Redação sobre Tecnologia na Escola

Redação sobre Tecnologia na Escola

Tecnologia e Educação

Educação Digital

Tema 1

“Graças à tecnologia, os alunos aprendem de forma mais rápida e eficaz do que no passado”.

Você concorda com essa afirmação? Elabore uma redação e utilize exemplos específicos para defender seu ponto de vista.

Tema 2

Na sua opinião, as escolas deveriam substituir os livros didáticos por computadores ou tablets? Será que a era do papel chegou ao fim?

Tema 3

Muitas pessoas acreditam que, cedo ou tarde, os livros deixarão de existir e as pessoas passarão a ler e a estudar apenas na Internet. Você concorda com esse ponto de vista?

Tema 4

Certos programas de computador e sites na Internet traduzem palavras e frases de uma língua para outra. À medida que essas ferramentas de tradução serão aperfeiçoadas, pode-se argumentar que não será tão necessário que as pessoas aprendam a falar mais de uma língua. Você concorda com esse ponto de vista? Justifique sua resposta.

Puc-Goiás 2015

COLETÂNEA

TEXTO 1

Homo Scaenicus

Patrícia Melo

A literatura está cheia de cenas em que, no metrô parisiense, o protagonista se vê cercado de leitores, absorvidos na leitura de um romance. A má notícia é que definitivamente isso é tão passado e romântico quanto a ideia de consertar eletrodoméstico quebrado – em vez de jogá-lo fora e comprar um novo, pagando bem menos. Os parisienses, agora, como o resto do mundo, viajam de metrô olhando, absortos, para seus aparelhos celulares.

O escritor Ray Bradbury, no seu romance “Fahrenheit 451”, publicado em 1953, pensou num futuro assustador, em que as cidades estariam abarrotadas de telas gigantes, onde seriam projetadas imagens de perseguições e detenções, 24 horas por dia, que monopolizariam a atenção dos transeuntes.

Quase 60 anos depois, dá para dizer que Bradbury só errou no tamanho da tela.

A verdade é que estamos obcecados pelos nossos celulares. Amamos nossos telefones de tal forma que ninguém mais se atreve a colocá-los no bolso da calça ou dentro da bolsa. Eles são carregados como se fossem santos de barro. Com toda a reverência. Nos restaurantes, ficam visíveis nas mesas e, se bobear, recebem mais atenção do que o amigo chato ao lado. Claro que isso tem uma explicação. Telefone hoje é entretenimento. A vida que rola aqui fora, no mundo real, com as pessoas reais, rola muito mais rápida, mais intensa e mais divertida dentro de um telefone que baixa músicas, filmes, que fotografa, manda mensagens, fotos, se conecta com Facebook, Orkut, localiza endereços, pessoas, sem jamais perder sua função básica: estar disponível para quem quiser entrar em contato.

[...] O celular traz emoção às coisas rotineiras. Por exemplo, antigamente ir ao banheiro significava apenas isso: ir ao banheiro. Hoje, você vai ao banheiro e usa o seu celular para postar no Twitter: “No toilette.” Muito melhor do que defecar no anonimato (ops, fui mal no exemplo). E quando você come, você “tuíta”: “Almoçando frango com polenta.” Dessa forma, até a Madonna pode saber que você está comendo frango com polenta. É só ela se interessar por você. Isso não é sensacional?

Agora pense na pergunta clássica: quem você levaria para uma ilha deserta? Uma pessoa só? para depois se aborrecer com ela? E correr ainda o risco de ganhar um inimigo? Muito melhor levar um celular. Com ele, você é autossuficiente e não precisa de ninguém, nem da realidade. O mundo inteiro está ali, na palma da sua mão.

Claro que estamos cada vez mais solipsistas, mas e daí? Já fomos comunistas, existencialistas, niilistas, materialistas, budistas, qual o problema de sermos mais um “ista”, que adora o seu próprio umbigo?

Esse é só o início de uma nova era. O telefone é entretenimento, num mundo em que, cada vez mais, a única coisa que importa é isso mesmo: entretenimento.

(MELO, Patrícia. Homo scaenicus. Istoé, São paulo, ed. 2.251, de 4 de janeiro de 2013. Disponível em: http://www. istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/265258. Acesso em: 25 jul. 2014. Adaptado.)

TEXTO 2

Projeto de Lei n. 2.246, de 2007

(Apensos os PL’s n. 2.547, de 2007, e n. 3.486, de 2008)

Veda o uso de telefones celulares nas escolas públicas de todo o país.

