Redação sobre o Brasil

Redação sobre o Brasil

Redação UFRGS 2018 

Considere o texto abaixo, da escritora Martha Medeiros, publicado no Jornal Zero Hora, em 12/08/2017.

Pai da pátria

O termo vem do latim pater patriae e simboliza o papel de determinada personalidade na formação da unidade nacional e de sua independência.

O nosso Pai da Pátria não é um, mas dois: Dom Pedro I e José Bonifácio. Cada nação tem o seu, que serve de modelo de heroísmo e dignidade.

O Pai da Pátria está acima de nós, como numa família tradicional. Não em valor, que valorosos somos todos, mas em representatividade. O Pai da Pátria poderia, inclusive, ser o epíteto de todo chefe do executivo, não fosse, especialmente no nosso caso, uma piada. Há pesquisas sérias sobre a importância de se ter um pai reconhecido em certidão. O Brasil, de forma simbólica, tem os dois já citados, mas, na prática, é como se fôssemos filhos de um pai fantasma, que não nos deu o senso de inclusão familiar, de responsabilidade e de orgulho, deixando-nos à deriva.

Quem me dera ser crédula, confiante. Do tipo que admite estarmos em meio a uma crise medonha, mas que dela brotará um Estado maior, melhor. Já fui assim otimista, mas o tempo passou e me cobrou alguma lucidez e coragem para encarar a realidade. Agora não me é mais dada a alternativa de embarcar num faz de conta, acreditar em devaneios: o fato é que sempre estivemos irreversivelmente lascados, pois desde que essa história começou (1500), foi um tropeço atrás de outro, um país descoberto por engano, por causa de uns ventos inesperados que conduziram as caravelas para outro destino que não a Índia e foram parar aqui sem querer, e quem dá importância ao que foi sem querer? Descuidos não são levados a sério, nunca fomos e jamais seremos a primeira opção nem pra nós mesmos. O Brasil é um acidente de percurso do qual se tenta tirar alguma vantagem para que o engano de rota não resulte em total perda de tempo.

Se você discorda, se ainda acredita que um dia seremos um país íntegro, digno, consistente, me declaro invejosa da sua fé. Sou uma ratazana descrente que não abandona o navio porque tem parentes no convés, apenas por isso.

Sorte a minha, e provavelmente a sua, de que colecionamos algumas vitórias particulares: amigos fiéis, o gosto pela música, amar e ser amado, gozar de boa saúde, poder ir ao cinema de vez em quando, não ter vergonha do passado e acreditar-se merecedor de um banho de sol, de um banho de mar, de um banho de chuva, essas trivialidades naturais que mantêm o corpo e a alma azeitados. A vida vale a pena em sua simplicidade, aquela que ainda comove, pois rara.

Mas não nos gabemos, pois ainda que nossa família nuclear e nossa trajetória pessoal não nos envergonhem, somos todos habitantes de uma pátria órfã.

Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marthamedeiros/noticia/2017/08/pai-da-patria-9867095.html>. Acesso em: 09 out. 2017.

Como é possível ver, o texto de Martha Medeiros é enriquecido por vários recursos que permitem à autora formular o seu ponto de vista de maneira muito clara. Há metáforas, ironias, argumentos e exemplos, entre outros recursos; e tudo está a serviço das ideias defendidas no conjunto do texto.

Após a leitura, você, certamente, construiu uma opinião sobre o que diz a autora.

Você pode ter concordado integralmente com o texto ou apenas parcialmente; pode ter discordado integralmente ou apenas parcialmente.

É assim mesmo!

Muitas vezes, lemos um texto e concordamos integralmente com ele, pois suas ideias coincidem com o que pensamos a respeito daquele assunto; outras vezes, concordamos apenas parcialmente com os argumentos apresentados, porque há pontos dos quais discordamos.

O contrário também é possível. Podemos discordar integralmente das ideias expressas em um texto, porque temos um entendimento completamente diferente a respeito daquele assunto; por vezes, enfim, podemos discordar apenas parcialmente, pois há pontos com os quais concordamos.

Os leitores sabem que é sempre assim, e os autores também sabem. O mais importante, porém, é reconhecer que o debate deve ser feito com tolerância e ética.

Assim, a partir da leitura do texto de Martha Medeiros e das observações feitas acima, elabore um texto dissertativo que apresente o seu ponto de vista acerca das ideias da autora sobre o Brasil.

