Fontes de Energia do Brasil

Fontes de Energia do Brasil

As principais fontes de energia do Brasil são o petróleo, a energia hidroelétrica, o carvão mineral e os combustíveis. Outras fontes de energia do Brasil, como o gás natural e a energia nuclear, são utilizadas em escala menor.

Devido ao crescimento econômico do Brasil e ao fato de uma maior parte da população brasileira ter adentrado o mercado consumidor, tendo maior acesso a bens de consumo e a serviços de infraestrutura, o consumo médio de energia no país aumentou. No ano de 2010, o brasileiro consumiu, em média, 52,9 gigajoules por habitante. Tal índice é o mais alto desde que o IBGE começou a fazer tal medição, em 1992.

Segundo o IBGE, em 2010, 45,5% da energia utilizada no Brasil advinha de fontes renováveis – de derivados da cana-de-açúcar (17,8%), da hidroeletricidade (14%) e de carvão vegetal (9,7%). O Brasil também utiliza, apesar de em menor escala, fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica, e o biogás. No Brasil, as fontes renováveis representam mais de 45% da energia utilizada. No mundo como um total, esse percentual não passa de 13%; nos países ricos, não supera 8% (fonte: www.brasil.gov.br). Contudo, é importante saber que mesmo as fontes renováveis causam impactos socioambientais. 

Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a matriz energética brasileira ainda é dependente, em grande parte, de fontes de energia não renováveis. Estas são responsáveis por 52,8% da oferta de energia no país. A energia produzida advém de petróleo e seus derivados (37,8%), gás natural (37,8%), carvão mineral e seus derivados (4,8%) e urânio e seus derivados (1,4%). A dependência de fontes de energia não renováveis não é sustentável em longo prazo. Mas é importante ressaltar que tais números já foram piores. Em 2001, 60,7% da oferta de energia advinha de fontes não renováveis: o petróleo e seus derivados representavam 45% do total. Com o passar do tempo, o Brasil vem dando prioridade a fontes renováveis de energia. Com o descobrimento de novas reservas de gás natural e petróleo, novas usinas térmicas estão sendo construídas. Além disso, futuramente entrarão em operação grandes hidrelétricas na Amazônia. De fato, a Bacia Amazônica concentra a maioria do potencial hidroelétrico brasileiro ainda a ser explorado. Contudo, muitas dessas áreas, adequadas para a implantação de usinas, localizam-se em áreas de mata preservada ou de reservas indígenas. O governo brasileiro tem sido criticado por ter construído usinas como a de Belo Monte, no Rio Xingu, localizada no estado do Pará, pois usinas hidrelétricas causam grandes impactos ambientais.

Nos países mais desenvolvidos, a produção de energia está em primeiro lugar na emissão de gases-estufa. No Brasil, a produção de energia fica em terceiro lugar, devido principalmente à natureza da matriz energética nacional, que tem forte participação de fontes renováveis de energia, com predomínio de hidrelétricas e de biomassa (lenha e combustíveis). Em 2005, a produção de energia foi responsável por 16% do total de emissão de CO2.

Petróleo

É utilizado na produção de combustíveis, plástico, borracha, fertilizante, tintas, etc. No Brasil, a maioria das reservas de petróleo se encontra nos campos marítimos, em lâminas d’água com profundidades maiores do que as dos demais países produtores. Na última década, ocorreram grandes descobertas de petróleo em águas profundas no Brasil. A offshore do Brasil é uma das mais importantes áreas de crescimento em reservas de combustível do mundo.


Exploração petrolífera no oceano

As descobertas no Pré-Sal elevaram o Brasil a um novo patamar em termos de reservas de produção de petróleo. O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro que apresentam potencial para a geração e o acúmulo de petróleo. O motivo por que foi chamado de pré-sal é que forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal (em algumas áreas da costa, chega a atingir espessuras de até dois mil metros). Ao longo do tempo, essas rochas foram depositadas acima da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, isto é, a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo que se encontram abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de sete mil metros.

As maiores descobertas de petróleo no Brasil ocorreram recentemente na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde foram encontrados grandes volumes de óleo leve. Na Bacia dos Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal apresenta características de um petróleo de alta qualidade, tendo, portanto, maior valor de mercado.

Os resultados iniciais apresentam volumes bastante expressivos. Um exemplo: só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, possui volumes recuperáveis estimados entre cinco e oito bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). O poço de Guará, também localizado na Bacia de Santos, contém volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural.

Em 2006, com a perfuração da Bacia de Santos, encontrou-se uma acumulação enorme de gás e de reservatórios de condensado de petróleo – um componente leve do petróleo. Nessa região, foram perfurados oito poços: petróleo foi encontrado em todos eles.

Em 2012, na Bacia de Campos, localizada a 195 quilômetros de distância da costa do Rio de Janeiro, foi descoberta, a 2.800 metros de profundidade, uma grande jazida de petróleo. Essa descoberta indica volumes recuperáveis de aproximadamente 1,2 bilhão de barris de óleo equivalente.

Apesar de tais descobertas, a produção nacional de combustíveis ainda não é o suficiente para abastecer o consumo interno. O Brasil ainda importa 15% dos derivados de petróleo que são consumidos no país. Estima-se que o Brasil continuará a importar gasolina pelos próximos dois anos, pois as refinarias que estão sendo construídas entrarão em operação apenas a partir de 2014. A realidade é que o Brasil continua a pagar o preço da dependência. O país é autossuficiente em petróleo, mas não em seus derivados.

A última refinaria a ser construída no Brasil foi inaugurada em 1980. Recentemente, foi decidido que serão construídas quatro grandes unidades de refino: a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro; a Refinaria Premium I, no Maranhão; e a Refinaria Premium II, no Ceará. Tais refinarias foram projetadas para operar com petróleo pesado. Com isso, a Petrobras espera reduzir a exportação de petróleo bruto e a aumentar a exportação de seus derivados, cujo valor agregado é maior. Tal mudança resultará em maiores ganhos para a balança comercial brasileira.

O governo brasileiro recebe royalties da exploração do petróleo. Royalties são o valor pago pelo uso de uma marca ou patente de um produto, pelo processo de produção, pela publicação de uma obra, etc. O valor é cobrado pelo proprietário. No caso do petróleo, os royalties são os valores que as empresas produtoras pagam ao governo pelo direito de exploração. O dinheiro é dividido entre a União, os estados e os municípios produtores. Uma pequena fração, 7,5%, é distribuída para todos os estados e municípios da federação. Em 2013, foi sancionada uma lei que determinou que 75% dos royalties do petróleo serão destinados à educação e à saúde. 

Sumário

- Petróleo
- Xisto
- Carvão Mineral
- Gás Natural
- Biocombustíveis
i. Etanol
ii. Biodiesel
- Lenha e carvão vegetal
- Reciclagem
- Principais Hidrelétricas
i. Itaipu
ii. Sobradinho
iii. Tucuruí
- Programa Nuclear
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