Redação sobre a Importância da Leitura

Redação sobre a Importância da Leitura

Lendo

Leitura e Imaginação

Tema 1

Na sua opinião, as pessoas podem ser influenciadas por personagens ou históricas fictícias? Você já foi influenciado por um personagem ou uma história que leu?

Tema 2

Qual foi um livro que mudou sua vida? Explique por que e como o livro mudou sua vida.

Redação Puc-RS 2019

A seguir são apresentados três temas. Examine-os atentamente, escolha um deles no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto. 

TEMA 1 
AULAS DE GRAMÁTICA

Na escola, é normal que os estudantes enfrentem dificuldades com certos conteúdos de algumas disciplinas. Em geral, na disciplina de Língua Portuguesa, as aulas de gramática (“gramatiquice”, segundo Maria Helena de Moura Neves – texto 1 desta prova) podem estar entre as de maior complexidade.

Se optar por este tema, você deverá identificar conteúdos de gramática que considerou problemáticos durante o período escolar, especialmente no Ensino Médio. Reflita sobre as possíveis razões que o levaram a ter dificuldades em aprendê-los e discuta sua relevância (ou não) para o aprimoramento de sua produção escrita.

TEMA 2
“INDIGÊNCIA LEXICAL”

A personagem do texto 2 da prova de Língua Portuguesa e Literatura cita a escritora Nélida Piñon, que atribui a “indigência lexical” (“falta de palavras”) à pouca leitura de livros no Brasil.

[...] Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui. [...]

Se escolher este tema, discuta a relação de causalidade existente entre a pouca leitura e a falta de palavras. Para desenvolver sua argumentação, você poderá partir das seguintes questões: Por que a falta de leitura provoca a “falta de palavras”? Em que a “indigência lexical” pode afetar a vida pessoal/profissional de cada indivíduo?

TEMA 3
LITERATURA E REPRESENTAÇÃO

“O escritor, dizia Barthes, é o que fala no lugar de outro. Quando entendemos a literatura como uma forma de representação, espaço onde interesses e perspectivas sociais interagem e se entrechocam, não podemos deixar de indagar quem é, afinal, esse outro, que posição lhe é reservada na sociedade, e o que seu silêncio esconde”.

(DALCASTAGNÈ, R., Literatura brasileira contemporânea: um território contestado. Vinhedo: Horizonte / Rio Janeiro: EdUERJ, 2012. Excerto adaptado)

Se você escolher este tema, considere as seguintes questões: Com que escritor(a) você se identifica? O que leva você a se sentir representado(a) pelas obras desse(a) autor(a)? O que essas obras dizem sobre o mundo?

Redação Unicamp 2017 

TEXTO 

Como voluntário(a) da biblioteca Barca dos Livros, você ficou responsável por escrever o texto de apresentação de uma campanha de arrecadação de fundos para a instituição. Em seu texto, que estará disponível no site da Barca dos Livros, apresente, com base na notícia abaixo, o histórico e as ações da biblioteca, mostrando a importância das doações para a continuidade do projeto.

Barca dos Livros corre o risco de fechar por falta de apoio financeiro

Em 2014, a Barca dos Livros foi eleita a melhor biblioteca comunitária do país pelo Ministério da Cultura e da Educação. Graças ao trabalho de voluntários apaixonados por literatura e que a consideram uma arte fundamental para a infância, a instituição vem há quase uma década formando leitores e promovendo a cultura em Florianópolis. Precisa, no entanto, de um impulso material para que continue existindo.

Para chegar ao posto de referência no país, a Barca dos Livros navegou por mares calmos e revoltos. Hoje, nove anos e dois meses depois da inauguração, conta com um precioso acervo de 15 mil livros, dois terços dos quais de literatura infantil e infanto-juvenil, aproximadamente 5 mil carteirinhas de sócios e a incerteza do futuro. Desde maio do ano passado, está com o aluguel atrasado na atual sede, um espaço de 125 m² no Lagoa Iate Clube.

“Estamos sem nenhum patrocínio, convênio, subvenção. Além do aluguel, estamos devendo também o salário de três funcionários. A Barca é tocada por voluntários. Acontece que nunca foi fácil, mas nunca esteve a ponto de quase fechar” – lamenta a coordenadora do projeto, Tânia Piacentini.

