Problemas de Saúde

Problemas de Saúde

O Peso, a Obesidade e a Vida Sedentária

A forma física e a saúde - física e mental - são muito dependentes do tipo de alimentação e da prática de atividades físicas. Os sistemas circulatório, respiratório e excretor metabolizam as substâncias recebidas pela alimentação.

O controle da fome é exercido pelo sistema nervoso central. Ao baixar o teor de glicose no sangue, é ativado o centro da fome, situado no hipotálamo do cérebro. Assim que comer, a fome passa, mesmo antes que o alimento chegue ao intestino. Embora a taxa de glicose ainda esteja baixa, os neurônios inibidores do centro da fome voltam a atuar. Deve ser porque as paredes distendidas do estômago lhes mandaram um sinal, por meio de nervos.

Isso é tanto verdade, que um tratamento para casos graves de obesidade consiste em isolar cirurgicamente parte do estômago. Com volume menor, as paredes do órgão se distendem com menos alimento e emitem o sinal nervoso que inibe o centro da fome. A pessoa passa a comer menos e volta ao peso normal.

Esse é um dos muitos exemplos de como o sistema nervoso controla o funcionamento dos órgãos, pelo mecanismo de retroalimentação (feedback).

O peso de um animal adulto mantém-se estável se a quantidade de calorias ingeridas no alimento for aproximadamente igual à quantidade de calorias consumidas no mesmo período. Se ingerir calorias em quantidade superior às suas necessidades energéticas, o animal engorda. Se ingerir menos calorias do que necessita, o animal emagrece. No caso humano, por exemplo, um excesso de 10 Kcal (cerca de 2 g de açúcar) por dia, acima da necessidade energética, causa um aumento de peso corporal da ordem de 1 kg ao final de um ano.

O metabolismo basal indica a menor necessidade energética que o organismo precisa a fim de executar suas funções vitais, em estado de repouso físico e mental. Ele é sujeito a variações importantes em função da idade, sexo, superfície corporal e em consequência das disfunções hormonais.

Calorias consumidas em diferentes atividades humanas:

Atividade

Energia consumida (Kcal/hora/kg)

Dormindo

1,0

Sentado

1,4

Sentado, escrevendo

1,6

Em pé

1,8

Andando devagar

3,0

Andando depressa

3,6

Exercício intenso

5,0

A dieta alimentar é determinada e influenciada por múltiplos fatores: sociais, profissionais, raciais, culturais, religiosos etc. Quando a escolha alimentar leva pouco em conta as necessidades nutritivas e energéticas e prioriza o sabor, haverá riscos de ocorrência dos hábitos e erros não saudáveis, às vezes desde a infância.

Comer exageradamente, ou seja, acima das necessidades energéticas pessoais, leva ao engordamento fisiologicamente prejudicial: diabetes, hipertensão, infartos. Comer insuficientemente, acarretando em emagrecimento, é também danoso aos processos orgânicos normais. A ingestão excessiva de açúcares e gorduras provocarão distúrbios cardiovasculares diversos, além de poderem influir decisivamente nos aspectos emocionais individuais e de relacionamento social.

Grande número dos problemas cardiovasculares e dos distúrbios ortopédicos, estão ligados à vida sedentária, sem exercícios, o que não facilita a dinâmica circulatória, pois não é estimulado o retorno do sangue venoso ao coração e o fortalecimento desse órgão: passar horas sentados (aulas, videogame e TV, computadores); pouca ou nenhuma atividade física frequente (caminhadas, corridas moderadas); a falta de práticas esportivas diversas e com características de lazer!

O tronco representa o eixo corporal onde se articulam a cabeça e os membros. Ele é formado pela coluna vertebral, pelas costelas e pelo osso esterno. O tronco, juntamente com a cabeça, forma o esqueleto axial. A coluna vertebral é constituída por 33 ossos, chamados vértebras, que se articulam em sequência e estão unidas por diversos ligamentos, de modo a formar um eixo ósseo firme e flexível. Os ossos dos membros inferiores correspondem aos dos membros superiores, com a diferença de que são maiores e mais compactos, adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr. O excesso de peso causa um prejuízo para a função de sustentação - articulações e musculatura - tornando o processo mais lento e com cansaço mais fácil.

