Redação sobre Ciência

Redação sobre Ciência

Redação UNICAMP 2022

Você é um/a jovem que está cursando o seu segundo ano de graduação em Geografia, na Unicamp. Entusiasmado/a com a possibilidade de estrear na pesquisa acadêmica, você submeteu seu projeto de Iniciação Científica (IC) para uma agência brasileira de fomento à pesquisa. Após análise da comissão avaliadora, seu projeto de pesquisa foi aprovado por mérito, mas não obteve o financiamento desejado. Motivo: o corte de verbas no orçamento destinado à ciência e à pesquisa no Brasil em 2021.

Você, que tem se mostrado um/a universitário/a brilhante, com um currículo invejável, sente-se indignado/a com a impossibilidade de desenvolver sua pesquisa científica sem o necessário investimento. Decide, então, se unir a outros jovens pesquisadores brasileiros que vivenciaram a mesma experiência frustrante para escrever um manifesto, de autoria coletiva, a ser lido na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Nesse texto, vocês a) apontam o corte de verbas destinadas à ciência e à pesquisa no Brasil, b) denunciam os consequentes prejuízos desses cortes e c) convocam a comunidade científica para o repúdio a essa política de sucateamento da ciência e da pesquisa em curso no Brasil atual.

Iniciação Científica (IC) é uma modalidade de pesquisa acadêmica desenvolvida por alunos de graduação nas universidades brasileiras em diversas áreas do conhecimento. Os alunos desenvolvem seu projeto de pesquisa (coletivo ou individual), acompanhados por um professor orientador, que pode estar ligado ou não a um laboratório de pesquisa ou a algum centro de pesquisa financiador (por exemplo: CAPES, CNPq, PIBIC, FAPESP etc.). Desde 2016, o valor da bolsa de iniciação científica varia de R$ 400 a R$ 700 mensais aproximadamente, a depender da agência de fomento. (Adaptado de https://pt.m.wikipedia.org. Acessado em 25/10/2021.)

Para escrever seu manifesto, leve em conta a coletânea de textos a seguir:

1. A bióloga Thabata Cavalcanti dos Santos, 27 anos, faz mestrado na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela ingressou no curso em 2021, ciente das dificuldades que iria encontrar em tempos da pandemia da Covid-19, mas não achou que seria tão difícil a ponto de pensar em desistir. A estudante sabe que sua trajetória profissional é fruto de anos de investimento de recursos públicos. Foi aluna da escola pública e entrou na universidade por meio da lei de cotas. “Sempre agarrei as oportunidades com todas as minhas forças. Mas vejo que o que demorou anos e anos para o país construir, na área de ciências, está sendo destruído na canetada por um Governo”, afirma. Sem incentivo financeiro para pesquisa, ela não consegue vislumbrar um futuro. Relatos como o de Thabata Santos são comuns hoje na área de ciências do Brasil. “Hoje formamos profissionais para trabalhar no exterior”, lamenta Denise Freire, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Freire lembra que são necessários anos de investimentos públicos em educação básica, saúde, universidade, mestrado e doutorado. E no momento em que o profissional está pronto para começar a dar retorno ao país, ele precisa sair de sua área de atuação em busca de oportunidades. “Temos fuga de cérebro para trabalhos precarizados. Estamos entregando de mão beijada um patrimônio nacional.”

(Adaptado de Regiane Oliveira, Pesquisadores se formam para trabalhar no exterior sob desmonte da ciência nacional. 08/11/2021. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2021-11-08/pesquisadores-se-formam-para-trabalhar-no-exterior-sob-desmonte-da-ciencia-nacional.html?utm_medium=Social &utm_source=Twitter&ssm=TW_BR_CM#Echo box=1636379412. Acessado em 21/11/2021.)

2.


(Adaptado de Herton Escobar, Orçamento 2021 condena ciência brasileira a “estado vegetativo”. 29/01/2020. Disponível em https://jornal.usp.br/universidade/politicas-cientificas/orcamento- 2021-coloca-ciencia-brasileira-em-estado-vegetativo/. Acessado em 25/11/2021.)

3.

 
(Disponível em https://horadopovo.com.br/manifestantesrepudiam- em-todo-o-pais-os-cortes-na-ciencia-feitos-porbolsonaro/. Acessado em 03/12/2021.)

