Redação sobre Mudaças Climáticas

Redação sobre Mudaças Climáticas

UFRGS 2022

Considere, abaixo, parte da entrevista da ex-presidente da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, publicada no Jornal Valor Econômico, em 2016, e aqui reproduzida a partir do site https://www.fronteiras.com/.

Nessa entrevista, a ex-presidente aborda o tema “Mudanças climáticas e direitos humanos”.

Por que as mudanças climáticas são uma questão de direitos humanos?
M.R.: Porque estão corroendo uma série de direitos, particularmente os sociais. Direito à alimentação, à água. E também estão corroendo a saúde, tirando as pessoas de seus lugares. Existe uma grande injustiça nas mudanças climáticas, porque afetam comunidades pobres e países pobres que não são responsáveis pelas emissões de gases.

Por que o maior impacto sobre as pessoas pobres não ganha evidência?
M.R.: Acho que as pessoas não têm uma compreensão completa em relação a isso. E também não se sentem suficientemente responsáveis. Temos que trazer à luz a injustiça da mudança climática e torná-la mais visível.

[...] E o aspecto financeiro? Nem todos concordam em financiar as mudanças necessárias.
M.R.: Precisamos ver as finanças climáticas como uma forma de deixar o mundo mais seguro para todos, fornecendo tecnologia e investimentos aos países em desenvolvimento para uma transição bem rápida para a energia renovável.

[...] Governos e líderes empresariais parecem muitas vezes mais interessados no aspecto econômico. Como incluir as pessoas nas soluções?
M.R.: Foi por isso que criei minha fundação, que é voltada à justiça climática. Precisamos colocar as pessoas no centro de todas as ações relacionadas ao clima, ou iremos cometer erros. Por exemplo, em 2007, 2008, havia um grande movimento para transformar o milho em etanol nos Estados Unidos. Isso fez com que os preços de alimentos subissem e foi muito ruim para as comunidades pobres. Tenho ouvido cada vez mais sobre grandes projetos, grandes hidrelétricas, florestamento que tentam ser positivos para o clima, mas não são bons para os pequenos proprietários de terra, atropelam os direitos dos povos indígenas, das pessoas pobres. Isso não é aceitável.

Como a senhora vê os direitos humanos atualmente?
M.R.: É difícil responder globalmente. Há uma preocupação com o que é descrito como o fechamento de espaço para ação da sociedade civil. Em outras palavras, é mais difícil para a sociedade civil ser influente. A chamada guerra contra o terror tem feito até protestos legítimos serem caracterizados como terrorismo. E há um grande movimento para proibir ou reduzir a ação das ONGs. Muitos países estão suspendendo o financiamento externo para as organizações não governamentais. E se não conseguem recursos do exterior é muito mais difícil para elas financiarem suas atividades que são responsabilizar os governos pela garantia de direitos humanos... É um grande problema, há muitos mais.

[...] As mudanças climáticas podem gerar refugiados do clima?
M.R.: Tenho certeza de que veremos o clima como fator de deslocamento das pessoas, porque estão sofrendo com secas severas, inundações severas. Há estimativas de que em 2050 poderemos ter algo entre 50 e 200 milhões de refugiados do clima. Nem podemos chamá-los de refugiados, porque eles não têm esse status.

Como a senhora vê a atual situação?
M.R.: Falamos sobre direitos humanos e sobre problemas do clima e isso pode ser deprimente. Esses problemas são muito sérios. Acredito que existem duas formas de olhar para isso.
Uma é ver o quanto isso é ruim e descrever o quanto isso é ruim. E tudo fica muito negativo, não há energia, não há oxigênio para fazer nada. A outra é ver que a situação é difícil, mas que há pessoas corajosas lutando contra isso e que podemos tentar ajudá-las.

