Fitogeografia Brasileira

FITOGEOGRAFIA BRASILEIRA

Regiões fitogeográficas do Brasil

Hileia Amazônica

Dividida pelo Rio Negro em alto e baixo Amazonas. Compreende 40% de nosso território.

No baixo Amazonas dominam campos ótimos para criação e florestas de seringueiras.

No alto Amazonas há maior índice pluviométrico; dominam grandes florestas do tipo tropical e pluvial. São os fatores climáticos que explicam por que a Amazônia é coberta por uma floresta exuberante, enquanto no Nordeste predomina a caatinga e, na Patagônia, as pradarias secas e os desertos.

vegetação é o reflexo dos fatores abióticos e, juntamente com eles, determina o tipo de fauna de cada comunidade. De fato, as plantas oferecem alimento e abrigo para muitos animais. O pirarucu amazônico foi transportado, por avião, para açudes do Nordeste, onde nunca tinha existido. Adaptou-se perfeitamente, pois há mais de meio século contribui para nutrir as populações locais.

Vegetação com grandes árvores (castanheira-do-pará ; seringueira - Hevea brasiliensis - do tronco se extrai o látex, a partir do qual é fabricada a borracha natural); plantas epífitas (grandes bromeliáceas); epífitas com raízes aéreas que vão até o solo, formando densas cortinas de cipós; vitórias-régias.

Presença de regiões inundadas (igapós) e várzea (inundação temporária).

Campos de origem duvidosa. Flora e fauna exuberantes.

Zona da caatinga

Característica do Nordeste seco - Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Minas Gerais (cerca de 10% do território brasileiro).

Plantas xerofíticas com 2 floras características. Uma apresenta-se periodicamente (apenas após a chuva) e a outra permanece sempre. Na primeira destacamos as leguminosas (mimosa, acácia, emburana). Na segunda, a carnaubeira, linda palmeira chamada "a árvore da previdência", donde "tudo se tira, nada se perde". Abundam, ainda, espécies espinhosas, de folhas carnudas e caules suculentos, como muitas cactáceas (xiquexique), euforbiáceas, bromeliáceas, caroá, macambira, icó etc, adaptadas à escassez de água.

Zona dos cocais

Onde surgem os babaçus, a carnaubeira, os açaís. Localiza-se entre as duas anteriores, numa estreita faixa - certas áreas dos estados do maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

São formações homogêneas, quase puras, onde existem dezenas de milhões de pés dessas palmeiras (Orbignya martiana). Dessa mata de babaçu, as sementes oferecem óleos e as folhas são utilizadas para a cobertura de casas e fabricação de utensílios domésticos. O solo, na região dos babaçus, possui um lenço freático pouco profundo, permanecendo úmido o ano todo.

Zona das matas costeiras (matas Atlânticas)

Também chamadas de florestas orientais. Como as serras interceptam as nuvens, existe água em abundância. Surge uma vegetação semelhante à Hileia - apresentam árvores de folhas largas (latifoliadas) e perenes (perenifólias), porém menos exuberante. É grande a diversidade de epífitas - bromélias e orquídeas. Situam-se nas montanhas e planícies costeiras, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Só não aparecem na região sul do Espírito Santo e na região de Cabo Frio.

Existem provas de que num passado não muito remoto (pouco mais de uma centena de anos) essas matas eram bem mais estendidas. Hoje, são invadidas cada vez mais pelas caatingas ou regiões de culturas (cana-de-açúcar e banana), que já ameaçam, inclusive, nosso Estado. A extração de palmito é intensa.

Zona dos pinhais - Mata das Araucárias

No sul do país - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo - aparecendo o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifólia) disperso, ou em grandes florestas densas, geralmente homogêneas. As araucárias são árvores que chegam a 25 m de altura, com troncos de até 1,5 m de diâmetro. O estrato arbustivo é muito denso, apresentando também samambaias arborescentes (Dicksonia); os caules dessas samambaias, formados por rizomas secos e compactados, constituem o xaxim (raízes adventícias), utilizado na fabricação de vasos. Pode associar-se com mate, imbuia ou pinheirinho.

É resistente e multiplica-se com facilidade, sexuadamente e por multiplicação vegetativa.

Zona dos campos do Brasil Central

Campinas são campos sem árvores. Savanas são campos com árvores (também chamados cerrados). Situa-se nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato grosso, Mato Grosso do Sul e em certas regiões de São Paulo e Paraná. Representam cerca de 25% do território brasileiro.

Aparecem ervas, arbustos, e raras e pequenas árvores. O solo, na estação das chuvas, é relativamente rico em gramíneas. Apresenta caráter intermediário entre as outras regiões. Consta que era, num passado não muito remoto, floresta tipo amazônica e que se transformou em campos graças às ações daninhas dos seres humanos, inclusive dos antigos índios.

As árvores do cerrado têm, em geral, casca grossa e troncos retorcidos. As árvores mais frequentes são o ipê (Tabebuia), a peroba-do-campo (Aspidosperma tomentosum) e caviúna (Dalbergia sp).

Em todo o Brasil, a vegetação natural vem, cada vez mais sendo substituída por culturas cultivadas.

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Sumário

- Regiões fitogeográficas do Brasil
- Hileia amazônica
- Zona das caatingas
- Zona dos cocais
- Zona das matas costeiras (matas atlânticas)
- Zona dos pinhais
- Zona dos campos do Brasil central
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