4. Nos últimos anos, a ciência brasileira tem sido alvo de repetidos cortes orçamentários. Esses cortes ameaçam projetos científicos e tecnológicos que estão em andamento, como também projetos futuros, o que inclui o financiamento de bolsas de estudo para jovens pesquisadores que estão no início da carreira científica. No Brasil, jovens pesquisadores em programas de mestrado e doutorado ganham, respectivamente, uma bolsa de estudos de R$ 1.500 e R$ 2.200 mensais, e esses valores não são ajustados desde 2013. Com a alta dos preços de produtos e serviços, o poder de compra das bolsas diminuiu em mais de 60%. A maioria dos estudantes depende exclusivamente dessa renda mensal para manter sua alimentação, saúde, moradia, vestimenta e transporte. Em muitos casos, ainda dão suporte no sustento da família. Como jovens pesquisadores brasileiros, nós exigimos suporte financeiro adequado. Se o Brasil não reavaliar imediatamente seu orçamento para ciência e tecnologia, o país corre o risco de perder toda uma geração de cientistas brasileiros.

(Adaptado de texto de manifesto coletivo, intitulado Sobrevivendo como um jovem pesquisador no Brasil. Traduzido de Surviving as a young scientist in Brazil. Disponível em https://www.science.org/doi/10.1126/science.abm8160. Acessado em 21/11/2021.)

Você deverá escolher apenas UMA das propostas para desenvolver. Não se esqueça de marcar a proposta escolhida na folha de resposta reservada para a Redação.

EXPECTATIVAS DA BANCA

Nessa proposta, os candidatos devem assumir o papel de um/a estudante universiitário/a brilhante, com currículo acadêmico invejável, que teve uma bolsa de Iniciação Científica (IC) rejeitada por restrição orçamentária, apesar de o mérito de sua pesquisa ter sido reconhecido. O/A jovem se junta a outros estudantes que passaram por situação semelhante para escrever um manifesto, a ser lido na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), contra os cortes de verbas na área da Ciência e Tecnologia, interpelando a comunidade acadêmica (e a sociedade civil) para intervir(em) neste cenário tão desfavorável à produção do conhecimento científico no Brasil. Para além de apontarem os cortes orçamentários na ciência e na pesquisa e denunciarem os prejuízos acarretados por esses cortes, os candidatos devem, em seu texto argumentativo, repudiar as engrenagens que sucateiam e desmontam a ciência brasileira, convencendo seus interlocutores de que tal política em curso atualmente deve ser rechaçada e revertida.

Os textos disponíveis na coletânea oferecem argumentos para a elaboração do manifesto. Antes ainda da coletânea, a prova apresenta um box informativo que objetiva explicar aos candidatos o que vem a ser uma pesquisa de Iniciação Científica (IC), nomear algumas agências de fomento à pesquisa, e informar o valor atual (congelado desde 2016) de uma bolsa para financiamento de uma pesquisa de IC.

No primeiro texto, retirado de uma reportagem publicada no El País, a crise da pesquisa científica é relatada a partir de dois ângulos: o de uma aluna de mestrado da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o da pró-reitora de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com a perspectiva da aluna Thabata Cavalcanti dos Santos, a situação de penúria da ciência se tornou tão difícil atualmente que ela chegou a pensar em desistir. Thabata vê sua trajetória acadêmica como resultado de anos de investimento estatal na educação, já que cursou a graduação numa universidade pública. Hoje, sem bolsa, não vislumbra futuro. Já a pró-reitora Denise Freire se preocupa com a "fuga de cérebros" de profissionais formados, seja para buscar oportunidades no exterior, seja para exercer trabalhos economicamente precarizados. De qualquer modo, constata-se um desperdício de dinheiro público investido durante anos para consolidar a produção científica no Brasil, pois, na hora de dar o devido retorno à sociedade, estudantes não veem oportunidade na profissão de pesquisadores. Os vívidos relatos coletados na reportagem podem ajudar os candidatos a perceberem o caráter antieconômico dos cortes orçamentários. Tais medidas, aparentemente, visam a poupar dinheiro, mas funcionam, na verdade, como desperdício de recursos humanos e financeiros envolvidos nos investimentos massivos para construir a ciência de um país soberano.

O segundo texto é um gráfico em que estão registrados os cortes sofridos em 2021 nos orçamentos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), das agências federais de fomento à pesquisa (CNPq e Capes) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (FNDCT), quando comparados ao quadro orçamentário de 2020 ou 2019 (no caso da Capes). Os candidatos terão aqui material para apontar, em números e porcentagens, os cortes de verbas destinadas à ciência e à pesquisa brasileira.

