Classes Gramaticais

Os vocábulos da língua portuguesa reúnem-se em classes ou categorias gramaticais. São dez. Seis chamadas classes variáveis e quatro chamadas  classes invariáveis. Deve-se observar que a classificação morfológica de uma palavra sempre está relacionada com o contexto em que estiver empregada. Bem por isto convém atentar para o processo de derivação imprópria. São classes variáveis:

SUBSTANTIVO

O "nome" por excelência. Palavra com que se denominam seres, coisas, atos, enfim, tudo quanto o ser humano percebe. Muitos substantivos expressam ideia de um conjunto de entes. Classificam-se em:

próprios:

aqueles que particularizam um ente no meio de sua espécie.

Exemplos:

Pedro; Curitiba; Casa Silva.

comuns:

aqueles que nomeiam todos os elementos de uma mesma espécie.

Exemplos:

homem;  cidade, loja.

concretos:

os que indicam elementos reais ou imaginários com existência própria, independentes dois sentimentos ou julgamentos do ser humano.

Exemplos:

Deus; fada; espírito; mesa; pedra.

abstratos:

os que nomeiam entes que só existem na consciência humana, indicam atos e sentimentos.

Exemplos:

dor; saudade; beijo; pontapé; chute; resolução; resposta, etc.

coletivos:

aqueles que nomeiam conjuntos.

Exemplos:

manada; bando; biblioteca; discoteca; pinacoteca, etc.

Nota: Há coletivos específicos, como cáfila (conjunto de camelos), e não específicos, como bando (de aves, de marginais, etc.).

primitivos:

substantivos que dão origem a outros, através dos processos de derivação.

derivados:

são os substantivos formados por processos de derivação, exceto a imprópria.

Os substantivos podem, ainda, ser simples ou compostos.

Flexões dos substantivos

Os substantivos flexionam-se em gênero, número e grau.

a) gênero:

Relativamente à flexão de gênero, os substantivos podem ser biformes ou uniformes. Os biformes, também chamados heterônimos, apresentam formas distintas para masculino ou feminino.

Exemplo:

homem/mulher.

Os substantivos uniformes separam-se em:

Epicenos:

Neste caso o gênero se indica com a adição dos designativos macho/fêmea.

Exemplos:

jacaré macho; jacaré fêmea.

Comuns de dois gêneros:

Caso em que o gênero é indicado pelo artigo ou pronome que o determinem.

Exemplos:

O/A estudante; O/A motorista etc.

Sobrecomuns:

O gênero só se revela no contexto, independentemente do artigo que os precede.

Exemplos:

O cônjuge (marido ou mulher); o carrasco (homem ou mulher); o caixa (homem ou mulher).

Existem substantivos que, sendo masculinos têm um significado, sendo femininos, têm outro.

Alguns exemplos:

O águia (indivíduo esperto)       A águia (ave de rapina)
O cabra (homem valente, rude) A cabra (animal)
O caixa (tesoureiro/tesoureira)  A caixa (recipiente)
O moral (o ânimo) A moral (ética, dignidade)
O rádio (aparelho receptor) A rádio (estação transmissora)

b) número:

Trata de singular ou plural. A flexão de número não causa problema a usuários da língua com preparo mediano, entretanto, sempre convém observar certas particularidades. Há, por exemplo, substantivos que só se empregam na forma de plural; chama-se pluralia tantum: os afazeres; as algemas; os anais; as bodas; as condolências; as custas (de um evento judicial); Os Estados Unidos; os idos; os parabéns etc.

É conveniente observar o plural dos substantivos compostos, embora haja discordância teórica entre muitos gramáticos.

1. Nos compostos sempre variam os elementos substantivos, adjetivos e numerais ordinais. Exemplos: couves-flores; amores-perfeitos; segundas-feiras.

Notas:

1. Se os compostos têm os núcleos unidos por preposição, apenas o primeiro elemento irá para o plural. Exemplos: pés de moleque; águas-de-colônia; marias-sem-vergonha.

Muitas vezes a preposição está implícita: cavalos-vapor (= cavalos-de-vapor)

2. Se o segundo elemento do composto indicar espécie ou semelhança, apenas o primeiro elemento irá para o plural. Exemplos: navios-escola; licenças-prêmio; cafés-concerto; canetas-tinteiro; macacos-prego, peixes-boi.

2. Nunca variam compostos formados por verbos, advérbios e preposições.

Exemplos:

Os quero-quero; os leva-e-traz. Os abaixo-assinados; os sem-terra.

c) grau:

Quanto ao grau, os substantivos podem se flexionar no aumentativo ou diminutivo, para expressar ideia de grandeza, afeto ou menosprezo. Exemplos: casarão, casinha, casebre, pobretão, menininha.

Deve-se observar que, apesar da forma aumentativa ou diminutiva, muitas palavras perderam a noção de grandeza. Exemplos: portão; cartão;  flautim; caderneta e outros.

Sumário

- Substantivo
- Adjetivo
- Artigo
- Numeral
- Pronome
- Verbo
- Advérbio
- Instrumentos relacionais: preposições e conjunções
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