Autor: Deputado pompeo de Mattos

Relatora: Deputada Angela portela

I - RELATÓRIO

O Projeto de Lei n. 2.246, de 2007, do Deputado Pompeo de Mattos, visa proibir o uso de telefones celulares nas escolas públicas de todo o País. Apensos, tramitam os projetos n. 2.547, de 2007, do Deputado Nilson Mourão, e n. 3.486, de 2008, do Deputado Eliene Lima, os quais ampliam o escopo da proibição para todos os aparelhos eletrônicos portáteis.

O PL n. 2.547/2007 veda o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, sem fins educacionais, em salas de aula ou quaisquer outros ambientes em que estejam sendo desenvolvidas atividades educacionais nos níveis de ensino fundamental, médio e superior nas escolas públicas do País.

O PL n. 3.486/2008 estende essa medida aos estabelecimentos de educação básica e superior, ressalvados os casos em que forem autorizados pelo docente ou corpo gestor, com vistas ao desenvolvimento de atividades pedagógicas.

2

Todos os autores argumentam que a massificação do uso de celulares – ou de aparelhos eletrônicos de forma geral – trouxe problemas para as salas de aula. O Deputado pompeo de Mattos menciona a troca corriqueira de torpedos e a utilização de celulares para jogar e colar nas provas, entre outros usos indevidos. “Os estridentes aparelhos atrapalham a concentração; desviam a atenção do aluno e concorrem com os professores na árdua tarefa de transmissão do conhecimento”, diz o Deputado Nilson Mourão. Já o Deputado Eliene Lima faz referência à progressiva penetração dessas tecnologias na sociedade para justificar a necessidade de regulação do seu uso em sala de aula. A matéria chega à Comissão de Educação e Cultura para que se examine o mérito educacional e está sujeita à apreciação conclusiva, conforme o artigo 24, II, do Regimento Interno. No prazo regimental, não foram apresentadas emendas. É o relatório.

(PORTELA, Angela. Relatório do Projeto de Lei nº 2.246. de 2007. Disponível em: http:// www.camara.gov.br/sileg/ integras/580800.pdf. Acesso em: 25 jul. 2014. Adaptado.)

TEXTO 3

Na Sala de Aula, não!

Rogério Tuma

O professor associado da Universidade de Nebraska em Lincoln Bernard McCoy entrevistou 777 alunos de seis universidades em cinco estados americanos durante o outono de 2012 e descobriu que o uso de aparelhos digitais, como celulares, computadores e tablets durante a aula é muito mais frequente do que se imagina. Seu uso quase nunca objetiva o aprendizado.

Mais de 80% dos alunos admitem utilizar as engenhocas durante as aulas, o que interfere negativamente no seu aprendizado a ponto de piorar as suas notas, relata o estudo, publicado na edição digital do Journal of Media Education. Nos questionários respondidos pelos alunos, ficou confirmado: apenas 8% deles não usavam os aparelhos durante as aulas, 35% utilizavam de uma a três vezes ao dia, 27% utilizavam de quatro a dez vezes, 16% utilizavam de onze a trinta vezes e 15% utilizavam os aparelhos durante as aulas do dia mais de trinta vezes.

Em relação ao objetivo do uso, 86% disseram que conversavam por texto durante as aulas, 68% checavam e-mails, 66% visitavam as redes sociais enquanto o professor tentava ensiná-los, 38% simplesmente navegavam na internet e 8% (os mais caras de pau) jogavam algum tipo de game durante as aulas. Um dado para os fabricantes de relógio: entre os alunos, o objeto virou passado. Apenas 67% deles utilizavam o aparelho para checar as horas.

Os alunos acham vantajoso utilizar os equipamentos digitais durante as aulas, pois 70% queriam permanecer conectados, 55% combatiam a monotonia com os tablets, e 49% diziam fazer algo ligado à aula. A maior desvantagem citada por 90% dos alunos é não prestar atenção na aula: 80% perdiam instruções importantes dadas pelo mestre e 32% eram advertidos pelo professor pelo mau comportamento e mais de 50% disseram que foram distraídos pelo uso das engenhocas por algum colega na sala.

Mais de 25% dos alunos referiram perder pontos na nota por causa do uso de aparelhos durante a aula. Apesar de notarem o prejuízo causado, a grande maioria minimiza o problema. Para 95%, o hábito de utilizar os aparelhos digitais na aula não era um problema maior. Mais de 90% deles são contra alguma regra que proíba celulares e afins nas salas de aula.