O terceiro texto vem acompanhado da fotografia de um protesto, organizado por estudantes, que gritam por socorro (SOS) à ciência brasileira e reivindicam o aumento (ou reajuste, se levarmos em conta a inflação em que vive o país hoje) no valor das bolsas, que não são reajustadas há anos, conforme informado aos candidatos no texto 4 e no box informativo apresentado na prova. A informação visual pode ajudar os candidatos a elaborarem, em seu manifesto, uma agenda propositiva: o aumento no valor das bolsas, tanto para as pesquisas no nível de graduação, quanto no nível de pós-graduação, ou ainda, a defesa de que não se deve lutar apenas contra os cortes, mas a favor de condições cada vez melhores de trabalho para os bolsistas envolvidos com pesquisas científicas.

Para finalizar, o quarto texto apresenta um excerto de um manifesto (mesmo gênero discursivo desta proposta), recentemente publicado por pesquisadores brasileiros na revista Science. O texto traz informações preciosas que podem ser aproveitadas como argumentos pelos candidatos: o valor das bolsas de mestrado e doutorado que não é reajustado desde 2013 e a situação da maioria dos bolsistas que depende daquele dinheiro para sobreviver (e manter sua alimentação, saúde, moradia, vestimenta, transporte), tal como Thabata, estudante citada no texto 1. Vale ainda dizer que o texto 4 é um exemplo - e não um modelo! - de um manifesto que pode funcionar de maneira sugestiva para os candidatos apreenderem marcas discursivas desse gênero textual na elaboração de seu manifesto de repúdio coletivo.

A expectativa é que as melhores redações sejam aquelas em que os candidatos consigam, a partir de uma máscara discursiva coletiva, elaborar um manifesto - apresentando um bom diagnóstico das consequências, a médio e longo prazo, do desmantelamento gradual da ciência brasileira - e clamar por políticas públicas que reconheçam a importância estratégica da área para a soberania do Brasil. Para isso, os candidatos devem se apoiar nos textos disponíveis na coletânea que abordam, respectivamente: o desperdício econômico representado pelo sucateamento da ciência (texto 1), os cortes orçamentários na estrutura de ciência e tecnologia do Brasil (texto 2), a luta política pelo melhoramento das condições materiais dos bolsistas (texto 3) e a voz coletiva de insatisfação registrada num manifesto (texto 4).

Redação UNIOESTE 2022

Produza um ARTIGO DE OPINIÃO para ser publicado em jornal online paranaense sobre o tema:

CIÊNCIA VERSUS ANTICIÊNCIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Fragmento do texto A pandemia e a anticiência, de Cleyton Monte:

(...) O combate à pandemia exige múltiplas equipes, recursos e coordenação, mas necessita de uma ciência de ponta com investimentos permanentes. Não conseguiremos apagar as consequências do descaso com a ciência. (...). Como disse Iamarino, o mundo que conhecemos não existe mais. Em pleno século XXI, a pandemia nos ensina que precisamos ainda mais do potencial científico, caso contrário, seremos infectados pelo vírus contagioso da ignorância em massa.

Fonte: Adaptado de https://mais.opovo.com.br/jornal/opiniao/2020/04/06/cleyton-monte--a-pandemia-e-a-anticiencia.html (adaptado)

Fragmento do texto O negacionismo no poder, de Tatiana Roque:

(...) A pós-verdade [...] não designa apenas o uso oportunista da mentira (embora ele seja frequente). O termo sinaliza, acima de tudo, um ceticismo quanto aos benefícios das verdades que costumavam compor um repertório comum, o que explica certo desprezo por evidências factuais usadas na argumentação científica. (...). Evidências e consensos científicos têm sido facilmente contestados com base em convicções pessoais ou experiências vividas (...).

Fonte: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-negacionismo-no-poder/

Redação PUCPR 2021

Considere os textos 1, 2 e 3 apresentados a seguir como motivadores para a sua produção de texto dissertativo-argumentativo.

Texto 1

Você certamente se depara, toda semana, com algum produto ou pesquisa que se diz científica. Isso porque a ciência, desde o século XVI, vem ganhando cada vez mais espaço em nossa sociedade. Hoje, com as grandes conquistas por ela alcançadas (como a possibilidade de você ler este texto e ter acesso a bilhões de informações em um computador, tablet ou smartphone, por exemplo) é muito difícil pensar o mundo sem seus constantes avanços.

De acordo com estudo realizado pela Capes (Coordenação e aperfeiçoamento de pessoal de nível superior), entre 2011 e 2016 o Brasil publicou mais de 250.000 pesquisas, sendo o décimo terceiro país mais citado do mundo e o mais citado da América Latina.

A construção científica é trabalhosa, é fruto de grandes debates e investigações nas universidades, nos laboratórios e em grandes centros de pesquisa, mas ainda é, em nossos tempos, o principal meio de organizar e construir conhecimento.