Eu sempre pego emprestada uma expressão do meu amigo arcebispo Desmond Tutu. Estivemos em um painel em Nova Iorque, há alguns anos, com pessoas jovens, e ele fica muito entusiasmado quando está com jovens. Havia lá uma jornalista que, de forma até um pouco ríspida, perguntou a ele como se mantinha otimista. E ele respondeu: "Minha cara, não sou um otimista, sou um prisioneiro da esperança". Isso foi profundamente importante para mim. Você precisa ter esperança, que é a energia para fazer mudanças.

Adaptado de: <https://www.fronteiras.com/entrevistas/mary-robinson-uma-prisioneira-da-esperanca>.

Como você pode perceber, a ex-presidente da Irlanda tem opiniões claras a respeito do impacto que as mudanças climáticas têm na vida das pessoas. Ela, em sua argumentação, apresenta aspectos relativos às mudanças climáticas e à consequente ameaça aos direitos humanos.

A partir disso, considere a seguinte situação.

Você já é aluno universitário e é finalista, juntamente com mais dois colegas, de um projeto de sua Universidade que proporciona a jovens estudantes debater presencialmente com grandes personalidades do mundo. Neste ano, a personalidade que debaterá com um aluno será a expresidente Mary Robinson. Na verdade, apenas um dos três finalistas terá a incumbência de discutir com ela. O escolhido será aquele que convencer um grupo de jurados, formado por alunos e professores, de que tem as ideias mais bem fundamentadas a respeito do assunto a ser debatido e de que tem opiniões bem claras e definidas acerca do que pensa a ex-presidente.

Para definir quem será o escolhido entre os três finalistas, os jurados determinaram que cada um deverá escrever um texto dissertativo a respeito das ideias da ex-presidente na entrevista. Esse texto será lido, em voz alta, em uma sessão em que os jurados estarão presentes.

Você deverá, portanto, escrever o seu texto e lê-lo para os jurados.

Lembre-se de que esses jurados vão escutá-lo e vão comparar o seu texto aos dos outros dois alunos que também gostariam de estar frente à ex-presidente para, com ela, debater. A partir dessa comparação, os jurados escolherão quem será o aluno que representará sua Universidade no debate com a grande pensadora.

Em resumo, você deverá escrever uma dissertação que, ao ser lida perante o grupo de jurados, deve apresentar claramente seu ponto de vista sobre as ideias de Mary Robinson expressas na entrevista publicada no jornal. Essa redação deve convencer os jurados de que você é a pessoa certa para representar sua Universidade nesse grande evento.

Para fazer o seu texto, recomendamos que você:

a) seja claro ao apresentar seu ponto de vista sobre as ideias defendidas pela expresidente na entrevista;
b) construa argumentos bem fundamentados, de modo que possam convencer os jurados de que você é a pessoa ideal para debater com a pensadora.

Bom trabalho!

Instruções
A versão final do seu texto deve:
1 - conter um título na linha destinada a esse fim;
2 - ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado –, e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco serão descontados do cômputo total de linhas.
3 - ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular.

Redação Puc-Goiás 2020

COLETÂNEA

TEXTO 1

O que o Brasil ganha com as mudanças climáticas

Marcos Buckeridge

[...]

Evidências científicas mostram que até meados de 2040 o mundo deverá atingir a marca de 1,5 ºC de elevação na temperatura, caso continuemos emitindo gases de efeito estufa como ainda fazemos hoje.

As pessoas perguntam: mas o que significa para mim essa pequena variação de 1 ºC? De fato, 1 ºC ou mesmo 1,5 ou até 3 ºC podem significar muito pouco se considerarmos nossas preferências pessoais. Porém, uma variação na temperatura média mundial de 1,5 ºC implica variações de temperatura, chuvas e vários eventos climáticos bem mais amplos e intensos do que o significado pessoal de 1,5 ºC.

Os efeitos climáticos são, sobretudo, o que os climatologistas chamam de eventos extremos, ou seja, mudanças no clima local que provocam enchentes, secas, ondas de calor etc. A frequência desse tipo de evento já vem aumentando em vários lugares do Planeta. Em outras palavras, teremos um maior número de noites quentes, maior frequência de tempestades, maior probabilidade de ocorrência de eventos mais fortes como furacões e tornados. Tudo isso exacerba os riscos relacionados à saúde humana, infraestrutura das cidades, agricultura e muitos outros setores da sociedade. [...]

