História dos Hebreus

História dos Hebreus

A história dos hebreus influenciou profundamente a história de toda a humanidade. Os hebreus são também conhecidos como israelitas ou judeus. A história dos hebreus, baseada na Bíblica Hebraica (chamada de Torá pelos judeus e de Velho Testamento pelos cristãos) foi marcada por migrações e pelo monoteísmo.

Os hebreus, povo de origem semita, fixaram-se em Israel por volta de 2000 a.C. A região é cercada por desertos e altas montanhas e possui solo pouco fértil, aspectos que dificultavam a prática agrícola. Por causa disso, a economia hebraica baseava-se no pastoreio e numa fraca agricultura desenvolvida no vale do rio Jordão, onde se cultivava cereais, videiras, figueiras e oliveiras.

No início de sua história - Era dos Patriarcas -, os hebreus viviam em tribos, num total de doze. Abraão é considerado o primeiro patriarca hebreu. Depois de longa trajetória histórica, os hebreus caíram sob o cativeiro do Egito, do qual só escaparam graças à atuação de Moisés, que promoveu o êxodo (fuga dos hebreus do Egito para Israel).

Entre uma fase de fragmentação política (Patriarcas) e uma de centralização (Reis), temos um período intermediário conhecido como Era dos Juízes. Para garantir o domínio sobre Israel e sustentá-lo, os hebreus perceberam que precisavam se unir e, para fortalecer a união, nomearam os juízes, líderes militares indicados pelas tribos que possuíam poderes temporários para enfrentar os inimigos.

Destacaram-se, nesse período, os nomes de Gideão, Sansão, Gefté e Samuel, este último o principal articulador da unidade entre as doze tribos, concretizada sob Saul, o primeiro rei hebreu, iniciador de uma nova etapa histórica chamada Era dos Reis.

Esta fase foi a mais importante da história hebraica, durante a qual a civilização conheceu seu apogeu. Depois da morte de Saul, seu sucessor, Davi, venceu definitivamente os inimigos que ameaçavam o controle dos hebreus sobre Israel e estabeleceu um poder fortemente centralizado. A Era dos Reis foi uma fase de estabilidade política, garantida pela burocracia e pelo exército, além de enorme prosperidade econômica, devido, sobretudo, à atividade comercial estimulada por Salomão, sucessor de Davi. Durante o reinado de Salomão, considerado um grande sábio, inúmeras obras públicas foram construídas, destacando-se o Templo de Jerusalém.


Representação do Grande Templo de Salomão em Jerusalém

A estabilidade, porém, não sobreviveu à morte de Salomão: a população, sobrecarregada de impostos e descontente com a corrupção, insurgiu-se e não reconheceu a sucessão do rei. Nesse contexto deu-se o Cisma hebraico, quando as doze tribos dividiram-se em dois reinos, o de Israel e o de Judá. A fragilidade decorrente da divisão favoreceu o avanço de povos invasores, como os assírios, os babilônicos, os persas, os grego-macedônicos e os romanos. Durante o domínio romano deu-se a Diáspora (dispersão) dos hebreus por outras regiões. O Templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos e os hebreus só conseguiram voltar à sua pátria ancestral, agora convertida em Estado independente, após a Segunda Guerra Mundial, com a criação do Estado de Israel.


Reprodução de Jerusalém na época Bíblica

As informações acerca da história hebraica nos chegam, sobretudo, por meio do Antigo Testamento. Os hebreus, além de serem um povo de pastores, também foram a única civilização monoteísta da Antiguidade.

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