Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial, conflito que ocorreu entre 1914 e 1918, foi a primeira guerra do século XX e foi considerada na época como a mais terrível das guerras. Por esse motivo, foi chamada por muito tempo de “A Grande Guerra”. A Primeira Guerra Mundial foi resultado de transformações que ocorreram na Europa e que fizeram com que diferentes países entrassem em choque.

mapa Europa 1914 e primeira guerra mundial
Divisão política em 1914 e na Primeira Guerra Mundial

Após a Alemanha vencer a Guerra Franco-Prussiana em 1871, ela conquistou a região francesa da Alsácia-Lorena. O chanceler alemão, Otto von Bismarck, afirmava que a França tentaria recuperar essa região. Para evitar que isso acontecesse, Bismarck começou a firmar alianças com outros governos europeus. As primeiras alianças, firmadas com a Áustria-Hungria e Itália, em 1882, foram denominadas de Tríplice Aliança e estabeleciam que os três países ajudariam uns aos outros, se fossem atacados. Bismarck também fez um pacto com a Rússia, em 1887. Contudo, essa aliança ficou enfraquecida, pois Rússia e Áustria eram inimigas em potencial.


Otto von Bismarck

Em 1888, um novo kaiser chamado Guilherme II ascendeu ao trono alemão. Invejoso do poder de Bismarck, Guilherme II afastou-o do cargo de chanceler. O novo kaiser tomou novas medidas: passou a perseguir uma política internacional agressiva, fortaleceu a marinha alemã e buscou adquirir mais posses coloniais. Sob sua liderança, a Alemanha abandonou o seu acordo com a Rússia e aproximou-se da Áustria-Hungria, considerada um aliado mais confiável.

A Tríplice Entente

A França havia sido humilhada pela derrota de 1871 e estava ciente de que sozinha não tinha o poder de enfrentar a Alemanha. Temendo o crescente poder militar e a forte indústria alemã, a França também passou a buscar alianças com outros países europeus. Em 1894, após o distanciamento entre Rússia e Alemanha, a França aliou-se à Rússia.

A França, então, se aproximou de seu rival histórico - a Grã-Bretanha. Há anos, os britânicos haviam evitado alianças, acreditando serem suficientemente fortes por si próprios. Mas a Alemanha ameaçava o controle dos mares e as posses coloniais britânicas na África. Isso levou a Grã-Bretanha a cooperar com a França e, em 1904, os dois países formaram a Entente Cordiale - que significa em francês "Acordo Amigável".

A França tentou melhorar o relacionamento entre Grã-Bretanha e Rússia. Apesar de britânicos e russos competirem por colônias na Ásia Ocidental, ambos desconfiavam das intenções da Alemanha. Portanto, em 1907, Grã-Bretanha e Rússia assinaram um acordo chamado de Tríplice Entente. O acordo - que envolvia Grã-Bretanha, Rússia e França - era um tratado de amizade, não um pacto militar. Os alemães, porém, consideraram a Tríplice Entente uma aliança hostil que ameaçava seu país, em ambas as fronteiras, a leste e oeste.

Por volta de 1914, existia na Europa um falso sentimento de paz entre as nações. O sistema de alianças agravou a tensão entre países europeus, pois uma nação que se sentia confiante devido às suas alianças estava mais propícia a agir agressivamente durante uma crise. Além disso, o sistema de alianças poderia resultar numa "reação em cadeia": qualquer conflito entre dois países se expandiria, pois envolveria seus respectivos aliados também.

Tensão e Nacionalismo na Europa

Outra razão para o aumento de tensão na Europa era o crescente sentimento de militarismo - uma política de glorificação da guerra e preparação das forças armadas para eventuais conflitos. O militarismo incentivou um constante acúmulo de armas e tropas.

Durante anos, os principais poderes da Europa haviam gasto grandes quantias de dinheiro em armamentos - armas e suprimentos militares. Se um país aumentasse seu exército ou construísse novos e maiores navios de guerra, outros países faziam o mesmo. Essas políticas militares tinham forte apoio público.

O imperialismo foi outra fonte de conflitos na Europa. Os países europeus competiam ferozmente para conquistar novas colônias, novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Nações ambiciosas como Alemanha e Itália, que demoraram a entrar na corrida pela aquisição de colônias, desejavam alcançar a Grã-Bretanha e França em posses coloniais. Essa rivalidade resultou em inveja e desconfiança.

Sentimentos de nacionalismo extremo também geravam tensões entre as nações europeias. Os nacionalistas franceses estavam determinados a recuperar a Alsácia-Lorena enquanto que os nacionalistas alemães desejavam estender seu poder e adquirir territórios. Enquanto isso, os pan-eslavistas russos queriam que a Rússia governasse os eslavos da Europa Oriental.

