O SOCIALISMO TROPICAL: CUBA

Nome oficial: República de Cuba

República Presidencialista

Área: 110.861 km²

População: 11.340.000

Moeda: peso cubano

Língua: castelhano

A posição geográfica de Cuba – localizada na entrada do Caribe e muito próxima ao estado norte-americano da Flórida – foi fonte de atração à influência política e econômica dos Estados Unidos.

Desde sua independência da Espanha, em 1898, Cuba foi explorada pelos Estados Unidos, principalmente durante a ditadura do líder cubano, Fulgêncio Batista. Durante seu governo, de 1952 a 1959, grupos e empresas norte-americanas controlavam a economia de Cuba e transformaram a ilha num centro de cassinos e bordéis frequentados por turistas.

Em 1959, um grupo guerrilheiro, liderado por Fidel Castro e Ché Guevara, depôs o governo de Batista e estabeleceu um governo socialista em Cuba. Foram implantadas medidas revolucionárias, como a reforma agrária e a nacionalização de bens e empresas norte-americanas. Cuba aliou-se à União Soviética e chegou a ameaçar os Estados Unidos. O governo norte-americano retaliou ao impor um embargo comercial contra Cuba, que dura até os dias de hoje, e que prejudicou muito a população cubana, principalmente após a queda da União Soviética e a dissolução do socialismo no leste europeu.

MOMENTOS HISTÓRICOS FUNDAMENTAIS

1492 - Cristóvão Colombo chega a Cuba

1514 - concluída a conquista da Ilha, que se tornou o ponto de partida para o controle espanhol do Caribe, do México e da América Central.

SÉCULO XVI - início da produção de cana-de-açúcar

SÉCULO XVII - produção de couro e cobre e a construção naval diversificam a economia cubana

MÃO DE OBRA - escrava negra

ABOLIÇÃO- pressões britânicas e prolongados períodos de levantes negros levaram ao fim do escravismo em 1886

1895 - guerra de independência, liderada por José Martí

1898- apoio norte-americano à independência de Cuba (Guerra Hispano-americana)

1899 a 1902- governo americano em Cuba

1903- “Emenda Platt”: Cuba se torna Protetorado americano (os EUA controlam a base de Guantánamo - até hoje, base aérea naval arrendada aos EUA)

1933 - levante popular contra o ditador Machado (pró-americano)

GOVERNO GRAU SAN MARTIN- posições nacionalistas, forçado a renunciar por pressões norte-americanas. San Martin é substituído por Fulgêncio Batista.

CUBA DE BATISTA- controlado pela Máfia, por empresas americanas e pela elite exportadora cubana.

A REVOLUÇÃO

26 DE JULHO DE 1953 - Fidel Castro, liderando um grupo de revolucionários, assaltou o quartel de Moncada, localizado em Santiago de Cuba: o líder é preso

1953 - Fidel desembarca em Cuba, comandando as guerrilhas de Sierra Maestra

1º DE JANEIRO DE 1959 - Fidel Castro entra em Havana, expulsando Batista

MEDIDAS INICIAIS DE FIDEL- combate à elite cubana, expulsão da Máfia e expropriação de empresas americanas

CONSEQUÊNCIAS - os EUA (1961) organizam um desembarque de contrarrevolucionários na Baía dos Porcos (esmagados); emigrações de cubanos para Miami (Flórida)

ATITUDE DE FIDEL- pede apoio à União Soviética, alegando adotar o socialismo

ATITUDE DE MOSCOU- tentativa de implantação de mísseis nucleares em Cuba

REAÇÃO NORTE-AMERICANA - o Presidente Kennedy bloqueia Cuba e exige a retirada das bases de mísseis (outubro de 1962: o mundo está à beira da guerra nuclear)

SOLUÇÃO DO IMPASSE - os soviéticos retiram os mísseis em troca da promessa de que os EUA não invadiriam Cuba.

HISTÓRICO

A REVOLUÇÃO

Em 26 de julho de 1953, Fidel Castro, liderando um grupo de revolucionários, assalta o quartel de Moncada, localizado em Santiago de Cuba: o líder foi preso. No mesmo ano, Fidel desembarca em Cuba, comandando as guerrilhas de Sierra Maestra.

1 de janeiro de 1959: Fidel Castro entra em Havana, expulsando Batista. As primeiras medidas tomadas por Fidel foram combater a elite cubana, expulsar a Máfia e expropriar empresas norte-americanas. Como consequência, os Estados Unidos, em 1961, organizam um desembarque de contrarrevolucionários na Baía dos Porcos com o intuito de derrubar o governo de Fidel. A tentativa norte-americana fracassou e as emigrações em massa de cubanos para Miami, estado da Flórida, se iniciaram.

