Redação sobre Liberdade de Expressão

Redação sobre Liberdade de Expressão

Redação UEG 2020 

Pensar é um ato imprescindível para o desenvolvimento social, econômico e cultural de qualquer indivíduo e sociedade. Pode parecer óbvio que tenhamos liberdade de pensamento, afinal, ninguém pode invadir nossa mente e nos impedir de pensar em algo. No entanto, há controvérsias sobre até que ponto o pensamento pode virar livre expressão. A esse respeito, leia a coletânea a seguir.

Texto 1

O artigo 5º da Constituição Federal, em seu inciso IV, afirma que: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; conclui-se, assim, que podemos expressar nossas opiniões e pensamentos sem que o Estado, ou qualquer outra pessoa, nos impeça disso. Porém, isso não significa que podemos agir com desrespeito, ofender ou ferir qualquer outra lei do País. A liberdade de manifestação do pensamento será garantida desde que, ao expressar uma opinião, as outras leis sejam respeitadas. Cabe ressaltar que a definição de manifestação do pensamento é a de “expressão verbal, corporal e simbólica do indivíduo”. Revelar a identidade é obrigatório para que indivíduos sejam responsabilizados por seus atos caso ajam em desacordo com a lei. O inciso IV, ao enunciar a livre manifestação do pensamento, defende não só o seu direito de pensar, mas principalmente a sua liberdade de expressá-lo. O Estado não pode entrar em sua mente e julgá-lo, portanto, ele atua e tutela sobre a materialização do que se passa por lá, que é a transmissão do pensamento para o meio verbal, físico ou simbólico.

O QUE o inciso iv diz sobre “liberdade de pensamento” (e por que o correto é liberdade de manifestação do pensamento)? Disponível em: https://www.politize.com.br/artigo-5/liberdade-de-pensamento/?gclid=EAIaIQobChMI6cHlgrPf5AIVjYWRCh28PwmPEAAYASAAEgIewfD_BwE. Acesso em: 20 set. 2019.

Texto 2

Em algum momento, virou o tempo
Um deslizamento derramou cimento
Entre a loucura e a razão
Já não há silêncio, tudo é barulhento
Muito movimento, pouco pensamento
Sobra opinião
Todos similares
Carregam nas mãos seus celulares
Rostos singulares
Se tornam vulgares em meio à multidão

REIS, Nando. Rock ‘n’ roll. Disponível em: https://onerpm.lnk.to/NandoReis. Acesso em: 20 set. 2019. 

Texto 3 

O arroubo público de censurador do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella chegou ao fim neste domingo, dia oito de setembro. Ao mesmo tempo em que a Bienal do Livro se encerra depois de dez dias de evento, o Supremo Tribunal Federal ratifica que o gesto de Crivella, de colocar seus fiscais para percorrer os estandes de livro atrás de suposto conteúdo impróprio, está descolado da democracia do Brasil. “O regime democrático pressupõe um ambiente de livre trânsito de ideias”, afirmou Dias Toffoli, presidente da Corte, que atendeu ao pedido da procuradora Raquel Dodge de proibir a ação de apreensão de livros na Bienal, solicitada pelo prefeito Crivella na sexta-feira. O mandatário ficou contrariado por causa do desenho de um beijo gay numa das páginas do HQ Vingadores, a Cruzada das Crianças, vendido em um dos estandes da Bienal. Toffoli derrubou a decisão anterior, do Tribunal de Justiça do Rio, que dava aval a Marcelo Crivella. O ministro Celso de Mello já havia enviado um duro recado a Crivella, em nota à jornalista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo. “Sob o signo do retrocesso, cuja inspiração resulta das trevas que dominam o poder do Estado, um novo e sombrio tempo se anuncia, da intolerância, da repressão ao pensamento, da interdição ostensiva ao pluralismo de ideias e do repúdio ao princípio democrático”, descreveu.

STF proíbe censura de livros no Rio e dá recado contra discriminação. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/08/politica/1567961873_908783.html. Acesso em: 20 set. 2019.