No Brasil, alguns dos efeitos das mudanças climáticas podem ser considerados como grandes problemas, mas por outro lado poderiam se transformar em oportunidades.

A devastação da Amazônia é o primeiro grande foco de problema, não só para os brasileiros, mas para o mundo. Já está bem estabelecido cientificamente que a maior floresta tropical do mundo tem um papel fundamental na estabilidade do clima em várias regiões do Planeta. [...] É fácil imaginar o que aconteceria se a Floresta Amazônica desaparecesse. Simplesmente não teríamos água suficiente para produzir alimentos e bioenergia. Por outro lado, há mecanismos que dão suporte a estratégias de manutenção da floresta. Um deles é chamado de REDD+ – Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação florestal, com o + significando: a) conservação dos estoques de carbono florestal; b) manejo sustentável de florestas e c) aumento dos estoques de carbono florestal. O REDD+ recebe financiamento internacional e tem tido relativo sucesso no Brasil. Como o Brasil é pioneiro no uso dessa estratégia, pode aperfeiçoá-la antes que outros países o façam. A vantagem é preservar a Amazônia e com isso evitar que nossa agricultura pereça, o que em si já é importante. Com o aperfeiçoamento e o domínio de uso do REDD+, o Brasil poderia assessorar outros países a fazerem o mesmo em suas florestas. E também usar o conhecimento como estratégia de ganhos de mercado como dominadores da tecnologia. Saber como usar o REDD+ com eficiência pode ser uma grande vantagem tecnológica e social, ajudando a diminuir a pobreza e, ao mesmo tempo, estimulando a formação de empresas que tragam divisas para nós.

O segundo grande foco está relacionado com as mudanças climáticas associadas ao aumento de temperatura e suas consequências para a agricultura. [...] na medida em que eventos extremos de seca ou excesso de chuvas se tornem cada vez mais intensos e frequentes, as perdas na agricultura poderão ser significativas. [...]

[...] A ciência da Agrometeorologia1 brasileira é forte e já vem fazendo os cálculos. Paralelamente, será necessário intensificar as aplicações tecnológicas que permitam adaptar as plantas que usamos como culturas agrícolas para que enfrentem mais facilmente os extremos de secas e alagamentos. Para isso, temos que lançar mão da genética e das novas técnicas de biologia molecular, que podem permitir o redesenho de genomas e, dessa forma, ajustar as respostas das plantas o mais rapidamente possível. [...]

As cidades são o terceiro grande foco. Até 2040, 90% da população mundial estará vivendo em cidades. Essa urbanização intensa vem criando condições artificiais geradas pelas ações humanas que aumentam consideravelmente a vulnerabilidade das populações.

As cidades formam ilhas de calor e, ao mesmo tempo, apropriam-se dos ecossistemas ao seu redor. Se houver florestas, elas são normalmente destruídas ou severamente transformadas. Se houver mar, os seres humanos constroem ao longo da costa, alteram os ecossistemas marinhos de várias formas por meio da poluição. Ainda que as cidades sejam uma forma de melhorar vários aspectos da vida humana (melhor acesso à comida, energia e outros bens), o outro lado é que há aumento na poluição, na violência e outros aspectos negativos. Um aumento de temperatura no Planeta que seja capaz de alterar a produção e qualidade da comida, que tenha potencial de gerar desastres (enchentes e escorregamentos de encostas), pode causar caos nas cidades. Algumas das cidades globais mais importantes do mundo (Nova York, Londres e Paris, por exemplo) já vêm investindo significativamente em adaptações às mudanças climáticas. No Brasil, megalópoles como São Paulo e Rio de Janeiro já começaram a investir. [...]