Outro movimento nacionalista eslavo se formou na Sérvia. A Sérvia e outros estados dos Bálcãs adquiriram sua independência do Império Otomano, em 1878. Porém, os eslavos na Bósnia e Herzegovina passaram a fazer parte do domínio austríaco. Os sérvios desejavam criar uma "Grande Sérvia" unindo-se a outros estados eslavos e aos milhões de eslavos do sul, que viviam em terras controladas pela Áustria.

O sonho da Grande Sérvia gerou muita preocupação na Áustria, um país constituído por várias nações. Os líderes austríacos temiam que uma revolta dos eslavos do sul resultasse na quebra de seu império. Alguns austríacos exigiram, portanto, a destruição do pequeno reino sérvio.

O Início da Guerra

Um tiroteio fatal, com resultados inimagináveis, ocorreu na Bósnia, em 28 de junho de 1914, na cidade de Sarajevo. Um nacionalista sérvio chamado Gavrilo Princip assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando (também chamado de Francisco Fernando, da Áustria), herdeiro do trono da Áustria-Hungria. Ao matar o arquiduque, Princip e outros nacionalistas esperavam preparar o caminho para a revolução eslava. As autoridades austríacas, porém, usaram o assassinato como pretexto para atacar a Sérvia.


Gavrilo Princip

Antes de agir contra a Sérvia, a Áustria pediu apoio à Alemanha, sua aliada. Os líderes alemães estavam receosos quanto ao ataque austríaco contra os sérvios. Eles sabiam que o ataque iria alarmar a Rússia, que temia o controle austríaco sobre os Bálcãs. Se a Áustria atacasse a Sérvia, a Rússia e seu aliado - a França - poderiam entrar no conflito. Não obstante, a população alemã insistia que seu país deveria proteger a Áustria, pois a aliança com os austríacos era importante para a segurança alemã. Ambos os países, Áustria e Alemanha, decidiram lançar um ataque rápido contra a Sérvia, antes que outras nações viessem a socorrê-la.

Assegurada do apoio alemão, a Áustria deu um ultimato à Sérvia em 23 de julho de 1914. A Áustria ordenou o país a encerrar todas as suas atividades antiaustríacas e deixar que oficiais austríacos investigassem o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando. A Áustria deu à Sérvia 48 horas para cumprir essas exigências.

A Áustria havia propositalmente tornado o ultimato difícil de ser aceito pela Sérvia. Ainda assim, os sérvios concordaram com todos os termos, exceto com aquele sobre as investigações do assassinato. Os austríacos, porém, consideraram a proposta sérvia insuficiente.

Em 28 de julho de 1914, a Áustria declarou guerra contra a Sérvia. Dois dias depois, a Rússia ordenou que seu exército se preparasse para a batalha. Quando os russos ignoraram as ameaças alemãs exigindo que o país não mobilizasse suas tropas, a Alemanha declarou guerra contra a Rússia no dia 1 de agosto. Dois dias depois, os alemães também declararam guerra contra o principal aliado da Rússia - a França. O conflito na Europa expandiu-se rapidamente devido ao sistema de alianças que levou a uma reação em cadeia.

Os alemães planejaram cercar os exércitos franceses ao longo da fronteira franco-alemã ao invadir a França pela Bélgica. Quando a Bélgica se recusou a permitir a entrada de tropas alemãs em seu país, a Alemanha invadiu o país em 3 de agosto. Essa invasão resultou na entrada da Grã-Bretanha na guerra, pois os britânicos haviam se comprometido a garantir a neutralidade belga. Além disso, a Grã-Bretanha percebeu que se a Bélgica e a França fossem conquistadas pelos alemães, a Alemanha passaria a controlar a Europa Ocidental. Em 4 de agosto, a Grã-Bretanha entrou na guerra ao lado de seus aliados - Rússia e França. Dois dias depois, a Áustria declarou guerra contra a Rússia.

Menos de seis semanas após o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, a maioria dos grandes governos da Europa, além de outras nações menores, haviam se envolvido na Primeira Guerra Mundial. De um lado estavam a Áustria-Hungria e a Alemanha. Do outro, estavam a Sérvia, França, Rússia, Grã-Bretanha e Bélgica. Muitos outros países também acabariam participando da Guerra antes de seu encerramento, em 1918.

Alianças na Primeira Guerra Mundial

Quando a guerra irrompeu na Europa em agosto de 1914, a maioria dos generais e líderes políticos estava seguro de que o conflito não duraria muito tempo. A população dos países em guerra compartilhava dessa opinião e demonstrava lealdade às suas respectivas nações. Muitos sonhavam com aventura e glória e poucos pensavam nos horrores resultantes da guerra.