De 2010 até maio do ano passado, um convênio com a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes garantia o pagamento do aluguel, no valor de R$ 6,5 mil por mês. Mas a parceria não foi renovada. “Todas as atividades são gratuitas. Apenas para os passeios de barco com contação de histórias, realizados no segundo sábado de cada mês, é cobrado o valor de 5 reais para adultos que acompanham as crianças. Nosso material, espaço, livros, tudo é renovado graças ao trabalho dos voluntários. Precisamos de parceiros fixos que queiram ajudar.”

Acolhimento literário

De 2007 até hoje, os voluntários da Barca viram crianças que engatinhavam lerem as primeiras palavras e depois amarem a leitura. Despertaram a paixão pela ficção, contaram histórias, viram mães com bebês de colo pegando no sono nos confortáveis sofás da sala de leitura, aconchegadas pelo ambiente de acolhimento literário.

Nascida em Nova Veneza, sul do Estado, há 68 anos, Tânia Piacentini começou a dar aulas aos 14 anos. Cursou Letras e fez mestrado e doutorado na área de educação e literatura. Foi a primeira representante de Santa Catarina, nos anos 1970, a selecionar livros para a Fundação Nacional do Livro Infantil, que a cada ano premia as melhores publicações para crianças e jovens.

Duas décadas depois, com o aumento de livros editados para esse público – quando começou, eram no máximo 10 por ano, hoje são cerca de 1.200 novas edições –, passou a convidar pessoas para ajudar a selecioná-los. Daí surgiu um núcleo de 25 leitores e especialistas que formou a Sociedade Amantes da Leitura, ONG que criou e sustenta legalmente a Barca.

“Nem sabíamos que ficaria grande. Queremos continuar e aumentar o atendimento. Abrir ao público todos os dias é um sonho. Temos que estar disponíveis e manter a qualidade. Mas sem dívidas pessoais e crises financeiras”, suspira Tânia.

Hoje a Barca abre ao público de terça a sábado, das 14 às 20 horas – chegou a ser de terça a domingo, em três turnos. Mesmo com as dificuldades, promove atividades semanais, como A Escola Vai à Barca (que recebe alunos de escolas da rede pública e particular), palestras, saraus para adultos, lançamentos de livros, leituras coletivas de livros e passeios mensais de barco pela Lagoa da Conceição. O cadastro custa 1 real e dá ao pequeno sócio uma carteirinha que permite pegar três obras emprestadas por 15 dias.

Mais informações sobre a programação no site da Barca dos Livros.

(Adaptado de Carol Macário, Barca dos Livros corre o risco de fechar por falta de apoio financeiro. Disponível em: http://dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia/2016/04/barca-dos-livros-corre-o-risco-de-fechar-por-falta-de-apoiofinanceiro 5754089.html. Publicado em 05/04/16.)

EXPECTATIVAS DA BANCA

A proposta para o Texto, que também avalia a leitura e a escrita de maneira integrada, pressupõe a capacidade de selecionar, sumarizar, (re)organizar e retextualizar informações a partir de uma notícia para a elaboração de um texto de apresentação de uma campanha de arrecadação de fundos para a biblioteca comunitária Barca dos Livros, de Florianópolis.

Nesta proposta, os candidatos possivelmente não dispõem de conhecimento prévio sobre a situação da biblioteca Barca dos Livros, devendo informar-se a partir do texto-fonte. Por outro lado, pressupõe-se que os estudantes se sintam motivados a desenvolver a proposta por reconhecerem a importância das bibliotecas na formação leitora das pessoas.

O texto-fonte apresenta a situação da instituição, bem como os diversos projetos e atividades nela desenvolvidos. Para cumprir o propósito solicitado, o candidato deveria selecionar e retextualizar as informações relevantes para apresentar o histórico e as ações da biblioteca, que servirão de base para o desenvolvimento da segunda parte do propósito -mostrar a importância das doações para a continuidade do projeto, que corre o risco de ser interrompido. Vale lembrar que há várias possibilidades de organização e apresentação das informações, permitindo que o candidato desenvolva seu texto em diferentes estilos.

O gênero a ser produzido é um texto de apresentação de uma campanha para arrecadação de fundos. Dadas as condições de produção e o propósito da tarefa, esse gênero não tem apenas a função de apresentar a campanha, mas também de convencer o leitor da importância das doações para a continuidade do projeto, o que lhe confere um caráter apelativo. A adequada seleção de informações do texto-fonte é fundamental para a construção desse convencimento.

O enunciado, que orienta a elaboração do texto a partir da leitura proposta, deixa claro que o enunciador é um voluntário da biblioteca Barca dos Livros, que ficou responsável pela elaboração do texto de apresentação da campanha. É importante lembrar, contudo, que esse texto de apresentação deverá ser uma manifestação institucional e, como tal, não poderá ser elaborado a partir da perspectiva pessoal do voluntário. Nesse caso, explicitar o enunciador (o voluntário) compromete a configuração do gênero solicitado.