O uso desses aparelhos é uma grande ameaça ao modelo de ensino atual. Mais de dois terços dos alunos possuem um equipamento digital. Segundo um estudo da Experian Marketing Services feito este ano, um aluno comum de universidade americana recebe em média 3.853 mensagens de texto por mês. Para o pesquisador, as aulas deveriam ter mais intervalos. Assim, os alunos poderiam checar seus e-mails. E os professores, em vez de impedir telefones em sala de aula, deveriam incentivar os alunos a utilizá-los para checar dados sobre o assunto da aula. Mais do que combater o uso, o professor deveria entender o caráter multitarefa do aluno, de esse ser capaz de aprender enquanto manda um recado de texto para o colega.

Mudanças de paradigmas da educação são frequentes. A interferência das mudanças de comportamento dos alunos no modo de ensinar é fundamental. E o preparo de professores para esses desafios é a chave para o sucesso na formação dos jovens. O Brasil não respeita e muito menos admira os nossos professores e, portanto, não os ajuda. A formação dos professores atualmente é, na maioria dos casos, bancada por eles mesmos. E poucos têm experiência com novas tecnologias. O atraso no desenvolvimento dessas habilidades só aumenta o abismo entre a educação moderna e a atualmente oferecida no país.

(TUMA, Rogério. Na sala de aula, não! Carta Capital. São Paulo. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/772/na-sala-de-aula-nao-3798.html. Acesso em: 25 jul. 2014. Adaptado.

TEXTO 4

Celular Dentro da Escola? Sim!

Ana paula Barros de Paiva

Valorizar a utilização dos recursos tecnológicos nas salas de aula, de forma a favorecer o aprendizado dos alunos e tornar o processo de ensino e aprendizagem mais significativo para as crianças e adolescentes, faz com que o aluno utilize ferramentas que já fazem parte do seu dia a dia. Isso não significa que, necessariamente, ele tenha em casa algum equipamento, mas algum colega ou parente sempre tem. O celular, neste caso, pode ser visto como mais um recurso para que os professores desenvolvam suas aulas e projetos, dado que, atualmente, é difícil ver quem não o utilize. O uso desse recurso certamente contribuirá para a inovação e proporcionará uma forma diferente para que o aluno aprenda.

A introdução do celular na sala de aula não é algo que acontece de um dia para o outro, considerando que a escola e alguns professores ainda têm características tradicionais de ensino.

O potencial do celular dentro de uma sala é o estímulo que ele causa nos alunos e, consequentemente, a independência e autonomia que desenvolve, colocando-os como coautores do próprio conhecimento.

Alunos que se deparam com objetos que já vivenciam fora da escola sentem-se mais seguros e independentes dentro do ambiente escolar e na construção do seu conhecimento, devido à facilidade que eles têm no manuseio da ferramenta.

Usar o celular na sala de aula não é muito simples; é necessário um planejamento, uma proposta pedagógica alinhada à tecnologia, que mostre tal integração como uma imagem positiva e que dá certo.

Há, é verdade, algumas leis de proibição do uso do celular nas salas de aula, mas, comprovando-se o objetivo pedagógico e o avanço dos alunos, quem sabe isso pode mudar.

A utilização do celular promove o desenvolvimento intelectual, social e cognitivo de maneira conjunta, pois ele será o caminho, um estímulo para auxiliar na assimilação e acomodação dos conteúdos pedagógicos.

Quando são propostos novos caminhos para aprender, o desenvolvimento intelectual acontece de forma natural, pois há exercício da capacidade de pensar. Os alunos participam ativamente na construção e realização das atividades quando utilizam os celulares na sala de aula, conseguindo fazer com que a informação se transforme em conhecimento.

Uma das principais funções do celular é a comunicação. Todas as pessoas sabem quanto o celular hoje traz agilidade e rapidez ao processo comunicativo. Quando os alunos expõem suas opiniões e discutem usando o celular como ferramenta nas aulas, estão desenvolvendo suas habilidades sociais e cognitivas na prática.

(PAIVA, Ana Paula Barros de. Celular dentro da escola? Sim! Disponível em: http://www.planetaeducacao.com. br/portal/artigo.asp?artigo=2229. Acesso em: 25 jul. 2014. Adaptado.)