Com o desenrolar da guerra, os países da Tríplice Entente - França, Grã-Bretanha e Rússia - vieram a ser chamados de Aliados. A Alemanha e a Áustria - membros da Tríplice Aliança - eram chamadas de Impérios Centrais (ou Potências Centrais). A Itália, também membro da Tríplice Aliança, primeiramente permaneceu neutra na guerra, mas em 1915, o país se uniu aos Aliados.

A Primeira Guerra Mundial se expandia constantemente. O Império Otomano e a Bulgária uniram-se aos Impérios Centrais. Em 1917, os Estados Unidos entraram na guerra ao lado dos Aliados. Outros países na Europa, Ásia e América Latina também se envolveram no conflito, apesar de a maioria não ter enviado tropas para batalha.

A Frente Ocidental da Guerra

O exército alemão esperava uma vitória rápida quando invadiu a Bélgica em agosto de 1914. De acordo com o plano de guerra alemão, a maioria de seu exército invadiria a França pela Bélgica e capturaria Paris. Trens então rapidamente transportariam as tropas alemãs à frente oriental, onde expulsariam as tropas russas. No plano de guerra alemão, tudo dependia da velocidade de sua campanha militar.

Porém, esse plano alemão fracassou. As tropas russas se moveram com mais rapidez que o esperado pela Alemanha, e invadiram a Prússia Oriental no final de agosto. A Alemanha foi então obrigada a retirar algumas de suas tropas da França e levá-las ao oriente.

As tropas alemãs remanescentes na frente ocidental avançaram e chegaram a 70 quilômetros de Paris. Mas um contra-ataque do exército francês repartiu os exércitos alemães. Ao invés de conquistar uma rápida vitória, as tropas alemãs enfrentaram uma forte resistência de britânicos e franceses ao longo do rio Marne. Os alemães tentaram, então, alcançar a costa do Canal da Mancha, capturar as cidades portuárias e voltar a atacar Paris. Mas novamente eles foram interceptados, e enfrentaram uma batalha árdua que ocorreu próxima a Ypres, uma cidade na Bélgica.


Cidade de Ypres

Nos primeiros quatro meses de guerra (agosto-novembro de 1914), mais de um milhão e meio de soldados foram feridos ou mortos. Com o início do inverno de 1914-1915, ambos os exércitos prepararam-se para uma longa batalha. Os soldados cavaram uma vasta rede de trincheiras por centenas de quilômetros através da França. Entre as linhas opostas existia uma "Terra de Ninguém" (No Man's Land) - uma área abandonada de arame farpado, lama, terra revirada e árvores estilhaçadas. Para atacar as forças opostas, as tropas precisavam sair das trincheiras e correr através dessa "Terra de Ninguém".

O grande número de mortos na guerra de trincheiras foi em parte consequência da nova tecnologia de armamentos. Os tiros rápidos de metralhadoras mataram milhares de soldados que tentavam atravessar as "Terras de Ninguém". Enormes armas de longo alcance atiravam bombas que explodiam dentro das trincheiras. Muitos soldados perderam a visão ou tiveram seus pulmões danificados por gases venenosos que eram utilizados nas batalhas. A Primeira Guerra Mundial foi também o primeiro conflito em que tanques foram utilizados - em 1916 - e em que ocorreram batalhas aéreas entre pilotos.

Apesar do grande número de mortos, houve poucas mudanças territoriais na Europa. Nenhum dos dois lados conseguiu adquirir mais que alguns quilômetros quadrados de território. Em fevereiro de 1916, o exército alemão iniciou uma grande ofensiva contra a cidade francesa de Verdun, que era protegida por um círculo de fortes. Porém, apesar de cinco meses de sítio, os alemães conquistaram parte do território francês, mas não conseguiram capturar Verdun. Em dezembro do mesmo ano, os franceses recuperaram suas perdas territoriais. Os países em guerra haviam chegado a um impasse - nenhum dos dois conseguia avançar. À medida que a batalha de Verdun prosseguia, mais de 700 mil soldados franceses e alemães foram mortos. Muitos outros foram feridos.

O impasse continuou durante os anos 1916 e 1917. Centenas de milhares estavam perdendo suas vidas, mas os generais continuavam a enviar mais tropas à frente de batalha, ordenando ataques em massa.

A Frente Oriental da Guerra

Enquanto os alemães atacavam a França em 1914, os russos obtiveram algumas vitórias militares na região oriental da Alemanha. Todavia, os russos sofreram uma grande derrota em Tannenberg, numa batalha contra os exércitos de um comandante alemão, o marechal de campo Paul von Hindenburg. Na primavera de 1915, outro ataque austro-alemão fez com que os russos retrocedessem.