Considere que o seu texto pode ser lido pela autora, logo ele terá de conter a sua opinião, de maneira bem fundamentada, com argumentos que sustentem o seu ponto de vista, para que a autora entenda claramente o posicionamento adotado.

Em resumo, em seu texto,

você deve se posicionar a respeito das ideias da autora sobre o Brasil: contestá-las parcial ou integralmente; aprová-las parcial ou integralmente.

Instruções

A versão final do texto deve respeitar as observações abaixo.

1 - Conter um título na linha destinada a esse fim.

2 - Ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado –, e máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas.

3 - Ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular.

Redação ACAFE 2017.2 

Proposta 1

Textos 1

Três episódios que aconteceram em 2017 denotam a crise nos presídios brasileiros. No dia 1º de janeiro, pelo menos 60 presos que cumpriam pena em Manaus (AM) foram mortos durante a rebelião que durou 17 horas. Na mesma semana, houve um tumulto em uma penitenciária em Roraima, onde 33 presos foram mortos. No dia 14, no Rio Grande do Norte, pelo menos 26 presos foram mortos em rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

Disponível em: http://www.ebc.com.br/especiais/entendacrise-no-sistema-prisional-brasileiro. Acesso em 19/05/2017. Fragmento adaptado.

Texto 2

A superlotação agrava a precariedade das penitenciárias. Celas lotadas, falta de condições sanitárias, entre outros problemas, contribuem para a violência interna e o crescimento das facções criminosas. Disponível em:

http://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidadesvestibular/entenda-a-crise-no-sistema-penitenciariobrasileiro/. Acesso em 18-05/2017. Fragmento adaptado.

Considerando os textos motivadores da proposta 1 de redação, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o sistema prisional brasileiro.

Proposta 2

Texto 1

Viver no exterior é uma das experiências mais enriquecedoras da qual você pode fazer parte. Morar em outro país permite que você se depare com novas situações e tenha que solucionar problemas que você não encontraria em seu país de origem, ajudando você a crescer como pessoa. Qualquer problema que você possa encontrar em outro país não é pior do que o arrependimento e daquele “e se eu tivesse ido” que você carregará para sempre com você. Muitas pessoas, porém, se perguntam como podem viver no exterior quando elas nem sequer têm dinheiro suficiente para visitar um outro país.

Disponível em: http://foradazonadeconforto.com/comoviver-no-exterior/. Acesso em: 18 de mai. de 2017. Fragmento adaptado. 

Texto 2

Por motivos diferentes, muitos brasileiros vão morar em outros países, ou desejam fazer isso. Além de conseguir uma formação de qualidade, melhorar o currículo, aprender ou vir as ser proficiente numa língua estrangeira, começar uma vida diferente, ter novas experiências, torna-se cada vez mais presente a necessidade de ir embora para se livrar dos problemas que existem no Brasil. Quais seriam esses problemas e o que se tem a ganhar com essa decisão? Afinal de contas o que faz com que tantos se cansem de um país tão privilegiado pelo clima, culinária, recursos naturais, paisagens inebriantes e com um povo de energia tão especial?

Considerando os textos motivadores da proposta 2 de redação, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre os principais problemas do Brasil em comparação com outros países mais desenvolvidos.

Redação Redação Puc-SP 2017

Texto 1

Recado dado ao STF

Editorial                                    
Folha de S.Paulo, 13 set. 2016

Poucas vezes a posse de um presidente do Supremo Tribunal Federal se revestiu de tanto simbolismo quanto a de Cármen Lúcia, cuja chegada ao comando do órgão de cúpula do Judiciário se consumou nesta segunda-feira (12).

Em uma cerimônia simples, a ministra quebrou o protocolo já no início de seu discurso. Em vez de cumprimentar primeiro o presidente da República, Michel Temer (PMDB), Cármen Lúcia considerou que a maior autoridade presente era "Sua Excelência, o povo" – e, por isso, saudou antes de todos o "cidadão brasileiro".

Partisse de outrem, o gesto talvez pudesse ser considerado mero populismo; vindo da nova presidente do STF, guarda coerência com outras iniciativas de valor simbólico semelhante, como abrir mão de carro oficial com motorista ou dispensar a festa em sua própria posse.