TEXTO 5

Especialistas Alertam para o Perigo do Uso Excessivo de Celulares

Cida Haddad

Pesquisas recentes associaram o tempo gasto na internet entre jovens à depressão. A conclusão foi que jovens que passam muito tempo na internet têm mais propensão à depressão. É sempre arriscado este tipo de afirmação, pois o uso pode não ser a causa, mas sim a solução encontrada por aquele que, diante de suas dificuldades, se refugia no mundo tecnológico. 

São comuns as reclamações dos professores, pois durante as aulas o aluno desvia sua atenção para as mensagens; nas provas, o celular pode ser a melhor “cola”, pois o Google sempre tem respostas. A escola deve impor que os aparelhos sejam desligados durante as aulas e não ceder a pressões. No trabalho, vale o bom senso. O celular deve facilitar o desempenho; se atrapalhar, é lógico, deve ficar restrito às tarefas do trabalho. 

Porém, o celular não deve ser considerado um vilão. Ele também nos trouxe benefícios. Com ele, os jovens ganharam mais independência e autonomia, os pais ficaram mais tranquilos, por poderem controlar os filhos a distância. pessoas dizem que com os celulares sentem menos solidão, pois é fácil mandar uma mensagem, ver quem está online. 

Como vimos, o problema não está no uso do celular, mas sim nas pessoas que adotaram esse aparelhinho como companheiro. Não podemos esquecer que o mundo real é sempre mais interessante que o virtual, e que o contato físico é insubstituível. 

(HADDAD, Cida. Especialistas alertam para o perigo do uso excessivo de celulares. Disponível em: http:// jornalipanema.com.br/noticias/comportamento/51030-especialistas-alertam-para-o-perigo-do-uso-excessivo-de-celulares. Acesso em: 25 jul. 2014. Adaptado.)

TEXTO 6

PROPOSTA 1 – ARTIGO DE OPINIÃO

Artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo em que o autor expressa a sua opinião sobre determinado tema, deixando bem marcada uma argumentação que sustente a defesa do ponto de vista apresentado.

Imagine a seguinte situação: você é articulista de uma revista especializada em Educação que está discutindo a polêmica do uso de celular na sala de aula. Escreva, então, um artigo de opinião sobre o tema: Celular na Sala de Aula: Ferramenta Pedagógica ou Motivo de Distração dos Alunos? Apresente o seu ponto de vista e use argumentos convincentes e persuasivos.

PROPOSTA 2 – CARTA ARGUMENTATIVA

A carta argumentativa é um gênero textual que permite ao cidadão se manifestar em relação aos problemas sociais. possui como característica fundamental a persuasão, dada a intenção de o emissor convencer o interlocutor – normalmente uma pessoa responsável ou uma autoridade – a tomar uma atitude para tentar solucionar um determinado problema.

Coloque-se no lugar de um estudante de escola pública do Rio de Janeiro – um dos estados brasileiros em que foi decretada a proibição do uso do celular na sala. Em reunião, você e vários colegas resolvem se manifestar perante as autoridades sobre o tema Celular na Sala de Aula: Ferramenta Pedagógica ou Motivo de Distração dos Alunos? Na condição de redator do texto, posicione-se sobre o assunto e escreva uma carta argumentativa que será enviada ao Secretário Estadual de Educação do Rio de Janeiro, apresentando o seu ponto de vista. Considere as marcas de interlocução peculiares ao gênero carta na construção do seu texto e apresente argumentos convincentes.

PROPOSTA 3 – CRÔNICA

A crônica é um gênero discursivo que relata acontecimentos do cotidiano e pode apresentar os elementos básicos da narrativa – fatos, personagens, tempo, espaço, enredo. possui leveza, humor, bem como provoca reflexões sobre fatos da vida e o comportamento humano.

Imagine a seguinte situação: você é Celulino, aluno de uma escola pública, que permite o uso do celular na sala de aula, mas você não tem o aparelho por razões econômicas. A professora de português, Celulose, propõe uma série de atividades usando o celular e, quando vai executá-la, percebe que o trabalho será prejudicado porque outros alunos também não dispõem da ferramenta. Ela, então, muda de projeto e propõe que os alunos participem de um concurso de crônica sobre o assunto. Você vence o concurso. Escreva, em primeira pessoa, a crônica vencedora desse concurso, usando os nomes ficcionais indicados na proposta. Em seu texto deve haver uma narrativa que figurativize a temática Celular na Sala de Aula: Ferramenta Pedagógica ou Motivo de Distração dos Alunos?

