse. Mas não. Não é.

(HORTA, Maurício. O que você pode falar, afinal? 31 out. 2016. Disponível em: http://super.abril.com.br/cultura/o-que-voce-pode-falar-afinal/. Acesso em: 30 jan. 2017. Adaptado.)

TEXTO 6

PROPOSTA 1 – ARTIGO DE OPINIÃO

Artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo em que o autor expressa a sua opinião sobre determinado tema, deixando bem marcada uma argumentação que sustente a defesa do ponto de vista apresentado.

Imagine que você foi convidado por um jornal de circulação nacional para escrever um artigo de opinião em que se posicione em relação ao seguinte tema: Politicamente correto: censurar o uso de palavras ou imagens é um instrumento eficaz de luta contra a discriminação? Escreva, então, um artigo de opinião em que apresente o seu ponto de vista. Você deverá usar argumentos convincentes e persuasivos.

NÃO SE IDENTIFIQUE NO TEXTO

PROPOSTA 2 – CARTA ARGUMENTATIVA

A carta argumentativa é um gênero textual que permite ao cidadão se manifestar em relação aos problemas sociais. Possui como característica fundamental a persuasão, dada a intenção de o emissor convencer o interlocutor (normalmente uma pessoa responsável ou uma autoridade) a tomar uma atitude com o objetivo de solucionar um determinado problema.

Imagine que você é um cidadão defensor da arte e cultura de seu país e sente-se incomodado com o policiamento linguístico contra obras consagradas e representativas da cultura nacional. Diante da polêmica discussão sobre o politicamente correto, resolve manifestar-se. Escreva, então, uma carta argumentativa para o Ministro da Educação, apresentando seu ponto de vista e propostas sobre o tema: Politicamente correto: censurar o uso de palavras ou imagens é um instrumento eficaz de luta contra a discriminação? Utilize a coletânea e seus conhecimentos prévios sobre o assunto. Considere as marcas de interlocução peculiares ao gênero carta na construção do seu texto e apresente argumentos convincentes.

NÃO SE IDENTIFIQUE NO TEXTO

PROPOSTA 3 – MANIFESTO

Manifesto é um gênero textual de caráter argumentativo, utilizado para apresentar razões que justifiquem certos atos ou em que se fundamentem certos direitos. Tem por objetivo causar impacto na opinião pública e dar realce a alguma situação polêmica, visando ao convencimento do interlocutor.

Imagine que você seja um universitário, representante de seus pares no movimento estudantil, e é convidado para participar de um Encontro Nacional de Estudantes. Em comum acordo com os estudantes de seu estado, você resolve escrever um manifesto para ser lido nesse encontro, abordando o tema: Politicamente correto: censurar o uso de palavras ou imagens é um instrumento eficaz de luta contra a discriminação? Posicione-se sobre o assunto e escreva o manifesto, apresentando o seu ponto de vista e conclamando os estudantes brasileiros para se posicionarem em conformidade com as suas propostas.

Considere as marcas de interlocução peculiares ao gênero na construção do seu texto e apresente argumentos convincentes. Utilize a coletânea e seus conhecimentos prévios sobre o tema.

NÃO SE IDENTIFIQUE NO TEXTO

Redação Mackenzie 2007

Redija uma dissertação, a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

A divisão de atitudes em relação à língua pode ser observada nas discussões acerca do “politicamente correto”. Como essa expressão assumiu conotações desfavoráveis, talvez seja necessária uma outra, mais neutra, como “conscientização social”, para referência à ideia de que a língua tem implicações muito fortes. De fato, é verdade que houve, nos EUA, um declínio na ocorrência de piadas de “sogra” e de “irlandês” nos últimos anos, mas é difícil saber se isso se deve a uma mudança de atitude ou à existência de um controle explícito sobre a língua e sobre a circulação das piadas.

Adaptado de Alison Ross


Texto II

O humor étnico pode ser usado como defesa ou uma espécie de autopromoção por representantes do grupo-alvo. O falecido presidente Kennedy era um grande contador de piadas de irlandês, e o ex-governador de Nova York, Cuomo, da mesma forma, gostava de criar piadas de italianos. O humor étnico joga com as incongruências entre as subculturas e a cultura dominante. Ao fazer isso, esse tipo de humor geralmente proclama e reforça esta última, servindo, assim, à sociabilidade da comunidade como um todo.

Adaptado de Charles Schutz

Texto III

Não é necessário nem desejável promulgar códigos e regulamentos que eliminem um determinado tipo de humor porque algumas pessoas ou grupos se dizem ofendidos por causa dele. O castigo àquele que conta uma “má” piada é que o ouvinte simplesmente não ri nem demonstra divertimento. Se a piada tiver efeito negativo, a sessão se interromperá imediatamente.

Bernard Saper

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