Redação sobre Consumismo

Redação sobre Consumismo

Redação Puc-Rio 2018

Produza um texto dissertativo-argumentativo — com cerca de 25 linhas e título sugestivo —, com o intuito de avaliar duas tendências presentes na sociedade do século XXI:

i) o encantamento com o desenvolvimento tecnológico e com o consumismo — que torna mais fácil e agradável a sobrevivência nas cidades, mas sacrifica o ambiente.

ii) a volta a uma vida mais simples, no campo, em comunhão com a natureza, mas sem os recursos de que se dispõe no outro contexto.

Abaixo, apenas para ajudá-lo a pensar no desenvolvimento de sua redação, reproduzimos dois fragmentos de artigos em torno de ambas as visões de mundo.

Tendência para a sociedade se tornar cada vez mais próxima dos livros e filmes de ficção científica

O futuro imaginado por artistas e pensadores já parece ter chegado a esta nossa segunda década do século XXI — e querer se firmar cada vez mais. Na área de segurança, por exemplo, agências, como o FBI, contam com programas robustos de reconhecimento facial e biométrico — o que permite a identificação de suspeitos ou criminosos em multidões por meio de câmeras de vigilância. Empresas como Google, Baidu e Tesla investem em carros que dirigem sozinhos, os chamados autônomos. Os veículos são equipados com GPS, câmeras e radares, conseguindo reconhecer objetos — placas, ciclistas, pontes — e tomar decisões como frear quando um sinal estiver fechado, acelerar até a velocidade limite local, ou desviar de um pedestre. A americana Tesla anunciou em 2016 uma mudança que faz seu sistema aprender quais situações e locais são mais arriscados que outros — cada vez que o piloto humano freia, as imagens captadas ao redor são assimiladas e compartilhadas com o sistema autônomo de outros carros.

Alguns celulares já contam com reconhecimento de voz, sendo capazes de compreender o que lhes é dito e executar tarefas —exibir a lista de filmes em cartaz após “ouvirem” algo como “filmes no cinema hoje”. A Microsoft lançou em 2014 o Skype Translator, ferramenta baseada em aprendizado de máquina que permite a tradução de conversas entre pessoas falando idiomas diferentes em tempo real. Tecnologia semelhante se vê em outros serviços de tradução, como o Google Tradutor, que reconhece palavras em diversos idiomas tanto em voz quanto em imagem, permitindo a tradução instantânea de cardápios de restaurantes ou de placas de rua, por exemplo.

Em termos de serviços, a Netflix, por exemplo, oferece um vasto acervo de séries, filmes e documentários a uma base de quase 90 milhões de usuários. Por meio de rede neural, empresas conseguem observar o comportamento de seus clientes e reconhecer padrões, como gêneros de filmes, artistas favoritos ou faixa de preço de produtos mais buscados. Na área da medicina, as aplicações exploradas visam ajudar tanto médicos quanto pacientes. Em outubro de 2016, a empresa chinesa de tecnologia Baidu lançou o Melody que “dialoga” com pacientes, respondendo a dúvidas básicas de saúde. Uma das intenções da empresa é oferecer as informações para médicos, ajudando-os na definição de melhores diagnósticos. Há computadores que identificam e classificarem nódulos ou células cancerígenas a partir de amostras de sangue.

Texto adaptado de “NEXO JORNAL” (janeiro de 2017).

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/explicado/2017/02/07/Intelig%C3%AAncia-artifi cial-entre-a-pr%C3%B3xima-revolu%C3%A7%C3%A3o-tecnol%C3%B3gica-e-o-fi m-da-humanidade>. Acesso em: 15 ago. 2017.

Tendência para a sociedade se tornar cada vez mais próxima dos livros e relatos do passado

O modo como a maior parte das sociedades se organizou, desde o início do século XX, mostrou-se altamente prejudicial ao ambiente. Transporte por automóvel e demais veículos aéreos e marítimos, produção agrícola baseada em insumos químicos e altamente mecanizada, desperdício hiperbólico de alimentos, saneamento básico com tratamento de lixo ineficientíssimos, perda crescente de matas e biodiversidade são apenas algumas marcas desse processo.

As poucas políticas públicas aplicadas – quando aplicadas -, apesar de extremamente relevantes, ainda são insuficientes uma vez que evitam entrar em choque com valores arraigados às civilizações capitalistas. O consumismo, a necessidade de buscar ou manter um “padrão de vida” elevado e o individualismo que coloca a satisfação de anseios pessoais como objetivo prioritário a despeito de danos que possam ser causados ao coletivo (como os ambientais, por exemplo) continuam norteando o modo de vida de grande parte das pessoas.

Justamente por discordar da ideia de que é possível atingir a sustentabilidade sem que ocorram mudanças profundas em nosso modo de vida (sejam estruturais ou a nível pessoal), vêm surgindo, no mundo inteiro, desde aproximadamente os anos 1990, as ecovilas. De diferentes tipos e tamanhos, essas comunidades se formam com intuito de prover aos seus membros um modo de vida mais ligado aos recursos naturais, no qual o respeito ao ambiente seja um pilar central. De acordo com a definição de um pesquisador, “as ecovilas são comunidades intencionais sustentáveis, isto é, são grupos de pessoas que se unem para criar um estilo de vida de baixo impacto ambiental e relações interpessoais mais cooperativas e solidárias. A vida numa ecovila se baseia nos seguintes pilares: pacifismo, autogestão, práticas ecológicas, laços comunitários, experiências poéticas ou transcendentes e busca de autoconhecimento”. (R. Roysen, Ecovilas e a construção de uma cultura alternativa. Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2013).