Texto 4

Afinal, qual a extensão da nossa liberdade de expressão enquanto cidadãos? Como lidar com casos como de certos influenciadores digitais que demonstram suas opiniões em detrimento de pessoas do sexo oposto? Bom, para começar, sempre repetimos o jargão "o seu direito termina quando começa o direito do outro", porque acreditamos ser um bom parâmetro. E quais direitos, nestes casos, estão em jogo? Se, de um lado, temos a liberdade de expressão, do outro podemos ter a dignidade da pessoa humana, o direito à vida privada, à imagem e à honra. Com essa contraposição fica mais fácil perceber que a liberdade de expressão, apesar de fundamental e importantíssima como meio de garantia e desenvolvimento da nossa democracia, não pode ser utilizada como desculpa para a prática de crimes e atividades. A questão é que temos a liberdade de nos expressar e ninguém poderá nos proibir de fazer antes que publiquemos. Os indivíduos podem e devem ser responsabilizados pela prática de atividades ilícitas e não podem se esconder atrás da bandeira da liberdade de expressão.

NEVES, Felipe Costa Rodrigues. Liberdade de expressão em tempos de internet. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/ConstituicaonaEscola/123,MI287487,51045-Liberdade+de+expressao+em+tempos+de+internet. Acesso em: 20 set. 2019.

Texto 5


Disponível em: https://www.humorpolitico.com.br/tag/liberdade-de-expressao/page/3/ . Acesso em: 20 set. 2019.

Texto 6

O pensamento sobre a defesa clássica da liberdade de expressão continua sendo propagado atualmente através da obra de Stuart Mill On Liberty, publicada em 1859. Em sua obra, o autor defende que a liberdade de expressão tem valor porque é uma forma de chegar à verdade. A teoria pode ser dividida em três partes essenciais: (i) Ninguém é infalível. As crenças que temos atualmente podem, de fato, ser falsas e a única maneira de descobri-lo é permitindo que nossas crenças sejam criticadas por outros que discordam de nós; (ii) Mesmo se as crenças que temos sejam verdadeiras, não poderemos entender precisamente porque são verdadeiras se não permitirmos que sejam criticadas e que tenhamos que defendê-las; (iii) As crenças que temos e aquelas que são opostas a elas contêm uma parcela de verdade, por isso, é importante para ambos os lados se expressarem e serem reconhecidos. Tal defesa da liberdade, apesar de forte, é limitada. Mill tem em mente um contexto de debate intelectual, acreditando que a liberdade de expressão de ideias contribui para esse debate.

SILVA, Priscilla Regina da. Os Limites Sagrados da Liberdade: uma Análise sobre o Discurso de Ódio Contrarreligioso. Disponível em: maxwell.vrac.pucrio.br/32568/32568.PDF. Acesso em: 20 set. 2019.

Com base na leitura da coletânea, escolha UMA das três propostas de construção textual apresentadas a seguir e discuta a questão-tema abaixo:

Até que ponto o pensamento pode ser exteriorizado como liberdade de expressão?

PROPOSTA 1

O artigo de opinião é um gênero textual no qual são apresentados argumentos para convencer os leitores a respeito da validade de um ponto de vista sobre determinado assunto.

De posse dessa orientação, amparando-se na leitura dos textos da coletânea e ainda em sua visão de mundo, imagine-se na função de articulista, de uma revista ou de um jornal de circulação nacional, e escreva um artigo de opinião posicionando-se acerca da questão-tema desta prova.

PROPOSTA 2

O gênero crônica, em sentido atual, é uma narrativa que se caracteriza por basear-se em considerações do cronista acerca de fatos correntes e marcantes do cotidiano. Em torno desses fatos, o autor manifesta uma visão subjetiva, pessoal e crítica.

Tendo em vista essa definição de crônica, crie uma narrativa a partir da seguinte situação: você resolveu participar, em sua cidade, de um concurso literário com tema livre e escreveu uma crônica com temática homossexual. Dias depois de enviar seu texto, recebeu um e-mail da direção do concurso informando que sua criação literária foi desclassificada porque feria valores morais e religiosos. Conte qual foi a sua reação diante da desclassificação de seu texto e das justificativas elencadas pela banca avaliadora do concurso. Não deixe de transmitir suas possíveis reflexões e impressões sobre a situação criada, obviamente, relacionando-a com o tema desta prova. Seu texto, portanto, deverá ser em primeira pessoa.