A obesidade - com componente genético e alimentar - devido ao aumento de peso, aumenta a rede circulatória em todo o corpo e o coração passa a ter uma sobrecarga de bombeamento do sangue, além de ficar com grandes depósitos de gordura ao seu redor, o que dificulta sua atividade.

Problemas do Coração

O coração manda sangue com oxigênio e alimento para todas as partes do corpo. E como fica ele próprio, que trabalha tanto? O sangue que passa pelas cavidades do coração não penetra no interior de suas paredes, mas as artérias coronárias, que saem da aorta, ramificam-se em arteríolas que penetram no próprio tecido cardíaco, levando sangue arterial - oxigenado - para suas células. Toda a região do miocárdio que não recebe um fluxo normal de sangue acaba por morrer - necrose - caracterizando o enfarte. Se a área necrosada é pequena, pode haver uma lenta recuperação por revascularização. Grandes áreas necrosadas normalmente levam à morte.

As gorduras, especialmente os triglicérides e o colesterol, levam à formação de placas no interior das artérias. Nessas regiões, que podem calcificar - aterosclerose - ficando endurecidas, há a tendência de formação de trombos ou coágulos, que reduzem o calibre e elasticidade das artérias, diminuindo o espaço por onde passa o sangue. Se a artéria fica completamente entupida, a parte do coração servida por ela pode ficar prejudicada a ponto de provocar um infarto ("ataque cardíaco"), cujo sinal principal é a angina (dor no peito). Às vezes, há dor também na região do estômago, vômitos e até perda de consciência. Esses sinais evidenciam a ocorrência de um enfarte agudo do miocárdio, que pode levar à morte. Uma dieta com poucos alimentos gordurosos diminui a probabilidade de isso acontecer.

A doença coronária pode ser tratada com medicamentos, mas, em certos casos, é indicado transplantar para o coração pedaços de alguma veia - por exemplo, a veia safena, da perna - para fazerem a tarefa da artéria entupida (ponte de safena).

Muitos problemas circulatórios, especialmente os acidentes vasculares cerebrais - AVC - e as cardiopatias - doenças do coração - são responsáveis por um número crescente de mortes. Muitas delas poderiam ser evitadas, pelo fato de conhecermos alguns dos principais fatores diretamente relacionados ao surgimento das doenças circulatórias. Além do componente genético, inerente a cada indivíduo e respectiva família, há uma fortíssima contribuição ambiental - hábitos e costumes.

O exercício parece diminuir a incidência e a severidade do enfarte do miocárdio! Durante o exercício, o fluxo sanguíneo pulmonar aumenta tanto como o fluxo sanguíneo sistêmico (até sete vezes).  Durante o exercício, a quantidade de O2 que passa para o sangue ao nível dos pulmões é aumentada, porque há aumento da quantidade de O2 acrescentada a cada unidade de volume sanguíneo, e ocorre ainda aumento do fluxo sanguíneo pulmonar por minuto.

Destaca-se que um dos benefícios evidentes dos regimes de exercícios é psicológico. Pacientes que se exercitam "se sentem melhor". 

Hipertensão

O excesso de sal na alimentação pode levar à hipertensão, já que por problemas osmóticos um maior volume de líquido é retido no sistema circulatório. 

Uma causa importante do aumento da pressão sistólica é a diminuição da distensibilidade das artérias à medida que suas paredes tornam-se mais rígidas. A hipertensão e a aterosclerose, associadas, são as maiores responsáveis pelos acidentes vasculares cerebrais - AVC.

Sumário

- O Peso, a Obesidade e a Vida Sedentária
- Problemas do Coração
- Hipertensão
- Diabetes
- O Cigarro
- O Stress
- Exercícios Físicos e Anabolizantes
- Bebidas Alcoólicas
- Prevenindo Problemas
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