Paul von Hindenburg

No final de 1916, a campanha militar russa na Guerra estava à beira do colapso. O exército russo era mal treinado, mal equipado e mal liderado. Além disso, os russos haviam sofrido perdas terríveis - só no ano 1915 mais de dois milhões de soldados haviam sido mortos, feridos ou capturados. Os aliados da Rússia não poderiam enviar mantimentos para o país, pois uma frota alemã bloqueava o Mar Báltico e os otomanos mantinham o controle dos estreitos do Mediterrâneo, no mar Negro.

Os soldados russos também se sentiam desmoralizados. As grandes perdas nas batalhas e a falta de alimento aumentavam o descontentamento russo em relação ao seu governo czarista. Em março de 1917, o czar foi forçado a abdicar e, em novembro, um novo governo assumiu o poder na Rússia. Os novos líderes do país estavam cientes de que a Rússia não mais poderia participar da Guerra e, portanto, assinaram um humilhante tratado de rendimento com a Alemanha, em março de 1918.

Outras Frentes da Guerra

As batalhas ocorridas durante a Primeira Guerra Mundial não se limitaram às frentes ocidentais e orientais. À medida que mais nações ingressaram na Guerra, a luta espalhou-se para outras partes da Europa e para outros países do mundo.

Apesar de ter permanecido neutra no início da Guerra, a Itália, em 1915, firmou um acordo secreto com a França e Grã-Bretanha. Foi prometida à Itália a aquisição de territórios na Áustria e na África em troca por seu apoio aos Aliados na Guerra. Pouco após a Itália ingressar no conflito, batalhas intensas ocorreram na fronteira entre o país e a Áustria. No outono de 1917, as forças alemãs e austríacas atacaram as tropas italianas em Caporetto, forçando o exército italiano a recuar.


Soldados em Caporetto

O Japão uniu-se aos aliados em agosto de 1914 - poucas semanas após o início da guerra. Em outubro do mesmo ano, o Japão iniciou a conquista de regiões sob o domínio alemão na península chinesa de Shandong. Os japoneses estavam determinados a conquistar ilhas - também sob o domínio alemão - localizadas no Oceano Pacífico. Em troca pelo apoio da marinha japonesa, os Aliados prometeram apoiar a reivindicação japonesa por esses territórios após o término da Guerra. Durante o conflito, os domínios britânicos da Austrália e da Nova Zelândia adquiriram outras ilhas alemãs no Pacífico.

Algumas das batalhas mais ferozes ocorreram ao longo da costa da Turquia. Os otomanos plantaram minas nas águas de Dardanelos e mantinham uma forte artilharia ao longo das margens desses estreitos. Esses fortalecimentos preveniram a chegada de suprimentos dos Aliados aos portos russos e também mantiveram a frota russa engarrafada no Mar Negro.

Um exército composto por tropas britânicas, francesas, neozelandesas e australianas, desembarcou em Galípoli, Turquia, em 1915. O exército esperava alcançar Constantinopla por terra e tomar controle de Dardanelos. Mas com apoio alemão, os otomanos resistiram fortemente e essa força Aliada recuou após sofrer grandes perdas.

Os Aliados tiveram mais sucesso contra os otomanos nos países árabes do Oriente Médio. Os árabes que habitavam essa região haviam sido dominados pelo Império Otomano por mais de 400 anos. Ávidos por derrubar o poder otomano em seus países, os nacionalistas árabes apoiaram as forças britânicas que protegiam os interesses britânicos no Oriente Médio. Realizando uma série de ataques-surpresa nas cidades e linhas de fornecimentos otomanos, as forças árabes e britânicas tiveram sucesso, expulsando os otomanos, pouco a pouco, de toda a região. Os otomanos retiraram-se da Guerra no final de outubro de 1918.

Na África Ocidental, tropas britânicas e francesas tomaram as colônias costeiras alemãs de Camarões. Ao mesmo tempo, tropas da União da África do Sul se apossaram de uma colônia alemã vizinha - a África Sul ocidental. Na África Oriental Alemã (posteriormente denominada de Tanganica), um pequeno exército alemão nunca foi decisivamente derrotado. Retirando-se para o interior africano, os soldados não se renderam até receberem a notícia do fim da guerra.

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Sumário

- A Tríplice Entente
- Tensão e Nacionalismo na Europa
- O Início da Guerra
- Alianças na Primeira Guerra Mundial
- Os Aliados e os Impérios Centrais
- A Frente Ocidental da Guerra
- A Frente Oriental da Guerra
- Outras Frentes da Guerra
- A Neutralidade dos Estados Unidos no início da Guerra
- Os Estados Unidos ingressam na Guerra
- O Armistício
- Os Tratados de Paz
- A Conferência de Paz de Paris
- O Tratado de Versalhes
- As Consequências da Guerra
- Problemas resultantes da Guerra
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