Redação sobre o Futuro

Redação sobre o Futuro

Redação Puc-Campinas 2019

Texto 1

Foi-se o tempo em que digitar uma senha ou encostar o dedo no sensor de leitura de impressão digital integrado aos aparelhos de smartphone eram as únicas maneiras de desbloqueá-los e acessar seu conteúdo. Hoje, os últimos modelos já contam com sistemas de reconhecimento facial. Essa tecnologia biométrica, também usada no controle de acesso a instalações, check-in de companhias aéreas, processos de investigação criminal e transações comerciais, vem se popularizando rapidamente à medida que empresas de diferentes segmentos se dão conta de suas múltiplas formas de aplicação.

(Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira. “Um rosto na multidão”, em Revista Pesquisa Fapesp, ed. 274, dez. 2018)

Texto 2

Com um total estimado de 4 milhões de câmeras de vigilância, a Inglaterra é de longe a nação mais controlada do mundo. Como isso pôde acontecer no país de George Orwell, o autor do clássico romance “1984”? Quais foram os motivos que iniciaram esse processo? Por que outros países não copiaram o mesmo sistema? Isso tem um real efeito na redução da criminalidade?

(Notícia sobre o documentário Cada passo que você dá (2007), de Nino Leitner. Disponível em: http://observatoriodeseguranca.org)

Texto 3

Como um “verdadeiro mantra de legitimação da atividade administrativa”, o argumento da supremacia do interesse público a tudo explica e tudo justifica [...].

(Adaptado de: CRISTÓVAM, José S. da S. Para um conceito de interesse público.... Disponível em: jus.com.br)

Baseando-se na relação entre as ideias presentes nos textos de apoio 1, 2 e 3, e em seu conhecimento a respeito das questões suscitadas, redija uma dissertação de caráter argumentativo sobre o seguinte tema:

O futuro está sendo monitorado

Redação UECE 2014.1

Prezado(a) vestibulando(a),

De acordo com Rui Tavares, “O ideal universitário é as ideias. As ideias sobre como são as coisas, sobre como funcionam, sobre como deveriam funcionar, ideias sobre ideias”.

Como candidato a uma vaga na Universidade Estadual do Ceará, você deve saber tratar de ideias, deve ser capaz de refletir sobre problemas que dizem respeito ao funcionamento das coisas na sociedade.

Nesta prova, seu desafio é refletir sobre uma das questões que mais têm preocupado estudiosos do clima, cientistas sociais e governantes neste início de século: os efeitos da crescente urbanização.

A. Considere, para essa reflexão, as ideias apresentadas nos textos I, II, e III.

TEXTO I

Lá vem a cidade
Lenine

Eu vim plantar meu castelo
Naquela serra de lá,
Onde daqui a cem anos
Vai ser uma beira-mar...

Vi a cidade passando,
Rugindo, através de mim...
Cada vida
Era uma batida
Dum imenso tamborim.
Eu era o lugar, ela era a viagem
Cada um era real, cada outro era miragem.

Eu era transparente, era gigante
Eu era a cruza entre o sempre e o instante.
Letras misturadas com metal
E a cidade crescia como um animal,
Em estruturas postiças,
Sobre areias movediças,
Sobre ossadas e carniças,
Sobre o pântano que cobre o sambaqui...
Sobre o país ancestral
Sobre a folha do jornal
Sobre a cama de casal onde eu venci.

Eu vim plantar meu castelo
Naquela serra de lá,
Onde daqui a cem anos
Vai ser uma beira-mar...
A cidade
Passou me lavrando todo...

A cidade
Chegou me passou no rodo...
Passou como um caminhão
Passa através de um segundo
Quando desce a ladeira na banguela...
Veio com luzes e sons.
Com sonhos maus, sonhos bons.
Falava como um camões,
Gemia feito pantera.
Ela era...
Bela... fera.

http://letras.mus.br/lenine/1338104/

TEXTO II

Poema de Circunstância

Onde estão os meus verdes?
Os meus azuis?
O arranha-céu comeu!
E ainda falam nos mastodontes, nos brontossauros, nos tiranossauros,
Que mais sei eu...
Os verdadeiros monstros, os papões, são eles, os arranha-céus!

Daqui
Do fundo
Das suas goelas,
Só vemos o céu, estreitamente, através de suas
Empinadas gargantas ressecas.
Para que lhes serviu beberem tanta luz?
De fronte
À janela aonde trabalho...
Há uma grande árvore...
Mas já estão gestando um monstro de permeio!
Sim, uma grande árvore muito verde... Ah,
Todos os meus olhares são de adeus
Como o último olhar de um condenado!

QUINTANA, Mário. Prosa & Verso. p. 96.

