As Revoltas Coloniais

As Revoltas Coloniais

Revoltas Coloniais contra o poder metropolitano de Portugal ocorreram no Brasil durante os séculos XVII e XVIII. As Revoltas Coloniais ocorreram por motivos econômicos, entre eles, a alta cobrança de impostos por parte da Coroa Portuguesa.

Contestações ao poder da metrópole

Durante mais de 200 anos, a colonização do Brasil funcionou eficientemente, garantindo elevados lucros para a Metrópole portuguesa, conforme determinava a política econômica mercantilista. O sistema colonial, implantado no Brasil, inseria-se em um contexto mais amplo denominado Antigo Regime europeu, que, além do mercantilismo, contava também com a Monarquia Absolutista, sujeito e objeto das práticas mercantilistas. O Antigo Regime, portanto, conciliava, até o início do século XVIII, elementos do feudalismo, decadente, com elementos do capitalismo, em ascensão. A partir do século XVIII, porém, com a ocorrência da Revolução Industrial, observa-se que os elementos capitalistas presentes no Antigo Regime começaram a consolidar-se, passando a preponderar sobre os aspectos feudais remanescentes, gerando uma aguda contradição e permitindo a definitiva superação do feudalismo. Tal processo acabou determinando uma crítica ao colonialismo, elemento integrante do Antigo Regime, tanto na Europa quanto na América, culminando com o processo de independência das colônias americanas.

Elementos internos às colônias foram também responsáveis pelas lutas emancipacionistas travadas na América entre meados do século XVIII e início do XIX. Evidencia-se, nesse caso, o fortalecimento dos interesses das elites coloniais em oposição às exigências e exploração cada vez mais insuportáveis das Metrópoles.

No Brasil, o esgotamento do antigo sistema colonial tornou-se claro por ocasião das rebeliões nativistas e dos movimentos de libertação nacional, como veremos nesta aula.

Chamamos de Antigo Regime europeu a estrutura socioeconômica, política e cultural preponderante na Europa durante a Idade Moderna. Não se trata de um modo de produção específico, mas da conciliação de elementos de dois modos de produção diferentes: o feudalismo, em decadência desde a Baixa Idade Média, e o capitalismo, em ascensão a partir da mesma época. Consolidado a partir da expansão marítimo-comercial europeia, iniciado no século XV, o Antigo Regime europeu teve como características dominantes a presença do Absolutismo, que, objetivando fortalecer sua autoridade diante dos grupos sociais que o sustentavam - nobreza e burguesia - e das demais recém-formadas monarquias nacionais, pôs em prática a política econômica do mercantilismo, caracterizada pelos seguintes princípios: metalismo, balança comercial favorável, protecionismo e colonialismo. Tratava-se, portanto, de uma época de forte intervencionismo estatal na economia. Dessa forma, o colonialismo era o mecanismo que garantia o êxito da política mercantilista, isto é, as colônias eram os locais de aplicação do mercantilismo com vistas ao enriquecimento das potências europeias. A exploração colonial era regulada pelo Pacto Colonial, garantia da exclusividade do comércio colonial para sua respectiva metrópole.

Assim, entre os séculos XV e XVII, as atividades mercantis asseguraram uma grande concentração de capitais na Europa, sobretudo em mãos da burguesia, ao mesmo tempo em que propiciaram a internacionalização do comércio, integrando economicamente os mercados mundiais.

Sumário

- Contestações ao poder da metrópole
i. A Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo na Europa
ii. O liberalismo econômico
- As rebeliões nativistas
i. A aclamação de Amador Bueno
ii. A Revolta de Beckman
iii. A Guerra dos Mascates
iv. A Revolta de Vila Rica
- Os movimentos emancipacionistas
i. A Inconfidência Mineira
ii. A Conjuração Baiana
iii. A Insurreição Pernambucana
Assine login Questões de Vestibular image Questões para o Enem image