PROPOSTA 3

A carta de leitor é um gênero textual, comumente argumentativo, que circula em jornais e revistas. Seu objetivo é emitir um parecer de leitor sobre matérias e opiniões diversas publicadas nesses meios de comunicação.

Considerando a definição desse gênero textual, a leitura da coletânea e, ainda, suas experiências pessoais, escreva uma carta de leitor a um jornal ou revista de circulação nacional, emitindo seu ponto de vista − contrário, favorável ou outro que transcenda esses posicionamentos − a respeito da discussão exposta no Texto 4 da coletânea.

OBSERVAÇÃO: Ao concluir sua carta, NÃO a assine; subscreva-a com a expressão UM (A) LEITOR (A).

Redação Unicamp 2018  

TEXTO

Considere a seguinte situação: uma postagem recente em uma rede social de uma mensagem de ódio contra os nordestinos foi foco de intensa discussão. Dada a repercussão do caso, o jornal de maior circulação de sua cidade resolveu fazer um caderno especial sobre o tema “Liberdade de Expressão”. Leitores de diferentes perfis foram convidados a se manifestar e você foi o estudante escolhido. Para atender a esse convite, você deverá escrever um artigo de opinião em que discutirá a seguinte questão: “Há limite para a liberdade de expressão?”

No seu artigo de opinião, você deve:

a) identificar e explicitar os dois principais posicionamentos sobre a questão tratada;

b) assumir um desses dois posicionamentos e sustentá-lo com argumentos.

Seu texto deverá considerar as seguintes citações:

"Liberdade de expressão é a possibilidade de as pessoas se manifestarem sobre fatos e ideias sem interferências externas, sobretudo do Estado. Discurso de ódio é uma tentativa de desqualificar e excluir do debate grupos historicamente vulneráveis, seja por religião, cor da pele, gênero, orientação sexual ou qualquer traço utilizado com o objetivo de inferiorizar pessoa ou grupo.”

(Luís Roberto Barroso, Ministro do STF.)

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"A frase ‘eu discordo do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo’ talvez seja a melhor definição para a liberdade de expressão. Afinal, é muito fácil conceder a liberdade de expressão às ideias com que concordamos; muito mais difícil é aceitar a manifestação de ideias que desgostamos. O que se tem visto no Brasil nos últimos tempos, no entanto, é uma crescente vontade de reprimir formas de expressão que sejam consideradas desrespeitosas e preconceituosas. A iniciativa, embora tenha como pano de fundo uma intenção nobre, tem gerado situações desproporcionais, limitando o direito à livre expressão e violando a Constituição Federal.”

(Bruno de Oliveira Carreirão, advogado.)

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"Liberdade de expressão é poder se manifestar sobre aquilo que não ofenda ou ataque o sentimento íntimo das pessoas. Discurso de ódio é o que tem por objetivo incitar, criar beligerância e promover animosidades contra esses sentimentos pessoais."

(Marcelo Itagiba, ex-deputado.)

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"As grandes sociedades se caracterizam pela pluralidade de valores, alguns excludentes. A liberdade de expressão é ligada à liberdade em si, mas há o valor da luta contra o preconceito. Como lidar com o conflito de valores? Os EUA optaram pela liberdade de expressão. O Brasil optou por uma legislação protetiva. Isso guarda um certo paternalismo, mas expressa respeito.

(Fernando Schüler, cientista político.)

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"É necessário entender a ideia de identidade e de alteridade. Por uma questão de sobrevivência, nos sentimos seguros quando próximos de algo com que nos identificamos. Queremos sempre que o outro seja igual a nós e, se não for, talvez tenhamos que destruí-lo. Este é um pressuposto fundamental para o surgimento do discurso de ódio.”

(Izidoro Blikstein, professor da FGV e especialista em Análise do Discurso.)

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"Liberdade de expressão é o direito de expor a opinião e exercitar a divergência sem ser perseguido ou condenado. O discurso de ódio é um conceito um tanto abstrato e elástico. Para uns, é a expressão da verdade desnuda do politicamente correto; para outros, é a tentativa abjeta de difamar seu interlocutor.”