O quarto foco é a produção de energia. O Brasil tem a matriz energética com a maior proporção de renováveis do Planeta. Temos alta proporção de energia que vem das hidroelétricas e temos o etanol combustível distribuído em escala nacional. Fomos pioneiros e somos um exemplo para o mundo nesse aspecto. Porém, espera-se que a demanda por energia aumente muito nos próximos anos, de forma que precisaremos aumentar sua produção. No caso das hidrelétricas, o limite já foi atingido. Porém, o etanol ainda poderia ser expandido consideravelmente,  sem efeitos sobre biomas preservados ou sobre a produção de alimentos. [...]

Nos quatro casos, que são estratégicos para as próximas décadas no Brasil, não podemos ficar à mercê de estratégias de governo. São necessárias, impreterivelmente, estratégias de Estado. Não parece haver opção, sejam diferentes governos ou governos de um mesmo partido. O Brasil precisa entender que há estratégias que não podem depender de orientações ideológicas. As adaptações terão de ser executadas e aperfeiçoadas por décadas para o País se tornar viável para as gerações futuras.

[...]

(BUCKERIDGE, M. O que o Brasil ganha com as mudanças climáticas. 25/02/2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/ artigos/o-que-o-brasil-ganha-com-as-mudancas-climaticas/. Acesso em: 20 jul. 2019. Adaptado.)

1Agrometeorologia é o ramo da agronomia que estuda a interação dos fenômenos meteorológicos e seus impactos na cadeia produtiva do sistema agropecuário.

TEXTO 2

Mudanças climáticas: riscos e oportunidades

Jorge Soto

[...]

[...] representantes de diversos países concluíram, em 15 de dezembro, o chamado “Pacote do Clima de Katowice”, com o “Livro de Regras” para implementação do Acordo de Paris, que entrará em vigor em 2020.

O documento, resultado de negociações que atravessaram dias durante a COP 24 (24ª Conferência das Partes da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima de 2018), estabelece mecanismos importantes para o acompanhamento transparente dos esforços de redução de emissões de gases de efeito estufa por todos os países. [...]

[...]

Infelizmente não houve espaço político na COP 24 para ampliar a ambição de forma coletiva. Apenas alguns poucos países anunciaram que, já em 2020, vão rever suas metas (incluindo União Europeia, Argentina, México e Canadá). Também se esperava mais quanto ao estabelecimento das regras para os incentivos econômicos à redução de emissões, e não houve acordo para a definição de como será implementado o “Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável” estabelecido no artigo 6 do Acordo de Paris.

Tais pendências deixam clara a importância da atuação de outros atores, além dos governos. Uma percepção que está cada vez mais forte inclusive no meio empresarial brasileiro. Várias empresas e organizações, como Pacto Global, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCes), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Instituto Ethos e a Iniciativa Empresarial pelo Clima (IEC), entre outros, estiveram lá para mostrar, com suas ações e resultados, que seu compromisso de redução das emissões dos gases de efeito estufa deve ser compreendido, não apenas como gestão de risco, mas também como busca de oportunidades de negócios. O setor químico esteve lá mais uma vez. Talvez poucos saibam, mas o Brasil é sede do maior produtor mundial de biopolímeros. As companhias querem ser parte da solução.

O relatório do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC) também indica que, para limitarmos o aumento de temperatura a 1,5 °C, deveríamos reduzir as emissões globais em 45% até 2030 em relação a 2010. O problema é que o aumento de temperatura já alcançou 1 °C, e as emissões continuam subindo. Portanto, este é o momento de governos, empresas e outros setores da sociedade passarem a buscar, com o uso da inovação, como sair do olhar negativo da ameaça para focar o lado positivo das oportunidades.

O Brasil possui uma matriz energética das menos intensivas em carbono fóssil do mundo e é um dos países com maior produtividade de biomassa. Essas características podem potencializar a competitividade brasileira no mercado global e reforçar a posição de liderança do Brasil no movimento pela economia de baixo carbono. O País tem nas mãos a chance de se tornar referência, liderar o movimento para conter as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, fazer sua economia voltar a crescer. Vamos deixar escapar essa oportunidade?

