Contracepção - Anticoncepcionais

Os esquemas anticoncepcionais frequentemente empregam ambos (estrógeno e agente progestacional) em combinação ou numa sequência terapêutica.

Planejamento familiar

O mundo "atual" vive diversas realidades perigosamente ameaçadoras, dentre elas, a explosão populacional. No Brasil, felizmente, tornam-se raras as famílias com dez ou mais filhos, tão comuns há duas ou três gerações. Como resultado, nossa população tende a se estabilizar e deve começar a diminuir em torno do ano 2030, de acordo com as projeções estatísticas.

Um delicado problema, no entanto, persiste: o da gravidez indesejada, responsável, anualmente, por mais de um milhão de abortos provocados ilegalmente no Brasil e um número não avaliado de nascimentos não planejados.

Há muitas decisões que o adolescente deve tomar. O comportamento sexual está, certamente, entre as mais importantes, por se relacionar diretamente aos riscos de gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis. Esse comportamento, implica, portanto, em responsabilidade. Para assumir a liberdade sexual é necessário manter uma conduta intransigente, compatível com o "sexo seguro".

É indispensável que cada qual faça seu planejamento familiar, provisório e renovável, adotando normas que garantam seu êxito. O momento de ter filhos deve se programado com tranquilidade e equilíbrio, junto à parceira escolhida, considerando-se as demais expectativas de estudo e trabalho. 

Contracepção - processos e métodos

Diferentes métodos ou processos anticonceptivos podem ser utilizados uma vez que um casal pretenda evitar a gravidez. Suas aplicações mais adequadas e seguras devem resultar sempre de aconselhamento médico necessário e competente, visto que nem todas as pessoas podem utilizar, indiscriminadamente, os diferentes procedimentos, com riscos de não cumprirem seus objetivos e até de provocarem graves danos ao próprio organismo.

Alguns aspectos contraceptivos

Processo ou método da tabela

Consiste em evitar o "período da ovulação", que ocorre geralmente por volta do 14o dia do ciclo menstrual, contado a partir do 1o dia da menstruação anterior. Essa contagem não é confiável. A época da ovulação varia de um ciclo menstrual para outro numa mesma mulher. Não se pode apostar num único dia numericamente previsto, visto que os processos emocionais (em particular o "stress") influem decisivamente no hipotálamo - região do sistema nervoso central - implicado na regulação da produção dos hormônios gonadotróficos (FSH e LH).  Antes do 9o e depois do 20o dia existe uma chance relativamente pequena de concepção. Entretanto, existem casos documentados de gravidez resultante de um coito isolado em qualquer dia do ciclo.

Pílulas anticoncepcionais

Apresentam mistura de estrógeno e progesterona em proporções variadas. Ingeridas diariamente, "enganam" o organismo (sistema nervoso central - hipotálamo) por "simular o processo fisiológico de gravidez". Nesse período aqueles dois hormônios são produzidos pela placenta e através da corrente sanguínea estarão inibindo a adeno-hipófise na produção dos hormônios FSH e LH, que deveriam promover a ovulação.

A opção por esta utilização deve ser através da indicação médica - tipo de pílula e sua concentração - visto que o organismo feminino pode ter alterações importantes fisiologicamente, como alteração na pressão sanguínea e outras.

Diafragma

A indicação médica orienta a escolha desse dispositivo de borracha que será aplicado no canal vaginal, "impedindo ou dificultando muito" a passagem dos espermatozódes. Essa aplicação pode ser acompanhada de geleia espermicida, com o intuito de aumentar a segurança do processo anticonceptivo.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Esse dispositivo de composição plástica e de metal (cobre) deve ser implantado pelo médico no útero. Durante o tempo que ele aí permanecer deve haver uma "inflamação" localizada, onde os macrófagos chegam e "destroem" os embriões que deveriam penetrar no endométrio uterino.

Camisa de vênus (camisinha)

Deve ser aplicada no órgão masculino ereto, normalmente com a colaboração ativa da parceira, evitando que a ejaculação ocorra no interior do organismo feminino. É importante processo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como AIDS, sífilis e gonorreia.

Coito interrompido

O processo exige a retirada do pênis do interior da vagina antes que ocorra a ejaculação. Oferece muitos riscos, pois além de não ser retirado no momento certo, as secreções masculinas (antes que a ejaculação ocorra!) podem ter quantidade de espermatozoides suficientes para que a gravidez ocorra.

Vasectomia ou Ligadura das trompas

Através de cirurgia, são seccionados os canais deferentes do homem. Fica impedida a saída dos espermatozoides que estavam armazenados no epidídimo. O processo ejaculatório elimina sêmen desprovido de gametas masculinos. Não altera a produção de testosterona e nem a libido (desejo de sexo!).

Cirurgia equivalente poderia ser executada seccionando as trompas e ligando-as entre si. Dessa forma fica impedida a subida do líquido espermático com consequente fecundação do ovócito II na parte anterior ou média da tuba uterina.Todos os processos implicam em vantagens, de acordo com os propósitos, e em desvantagens que podem ter importantes implicações.

Sumário

- Planejamento familiar
- Contracepção - processos e métodos
- Alguns aspectos contraceptivos
i. Processo ou método da tabela
ii. Pílulas anticoncepcionais
iii. Diafragma
iv. Dispositivo intrauterino (DIU)
v. Camisa de vênus (camisinha)
vi. Coito interrompido
vii. Vasectomia ou Ligadura das trompas
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