(Rachel Sheherazade, jornalista e apresentadora de TV.)

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"O discurso de ódio aparece quando você acha que seu modo de ser e estar no mundo deve ser um modelo com o qual outras pessoas têm que se conformar. Se isso não acontecer, o discurso de ódio vem para deslegitimar a sua vivência, para fazer com que pareça que sua vida não merece ser vivida."

(Linn da Quebrada, cantora.)

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"Liberdade de expressão não é um direito absoluto, nem pode ser. As pessoas têm dificuldade de entender que vivem em sociedade, que existem regras e que a gente precisa delas, sobretudo no que diz respeito à vida do outro."

(Djamila Ribeiro, ativista dos movimentos negro e feminista e ex-Secretária Adjunta de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo.)

(Adaptado de http://temas.folha.uol.com.br/liberdade-de-opiniao-x-discurso-de-odio/o-que-e-o-que-e/ personalidades-discutem-o-que-e-liberdade-de-opiniao-e-discurso-de-odio.shtml. Acessado em 13/11/2017.)

EXPECTATIVAS DA BANCA

Na proposta do Texto, é apresentado um conjunto de excertos com depoimentos de personalidades de diferentes áreas de atuação social e cultural, os quais, em sua maioria, integram uma matéria publicada em 30/06/2017 pelo Jornal Folha de S. Paulo em que se discute a questão em pauta. 

O enunciado da proposta cria, a partir das leituras propostas, uma situação de produção em que o candidato deve se colocar na posição de um estudante que foi convidado pelo jornal de maior circulação de sua cidade para escrever um artigo de opinião para um caderno especial que vai reunir outros textos sobre a questão, escritos por leitores de diferentes perfis. 

O gênero da produção textual é, pois, o artigo de opinião e a prova exige que o estudante assuma uma posição frente à questão “Há limites para a liberdade de expressão?” e a sustente com mais de um argumento. 

A proposta pressupõe que o candidato seja capaz de identificar, nos trechos apresentados, pelo menos dois posicionamentos sobre uma questão e o(s) argumento(s) que os sustentam, bem como posicionar-se a respeito dessa questão com base em seus próprios argumentos. Essas habilidades, fundamentais para um aluno universitário, são requeridas não apenas em gêneros da esfera acadêmica, mas também em diversos outros gêneros, em especial os jornalísticos, como o artigo de opinião. Tais textos são importantes para o exercício da cidadania e circulam em outros campos da vida do estudante. Espera-se que os candidatos estejam familiarizados com a discussão envolvendo a liberdade de expressão e a veiculação de discursos de ódio, sobretudo nas redes sociais e em outros ambientes digitais. Pressupõe-se, portanto, que os estudantes disponham de referências para elaborar seus textos, relacionando-as aos excertos que compõem o texto-fonte.

Redação ACAFE 2016.2

Texto 1

Dentro dos “limites do humor”, é comum vermos por parte da mídia uma naturalização da violência, da cultura do machismo, da homofobia, do preconceito às minorias e intolerância às diferenças. Será mesmo que essas “gracinhas” fazem parte de um script tão inofensivo assim? Sabemos que não. O humor “apenas” por ser humor não está desprovido de um caráter ideológico em seu conteúdo.

Disponível em: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Liberdade-deexpressao- da-midia-e-seletiva-e-covarde/12/32707. Acesso em: 07/05/2016. Fragmento adaptado.

Texto 2

Quem conta “piadas” que ultrapassam o limite do bom gosto, não raro, diz ser adepto do politicamente incorreto. Como se isso fosse hype ou cool e, portanto, justificasse tudo. [...] Particularmente, considero deplorável quando humoristas fazem comentários ofensivos ou preconceituosos em veículos de comunicação de massa sob a justificativa de liberdade de expressão.

Disponível em: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/12/17/ohumor- deve-ter-limites-ou-vale-tudo-em-nome-da-liberdadede- expressao/. Acesso em: 09/05/2016. Fragmento adaptado.