Os interlocutores, por sua vez, serão todos os visitantes do site da biblioteca, já que o texto deverá ser publicado nesse site.

Fonte: Unicamp

Redação Puc-RS 2017

Para que ler literatura?

O comentário a seguir foi extraído de um blog – O discreto blog da burguesia – cuja matéria discorre sobre as postagens de uma antiga comunidade do Orkut denominada “Eu odeio literatura”.

“Li menino de engenho. 
Para que que eu preciso saber a situação do sertão há um tempo atrás?????? 
Pega um gráfico de geografia, kkkkk… te mostra tudo”

Adaptado de: https://discretoblog.wordpress.com/2008/06/25/top-11-posts-na-comunidade-eu-odeio-literatura/. Acesso em 15 abr. 2017.

Para desenvolver sua argumentação, responda à pergunta que introduz o tema 2. Analise essa questão a partir do comentário transcrito acima, concordando ou não com o que diz o autor. Saiba que seu texto não será julgado pelo posicionamento assumido por você, mas pela eficiência de sua argumentação.

Redação UFRGS 2016

Observe a charge abaixo.


Marco Aurelio. Zero Hora. 7 nov. 2015.

A charge faz referência à Feira do Livro de Porto Alegre. Na imagem, vê-se um grande número de pessoas, provavelmente visitantes, que não tiram os olhos de seus tablets e smartphones, o que sugere certa redução do protagonismo do livro, mesmo em uma feira de livros. O autor da charge apresenta seu ponto de vista sobre essa situação de uma perspectiva, sem dúvida, crítica, que pode ser inferida da expressão facial do livreiro.
Essa questão adquire contornos mais complexos, se avaliada a partir da passagem abaixo, também recentemente publicada.

[...] fiquei sabendo que a Amazon Books – a livraria on-line mais famosa do mundo – havia inaugurado sua primeira loja física nos Estados Unidos. Depois de duas décadas de vendas pela internet, ameaçando a existência das livrarias tradicionais, a gigante do comércio eletrônico se instalou numa loja de shopping com os 6 mil títulos mais vendidos e mais bem avaliados no seu site. Ou seja: em vez do texto virtual, para os leitores digitais, ou da encomenda on-line, as pessoas poderão pegar o livro na mão, apertar como se fosse um tomate, folhear e cheirar à vontade, exatamente como fazem os frequentadores da nossa feira porto-alegrense. E o mais importante: poderão levar o produto com elas, abrir e consumir em qualquer lugar, sem necessidade de bateria, wi-fi ou 3G.

Adaptado de: SOUZA, Nilson. Livros e tomates. Zero Hora. Segundo Caderno. 7 nov. 2015. p. 7.

Finalmente, e a título de informação suplementar, cabe lembrar a opinião de Umberto Eco e Jean- Claude Carrière, em um livro cujo título é sugestivo, Não contem com o fim do livro.

“Das duas, uma: ou o livro permanecerá o suporte da leitura, ou existirá alguma coisa similar ao que o livro nunca deixou de ser, mesmo antes da invenção da tipografia. As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Você não pode fazer uma colher melhor que uma colher [...]. O livro venceu seus desafios e não vemos como, para o mesmo uso, poderíamos fazer algo melhor que o próprio livro. Talvez ele evolua em seus componentes, talvez as páginas não sejam mais de papel. Mas ele permanecerá o que é.”

ECO, Umberto; CARRIÈRE, Jean-Claude. Não contem com o fim do livro. Trad. André Telles. Rio de Janeiro-São Paulo: Record, 2010. p. 14.

A partir da leitura dos textos e considerando que, atualmente, discute-se, de diferentes pontos de vista, o futuro do livro no mundo contemporâneo, escreva um texto dissertativo sobre o tema abaixo.

O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura

Para desenvolver seu texto,
- defenda um ponto de vista específico de abordagem do tema;
- apresente argumentos que fundamentem seu ponto de vista sobre a abordagem do tema.