Como se pudesse haver dúvidas a respeito disso, Cármen Lúcia deixa clara a intenção de, no próximo biênio, conduzir o STF com a mesma austeridade que pauta sua conduta pessoal. "Privilégios são incompatíveis com a República", disse a esta Folha no ano passado.

É de imaginar, assim, que a nova presidente de fato reveja uma das principais bandeiras da agenda corporativista de seu antecessor, Ricardo Lewandowski: o indefensável aumento salarial para os ministros do Supremo.

Não há de ser esse o único contraste entre as gestões. Espera-se que Cármen Lúcia moralize os gastos com diárias de viagens oficiais no STF, amplie a transparência e a previsibilidade das decisões do Judiciário e, acima de tudo, resgate o papel disciplinar do Conselho Nacional de Justiça, esvaziado sob a batuta de Lewandowski.

Desfrutando de sólida reputação no meio jurídico, a ministra suscita altas expectativas ainda por outro motivo: ela relatou o processo do ex-deputado federal Natan Donadon, condenado por desvio de dinheiro público e primeiro político a ter sua prisão determinada pelo STF desde a promulgação da Constituição de 1988.

Daí por que o ministro Celso de Mello se sentiu à vontade para, antes do discurso de Cármen Lúcia, proferir palavras duríssimas contra "os marginais da República, cuja atuação criminosa tem o efeito deletério de subverter a dignidade da função política e da própria atividade governamental".

No plenário do Supremo, diversos figurões da política investigados ou processados por crimes contra o patrimônio público apenas ouviam, constrangidos. Que o recado da gestão Cármen Lúcia possa ir além do plano simbólico.

Texto 2

De Caetano a Guimarães Rosa, veja as referências de Cármen Lúcia em seu discurso de posse 

POR LUMA POLETTI | 13/09/2016 10:00 

Ao longo de seu discurso de posse, a ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12), citou trechos de canções de Caetano Veloso, Titãs, além de versos de Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos e fez menção a Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas, clássico de Guimarães Rosa e uma das mais.
A escolha das referências musicais da ministra dá pistas sobre sua visão acerca do atual momento sociopolítico. Citando o cantor e compositor Caetano Veloso, presente na sessão – que interpretou em voz e violão o hino nacional – Cármen Lúcia concordou que “alguma coisa está fora da ordem”.

“Caetanos e não caetanos deste Brasil tão plural concluem em uníssono: alguma coisa está fora de ordem, fora da nova ordem mundial”, disse a ministra. “O que nos cumpre, a nós servidores públicos em especial, é questionar e achar resposta: de qual ordem está tudo fora…”, acrescentou.

O cantor já se posicionou contra o governo do presidente Michel Temer, nos bastidores da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016.

A nova presidente do STF também citou a música “Comida”, da banda Titãs. “Cumpre-nos dedicar-nos de forma intransigente e integral a dar cobro ao que nos é determinado pela Constituição da República e que de nós é esperado pelo cidadão brasileiro, o qual quer saúde, educação, trabalho, sossego para andar em paz por ruas, estradas do país e trilhas livres para poder sonhar além do mais. Que, como na fala do poeta da música popular brasileira, ninguém quer só comida, quer também diversão e arte”.

Um dos compositores da canção citada é Arnaldo Antunes, que também se posicionou contra o impeachment de Dilma Rousseff nas redes sociais.

Versos

Cármen Lúcia também citou versos da escritora Cecília Meireles, ao dizer que “liberdade é um sonho que o mundo inteiro alimenta” – da obra Romanceiro da Inconfidência, lançada em 1953.

“Se, no verso de Cecília Meireles, a liberdade é um sonho, que o mundo inteiro alimenta, parece-me ser a Justiça um sentimento, que a humanidade inteira acalenta”, discursou a ministra.
Mais adiante em seu discurso, Cármen Lúcia fez menção a um personagem do livro Grande Sertão: Veredas, do escritor mineiro (tal como a ministra) Guimarães Rosa. “Riobaldo afirmava que 'natureza da gente não cabe em nenhuma certeza'. Mas parece-me que a natureza da gente não se aguenta em tantas incertezas. Especialmente quando o incerto é a Justiça que se pede e que se espera do Estado”, disse a nova presidente do STF.