Considerando os dois textos motivadores da proposta 2 de redação, escreva um texto em prosa, dissertativo-argumentativo, sobre a liberdade de expressão e as piadas politicamente incorretas.

Redação ENEM 2004

Leia com atenção os seguintes textos:

Os programas sensacionalistas do rádio e os programas policiais de final da tarde em televisão saciam curiosidades perversas e até mórbidas tirando sua matéria-prima do drama de cidadãos humildes que aparecem nas delegacias como suspeitos de pequenos crimes. Ali, são entrevistados por intimidação. As câmeras invadem barracos e cortiços, e gravam sem pedir licença a estupefação de famílias de baixíssima renda que não sabem direito o que se passa: um parente é suspeito de estupro, ou o vizinho acaba de ser preso por tráfico, ou o primo morreu no massacre de fim de semana no bar da esquina. A polícia chega atirando, a mídia chega filmando.

Eugênio Bucci." Sobre ética e imprensa". São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Quem fiscaliza [a imprensa]? Trata-se de tema complexo porque remete para a questão da responsabilidade não só das empresas de comunicação como também dos jornalistas. Alguns países, como a Suécia e a Grã-Bretanha, vêm há anos tentando resolver o problema da responsabilidade do jornalismo por meio de mecanismos que incentivam a auto-regulação da mídia.

http://www.eticanatv.org.br. Acesso em 30/05/2004.

No Brasil, entre outras organizações, existe o Observatório da Imprensa - entidade civil, não-governamental e não-partidária -, que pretende acompanhar o desempenho da mídia brasileira. Em sua página eletrônica , lê-se:
"Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decisões atendem legitimamente aos desígnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalístico é, inquestionavelmente, um serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos na Constituição Federal, o que pressupõe contrapartidas em deveres e responsabilidades sociais."

http://www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (adaptado). Acesso em 30/05/04.

Incisos do Artigo 5o. da Constituição Federal de 1988:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença,
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Enem 2004

Caco Galhardo. 2001.

Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação em prosa sobre o seguinte tema:

Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas.

Observações:

  • Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa.
  • O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
  • O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.

Redação PUC-RS 2011  

A seguir, são apresentados três temas. Examine-os atentamente, escolha um deles e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto.
Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos:

  • Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu.
  • Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita.
  • Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas para a redação.
  • Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários.
  • Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar.
  • Lembre-se de que não serão considerados:
    • textos que não desenvolverem um dos temas propostos;
    • textos redigidos a lápis ou ilegíveis.

Boa prova!

TEXTO 1
Objetividade no jornalismo: falácia ou ideal?

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      Existe uma linha muito tênue entre o que é
subjetivo e o que é tendencioso.
A subjetividade não pode ser excluída do homem
e muito menos do jornalista. Todos carregamos uma
bagagem cultural diferenciada, o que faz diversa a
nossa visão de realidade. No meio jornalístico, existem
regras que elucidam a maneira correta de se
expressar; entretanto não conseguem uniformizar os
discursos. Os discursos podem ter pontos em comum
(uso de determinadas construções sintáticas, por
exemplo), mas cada um possui um estilo ímpar.
      A tendenciosidade não é estilo de ninguém, é
um artifício subliminar para convencer alguém,
tentativa do jornalista de fazer com que os leitores
compartilhem forçosamente de seu ponto de vista.
Deve ser evitada no jornalismo, uma vez que a função
básica do jornalista é fornecer subsídios para a
construção de uma realidade mais próxima do fato
ocorrido.(...)
      A objetividade é um ideal inatingível para o
jornalista, no entanto o profissional deve insistir em
alcançá-la. Esse paradoxo é garantia de qualidade
dos veículos de comunicação. Nunca existirá um texto
isento de subjetividade, de tons íntimos do autor.
Quando alguém se propõe a redigir (seja um conto,
seja uma cobertura de acidente automobilístico), é
sabido que a intenção é sempre convencer os leitores
de que o ponto de vista presente é o mais apropriado.
      O que se quer com o paradoxo da objetividade é
diminuir cada vez mais a emissão de juízos de valor,
cujo teor pessoal arraigado à cultura do jornalista pode
impedir que os leitores extraiam da notícia o essencial.
Por isso, no jornalismo atual, fontes de categorias
diversas são acionadas para montar um quadro amplo
de notícia.
Disponível em: http://gilmar.jr.vilabol.uol.com.br/objetividade.
Acesso em: setembro 2010 (adaptado)