Redação FATEC 2015

Texto 1

"Ao que se deve dar bastante ênfase em matéria de leitura é que nós estamos em uma sociedade predominantemente letrada. Tudo tem letra. A placa do ônibus, as ruas, as máquinas com que se trabalha. Tudo tem uma palavrinha ou um número. Tudo é escrito com letra. A pessoa que não lê, fica excluída de cara. Então, este é o primeiro degrau. Mas, isso não basta porque as instruções sobre máquinas, dos automóveis, dos computadores e da televisão vêm tudo escrito com trechos longos e com muitas palavras. Assim, a pessoa deve ter mais um degrau de leitura, que é ser capaz de ler este tipo de coisas mais complexas."    

Ruth  Rocha
(http://tinyurl.com/tudoleitura Acesso em: 20.08.14. Adaptado)
Texto 2
Pegava livros no lixo: ex-catador de Brasília conta como virou médico
Bruna Souza Cruz

Cícero Batista venceu a pobreza e se formou em medicina


O dia seis de junho de 2014 é uma data muito importante para Cícero Pereira Batista, 33. É data da sua formatura, quando ele fez o "Juramento de Hipócrates" e jurou fidelidade à Medicina. O diploma na tão sonhada carreira foi um investimento de quase oito anos da vida do ex-catador.

Natural de Taguatinga, cidade satélite a 22,8 km de Brasília, Cícero nasceu em família pobre e precisou de muita perseverança para alcançar a formação em uma das carreiras mais concorridas nos vestibulares. Ele só começou a fazer a graduação aos 26 anos.

"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro, eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. (...) A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema", conta Cícero.

O histórico familiar de Cícero é complicado: órfão de pai desde os três anos e com mãe alcoólatra, o médico tinha dez irmãos. Dois dos irmãos foram assassinados.

Quando tinha 5 anos, o menino pegava o que podia ser útil no lixo. Inclusive livros, apesar de não saber ler. Com o tempo, conta o ex-catador, eles foram servindo de inspiração. Ficava mais feliz quando encontrava títulos de biologia, ciências. Certa vez, encontrou alguns volumes da Enciclopédia Barsa e "descobriu Pedro Álvares Cabral, a literatura, a geografia".

(http://tinyurl.com/uol-medico Acesso em: 27.08.14. Adaptado)

Proposta de produção de texto

Ambos os textos tratam da leitura na formação social do cidadão. A partir dessa coletânea, redija um texto dissertativo, em prosa, sobre a importância da leitura para a inclusão social.

Redação UFRGS 2014

O que faz de uma obra um clássico, na nossa cultura? Essa pergunta pode receber diferentes respostas, que enfocam desde aspectos sociológicos e estéticos, até políticos e epistemológicos.

Na literatura, clássico, por vezes, designa os escritores que atingiram a maturidade literária; por outras, os escritores modelares; também pode designar apenas os escritores da literatura latina ou grega; e, ainda, aparece na antítese clássico/romântico.

Segundo a filósofa Carolina Araújo, “o clássico se mantém de dois modos: como a referência acadêmica essencial à formação e como a reinvenção do passado que supõe essa referência e amplia-a, introduzindo o novo”. Coexistem, no clássico, portanto, o passado e o presente.

O escritor Ítalo Calvino acredita que “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”, e acrescenta: “dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado”.

Como é possível ver, clássico, hoje em dia, é uma palavra que pode ter vários sentidos. Existem livros que tiveram grande contribuição para a sociedade como um todo e, por isso, tornaram-se clássicos da literatura. Existem, também, aqueles que fazem a mesma diferença revolucionária para uma pessoa em particular, passando assim a ser o seu clássico. Isso quer dizer que todo mundo tem seu próprio clássico, mesmo que, para o senso comum, ele não seja tão clássico assim. Todo mundo tem aquele livro que leu e ficou guardado carinhosamente na memória; aquele que leu mais de uma vez, mais de duas vezes, repetidas vezes ao longo da vida; aquele que tem lugar permanente e cativo na estante ou na mesa de cabeceira. Nessa perspectiva, quem diz o que é clássico é você mesmo, pois, como lembra, ainda, Calvino, “os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor”.

ARAÚJO, Carolina. O clássico como problema. Poiésis, n. 11, p.11-24, nov. 2008. Adaptado de: Qual o seu clássico? Disponível em: http://blog.estantevirtual.com.br/ 2010/11/17/qual-seu-livro-classico/. Acesso em: 20 nov. 2013.

Considerando que um livro clássico, o seu clássico, é aquele que nunca saiu da sua cabeça, aquele que você sempre pensa em voltar a ler, aquele que você recomendaria ao seu melhor amigo,
- identifique um livro que seja o seu clássico;
- explique por que ele mereceu esse lugar em sua vida;
- apresente argumentos que justifiquem sua escolha;
- redija uma dissertação, defendendo seu ponto de vista.