Redação UEG 2015 

O uso de aparelhos celulares durante as aulas é polêmico entre os professores e os estudiosos da educação: alguns o acham um absurdo, outros já começaram a procurar formas de incluir os aparelhos sem comprometer o aprendizado. A esse respeito, leia a coletânea a seguir.

Texto 1

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em maio de 2008, uma lei que proíbe alunos de usar celulares e aparelhos eletrônicos como MP3 players e videogames em escolas públicas e privadas da Educação Básica. Está liberada a utilização nos intervalos e horários de recreio, fora da sala de aula, cabendo ao professor encaminhar à direção o aluno que descumprir a regra. O projeto de lei que originou a norma diz que o uso do telefone pode desviar a atenção dos alunos, possibilitar fraudes durante as avaliações e provocar conflitos entre professores e alunos e alunos entre si, influenciando o rendimento escolar. Se, por um lado, a tecnologia serve de apoio às ações educacionais, por outro o seu uso exacerbado se torna um empecilho. Há diferenças entre a discussão das formas e dos modos de fazer uso de tecnologias em espaços coletivos e sua exclusão. A escola tem o dever de humanizar e educar cidadãos, posicionando-se por vezes no fio da navalha entre exercer a autoridade e ser autoritária. Não é imprescindível criar uma lei para disciplinar o uso desses aparelhos nas escolas, pois as determinações sobre essa questão podem constar do regimento interno e do projeto político-pedagógico.

GIL, Juca. Lei proíbe uso de celular na sala de aula. Disponível em:.<http://gestaoescolar.abril.com.br/politicas-publicas/lei-proibe-uso-celular-sala-aula-739266.shtml>. Acesso em: 08 abr. 2015.

Texto 2

Tão recente quanto seu próprio aparecimento é a discussão, nas escolas, sobre como lidar com o uso cada vez mais intenso de smartphones em sala. Sem orientações formais por parte de órgãos públicos, o tema tem como pioneira no debate a Unesco que, em 2013, lançou o guia “Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel”. No documento, a instituição estimula o acolhimento da tecnologia nas disciplinas que, entre outros benefícios, pode “permitir a aprendizagem a qualquer hora, em qualquer lugar, minimizar a interrupção em aulas de conflito e desastre e criar uma ponte entre a educação formal e a não formal. Não podemos mais ignorar o celular, ele está em todo lugar. Sou contra a proibição do uso, pois a regra acaba sendo burlada. Será que em vez de proibir, não é melhor acolhê-lo como ferramenta educativa?” — questiona Maria Rebeca Otero Gomes, coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil. Na maioria dos Centros Educacionais ainda não há consenso sobre quais regras devem ser seguidas. Muitos professores constatam que, normalmente, os alunos ficam mais estimulados em fazer pesquisas através do celular. Claro que, no meio, eles mandam uma ou outra mensagem, é inevitável. Mas já tentamos fugir da TV, do vídeo. Não dá para fugir do celular. O grande nó é saber como usá-lo em favor do aprendizado.

ALVIM, Mariana. Apesar da frequente proibição, Unesco recomenda o uso de celular em sala de aula. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/rio/bairros/apesar-da-frequente-proibicao-unesco-recomenda-uso-de-celular-em-sala-de-aula-14372630>. Acesso em: 08 abr. 2015.(Adaptado).

Texto 3


Disponível em: <https://samantasievers.wordpress.com/page/4/> Acesso em: 2 abr. 2015.

Texto 4

O professor da Universidade de Nebraska, Bernard McCoy, entrevistou 777 alunos de seis universidades em cinco estados americanos durante o outono de 2012 e descobriu que o uso de aparelhos digitais, como celulares, computadores e tablets durante a aula é muito mais frequente do que se imagina. Seu uso quase nunca objetiva o aprendizado. Mais de 80% dos alunos admitem utilizá-los durante as aulas, o que interfere negativamente no aprendizado a ponto de piorar as notas, relata o estudo do professor. Os questionários respondidos pelos alunos confirmaram que apenas 8% deles não usavam os aparelhos durante as aulas. Em relação ao objetivo do uso, 86% disseram que conversavam por texto durante as aulas, 68% checavam e-mails, 66% visitavam as redes sociais enquanto o professor tentava ensiná-los, 38% simplesmente navegavam na internet e 8% jogavam algum tipo de game durante as aulas. Os alunos acham vantajoso utilizar os equipamentos digitais durante as aulas, pois 70% queriam permanecer conectados, 55% combatiam a monotonia com os tablets, e 49% diziam fazer algo ligado à aula. A maior desvantagem citada por 90% dos alunos é não prestar atenção na aula: 80% perdiam instruções importantes dadas pelo mestre e 32% eram advertidos pelo professor pelo mau comportamento e mais de 50% disseram que foram distraídos pelo uso dos aparelhos por algum colega na sala.