TEXTO III

Problemas Ambientais Decorrentes da Urbanização

A urbanização traz importantes impactos ao meio ambiente, especialmente nas grandes cidades, onde a flora, a fauna, o relevo, as fontes de água e o clima sofrem alterações significativas, resultando na poluição e na degradação ambiental, além de outros problemas como a poluição sonora, a poluição visual, a poluição das águas, do solo e da atmosfera, os esgotos, os resíduos industriais e a produção de grandes volumes de lixo. O impacto ambiental causado pela urbanização é um dos maiores desafios das autoridades mundiais deste século.

http://meioambiente.culturamix.com/natureza/impactosambientais-da-urbanizacao

B. Componha seu texto desenvolvendo uma das sugestões a seguir.

Sugestão 1

Escreva um texto argumentativo tratando de um problema ambiental que, na sua opinião, afeta mais intensamente a vida dos moradores das grandes cidades. Discuta sobre os desafios que se colocam para resolver esse problema.

Sugestão 2

Imagine como será o futuro de sua cidade. Escreva uma história de ficção que seja ambientada nesse lugar e cuja trama se desenvolva entre personagens do século XXII.

Redação UECE 2013.1

Prezado(a) Candidato(a),

Nesta seleção de 2013.1, recorremos a uma afirmação de Rui Tavares, já citada na prova de redação de 2011.2. Para esse historiador e cronista português, “O ideal universitário é as ideias. Ideias sobre como são as coisas, sobre como funcionam, sobre como deveriam funcionar, ideias sobre ideias”. Como já dissemos naquela ocasião, em concordância com o autor, é de ideias que tratamos quando lhe pedimos que escreva um texto. É de ideias que você, como aspirante a uma vaga nesta universidade pública, deve saber tratar, uma vez que a sociedade espera sua contribuição para o debate de problemas que a afetam.

O problema a ser tratado nesta prova é o da MOBILIDADE URBANA.

Leia os textos 1 e 2, que abordam essa questão e, em seguida, desenvolva uma das sugestões de escrita, considerando que seu texto será divulgado nas redes sociais.

Sugestão A: Escreva um texto argumentativo, tratando da mobilidade urbana como um problema cuja solução diz respeito a todos os segmentos da sociedade.

Sugestão B: Escreva uma crônica futurista, falando da sua cidade no próximo século. Considere as soluções que serão desenvolvidas para a mobilidade urbana.

TEXTO 1

Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA, do Instituto de Relações Internacionais da USP e pesquisador do CNPq e da Fapesp, escreve o seguinte artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo em 14-12-2011.

Mobilidade versus carrocentrismo

Automóveis individuais e combustíveis fósseis são as marcas mais emblemáticas da cultura, da sociedade e da economia do século XX.

A conquista da mobilidade é um ganho extraordinário, e sua influência exprime-se no próprio desenho das cidades. Entre 1950 e 1960, nada menos que 20 milhões de pessoas passaram a viver nos subúrbios norte-americanos, movendo-se diariamente para o trabalho em carros particulares. Há hoje mais de 1 bilhão de veículos motorizados. Seiscentos milhões são automóveis.

A produção global é de 70 milhões de unidades anuais e tende a crescer. Uma grande empresa petrolífera afirma em suas peças publicitárias: precisamos nos preparar, em 2020, para um mundo com mais de 2 bilhões de veículos.

O realismo dessa previsão não a faz menos sinistra. O automóvel particular, ícone da mobilidade durante dois terços do século 20, tornou-se hoje o seu avesso.

O desenvolvimento sustentável exige uma ação firme para evitar o horizonte sombrio do trânsito paralisado por três razões básicas.

Em primeiro lugar, o automóvel individual com base no motor a combustão interna é de uma ineficiência impressionante. Ele pesa 20 vezes a carga que transporta, ocupa um espaço imenso e seu motor desperdiça entre 65% e 80% da energia que consome.

Em segundo lugar, o planejamento urbano acaba sendo norteado pela monocultura carrocentrista. Ampliar os espaços de circulação dos automóveis individuais é enxugar gelo, como já perceberam os responsáveis pelas mais dinâmicas cidades contemporâneas.

A consequência é que qualquer estratégia de crescimento econômico apoiada na instalação de mais e mais fábricas de automóveis e na expectativa de que se abram avenidas tentando dar-lhes fluidez é incompatível com cidades humanizadas e com uma economia sustentável. É acelerar em direção ao uso privado do espaço público, rumo certo, talvez, para o crescimento, mas não para o bem-estar.

Não se trata - terceiro ponto - de suprimir o automóvel individual, e sim de estimular a massificação de seu uso partilhado. Eficiência no uso de materiais e de energia, oferta real de alternativas de locomoção e estímulo ao uso partilhado do que até aqui foi estritamente individual são os caminhos para sustentabilidade nos transportes. A distância com relação às prioridades dos setores público e privado no Brasil não poderia ser maior.

(Texto adaptado.)

TEXTO 2

8 PRINCÍPIOS DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL

Habitável hoje, sustentável no futuro.

Os princípios aqui delineados visam inspirar-nos para melhorar a qualidade de vida nas cidades hoje, enquanto asseguram sua viabilidade amanhã. A cidade bem-sucedida do século XXI será repleta de escolhas, incluindo transporte não-motorizado, pós-combustível fóssil, como opções de deslocamentos. O programa As Cidades Somos Nós convida equipes de projetistas de dez cidades do mundo para aplicar esses princípios em dez locais especialmente selecionados. Nosso desejo é que esses princípios sirvam como inspiração para as autoridades nacionais e locais em todo o mundo.