Em seguida, outro escritor mineiro foi lembrado por Cármen Lúcia. “Em tempos cujo nome é tumulto escrito em pedra, como diria Drummond, os desafios são maiores. Ser difícil não significa ser impossível. De resto, não acho que para o ser humano exista, na vida, o impossível”, disse a ministra, em referência ao poema “Nosso tempo”, do escritor mineiro.
A sucessora de Ricardo Lewandowski concluiu o discurso citando um terceiro escritor mineiro: Paulo Mendes Campos. “O Judiciário brasileiro sabe dos seus compromissos e de suas responsabilidades. Em tempo de dores multiplicadas, há que se multiplicarem também as esperanças, à maneira da lição de Paulo Mendes Campos”, disse Cármen Lúcia, em referência ao “Poema Didático”, de Paulo Mendes Campos.

Disponível em: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/de-caetano-a-guimaraes-rosa-vejaas- referencias-de-carmen-lucia-em-seu-discurso-de-posse/ . Acesso em: 26 set.2016. [Adaptado]

PROPOSTA

Considerando os textos motivadores e seus conhecimentos prévios sobre a situação por que tem passado o Brasil, construa um texto dissertativo-argumentativo que apresente seu ponto de vista em relação a, pelo menos, duas expectativas de mudanças já sinalizadas pela ministra Cármen Lúcia e desejadas pelo povo brasileiro.

Sustente seu posicionamento com argumentos relevantes e convincentes, articulados de forma coesa e coerente. Dê um título ao texto.

Seu trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios: espírito crítico, adequação do texto ao desenvolvimento do tema, estrutura textual compatível com o texto dissertativo-argumentativo e emprego da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

Importante: redija seu texto a tinta, no espaço a ele destinado. O rascunho não será considerado. Será desclassificado o candidato que tirar zero na redação.

Nota zero será atribuída se o texto construído apresentar menos de sete linhas (linhas copiadas dos textos da prova serão desconsideradas); fugir ao tema ou apresentar parte do texto em desacordo com o tema proposto; não estiver de acordo com o texto pelo qual o candidato optou; apresentar impropérios, desenhos ou quaisquer outras formas propositais de anulação.

Redação UPF 2014 

O escritor Luiz Ruffato, na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, em outubro de 2013, fez um discurso em que expôs uma série de problemas com que convivemos diariamente no Brasil. Leia, a seguir, um pequeno excerto do discurso:

Nós somos um país paradoxal.

Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo – amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.

Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/10/1353517-escritor-luiz-ruffato-diz-em-frankfurt-que-brasil-e-pais-da-impunidade-e-intolerancia.shtml. Acesso em 8 nov. 2013)

A partir do que diz Ruffato, posicione-se, por meio de um texto dissertativo-argumentativo, sobre o Brasil que você vê: o Brasil das possibilidades ou o Brasil dos problemas irremediáveis.

Redação PUC-RS 2010

Examine o tema e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto.

Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos:

  • Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu.
  • Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita.
  • Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas para a redação.
  • Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários.
  • Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar.
  • Lembre-se de que não serão considerados:
    • textos que não desenvolverem um dos temas propostos;
    • textos redigidos a lápis ou ilegíveis.

Boa prova!

Os textos desta prova abordam, sob diferentes perspectivas, assuntos relacionados às lembranças, sejam elas particulares, sejam coletivas.  Leia-as atentamente e escreva seu texto.

Texto 1

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     Para os povos modernos, mito e História são
considerados duas coisas distintas. Para o dito
homem primitivo, porém, ambos pertencem _______
mesma esfera: a salva-guarda da memória.
“A mitologia possui um profundo significado para
o ato de recordação. Um mito contém a História que
é preservada na memória popular e que ajuda a
trazer _______ vida camadas enterradas nas profundezas
do espírito humano”, afirma o filósofo russo
Nicolai Berdyaev (1874-1948).
     Em Mito e significado, Lévi-Strauss defende que
nossa atual maneira de registrar o passado é simplesmente
uma continuação do sistema anterior. “Não
me parece improvável que a História tenha substituído
_______ mitologia nas nossas sociedades e cumpra
uma função idêntica, já que, para as sociedades
sem escrita e sem arquivos, a finalidade da mitologia é
garantir que o futuro permaneça fiel ao passado.”
     Nas culturas tradicionais, lembra o mitólogo J. F.
Bierlein, tudo o que acontece na vida das pessoas é
apenas _______ repetição de eventos que ocorreram
nos mitos. Nesses contextos, a História, de acordo com
o sentido atual da palavra – atos específicos e únicos
de pessoas vivas e mortas –, pode até ser abolida, porque
o mito é percebido como infinitamente mais significativo
do que qualquer experiência humana.
     Para o antropólogo Everardo Rocha, “o mito é,
sobretudo, uma forma de consolo coletivo. É por meio
dele que o homem busca uma origem para si, para
sua cultura e para seu possível destino após a morte.
A maioria dos mitos, se reduzida à essência, trata
de vida, morte, nascimento e renovação. São as grandes
questões sem resposta para a humanidade, por
isso se repetem”.
Revista Galileu, março 2004, p. 49-50.
(fragmento adaptado)

