Redação sobre a Fome

Redação sobre a Fome

Redação UECE 2019

Prezado(a) Candidato(a),

Sabe-se que a falta de comida nos lares de inúmeras famílias, no Brasil, ainda é uma realidade que continua a existir em razão da situação de pobreza do País, decorrente, por sua vez, da ausência de oportunidades de trabalho, ou da desigualdade de renda que afeta a nossa população. Tendo como base suas experiências de vida, bem como os três textos motivadores dispostos abaixo, escolha UMA das propostas a seguir e componha seu texto.

Proposta 1: Suponha que você faça parte de uma Organização não Governamental (ONG) de combate à fome no Estado do Ceará. Sua tarefa, como representante da ONG, é redigir uma carta aberta à sociedade cearense a ser veiculada num jornal de grande circulação do Estado. Nesta carta, você deverá apresentar argumentos que levem a população a contribuir, como voluntários da Organização, com a erradicação da fome e da miséria no Ceará.

Proposta 2: Imagine que, na sua escola, você tenha sido convidado para participar de um concurso literário sobre Histórias de Superação da Fome no Brasil. O melhor texto terá, como prêmio, cem cestas básicas para serem distribuídas em comunidades carentes escolhidas pelo candidato vencedor. Sua participação, então, será a de criar um texto em prosa de teor narrativo, levando em conta a seguinte situação: Você cresceu numa comunidade pobre da zona periférica da sua cidade e passou, durante muito tempo, por muitas situações de fome. No seu texto, você deverá relatar uma história de como esta população criou estratégias solidárias para combater a fome que atingiu seus familiares e amigos.

TEXTO I
Fome volta a assombrar famílias brasileiras

Relatório de entidades da sociedade civil que será levado à ONU alerta que Brasil pode voltar ao mapa da fome RIO - No armário suspenso sobre a geladeira quase vazia, sacos de farinha de milho empilhados de uma lateral a outra são a única abundância no casebre onde moram três adultos e uma criança, no alto de um morro do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

— Estamos comendo angu a semana toda. Ganhamos de uma vizinha. Mas é melhor angu do que nada. Carne, não vemos há meses — lamenta Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, enquanto abre as portas do móvel, como se precisasse confirmar seu drama.

Três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar famílias como a de Maria de Fátima. O alerta, endossado por especialistas ouvidos pelo GLOBO, é de relatório produzido por um grupo de mais de 40 entidades da sociedade civil, que monitora o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030. O documento será entregue às Nações Unidas na semana que vem, durante a reunião do Conselho Econômico e Social, em Nova York.

Na casa de Maria de Fátima, a comida se tornou escassa depois que ela foi demitida do emprego de cozinheira na prefeitura de Belford Roxo, há oito meses. Os dois filhos mais velhos vivem de bicos, cada vez mais raros. Os três integram a estatística recorde de 14 milhões de desempregados, resultado da recessão iniciada no fim de 2014. Pesam ainda a crise fiscal, que tem levado União, estados e municípios a fazerem cortes em programas e políticas de proteção social, e a turbulência política.

— Quando o país atingiu um índice de pleno emprego, na primeira metade desta década, mesmo os que estavam em situação de pobreza passaram a dispor de empregos formais ou informais, o que melhorou a capacidade de acesso aos alimentos. A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo — afirma Francisco Menezes, coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor da ActionAid, que participaram da elaboração do relatório.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/fome-volta-assombrar-familias-brasileiras-21569940. Acesso: 26.11.2018.

TEXTO II

O faminto não obedecia; e continuava a roer as unhas e a comer as escamas que se desagregavam da pele. Agora fitava o rosto de Carolina perto de si, completamente exposto e alumiado em cheio pela luz da fogueira. Percebia os tons daquela carnação, mas com o apetite da besta esfomeada. As narinas dilatam-se-lhe mais, fareja, sorve o cheiro daquela carne sadia na qual tem ímpetos de saciar a fome e rasgá-la a dentadas. [...] O delírio aumenta na esperança de mastigar as faces da moça.

TÉOFILO, Rodolfo. A Fome; Violação. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p.34.

TEXTO III
O Preto Que Satisfaz

Dez entre dez brasileiros preferem feijão
Esse sabor bem Brasil
Verdadeiro fator de união da família
Esse sabor de aventura
Famoso pretão maravilha
Faz mais feliz a mamãe, o papai
O filhinho e a filha

Dez entre dez brasileiros elegem feijão!
Puro, com pão, com arroz
Com farinha ou macarrão
Macarrão, macarrão!
E nessas horas que esquecem dos seus
preconceitos
Gritam que esse crioulo
É um velho amigo do peito

Feijão tem gosto de festa
É melhor e mal não faz
Ontem, hoje, sempre
Feijão, feijão, feijão
O preto que satisfaz!

GONZAGUINHA. O Preto Que Satisfaz. Disponível em: https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/694979/. Acesso: 26.11.2018.

Redação Mackenzie 2014

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Obs.: O texto deve ter título e estabelecer relação entre o que é apresentado nos textos da coletânea.

Texto I

Muitas vezes, tomamos conhecimento de movimentos nacionais e internacionais de luta contra a fome. Ficamos sabendo que, em outros países e no nosso, milhares de pessoas, sobretudo crianças e velhos, morrem de penúria e inanição. Sentimos piedade. Sentimos indignação diante de tamanha injustiça (especialmente quando vemos o desperdício dos que não têm fome e vivem na abundância). Sentimos responsabilidade. Movidos pela solidariedade, participamos de campanhas contra a fome. Nossos sentimentos e nossas ações exprimem nosso senso moral.

 Marilena Chauí, filósofa

Texto II

Em todo o mundo joga-se fora ou perde-se, por ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, o equivalente a um terço da produção total e mais da metade da colheita de cereais. Num cenário em que a população do planeta deve saltar dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões de habitantes até 2050, impõe-se a revisão urgente dos padrões de consumo e de produção alimentar. Assim, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) decidiram lançar uma campanha de conscientização para tentar reduzir o desperdício que se verifica, em maior ou menor grau, em todos os países.

O Estado de S.Paulo, 02/02/2013

Texto III

De acordo com um levantamento da FAO (sigla em inglês para “Food and Agriculture Organization”, agência especializada das Nações Unidas destinada a lidar com assuntos como este), apesar do número ainda grande de famintos, atualmente por volta de 1 bilhão de pessoas, pela primeira vez em quinze anos o número total de pessoas em situação de insegurança alimentar registrou queda de 10%. Outro dado positivo é que, atualmente, as chamadas fronteiras da fome, ou seja, o conjunto de países com problemas crônicos de distribuição alimentar, vem diminuindo.

www.infoescola.com, acesso em setembro de 2013

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