TUMA, Rogério. Na sala de aula, não!  Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/revista/772/na-sala-de-aula-nao-3798.html>. Acesso em: 08 abr. 2015.(Adaptado).

Texto 5

De acordo com Sidney Nilton de Oliveira, coordenador do curso de Psicologia da Universidade Federal do Paraná, adaptar-se à nova realidade dos alunos não é apenas uma estratégia de sobrevivência, mas essencial para obter melhores resultados no âmbito educacional. A resposta que deve ser procurada pelos professores não é como fazer para que os alunos deixem as redes sociais de lado durante a aula, mas sim qual é o papel que essas ferramentas ocupam no processo educacional. “Tudo depende do diálogo estabelecido com o aluno. As redes sociais podem ser uma ferramenta importante para o contato, a troca de informações e a aproximação do educador com os alunos”. Segundo ele, a relação professor-aluno sempre sofrerá interferência de outros elementos: hoje é o celular e o tablet, mas antigamente era o jornal ou o livro lido durante a aula que incomodava. O coordenador também ressalta que é importante que cada professor defina regras e faça acordos com seus alunos sobre o uso desses dispositivos. Se houver consenso, os problemas passam a ser pontuais e de fácil resolução, não comprometendo a qualidade da aula e o desempenho do aluno. O jeito é adaptar-se à realidade e usar a tecnologia em favor da aula. Desse modo, se a realidade dos alunos inclui o universo das redes sociais, o professor deve tentar levar o conteúdo das aulas para o espaço virtual, por meio de grupos de discussão e compartilhamento de conteúdos.

POMPEO, Carolina. Professores disputam atenção de alunos com redes sociais. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/professores-disputam-atencao-de-alunos-com-redes-sociais-8i7ugq1uxkjhagjbhy7hgl5ji>. Acesso em: 09 abr. 2015. (Adaptado).

Com base na leitura da coletânea, escolha UMA das três propostas de construção textual (dissertação, narração ou carta argumentativa) apresentadas a seguir e discuta a questão-tema abaixo:

Celular em sala de aula: um aliado ou um empecilho à aprendizagem?

DISSERTAÇÃO

O artigo de opinião é um gênero textual no qual são apresentados argumentos para convencer os leitores a respeito da validade de um ponto de vista sobre determinado assunto.
De posse dessa orientação, amparando-se na leitura dos textos da coletânea e ainda em sua visão de mundo, imagine-se na função de articulista, de uma revista ou de um jornal de circulação nacional, e escreva um artigo de opinião posicionando-se acerca da questão-tema desta prova.

NARRAÇÃO

O gênero crônica, em sentido atual, é uma narrativa que se caracteriza por basear-se em considerações do cronista acerca de fatos correntes e marcantes do cotidiano. Em torno desses fatos, o autor manifesta uma visão subjetiva, pessoal e crítica.
Tendo em vista essa definição de crônica, crie uma narrativa a partir da seguinte situação: você, na condição de professor (a), percebe que 80% de seus alunos estão usando aparelhos celulares conectados à internet. Conte, em um texto em prosa, qual foi a sua reação e medida tomada diante do fato observado. Não deixe de transmitir suas possíveis reflexões e impressões sobre a situação criada, obviamente, relacionando-a com o tema desta prova. Sua narração, portanto, deverá ser em primeira pessoa.

CARTA ARGUMENTATIVA

A carta de leitor é um gênero textual, comumente argumentativo, que circula em jornais e revistas. Seu objetivo é emitir um parecer de leitor sobre matérias e opiniões diversas publicadas nesses meios de comunicação.
Considerando a definição desse gênero textual, a leitura da coletânea e, ainda, suas experiências pessoais, escreva uma carta de leitor a um jornal ou revista de circulação nacional, emitindo seu ponto de vista − contrário, favorável ou outro que transcenda esses posicionamentos − a respeito da situação exposta no Texto 1 da coletânea.

OBSERVAÇÃO: Ao concluir sua carta, NÃO a assine; subscreva-a com a expressão UM (A) LEITOR(A).

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