Outros sistemas de determinação do sexo

1. Sistema X0 gafanhotos, percevejos, besouros.

Machos = X0 (sexo heterogamético).

Fêmeas = XX (sexo homogamético).

Ocorre nas espécies onde não há cromossomo Y. Nas fêmeas existe um par de cromossomos homólogos XX, e nos machos há um único cromossomo X. Portanto, as células dos machos têm número ímpar de cromossomos, um a menos em relação às fêmeas.

No sistema X0, o zero indica a ausência de um cromossomo sexual.

2. Sistema ZW muitas espécies de aves; alguns peixes; borboletas e mariposas.

Machos = ZZ (sexo homogamético) .

Fêmeas = ZW (sexo heterogamético).

Esse sistema ocorre nas espécies em que os machos possuem um par de cromossomos sexuais homólogos, ao passo que as fêmeas possuem um cromossomo sexual igual ao dos machos e outro diferente, típico do sexo feminino.

Com a finalidade de evitar confusão com o sistema XY, onde a situação é inversa, os geneticistas chamaram os cromossomos sexuais dessas espécies de Z e W.

3. Sistema Z0 galinhas domésticas; répteis.

Machos = ZZ (sexo homogamético).

Fêmeas = Z0 (sexo heterogamético).

Ocorre nas espécies onde não há o cromossomo W, mostrando os machos com um par de cromossomos sexuais ZZ e as fêmeas com apenas um cromossomo Z.

Sendo o inverso do sistema X0, este sistema é denominado Z0, sendo que o zero indica a ausência do cromossomo W.

4. Abelhas:

Rainha = 2n (férteis); operárias = 2n (estéreis); machos = n (férteis).

Os machos (zangões), originam-se por partenogênese (desenvolvimento do óvulos não fecundados), portanto, são haploides (n), portadores de apenas um lote de cromossomos (um genoma), sempre de origem materna.

Partenogênese

parthenos = virgem; gênesis = origem.

Forma de desenvolvimento em que o óvulo (n) se desenvolve, formando um animal adulto (n), sem ter sido fecundado pelo espermatozoide. A partenogênese pode ser considerada um caso particular de reprodução sexuada, pois envolve gametas: o feminino.

As abelhas melíferas formam colônias altamente organizadas denominadas colmeias. Nestas existem três classes sociais, ou castas: a rainha, os zangões e as operárias. A rainha é a única fêmea fértil da colmeia e sua função é a postura dos ovos, dos quais se originam todos os indivíduos. Os zangões são machos cuja função é fecundar a rainha. As operárias são fêmeas estéreis cuja função é construir a colmeia e cuidar de sua manutenção, fornecendo alimento e segurança a todos os seus moradores.

A rainha, ao se tornar sexualmente madura, voa e se acasala no ar com diversos zangões, armazenando o esperma em sua espermateca. A seguir retorna à colônia e começa a pôr ovos dentro de células hexagonais de cera, construídas pelas operárias especialmente para essa finalidade.

A rainha pode colocar dois tipos de “ovos”, dependendo do tamanho da célula de cera: fecundados e não fecundados. Os ovos fecundados originam fêmeas diploides. Os “ovos” não fecundados (= óvulos) desenvolvem-se por um processo denominado partenogênese e originam machos haploides (= partenogênese arrenótoca).

Uma fêmea será operária ou rainha dependendo da qualidade da alimentação que recebe na fase larval, além da influência do feromônio exalado pela rainha. Larvas de operárias e de zangões são alimentadas principalmente com mel, enquanto as larvas que originarão as rainhas são alimentadas com (maior quantidade de) uma substância rica em hormônios, a geleia real, produzida pelas operárias adultas.

Certas populações de lagartos da região amazônica, Cnemidophorus leminiscatus, são constituídos exclusivamente por fêmeas, que se reproduzem por partenogênese (= partenogênese telítoca). Outras populações, no entanto, têm machos e fêmeas que se cruzam normalmente.

A partenogênese é processo frequente em invertebrados: pulgões (onde se observou pela 1a vez – 1740), crustáceos (dáfnias), insetos himenópteros (abelhas, vespas, formigas), vermes (nemátodos, anelídeos); répteis (lagartos).

Pulgões apresentam partenogênese cíclica:

  • Ovos de resistência (2n), com casca especial, são botados no inverno e estão aptos para atravessar esse período.
  • Em fins do inverno e início da primavera, rompe-se a dormência e os ovos (2n) se desenvolvem, formando sempre fêmeas (2n) adultas.
  • Durante todo o verão, essas fêmeas (2n), através da meiose produzem óvulos (n). Cada um desses óvulos (n) desenvolve-se partenogeneticamente, formando sempre fêmeas (n) adultas (= partenogênese telítoca).
  • Em fins de verão e no outono, os óvulos (n), que continuam a desenvolver-se por partenogênese, formam às vezes adultos machos (n) e outras vezes fêmeas (n), caracterizando a partenogênese deuterótoca.
  • Esses machos e fêmeas adultos e haploides, acasalam-se durante o outono, e a fêmea irá botar os seus ovos de resistência (2n), para atravessar o inverno.

5. Determinação do sexo em plantas:

Grande parte das plantas produz flores hermafroditas (monoicas). Outras espécies têm sexos separados, com plantas que produzem flores masculinas e plantas que produzem flores femininas são plantas dioicas.

Nas plantas dioicas o sexo é determinado de maneira semelhante à dos animais. O espinafre e o cânhamo, por exemplo, têm sistema XY de determinação do sexo; já o morango selvagem segue o sistema ZW.

6. Organismos que não têm sistema de determinação de sexo:

Os organismos monoicos (hermafroditas) não apresentam qualquer sistema de determinação cromossômica ou genética de sexo. Todos os indivíduos da espécie têm, basicamente, o mesmo cariótipo. Esse é o caso da maioria das plantas e de alguns animais, entre eles minhocas, caramujos e caracóis.

Sumário

1. Sistema X0
2. Sistema ZW
3. Sistema Z0
4. Abelhas
- Partenogênese
5. Determinação do sexo em plantas
- O balanço gênico
i. Herança ligada ao sexo em drosófila
ii. Penetrância e expressividade
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