Redação UERJ 2015

PROPOSTA DE REDAÇÃO

O psicanalista Contardo Calligaris defende que se avalie o valor de uma pessoa, um político ou um profissional, verificando se eles leem literatura.

A partir da leitura do conjunto dos textos desta prova e de suas próprias reflexões, redija um texto argumentativo-dissertativo, em prosa, com 20 a 30 linhas, em que apresente seu posicionamento acerca do ponto de vista defendido por Calligaris, ou seja, de que é preciso levar em conta a leitura de literatura para avaliar a formação e os valores de uma pessoa. Utilize a norma-padrão da língua e atribua um título à sua redação.

Comentário da questão:

A redação representa um desdobramento da tarefa de leitura e interpretação dos diversos aspectos sugeridos pelos textos da prova, que deverão ser articulados a reflexões próprias. Em relação ao tema proposto, Contardo Calligaris defende que é preciso levar em conta a leitura da literatura de uma pessoa para melhor avaliar a sua formação e os seus valores. Ele argumenta que a literatura leva o leitor a se pôr facilmente no lugar do personagem ou do narrador, aprendendo dessa maneira a se pôr também no lugar dos outros na vida real. Dessa maneira, o leitor desenvolve empatia e respeito pelos outros, condições fundamentais para viver e trabalhar em grupo. A redação pede que o candidato discuta essa tese e esses argumentos, tomando uma posição própria a respeito deles. A avaliação é feita em cinco itens: adequação ao tema (se o enfrenta, se se distancia dele ou se apenas o tangencia); tipo de texto (se o propósito dissertativo é claro ou difuso); desenvolvimento da argumentação (se argumenta com pertinência, suficiência e coerência); estruturação do período e coesão (se constrói os períodos de maneira clara e coesiva); modalidade (se domina ou não a variedade padrão da língua).

Fonte: UERJ

Redação PUC-RS 2011  

TEXTO 1
Objetividade no jornalismo: falácia ou ideal?

Existe uma linha muito tênue entre o que é subjetivo e o que é tendencioso. A subjetividade não pode ser excluída do homem e muito menos do jornalista. Todos carregamos uma bagagem cultural diferenciada, o que faz diversa a nossa visão de realidade. No meio jornalístico, existem regras que elucidam a maneira correta de se expressar; entretanto não conseguem uniformizar os discursos. Os discursos podem ter pontos em comum (uso de determinadas construções sintáticas, por exemplo), mas cada um possui um estilo ímpar.

A tendenciosidade não é estilo de ninguém, é um artifício subliminar para convencer alguém, tentativa do jornalista de fazer com que os leitores compartilhem forçosamente de seu ponto de vista. Deve ser evitada no jornalismo, uma vez que a função básica do jornalista é fornecer subsídios para a construção de uma realidade mais próxima do fato ocorrido.(...)

A objetividade é um ideal inatingível para o jornalista, no entanto o profissional deve insistir em alcançá-la. Esse paradoxo é garantia de qualidade dos veículos de comunicação. Nunca existirá um texto isento de subjetividade, de tons íntimos do autor. Quando alguém se propõe a redigir (seja um conto, seja uma cobertura de acidente automobilístico), é sabido que a intenção é sempre convencer os leitores de que o ponto de vista presente é o mais apropriado.

O que se quer com o paradoxo da objetividade é diminuir cada vez mais a emissão de juízos de valor, cujo teor pessoal arraigado à cultura do jornalista pode impedir que os leitores extraiam da notícia o essencial. Por isso, no jornalismo atual, fontes de categorias diversas são acionadas para montar um quadro amplo de notícia.

Disponível em: http://gilmar.jr.vilabol.uol.com.br/objetividade. Acesso em: setembro 2010 (adaptado)

TEXTO 2

Tão paradoxal quanto o título deste editorial é o tema por ele abordado: o horário político obrigatório – ou gratuito, de acordo com a denominação do Tribunal Regional Eleitoral. Em primeiro lugar, não é gratuito, a não ser para candidatos, partidos e coligações, que nada pagam pelo acesso aos meios de comunicação.

A sociedade paga. As empresas de mídia recebem compensação fiscal pelos espaços que dispensam à propaganda eleitoral. A polêmica, porém, é outra: tem sentido impor ao público uma programação geralmente demagógica e de má qualidade, que é rejeitada por parcela expressiva de espectadores e reduz a audiência dos programas de rádio e televisão?