Texto 2

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     Grande parte de nossas decisões é tomada de
maneira mais ou menos automática. Esse processo
é guiado pelo valor que se dá às diversas experiências
do passado. Se uma pessoa desperta boas emoções
em mim, toda vez que eu a encontrar vou reviver
uma memória que se divide em dois aspectos:
o cognitivo (quem é essa pessoa) e o emocional
(é alguém de quem eu gosto). Não há memória ou
tomada de decisões neutras, sem emoção.
     Na verdade, nada é mais essencial para a identidade
de uma pessoa do que o conjunto de experiências
armazenadas em sua mente. Por isso, o que
mais distingue a memória humana é a capacidade
de ter uma autobiografia. Cada um de nós sabe quando
nascemos, quem são nossos pais, nossos amigos,
quais são nossas preferências, o que já realizamos
na vida… Enfim, qual é nossa história. Um chimpanzé
ou um cão têm isso de forma limitada; sua memória
não possui a mesma riqueza de detalhes e
abrangência. Essa diferença é amplificada pela linguagem,
que codifica memórias não verbais em formas
verbais, expandindo enormemente tudo o que o
ser humano é capaz de memorizar.
     Cada vez que a memória decai, e conforme a idade
isso ocorre em maior ou menor grau, perde-se
um pouco da interação com o mundo. Mas a ciência
vem avançando no conhecimento dos mecanismos da
memória e de como fazer para preservá-la. Pesquisas
recentes permitem vislumbrar o dia em que será realidade
a manipulação da memória humana. (...)
     A neurociência é um campo tão promissor que, nos
Estados Unidos, um quinto do financiamento em pesquisas
médicas do governo federal vai para as tentativas
de compreender os mecanismos do cérebro. E os
estudos sobre a memória têm lugar destacado nesse
esforço científico. Afinal, mantê-la em perfeito funcionamento
tornou-se preocupação central nas sociedades
modernas, na qual dois fenômenos desafiam: a exposição
a uma carga diária excessiva de informações,
que o cérebro precisa processar, selecionar e, se relevantes,
reter para uso futuro; e o aumento da expectativa
de vida, que se traduz em uma população mais
vulnerável a distúrbios associados à perda de memória.
Texto redigido com base em informações
publicadas na revista Veja, 13 de janeiro, 2010.

TEMA 

Há quem afirme que para planejarmos bem o futuro é necessário, além de ter os pés firmes no presente, lembrar as lições do passado.

Com a proximidade das eleições no Brasil, o que vivenciamos, observamos e aprendemos sobre a História - recente ou antiga - do nosso país adquire uma importância vital. Afinal, o futuro do país será o resultado do voto de cada eleitor.

Se você escolher este tema, procure definir que fatos/atos da história recente ou antiga do Brasil irão guiar suas escolhas diante das urnas. Em outras palavras, defina o que você considera que deve mudar e o que deve permanecer no país e justifique suas ideias com fatos e dados da realidade.

Redação PUC-RS 2008 

Basta abrir um jornal ou ouvir um noticiário para concluirmos que o Brasil está carente de valores positivos em diferentes contextos: familiar, social, estudantil, profissional, só para citar alguns. Diante desse problema, e a partir do que você conhece da realidade brasileira, reflita sobre a questão e selecione um ou mais valores que estão faltando aos brasileiros.

Após, elabore um texto dissertativo no qual você apresentará esse(s) valor(es) e comentará quais as consequências da sua ausência na vida dos brasileiros, apresentando sugestões para recuperá-lo(s).

Para melhor desenvolver o tema, você pode fundamentar seu ponto de vista apresentando fatos históricos, dados da atualidade, ou mesmo fazendo uma comparação com a realidade de outros países.

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