Orações Subordinadas

ORAÇÕES SUBORDINADAS

Toda oração que exerce uma função sintática em relação a outra é denominada de oração subordinada. Todo período composto por subordinação tem oração principal (também chamada subordinante) e oração subordinada. A oração subordinada é iniciada por um conetivo - uma conjunção ou um pronome relativo.

As orações subordinadas, dependendo da função sintática que exercem, são classificadas como:

a) substantivas: exercem funções próprias de um substantivo: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto. Geralmente, são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.

b) adjetivas: exercem a função sintática de adjunto adnominal. São introduzidas por pronomes relativos: que, quem, quanto, como, onde, cujo (e flexões), o qual (e flexões).

c) adverbiais: exercem a função sintática de adjunto adverbial. São introduzidas por conjunções subordinativas e exprimem circunstâncias de tempo, consequência, causa, comparação, concessão, proporção, condição, conformidade. Lembre-se de que essas conjunções não têm função sintática. 

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

São apresentadas, a seguir, exemplos dos seis tipos de orações subordinadas substantivas:

1. Subjetivas: quando exercem a função de sujeito do verbo da oração principal.

Exemplo:

É importante que você tenha prudência.

2. Objetivas diretas: exercem a função sintática de objeto direto do verbo da oração principal.

Exemplo:

Todos queriam que o presidente renunciasse. (Quem quer, quer alguma coisa.)

3. Objetivas indiretas: exercem a função sintática de objeto indireto do verbo da oração principal.

Exemplo:

Lembre-se de que a prova será amanhã. (Quem lembra, lembra de alguma coisa.)

4. Predicativas: exercem a função sintática de predicativo do sujeito da oração principal.

Exemplo:

Meu maior desejo é que sejas feliz.

5. Completivas nominais: exercem a função sintática de complemento nominal de um nome da oração principal.

Exemplo:

Sou favorável a que o libertem. (Quem é favorável, é favorável a algo.)

6. Apositivas: exercem a função sintática de aposto de um nome da oração principal.

Exemplo:

Espero isto: que você se esforce. (O tema é explicado pela oração subordinada.)

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Chamam-se orações subordinadas adjetivas as que exercem a função sintática de adjunto adnominal. Ligam-se, portanto, a um nome componente da oração principal (substantivo ou pronome).

Exemplo 1:

Admiramos as pessoas trabalhadoras.

Exemplo 2:

Admiramos as pessoas que trabalham.

No exemplo 1, o adjetivo trabalhadores exerce a função sintática de adjunto adnominal. No exemplo 2, essa função sintática é exercida por uma oração que equivale a um adjetivo: que trabalham. Essa oração é chamada de subordinada adjetiva.

Lembre-se: A oração subordinada adjetiva sempre vem introduzida por um pronome relativo. Ele pode vir depois da oração principal ou pode estar intercalada nela. Ela é necessariamente separada da principal por vírgula.

As orações subordinadas adjetivas podem ser explicativas; desde que sejam dispensáveis à informação dada pela oração principal. Tais orações não prejudicam a mensagem contida na oração principal. Por isto, sempre são separadas por pontuação, geralmente a vírgula.

Exemplo:

A onça, que é um felino selvagem, ataca o homem.

 

É evidente que a onça é felino selvagem. Precisa dizer? Não. É dispensável. Assim, a oração destacada é uma adjetiva explicativa!

As adjetivas restritivas não são dispensáveis. Caso a eliminemos do período, haverá problemas com a informação. Não são separadas por pontuação.

Exemplo:

A onça que o guarda matou era mantida presa no circo.

 

Claro que a oração "que o guarda matou" é indispensável à informação transmitida no período. É uma adjetiva restritiva.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Sempre exercem função sintática de adjunto adverbial. Expressa uma ideia circunstancial. São nove as adverbiais nomeadas pela Nomenclatura Gramatical Brasileira. As conjunções que as introduzem marcam o caráter da circunstância expressa. Assim indicam: causa, consequência condição, concessão, comparação, conformidade, tempo, finalidade e proporcionalidade.

Exemplo 1:

Dormimos tarde.

Exemplo 2:

Dormimos quando era tarde.

No exemplo 1, o advérbio tarde exerce a função sintática de adjunto adverbial. Já no segundo exemplo, a função sintática é exercida por uma oração equivalente - quando era tarde. Essa oração, que exerce a função sintática de adjunto adverbial, é denominada de oração subordinada adverbial.

1. Causal: Exprime uma circunstância de causa: aquilo que determina ou provoca um acontecimento.

Exemplos:

Não nadamos porque estava frio.

Como estava chovendo, não fui à praia.

As principais conjunções causais são: porque, visto que, já que, uma vez que, como (quando é equivalente a porque).

2. Comparativa: Exprime uma circunstância de comparação entre o fato expresso pela oração subordinada e o expresso pela principal.

Exemplos:

Esse menino nada mais que peixe.

Esse menino nada como peixe.

As principais conjunções comparativas são: como, que (precedido de mais ou de menos).

3. Consecutiva: Exprime resultado de uma ação.

Exemplo:

Choveu tanto que a maratona foi suspensa.

A principal conjunção consecutiva é que (precedido de um termo intensivo: tão, tal, tanto).

4. Concessiva: Exprime circunstância de permitir, conceder, não negar. Sempre traz a ideia de: apesar de.

Exemplo:

Embora chova, vou à aula.

As principais conjunções concessivas são: embora, se bem que, ainda que, mesmo que, por mais que, por menos que, conquanto.

5. Condicional: Exprime uma condição para que um determinado fato se realize. Traz a ideia de: na hipótese de.

Exemplo:

Se chover, irei ao cinema.

As principais conjunções condicionais são: se, caso, contanto, que, desde que.

6. Conformativa: Exprime circunstância de adequação, de acordo ou concordância.

Exemplo:

Choveu conforme era previsto.

As principais conjunções conformativas são: conforme, segundo, consoante, como.

7. Final: Exprime circunstância de finalidade, de objetivo.

Exemplo:

Os fazendeiros esperam a chuva a fim de que não perdessem a colheita.

As principais conjunções finais são: a fim de que, para que, que.

8. Proporcional: Exprime circunstância de proporção, isto é, a relação entre o fato expresso pela subordinada e o fato expresso pela principal.

Exemplo:

À medida que as cidades crescem, a miséria se agrava.

As principais conjunções proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais, quanto menos.

9. Temporal: Exprime circunstância de tempo.

Exemplo:

Trovejou quando eram cinco horas.

As principais conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que.

Sumário

- Orações subordinadas substantivas
- Orações subordinadas adjetivas
- Orações subordinadas adverbiais
- Orações subordinadas reduzidas
- Orações substantivas
- Orações adjetivas
- Orações adverbiais
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