No Brasil, onde o voto também é obrigatório, faz sentido. Pesquisa divulgada pelo Datafolha no mês passado, após consulta a 10.905 eleitores em 379 municípios do país, mostrou que 65% dos entrevistados utilizam a TV como mídia preferida para obter informações sobre partidos e candidatos. Os jornais aparecem em segundo lugar, com 12% da preferência, restando para o rádio e a internet o terceiro lugar, com 7%. Apenas 6% dos inquiridos disseram que se preparam para o voto com informações colhidas em conversas com amigos e familiares.

Então, é inquestionável o valor da mídia eletrônica na orientação do eleitorado. Ainda assim, não deixa de ser uma imposição incômoda para a maioria da população. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Associação Brasileira de Agências de Propaganda mostra que o brasileiro não simpatiza com a propaganda eleitoral compulsória: 76% dos consultados informaram que “não gostam nada” ou “não gostam muito”. Apenas 11% assinalaram “gostar” ou “gostar muito”.

Além de impositivo, o horário eleitoral gera outras deformações, como a formação de alianças partidárias espúrias com o único propósito de ampliar o tempo de exposição de candidatos e siglas, com total prejuízo para os conteúdos programáticos e para a coerência ideológica. Também o tempo exíguo dispensado aos candidatos às eleições proporcionais mal permite que digam o nome, o número e, em certos casos, alguma gracinha, que só serve para ridicularizar o debate eleitoral.

Ainda assim, existe pelo menos um fator insuperável a justificar a manutenção desta programação: o direito de todos os candidatos ao acesso à mídia.

Se a propaganda fosse paga, ou dependesse apenas do interesse jornalístico, o poder econômico poderia prevalecer e os candidatos menos conhecidos talvez não tivessem oportunidade de se apresentar ao público. Agora, mesmo com todas as deformações, o horário eleitoral possibilita este contato entre o eleitor e os pretendentes a mandatos eletivos.

Jornal Zero Hora, 22/08/2010 (editorial)

TEMA 1

A importância da leitura de jornais

Você já deve ter presenciado a cena: alguém, de manhã cedinho, alimentando o corpo e o espírito, servindo-se da primeira refeição e lendo o jornal – ritual matinal de preparação não apenas para mais um dia de trabalho, mas também para a vida.

Discuta a importância da leitura de jornais, apontando benefícios que ela pode proporcionar. Sendo possível, apresente dados da realidade que sustentem seus argumentos.

Redação ENEM 2006

Uma vez que nos tornamos leitores da palavra, invariavelmente estaremos lendo o mundo sob a influência dela, tenhamos consciência disso ou não. A partir de então, mundo e palavra permearão constantemente nossa leitura e inevitáveis serão as correlações, de modo intertextual, simbiótico, entre realidade e ficção.

Lemos porque a necessidade de desvendar caracteres, letreiros, números faz com que passemos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido. Antes mesmo de ler a palavra, já lemos o universo que nos permeia: um cartaz, uma imagem, um som, um olhar, um gesto.

São muitas as razões para a leitura. Cada leitor tem a sua maneira de perceber e de atribuir significado ao que lê.

Inajá Martins de Almeida. "O ato de ler". Internet: <www.amigosdolivro.com.br> (com adaptações).

Minha mãe muito cedo me introduziu aos livros. Embora nos faltassem móveis e roupas, livros não poderiam faltar. E estava absolutamente certa. Entrei na universidade e tornei-me escritor. Posso garantir: todo escritor é, antes de tudo, um leitor.

Moacyr Scliar. "O poder das letras". In: "TAM Magazine", jul./2006, p. 70 (com adaptações).

Existem inúmeros universos coexistindo com o nosso, neste exato instante, e todos bem perto de nós. Eles são bidimensionais e, em geral, neles imperam o branco e o negro.

Estes universos bidimensionais que nos rodeiam guardam surpresas incríveis e inimagináveis! Viajamos instantaneamente aos mais remotos pontos da Terra ou do Universo, ficamos sabendo os segredos mais ocultos de vidas humanas e da natureza, atravessamos eras num piscar de olhos, conhecemos civilizações desaparecidas e outras que nunca foram vistas por olhos humanos.
Estou falando dos universos a que chamamos de livros. Por uns poucos reais podemos nos transportar a esses universos e sair deles muito mais ricos do que quando entramos.

Internet: <www.amigosdolivro.com.br> (com adaptações).

Considerando que os textos têm caráter apenas motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema:

O PODER DE TRANSFORMAÇÃO DA LEITURA.

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

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