(SOTO, J. Mudanças climáticas: riscos e oportunidades. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/01/ mudancas-climaticas-riscos-e-oportunidades.shtml. Acesso em: 20 jul. 2019. Adaptado.)

TEXTO 3

PROPOSTA 1 – ARTIGO DE OPINIÃO

Artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo, em que o autor expressa a sua opinião sobre determinado tema, deixando bem marcada uma argumentação que sustente a defesa do ponto de vista apresentado.

Imagine que você é articulista de um jornal de circulação nacional e foi convidado(a) a escrever sobre as mudanças climáticas e seus efeitos. Escreva, então, um artigo de opinião em que apresente o seu ponto de vista sobre o tema: Qual o papel do Brasil para conter os impactos negativos das mudanças climáticas? Você deverá usar argumentos convincentes e persuasivos. Utilize a coletânea (sem dela fazer simples cópia) e seus conhecimentos prévios sobre o tema.

NÃO SE IDENTIFIQUE NO TEXTO

PROPOSTA 2 – CARTA ARGUMENTATIVA

A carta argumentativa é um gênero textual que permite ao cidadão se manifestar em relação às questões sociais. Possui como característica fundamental a persuasão, dada a intenção de o emissor convencer o interlocutor (normalmente uma pessoa responsável ou uma autoridade) a tomar uma atitude no sentido de solucionar uma determinada questão.

Imagine que você é um(a) cientista preocupado(a) com os riscos das mudanças climáticas no mundo. Diante da acirrada discussão sobre o assunto na mídia brasileira, resolve se manifestar. Escreva, então, uma carta argumentativa para o Ministro do Meio Ambiente, apresentando seu ponto de vista sobre o tema: Qual o papel do Brasil para conter os impactos negativos das mudanças climáticas? Utilize a coletânea (sem dela fazer simples cópia) e seus conhecimentos prévios sobre o tema. Considere as marcas de interlocução peculiares ao gênero carta na construção do seu texto e apresente argumentos convincentes.

NÃO SE IDENTIFIQUE NO TEXTO

Redação PUC-PR 2006

TEXTO 1

Leia o trecho do editorial “Mudança climática”:

            Enquanto uma conferência da ONU no Canadá tenta definir as diretrizes de um acordo internacional para suceder o Protocolo de Kyoto, que caduca em 2012, vão surgindo novos dados que evidenciam a urgência da tarefa de tentar conter o efeito estufa, o aquecimento anormal da atmosfera do planeta.
            Estudo de oceanógrafos britânicos publicado na revista Nature aponta perda de força de correntes do Atlântico que carregam água quente dos trópicos para o norte da Europa. A circulação das águas já está 30% mais fraca do que em 1957 e, segundo os pesquisadores, trata-se de uma tendência e não de uma variação.

(Folha de S. Paulo, 5 dez. 2005, Caderno Opinião, p.A2.)

Elabore um texto argumentativo como resposta à seguinte questão:

Os países devem aderir ao acordo para redução de emissão de gases que causam o efeito estufa?

Justifique a sua resposta.

TEXTO 2

A lista de espécies animais nativas do Paraná, reconhecidas pelo estado como ameaadas de extinção, cresceu na última década.

Analise os dados das tabelas e utilize-os para produzir o seu segundo texto. 

Suponha que esse texto interpretativo seja para publicação em jornal ou revista.

SOBRE A REDAÇÃO:

1. Estruture cada um dos dois textos com um mínimo de 10 e um máximo de 13 linhas.
2. Faça o rascunho no espaço reservado.
3. Transcreva os textos do rascunho para a FOLHA DE REDAÇÃO, que lhe foi entregue em separado.
4. Não há necessidade de colocar título.
5. Não coloque o seu nome, nem a sua assinatura na FOLHA DE REDAÇÃO, nem faça marcas nela. A FOLHA DE REDAÇÃO já se encontra devidamente identificada.

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