FOME NO MUNDO

A Fome no Mundo afeta a vida de 805 milhões de pessoas. O fenômeno da Fome no Mundo ocorre quando há privação de alimentos ou subnutrição. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome, pois o País implantou programas para aumentar e melhorar a oferta de alimentos à população.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a fome representa o maior risco para a saúde do mundo. A fome mata mais pessoas anualmente do que a AIDS, a malária e a tuberculose juntas. Segundo a UNICEF, a desnutrição é responsável por um-terço da morte de crianças com menos de cinco anos de idade em países em desenvolvimento.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que em 2018, 820 milhões de pessoas passaram fome. A maioria delas vive em países em desenvolvimento: uma pequena fração, 15.7%, vive em países desenvolvidos. Isso significa que uma entre oito nove pessoas não obtém alimento suficiente.

Em todos os continentes, a probabilidade de sofrer insegurança alimentar é maior para mulheres do que para homens.

Segundo a FAO, o mundo produz quantidade suficiente de alimentos para conseguir alimentar toda a população mundial, mesmo que haja aumento constante de demanda por alimentos. Contudo, um-terço dos alimentos produzidos é desperdiçado.

Desde o início da década de 1990, apenas a América Latina e o Caribe conseguiram diminuir a fome em seus países. A região do mundo com o maior número de pessoas que passam fome é a África oriental: 30,8% da população.


A fome: o maior problema mundial

Aumento do preço da comida

Em 2012, o preço médio dos alimentos estava 50% acima do que era no final do século passado (dados da FAO).

Vários fatores climáticos e econômicos contribuem para o aumento no preço dos alimentos. Nos últimos anos, o mundo sofreu os impactos negativos do aquecimento global. Ocorreram tsunamis, secas extremas, geadas, grandes incêndios, inundações, tufões e outros incidentes naturais. As grandes variações climáticas e os incidentes naturais destroem plantações e restringem a produção de alimentos em certas regiões.

A alta no preço dos alimentos é também causada pelo aumento do cultivo de produtos voltados à produção dos biocombustíveis. Evidenciamos isso no Brasil. Em vez de plantar alimentos, grandes produtores no Brasil escolhem plantar cana-de-açúcar, soja e milho, cuja produção é convertida em biocombustível. Consequentemente, os preços da terra e da água sobem e certas lavouras se tornam economicamente desvantajosas. O preço do milho, alimento básico, subiu graças ao aumento na demanda por seu uso como biodiesel.

O preço do petróleo também contribui para inflacionar o custo da produção de alimentos, pois resulta no aumento dos custos de fertilizantes. A escassez da água potável também encarece os preços de alimentos.

Guerras entre países, guerras civis, conflitos violentos e a atuação de grupos terroristas também contribuem para a instabilidade que prejudica a produção de alimentos. Consequentemente, constituem fatores que geram e perpetuam a fome.

Os governos buscam a autossuficiência na produção de alimentos ao impor barreiras tarifarias e até restrições à exportação de alimentos. Alguns principais importadores chegam a adquirir grãos a qualquer preço para manter o abastecimento interno.

Os altos preços de alimentos têm consequências devastadoras para as populações mais pobres do mundo. Países e pessoas mais pobres gastam uma fração significativa de sua renda para adquirir alimentos. Em países desenvolvidos, o gasto com alimentação representa, em média, 10% do orçamento doméstico. Já em certos países da África, pode chegar a 60%. Em países mais pobres, a população costuma ser jovem, devido às altas taxas de fecundidade, e são as crianças as mais atingidas pela fome e desnutrição.

O alimento é, evidentemente, uma necessidade essencial. Não surpreende, portanto, que o aumento no preço de alimentos fomenta revoltas. De fato, um dos estopins da Primavera Árabe foi o aumento no preço de alimentos. Se a carestia se espalhar pelo mundo, outras revoltas políticas ocorrerão.

O fome no Brasil

Em 2019, 13,5 milhões de pessoas ainda viviam em extrema pobreza no Brasil.

Um relatório divulgado em 2018 pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) revela que nos últimos 20 anos, a queda da fome no Brasil foi de 42%. Os dados demonstram que nesse período, houve uma redução significativa no número de brasileiros desnutridos: eram 8,5 milhões em 2004 e 5 milhões em 2018. Esse progresso fez com o Brasil passasse a ser incluído na lista países que alcançaram antecipadamente a meta dos Objetivos do Milênio da ONU de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que passam fome.

Contudo, dados da ONU de 2018 indicam que o número de famintos no Brasil, que está em torno de 5 milhões, é praticamente o mesmo desde 2010. Portanto, apesar da queda de 42% no número de famintos ser considerável, o Brasil não registrou avanços significativos nesse quesito desde 2010.

Além disso, é importante ressaltar que 25% dos lares brasileiros ainda sofrem certo grau de insegurança alimentar.

A FAO atribui o progresso do Brasil no combate à fome, desde o início do milênio, a vários fatores, entre eles, à implementação de políticas de proteção social (o Bolsa Família, por exemplo), às ações do Plano Brasil Sem Miséria, à inclusão na Constituição Federal do direito à alimentação, à criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e ao fortalecimento da agricultura familiar.

Sumário

- Aumento do preço da comida
- O fome no Brasil
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