Redação sobre Meritocracia

Redação sobre Meritocracia

Redação FGV 2022

Texto 1


Duke. Publicado no site https://mobile.twitter.com/QuebrandoOTabu/status/1419409623811969024, em 25/07/2021.

Texto 2

A crença na meritocracia

A meritocracia se tornou um importante ideal social. Políticos de todo o espectro ideológico seguidamente retornam ao tema de que as recompensas da vida – dinheiro, poder, empregos, admissão na universidade – deveriam ser distribuídas de acordo com a habilidade e o esforço. A metáfora mais comum é a do “jogo equilibrado”, em que os jogadores podem ascender à posição correspondente ao seu mérito. Conceitual e moralmente, a meritocracia é apresentada como o oposto de sistemas como a aristocracia hereditária, na qual a posição social é determinada pela loteria do nascimento. Sob a meritocracia, riqueza e vantagem são a justa remuneração do mérito, não o inesperado resultado de eventos externos.

A maioria das pessoas não apenas acha que o mundo deveria funcionar meritocraticamente, elas acham que ele é meritocrático. No Reino Unido, 84% dos entrevistados de uma pesquisa sobre “atitudes sociais britânicas”, de 2009, afirmaram que o trabalho duro é “essencial” ou “muito importante” quando se trata de progredir, e, em 2016, o Brookings Institute descobriu que 69% dos americanos acreditam que as pessoas são recompensadas pela inteligência e pela habilidade. Os entrevistados dos dois países acreditam que fatores externos, como a sorte e ter nascido em família rica, são muito menos importantes. Essas ideias, difundidas nesses dois países, são populares em todo o mundo.

16 de março de 2019, Clifton Mark. https://www.nexojornal.com.br/externo/2019/03/16/ A-cren%C3%A7a-na-meritocracia-n%C3%A3o-%C3%A9-apenas-falsa-%C3%A9-ruim-para-voc%C3%AA. Adaptado.

Texto 3

Entrevista com o Professor Daniel Markovits

BBC News Brasil - A primeira frase do seu livro é: mérito é uma farsa. Como você define mérito?

Daniel Markovits - Mérito ou meritocracia é a ideia de que as pessoas devem se destacar não com base na classe social de seus pais, mas com base em suas próprias conquistas — em quão produtivas e habilidosas elas são. O problema do mérito na nossa sociedade é que se tornou um sistema fechado e autossustentável, em que ocorre o seguinte: as elites dão educação aos seus filhos de uma maneira que ninguém mais consegue pagar. Aí, as pessoas que têm acesso a essa educação incrível que ninguém mais consegue pagar, transformam o mercado de trabalho de forma que os trabalhos que pagam os melhores salários são exatamente os que exigem as habilidades que só a educação mais cara proporciona.

É um sistema fechado. Não estamos tratando das pessoas que vão bem na escola na maioria da sociedade, estamos falando de quem faz o seu melhor de acordo com um conjunto de padrões construídos especificamente para favorecê-las. É por isso que o mérito é uma farsa.

BBC News Brasil - O que o populismo tem a ver com a meritocracia?

Daniel Markovits - Há pelo menos duas conexões. A primeira é que a meritocracia produz uma elite que diz servir ao interesse público, mas que, na verdade, serve a si mesma. Dessa forma, o que a meritocracia faz é dar a todo o restante da sociedade uma razão poderosa para desconfiar das elites. E um elemento do populismo é a desconfiança em relação às elites. E vemos isso de forma concreta, como no exemplo dos banqueiros que colocaram a sociedade na crise financeira de 2007-2008. São pessoas que, publicamente, declaravam ser as mais inteligentes do mundo — que estavam empregando pessoas e construindo capital para todos, fortalecendo a economia -, mas que, na verdade, construíram riquezas gigantescas para eles mesmos e quase nada para os demais.

Entrevista com o Professor de Yale Daniel Markovits. Laís Alegretti - @laisalegretti, da BBC News Brasil em Londres. Publicado em 6 outubro 2020. Adaptado.

Texto 4

Entrevista com o Professor Michael Sandel

BBC News Mundo - O que há de errado com a meritocracia?

Michael Sandel - De certa forma, a meritocracia é uma ideia atraente porque promete que, se todos tiverem oportunidades iguais, os vencedores merecem vencer. Mas a meritocracia tem um lado obscuro.

Existem dois problemas com a meritocracia. Um é que realmente não vivemos de acordo com os ideais meritocráticos que professamos ou proclamamos, porque as oportunidades não são realmente as mesmas.

Os pais ricos podem passar seus privilégios aos filhos, não (necessariamente) deixando grandes propriedades, mas dando-lhes vantagens educacionais e culturais para serem admitidos nas universidades.

BBC News Mundo - Em seu livro, você conta, por exemplo, que a grande maioria dos alunos de universidades de prestígio como Princeton ou Yale, nos EUA, pertencem a famílias muito ricas.

Michael Sandel - É assim. Na verdade, nas universidades da chamada Ivy League (que inclui as universidades de Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth College, Harvard, Pensilvânia, Princeton e Yale, algumas das mais prestigiadas dos Estados Unidos), há mais alunos que pertencem ao 1% das famílias com maior rendimento do país do que aos 60% com menor renda.
Portanto, o primeiro problema com a meritocracia é que as oportunidades não são realmente iguais.

BBC News Mundo - E o segundo problema?
Michael Sandel - O segundo problema com a meritocracia tem a ver com a atitude em relação ao sucesso. A meritocracia incentiva aqueles que são bem-sucedidos a acreditar que isso se deve a seus próprios méritos e que, portanto, merecem todas as recompensas que as sociedades de mercado concedem aos vencedores.

Mas, se aqueles que tiveram sucesso acreditam que o conquistaram com suas próprias realizações, também tendem a pensar que aqueles que foram deixados para trás são responsáveis por viverem assim.
É um problema de atitude em relação ao sucesso que leva a uma divisão das pessoas em vencedores e perdedores. A meritocracia cria arrogância entre os vencedores e humilhação para os que ficaram para trás.

Entrevista com Professor de Harvard Michael Sandel. Irene Hernández Velasco. Hay Festival Digital Colombia - @BBCMundo. Publicado em 7 fevereiro 2021. Adaptado.

Com base nos textos aqui reproduzidos, bem como em outras informações que considere pertinentes, redija uma dissertação em prosa, de modo a expor o seu ponto de vista sobre o tema:

Meritocracia – uma ideia socialmente justa?

(O texto deverá conter, no mínimo, 200 e, no máximo, 450 palavras digitadas.)

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