Numa ecovila, portanto, as pessoas compartilham de ideais ecologicamente responsáveis e de um senso de coletividade que, a partir de seu ponto de vista, falta à sociedade urbana moderna. Lá, tudo é pensado para causar o menor impacto ambiental possível, aproveitando o que o ambiente fornece e devolvendo a ele, de forma ordenada, o que é excedente ou residual. Grande parte dos grupos de moradores desses locais produz o próprio alimento através de práticas agroecológicas, usando o mínimo necessário de insumos externos ao sistema agrícola e evitando agrotóxicos. Além disso, o uso de banheiros secos e outras medidas sanitárias ecologicamente eficientes evita a contaminação de solo e de água com dejetos, ao contrário do que ocorre nos grandes centros urbanizados. As ecovilas costumam promover também atividades de conscientização a fim de disseminar conceitos e ações que visem promover a sustentabilidade de forma integrada e ampliada. Assim, pessoas de fora da comunidade podem avaliar a vida longe dos confortos da tecnologia e da sedução do consumo desenfreado.

Texto adaptado de “Ecovilas: o que são e o que não são”, do cientista de alimentos Gustavo. Disponível em: <http://www.blogs.ea2.unicamp.br/cienciaemsi/2017/01/26/ecovilas-o-que-sao-e-o-que-nao-sao>. Acesso em: 14 ago. 2017.

Redação Mackenzie 2018 

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Obs.: O texto deve ter título e estabelecer relação entre o que é apresentado nos textos da coletânea.

Texto I

Enquanto não o possuímos, o objeto do nosso desejo parece maior que qualquer outra coisa. Porém, tão logo usufruímos dele, ansiamos por algo distinto com a mesma sofreguidão.

Lucrécio, poeta e filósofo romano do século I a.C.

Texto II


Fonte: http://pjpontes.blogspot.com.br/2016/02/sociedade-de-consumo.html

Texto III

A experiência humana contemporânea é atravessada pelo consumo, pelo desejo de possuir as coisas, mesmo aquelas que nos parecem impossíveis. Lutamos todos os dias para ter o que não temos. Assim caminha a humanidade numa luta vã entre o desejo e a falta, esquecendo-se de que o mais importante talvez seja o que de fato já temos e desprezamos por conta da busca desenfreada por ter e querer sempre mais, sejam produtos, seja dinheiro, sejam afetos, seja até uma improvável fama.

Conrado Marton, sociólogo

Redação Puc-RS 2015 

Vida simples: quando menos é mais

Um emissora de televisão veiculou, em março de 2015, uma campanha publicitária que propunha a reflexão sobre o uso consciente dos recursos naturais e reforçava a responsabilidade de cada cidadão no desenvolvimento sustentável do planeta. A primeira fase do projeto contou com o lançamento de um vídeo institucional com depoimentos de artistas, incentivando o público a aderir a slogans como:

Menos desperdício, mais atitude!
Menos indiferença, mais participação!
Menos consumo, mais consciência!

Imagine-se participante da campanha e disserte sobre como é possível contribuir pessoalmente para o desenvolvimento sustentável do planeta. Para isso, apresente uma ou mais ações que você realiza ou pretende realizar com o objetivo de simplificar a vida e/ou consumir menos.

Redação Unioeste 2014 

Escreva um artigo de opinião para ser publicado na seção Painel do Leitor de um jornal de circulação nacional, manifestando seu ponto de vista sobre

Vida mínima na era do consumismo

“Faz parte da nossa natureza: queremos ter mais coisas o tempo todo. Essa lógica funcionava bem há 200 anos, quando tínhamos acesso a bem poucos produtos. Quando surgia a oportunidade de conseguir algo que tornasse nossa vida mais fácil, era bom mesmo aproveitar. Hoje, porém, podemos ter muito mais do que precisamos. Mas cada coisa nova que agregamos às nossas vidas possui custos escondidos. Casas maiores consomem mais energia, mais impostos, mais manutenção, por exemplo. Eu levei tempo para perceber isso. Tudo começou em 1998 quando, com vinte e poucos anos, vendi uma empresa de consultoria de internet e comprei uma casa de 440m2, no bairro mais caro de Seattle, apinhada de eletrônicos, roupas, móveis e carros na garagem. Hoje moro em um apartamento de 40m2 em Manhattan, com todo o conforto de que preciso. Com menos coisas para guardar e manter, você ganha mais liberdade e um pouco mais de tempo."

(Depoimento de Graham Hill, fundador da Life Edited [Vida Editada], Revista Super Interessante, Ed. 320-julho/2013 - Adaptação).

 

Redação FATEC 2007

O objetivo da campanha publicitária do texto III parece ser o de afirmar que a felicidade desfrutada nos pequenos gestos do quotidiano também passa pelos produtos encontrados em supermercados. É, em outras palavras, visando ao consumidor que o tema da felicidade é ali enfocado, mesmo que o tom predominante contenha apelos emotivos. Tal postura pode sugerir que se pense na relação entre a felicidade e a prática do consumo, elemento-chave das economias nacionais em escala global. 

A partir do texto publicitário “O que faz você feliz?”, redija um texto de gênero dissertativo sobre o tema: 

CONSUMISMO GARANTE REALIZAÇÃO PESSOAL?

Instruções:
1. Dê um título a seu texto.
2. Ao desenvolver o tema proposto, utilize seus conhecimentos e suas reflexões de modo crítico.
3. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para comprovar e defender seu ponto de vista.
4. Empregue apenas a modalidade escrita culta da língua portuguesa.
5. O texto não deve ser escrito em versos.

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