Politize! Organização Civil sem Fins Lucrativos. Seção Conceitos.
Por Danniel Figueiredo. Publicado em 30 de maio de 2019.

Disponível em https://www.politize.com.br/o-que-e-ciencia/ Acesso em: 25/02/2021. Texto adaptado.

Texto 2

A ciência permite à humanidade compreender um pouco mais sobre a natureza. A ciência é importante na nossa vida, pois nos ajuda a ter uma qualidade de vida melhor; através da ciência muitas doenças foram eliminadas. A ciência possibilita avanços na saúde, alimentação, energia e muitas outras áreas sociais.

Cada vez mais, a busca pelo desenvolvimento econômico e social tem ensinado que esse caminho de avanços tem como pontos fundamentais a ciência, a tecnologia e a inovação. No paradigma da sociedade da informação e do conhecimento que resulta na sociedade da inovação, ciência e tecnologia ganham cada vez mais importância.

Quando uma pandemia como a do novo coronavírus se alastra pelo mundo, uma das grandes necessidades é obviamente o desenvolvimento de vacinas, como temos presenciado na atualidade. E é preciso tempo para se criar algo eficaz e seguro. Como se pode então estar preparado para reagir a uma emergência como a que estamos vivendo? Os países devem fazer um investimento regular e constante na produção de conhecimento científico.

Brasil Escola. Seção Meu artigo.
Publicado por Benigno Núñez.

Disponível em https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-em-tempos-de-pandemia-para-a-sociedade.htm. Acesso em: 25/02/2021. Texto adaptado.

Texto 3

A pesquisa científica: a importância dela para uma universidade

A pesquisa científica é uma parte importantíssima no desenvolvimento de um aluno. Através dela o estudante pode aprender um contexto mais amplo da área, acrescentar pontos que não conseguem ser explicados numa sala de aula convencional, dar mais riqueza e versatilidade aos temas já conhecidos. Ou seja, pesquisa é top. Para uma universidade carregar o título de universidade, ela precisa ter incentivo à pesquisa científica em diversas áreas do conhecimento. Ou seja, é de interesse de toda e qualquer instituição de ensino superior que os campos de pesquisa possam ser explorados por seus alunos.

Blog Que Curso. Seção Escolha Profissional.
Publicado em 20/12/2018.

Disponível em https://quecurso.com.br/blog/pesquisa-cientifica-a-importancia-dela/ Acesso em: 23/02/2021. Texto adaptado.

Tome como referência os textos motivadores lidos, bem como os conhecimentos construídos ao longo da sua formação como estudante e cidadã(ão), e escreva um texto dissertativo-argumentativo, de modo a refletir sobre o seguinte tema:

Ciência e Universidade

Ao elaborar o seu texto, você deve:
- respeitar a proposta de produção de texto dissertativo-argumentativo;
- posicionar-se quanto à temática, apresentando dois argumentos para sustentar seu ponto de vista;
- não fazer cópia dos textos motivadores sem finalidade discursiva (se desejar utilizá-los, fazer paráfrase e indicar a autoria ou fonte);
- elaborar uma conclusão (lembre-se de que conclusão não é sinônimo de proposta de intervenção).

Redação FUVEST 2020

Texto 1:


Luis Fernando Verissimo, As cobras: Antologia Definitiva.

Texto 2:

Somente numa sociedade onde exista um clima cultural, em que o impulso à curiosidade e o amor à descoberta sejam
compreendidos e cultivados, pode a ciência florescer. Somente quando a ciência se torna profundamente enraizada como um
elemento cultural da sociedade é que pode ser mantida e desenvolvida uma tecnologia progressista e inovadora, tornando􀀀se,
então, possível uma associação íntima e vital entre ciência e tecnologia. Essa associação é uma característica da nossa época
e certamente essencial para a manutenção de uma civilização com os níveis presentes de população e qualidade de vida.

Oscar Sala, O papel da ciência na sociedade. 1974. Disponível em http://www.revistas.usp.br/revhistoria. Adaptado.

Texto 3:

Quanta do latim
Plural de quantum

Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado no sal
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal

Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos

Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
Vento de calor
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber

Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Sei que a arte é irmã da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento
E no mesmomomento desfaz
Esse vago Deus por trás do mundo
Por detrás do detrás
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Gilberto Gil, Quanta. 1997.

Texto 4:

Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais – o transporte, as comunicações e todas as
outras indústrias, a agricultura, a medicina, a educação, o entretenimento, a proteção ao meio ambiente e até a importante
instituição democrática do voto – dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que
quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo,
porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara.