TEXTO 2

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      Tão paradoxal quanto o título deste editorial é o
tema por ele abordado: o horário político obrigatório –
ou gratuito, de acordo com a denominação do Tribunal
Regional Eleitoral. Em primeiro lugar, não é gratuito,
a não ser para candidatos, partidos e coligações,
que nada pagam pelo acesso aos meios de comunicação.
A sociedade paga. As empresas de mídia recebem
compensação fiscal pelos espaços que dispensam
à propaganda eleitoral. A polêmica, porém, é
outra: tem sentido impor ao público uma programação
geralmente demagógica e de má qualidade, que
é rejeitada por parcela expressiva de espectadores e
reduz a audiência dos programas de rádio e 
televisão?
No Brasil, onde o voto também é obrigatório, faz
sentido. Pesquisa divulgada pelo Datafolha no mês
passado, após consulta a 10.905 eleitores em 379
municípios do país, mostrou que 65% dos entrevistados
utilizam a TV como mídia preferida para obter informações
sobre partidos e candidatos. Os jornais aparecem
em segundo lugar, com 12% da preferência,
restando para o rádio e a internet o terceiro lugar, com
7%. Apenas 6% dos inquiridos disseram que se preparam
para o voto com informações colhidas em conversas
com amigos e familiares.
Então, é inquestionável o valor da mídia eletrônica
na orientação do eleitorado. Ainda assim, não deixa
de ser uma imposição incômoda para a maioria da
população. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Associação
Brasileira de Agências de Propaganda mostra
que o brasileiro não simpatiza com a propaganda
eleitoral compulsória: 76% dos consultados informaram
que “não gostam nada” ou “não gostam muito”.
Apenas 11% assinalaram “gostar” ou “gostar muito”.
Além de impositivo, o horário eleitoral gera outras
deformações, como a formação de alianças partidárias
espúrias com o único propósito de ampliar o
tempo de exposição de candidatos e siglas, com total
prejuízo para os conteúdos programáticos e para
a coerência ideológica. Também o tempo exíguo dispensado
aos candidatos às eleições proporcionais mal
permite que digam o nome, o número e, em certos
casos, alguma gracinha, que só serve para ridicularizar
o debate eleitoral.
Ainda assim, existe pelo menos um fator insuperável
a justificar a manutenção desta programação:
o direito de todos os candidatos ao acesso à mídia.
Se a propaganda fosse paga, ou dependesse apenas
do interesse jornalístico, o poder econômico poderia
prevalecer e os candidatos menos conhecidos talvez
não tivessem oportunidade de se apresentar ao
público. Agora, mesmo com todas as deformações, o
horário eleitoral possibilita este contato entre o
eleitor e os pretendentes a mandatos eletivos.
Jornal Zero Hora, 22/08/2010 (editorial)

TEMA 

A importância de uma imprensa livre

Segundo o Instituto Análise,

    • 91% dos brasileiros consideram a imprensa uma arma anticorrupção, ao divulgar escândalos de políticos e autoridades;
    • 97% se declararam a favor da investigação e da divulgação de casos suspeitos de corrupção;
    • 69% consideram a imprensa apartidária;
    • 88% veem a imprensa como digna de credibilidade ao revelar desvios e irregularidades;
    • nove em cada dez entrevistados defendem que os meios de comunicação não devem ser submetidos a nenhum tipo de censura.

Para Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, o fato de jornais, rádios e TVs serem vistos como os principais canais de denúncias de corrupção revela a boa imagem de que a imprensa desfruta e o descrédito da população em outras instituições.

(Informações obtidas no jornal O Estado de S. Paulo)

Se você optar por este tema, apresente suas ideias sobre o papel da imprensa em uma sociedade com ampla liberdade de expressão, sustentando-as com dados da realidade. Se quiser, use como contraponto fatos e problemas ocorridos em países que não têm imprensa livre.

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