Fidel Castro pede apoio à União Soviética, alegando adotar o socialismo. Moscou faz uso da posição estratégica de Cuba, próxima aos Estados Unidos, e tenta implantar mísseis nucleares na ilha. Ao tomar conhecimento das intenções soviéticas, o presidente norte-americano John F. Kennedy bloqueia Cuba e exige a retirada das bases de mísseis soviéticos. Isso ocorreu em outubro de 1962: o mundo encontra-se à beira de uma guerra nuclear entre as duas superpotências. O impasse é resolvido quando os soviéticos retiram os mísseis de Cuba em troca da promessa de que os Estados Unidos não invadiriam a ilha. Esse episódio ficou conhecido como a crise dos mísseis de Cuba.

Um aspecto positivo da Revolução Cubana foi que o apoio financeiro soviético gerou um aprimoramento da educação e saúde em Cuba, elevando o padrão de vida do país.

Fidel Castro defendeu a dependência de seu país em relação à União Soviética e a utilização do apoio financeiro russo em melhorias sociais. Já o líder marxista Ernesto “Ché” Guevara propunha o apoio às revoluções socialistas em toda a América Latina. Para Ché Guevara, Cuba deveria ser um foco central revolucionário para abater o capitalismo pelas “bordas”: Terceiro Mundo contra o Primeiro Mundo. O slogan “guevarista” era: “um, dois, três ......mil Vietnãs”.

Em 1965 foi criada a OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade): entidade patrocinadora de guerrilhas de esquerda na América Latina. No mesmo ano, Cuba também enviou forças militares para apoiar os regimes socialistas então vigentes em Angola e na Etiópia. A reação norte-americana às ações externas de Cuba foi de encabeçar um embargo econômico ocidental à ilha.

Com o colapso da União Soviética, Cuba perdeu seu mais forte e importante aliado. As consequências, para Cuba, do fim do império soviético foram: perda de apoio financeiro; fim das exportações de produtos primários, a preços artificialmente elevados, para o mundo socialista; fim das importações de petróleo a preços reduzidos; racionamento de energia, combustível e alimentos; e aumento da prostituição para estrangeiros.

A revolução cubana ocorreu em 1959 e, a partir de 1962, a ilha se transformou em área de influência soviética. Porém, com o fim do socialismo real no mundo, os parceiros econômicos de Cuba, em especial no leste europeu, deixaram de adquirir o açúcar cubano, produto mais produzido pelo país. Este fato, aliado ao embargo econômico total decretado pelos Estados Unidos em 1961, levou o país a uma grave crise econômica. Para tentar salvar o regime, Fidel Castro decretou a opção zero – um plano de racionamento total, uma verdadeira economia de guerra. Com a permanência do boicote, a crise geral em Cuba se agravou.

O COLAPSO DA UNIÃO SOVIÉTICA PROVOCA:

  • perda do apoio financeiro soviético;
  • fim das exportações de produtos primários, a preços artificialmente elevados, para o mundo socialista
  • fim das importações de petróleo a preços reduzidos;
  • racionamento de energia, combustível e alimentos;
  • estímulo a investimentos europeus ocidentais;
  • fomento do turismo (surgimento de problemas sociais: conflito entre o Estado e - pequenas empresas; aumento da prostituição para estrangeiros)

Raul Castro, irmão de Fidel, torna-se o novo presidente de Cuba


Raul Castro

O governo de Fidel Castro, após uma duração de quase cinco décadas, chegou ao fim no dia 24 fevereiro de 2008. Seu sucessor foi seu irmão caçula, Raul Castro. A escolha do novo presidente de Cuba não foi uma surpresa para ninguém: desde 31 de julho de 2006, Raul Castro havia assumido o cargo de presidente do Conselho de Estado durante a transferência temporária de poder em razão da enfermidade de Fidel. A transição no poder ocorreu cinco dias após Fidel Castro, de 81 anos, anunciar sua renúncia numa carta publicada no jornal governamental Granma.

Ambos Raul e Fidel nasceram em Biran, Cuba, filhos de um imigrante espanhol que era um rico proprietário de terras. Foi Raul Castro quem ajudou Fidel a planejar o golpe que desencadeou a

Revolução Cubana e que levou Fidel ao poder em 1959. Fidel Castro instituiu em Cuba o primeiro regime comunista no Ocidente. Raul, conhecido por ser implacável com seus inimigos, foi o líder do exército cubano durante esse quase meio século desde a ascensão de Fidel ao poder.

Mas apesar da lealdade e admiração que tinha por Fidel, Raul deu sinais de que pretendia implementar mudanças em Cuba. Seis meses antes de se tornar presidente, ele iniciou um "debate nacional" sobre os desafios que o país enfrenta, e admitiu o alto índice de desemprego e a existência de outros problemas econômicos que afligem a população cubana. Raul Castro declarou que uma Cuba pós-Fidel seria mais democrática e que haveria uma transição para um socialismo de mercado, similar ao modelo chinês. As reformas implantadas, porém, foram limitadas.

Em 2018, termina a Era Castro. É importante ressaltar que Raul Castro não mais é o presidente de Cuba, mas ele ainda possui muito poder. No momento, o presidente do país é Miguel Díaz-Canel.

Sumário

- Histórico
i. A Revolução
ii. Uma Cuba mais democrática?
- Relevo e Clima
- População
- Cuba Hoje
Assine login Questões de Revisão image Questões para o Enem image