Carl Sagan, 1996.

Texto 5:

Algo muito estranho está acontecendo no mundo atual. Vivemos melhor que qualquer outra geração anterior. Pessoas
são saudáveis graças às ciências da saúde. Moram emresidências robustas, produto da engenharia. Usam eletricidade, domada
pelo homem devido ao seu conhecimento de química e física. Paradoxalmente, essas mesmas pessoas ligam seus
computadores, tablets e celulares para adquirir e disseminar informações que rejeitam a mesma ciência que é tão presente em
suas vidas. Vivemos num mundo em que pessoas usam a ciência para negar a ciência.

Alicia Kowaltowski, Usando a ciência para negar a ciência. 2019. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/. Adaptado.

Considerando as ideias apresentadas nos textos e também outras informações que julgar pertinentes, redija uma dissertação em prosa, na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema:

o papel da ciência no mundo contemporâneo.

Instruções:

- A dissertação deve ser redigida de acordo com a normapadrão da língua portuguesa.
- Escreva, no mínimo, 20 linhas, com letra legível e não ultrapasse o espaço de 30 linhas da folha de redação.
- Dê um título a sua redação.

Redação PUC-RS 2013

A seguir, são apresentados três temas. Examine-os atentamente, escolha um deles e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto.
Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos:

  • Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu.
  • Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita.
  • Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas para a redação.
  • Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários.
  • Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar.
  • Lembre-se de que não serão considerados:
    • textos que não desenvolverem um dos temas propostos;
    • textos redigidos a lápis ou ilegíveis.

Boa prova!

TEXTO 1


QUINO. Que presente inapresentável. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010. p. 87. 

TEXTO 2

Revista de maior circulação no mundo, a Time mostrou como ficaram tênues os limites entre a ciência e a ficção. Em reportagem de capa, intitulada “Jovem para sempre”, não descarta nas entrelinhas a chance de que um dia, quem sabe, se descubra não a cura das doenças, mas a cura da morte.

Menos sutilmente, estimula a esperança de que talvez o ser humano possa chegar aos 300 anos. A revista ancora o sonho em moscas e minhocas que, tratadas em laboratórios, passaram a viver muitas vezes mais. A suspeita é de que, em algum lugar, seria possível desmontar um relógio que determina o aparecimento de rugas, seios caídos, pernas flácidas, queda de cabelo.

Ao tentar separar fantasias e bom senso, a reportagem estabelece como hipótese realista que, a partir das descobertas médicas das próximas três décadas, a expectativa de vida suba para 120 anos. Seria a continuação do impacto provocado pelo inglês Alexander Fleming, que descobriu o primeiro antibiótico.

Traduzindo: as crianças de hoje se lembrariam de seus pais – ou seja, nós – como pessoas que morreram jovens porque não completaram 80 anos. Assim como achamos que nossos tataravós morriam cedo porque não completavam 60 anos de idade.

Os novos mitos nutridos pela tecnologia reforçam o absurdo brasileiro. Dezenas de milhares de crianças que não completam parcos 12 meses de vida morrem anualmente, porque simplesmente não têm comida ou bebem água contaminada.

DIMENSTEIN, Gilberto. Expectativa de vida. In: _____ . Aprendiz do futuro. São Paulo: Ática: 2004. (fragmento)

TEMA 1

A vida depois dos 70

Considere a possibilidade – cada vez mais viável – de viver 80, 90, quem sabe 100 anos. Você já pensou nisso? Como pretende se preparar para esta fase da vida?

Apresente seus planos e justifique-os de modo a convencer outros jovens a compartilhá-los, já que a sociedade do futuro e a maneira como os idosos nela viverão dependem muito do que pensam e planejam os jovens de hoje.

TEMA 2

Os limites e as possibilidades da ciência

Pode a ciência “driblar” a morte e prolongar a vida sem qualquer limite?

Quais as consequências sociais e éticas que precisarão ser enfrentadas caso isso, de fato, venha a acontecer um dia?

Reflita sobre essa hipótese, discutindo as possíveis consequências, de modo a evidenciar o seu ponto de vista sobre o assunto.

TEMA 3

O desenvolvimento da ciência no Brasil

Em um país com tantos paradoxos econômicos, culturais e sociais, qual seria a prioridade dos investimentos em ciência e tecnologia?

Eleja o problema brasileiro para o qual deveriam ser direcionados os esforços dos cientistas e os investimentos do governo com o objetivo de diminuir a distância entre modernidade e atraso no Brasil.

Justifique sua escolha com os dados da realidade que julgar adequados.

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