1. ANDAR A PÉ: desenvolver ambiência urbana que estimule o caminhar
Diminuir a largura das ruas a atravessar; enfatizar a segurança e o conforto do pedestre; incentivar atividades ao rés-do-chão e criar espaços públicos adequados à convivência e ao relaxamento.

2. USAR A BICICLETA: priorizar redes de ciclovias e ciclo faixas
Desenhar ruas que propiciem conveniência e segurança para o ciclista; providenciar estacionamento seguro para as bicicletas públicas e privadas.

3. CONECTAR: criar sistemas compactos de ruas e caminhos
Criar redes densas de ruas e travessas com alta permeabilidade para pedestres e bicicletas; criar vias de alta capacidade para carros assim como passagens e áreas verdes para estimular o transporte não motorizado.

4. TRANSPORTAR: prover transporte coletivo de alta qualidade
Garantir um serviço de transporte frequente, rápido e direto; estabelecer, no mínimo, um corredor de alta capacidade com linhas exclusivas para o transporte público que estejam a uma distância alcançável a pé para 80% da população; localizar estações de transporte, locais de moradia, trabalho e serviços que estejam a uma distância que possa ser percorrida a pé entre eles.

5. MISTURAR: planejar o uso misto do espaço urbano
Harmonizar moradia, comércio e serviços; oferecer parques e atividades de lazer em espaços públicos ao ar livre.

6. DENSIFICAR: estabelecer correspondência entre densidade urbana e capacidade do sistema de transporte
Adaptar a densidade à capacidade do sistema de transporte; maximizar a capacidade do sistema de transportes.

7. COMPACTAR: criar regiões compactas, coesas e bem conectadas
Reduzir o espraiamento focando o desenvolvimento em áreas já ocupadas ou a ela adjacentes; fazer coexistir, no mesmo espaço, trabalho e moradia para evitar deslocamentos desnecessários.

8. PROMOVER MUDANÇAS: aumentar a mobilidade regulando o estacionamento e o uso das vias
Reduzir o número de estacionamentos para desestimular o uso de automóveis particulares nos horários de pico do trânsito; ajustar a cobrança de taxas pelo uso do automóvel segundo hora do dia e destino.

www.ascidadessomosnos.org/Index.html

Redação FATEC 2011

Texto I 

Leia os textos seguintes e reflita sobre as informações neles expressas. Elas constituem o ponto de partida para desenvolver sua redação.

Estar aberto às novidades é estar vivo. Fechar-se a elas é morrer estando vivo. Um certo equilíbrio entre as duas atitudes ajuda a nem ser antiquado demais nem ser superavançadinho, correndo o risco de confusões ou ridículo.

Sempre me fascinaram as mudanças – às vezes avanços, às vezes retorno à caverna. Hoje andam incrivelmente rápidas, atingindo nossos usos e costumes, ciência e tecnologia, com reflexos nas mais sofisticadas e nas menores coisas com que lidamos. Nossa visão de mundo se transforma, mas penso que não no mesmo ritmo; então de vez em quando nos pegamos dizendo, como nossas mães ou avós tanto tempo atrás: “Nossa! Como tudo mudou?”.

Nos usos e costumes a coisa é séria e nos afeta a todos: crianças muito precocemente sexualizadas pela moda, pela televisão, muitas vezes por mães alienadas, por teorias abstrusas1 e mal aplicadas. Se antes namorar era difícil, o primeiro batom rosa-claro aos 15 anos, e não havia pílula anticoncepcional, hoje talvez amar ande descomplicado demais.

Na educação, cansei de falar. Cada dia uma nova notícia: não se reprova mais ninguém antes de tal série, os alunos entram na universidade sem saber escrever, coordenar pensamento, ler e entender. Não todos. Não sempre, mas cada vez com mais frequência.

Na saúde, acho que muito melhorou. Em breve estaremos menos doentes. Teremos de descobrir o que fazer com tanto tempo de vida a mais que nos será concedido. Nada de aposentadoria precoce, chinelo e pijama (isso ainda se usa?). Mas aprender sempre. Interrogar o mundo, curtir a natureza, saborear a arte, viajar para Marte, e outras rimas exóticas.

Quem sabe nos mataremos menos. Leremos unicamente livros eletrônicos ou algo ainda mais moderno. As crianças terão outras memórias, outras alegrias; os adultos, novas sensações e possibilidades – mas as emoções humanas, estas eu penso que vão demorar a mudar. Todos vão continuar querendo mais ou menos o mesmo: afeto, presença, sentido para a vida, alegria. Desta, por mais modernos, avançados, biônicos, quânticos, incríveis, não podemos nos esquecer. Ou não valerá a pena nem um só ano a mais, saúde a mais, brinquedinhos a mais. Seremos uns robôs cinzentos e sem vida.

(Lya Luft, Veja, 02.03. 2011. Adaptado.) 

abstrusas1: incompreensíveis, obscuras

Texto II

Fatec 2011

PROPOSTA

Redija uma dissertação sobre o tema A SEGUIR.

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