Gimnospermas

São plantas superiores que formam embriões (embriófitas). Produzem "flores atípicas" (estróbilos) e sementes. Possuem vasos condutores da seiva portanto são traqueófitas.

As gimnospermas não produzem frutos, portanto, as sementes são "nuas" (gymnos = nua; esperma = semente).

Os esporófitos são desenvolvidos e algumas espécies apresentam os indivíduos vivos mais antigos, com alguns milhares de anos.

São plantas comuns em climas temperados, especialmente no hemisfério norte (florestas de Coníferas): sequoias, pinheiros, ciprestes, Cycas etc.

As primeiras plantas com sementes foram gimnospermas primitivas, que viveram há cerca de 360 milhões de anos. Parece terem se originado de um grupo avançado de criptógamas vasculares, hoje extinto.

As gimnospermas se diversificaram durante o período Permiano (entre 248 e 286 milhões de anos atrás), quando passaram a constituir extensas florestas. Nesse período, o clima terrestre sofreu grandes mudanças, tornando-se mais quente e seco. As plantas com sementes, ao contrário das criptógamas, não necessitavam mais de água na forma líquida para sua reprodução.

Quando o clima voltou a esfriar, cerca de 65 milhões de anos atrás, novamente ocorreram grandes alterações na fauna e na flora da Terra. Os dinossauros se extinguiram e, dentre as plantas apenas algumas gimnospermas persistiram. Desde então elas formam as grandes florestas das regiões temperadas, constituindo parte importante da flora atual.

As gimnospermas atuais são plantas geralmente arborescentes, com grande crescimento em espessura. Incluem-se no grupo as maiores espécies vegetais conhecidas, as sequoias. As gimnospermas têm grande interesse econômico, especialmente as coníferas, para a extração de madeira, polpa de papel, gomas, resinas e substâncias antissépticas.

Elas formam extensas florestas em várias partes do mundo; existem ainda no sul do Brasil pequenas áreas da primitiva mata araucária como o nosso pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). As araucárias são belas árvores dioicas, onde as plantas femininas produzem grandes estróbilos de 20 a 30 cm de comprimento, com até 1 kg de pinhões (sementes).

A geração gametofítica é totalmente dependente da esporofítica, além de apresentar-se extremamente reduzida (gametófito masculino = tubo polínico; gametófito feminino = saco embrionário) - (E > G).

Podemos separar as Gimnospermas em dois grupos, de acordo com as características evolutivas: 

1o grupo: Ginkgoíneas (Ginkgo biloba - única espécie atual) e Cicadíneas (gêneros Cycas, Zamia, Dioon) - assifonógamas (= "ausência" de tubo polínico).

A Ginkgo biloba é planta oriental, lenhosa grande, ramificada e raramente encontrada no Brasil, como árvore ornamental, de folhas em forma de leque. Dela é extraída um princípio ativo eficiente no tratamento de labirintite, arteriosclerose, perda de memória e enxaqueca. Ela atua ainda no sistema circulatório, sem efeitos colaterais.

Reprodução nas Cycas

As Cycas são semelhantes às palmeiras. São plantas dioicas, isto é, existe planta feminina e planta masculina. A reprodução sexuada é por oogamia, pois o gameta masculino (anterozoide, trazido pelo grão de pólen) é móvel, enquanto que o feminino é grande (oosfera) é imóvel.

- Planta masculina: produz estróbilos masculinos. Nos microsporângios (2n) anteras, são produzidos os micrósporos (n) -> grãos de pólen, que são transportados pelo vento (anemofilia) para a planta feminina.

- Planta feminina: produz estróbilos femininos com óvulo - megasporângio (2n). O óvulo apresenta um integumento e sua abertura de entrada é a micrópila. Na entrada da micrópila há uma câmara polínica com líquido.

Em Cycas, havendo anterozoides, ainda há a dependência de líquido para a fecundação, líquido esse secretado pelo próprio óvulo, na sua câmara polínica. Esta se localiza sob a abertura superior (micrópila) do óvulo, recebendo os anterozoides que aí podem nadar até a abertura dos arquegônios.

Cada megasporângio (2n) produz 4 megásporos (n), sendo que 3 atrofiam. O megásporo (n) resultante se desenvolve, formando o megaprotalo ou saco embrionário. Este possui arquegônios que produzem gametas femininas, as oosferas (n).

Fecundação: o grão de pólen ou micrósporo (n) origina o gametófito masculino ("curtíssimo tubo polínico" = assifonógamas); este deposita os anterozoides (n) ciliados na câmara polínica com líquido, que nadarão (quimiotactismo +) ao encontro da oosfera (n), fecundando-a.

Assim sendo, nas Cicadíneas e também Ginkgoíneas, a fecundação é semelhante à das briófitas e pteridófitas, por ainda haver dependência da água!

- 2o grupo: Gnetíneas (Welwitschia mirabilis) e Coníferas (gêneros Pinus, Cupressus, Araucaria, Cedrus, Sequoia, Taxodium) -> sifonógamas. São as mais evoluídas e mais importantes atualmente.

O gametófito masculino é o tubo polínico (sifonogamia), que cresce (= quimiotropismo +) em direção ao saco embrionário, que contém a oosfera. Este também é o processo que ocorre nas Angiospermas!

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Sumário

- Reprodução nas Cycas
- Reprodução nas Coníferas
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