CHINA

 Xangai
Xangai

A República Popular da China situa-se no Extremo Oriente.

Civilização de tradições milenares, a China foi dominada pelas metrópoles neocolonialistas europeias no final do século XIX e início do século XX. Com a proclamação da república, em 1911, começaram as tentativas de livrá-la da sua situação de dependência. Na década de 20, inicia-se a disputa entre os grupos liderados por Chiang Kai-shek, nacionalista apoiado por países capitalistas ocidentais, e Mao Tsé-Tung, apoiado pelos soviéticos.

Durante a invasão japonesa, antes da Segunda Guerra, os nacionalistas de Chiang Kai-shek e os comunistas de Mao se uniram para expulsar o invasor. Terminada a guerra, o país mergulha em violenta revolução, que termina em 1949, com a vitória dos comunistas e a criação da República Popular da China. Chiang Kai-shek foge para a ilha de Formosa (Taiwan), onde funda a China Nacionalista, ainda com o apoio do mundo capitalista.

Sistema Político

A China adotou um sistema autoritário, comunista e de partido único: o Partido Comunista da China, que governa o país desde 1949.

O Partido Comunista da China teve êxito e se manteve no poder por meio de um “socialismo de mercado” que proporcionou ao país um avanço econômico.

Por meio do autoritarismo governamental, o Partido abafa contestações e críticas, prendendo opositores e censurando a mídia e a Internet.

O Massacre da “Praça Celestial”  (1989)

A abertura econômica e a relativa liberalização do regime estimularam a juventude, principalmente a estudantil, a exigir uma plena democratização no país. Em 1989, no famoso incidente da Praça da Paz Celestial (Praça Tiananmen), no centro de Beijing, forças militares esmagaram um movimento oposicionista encabeçado por estudantes, deixando claro que o governo chinês não aceitaria atrelar a liberalização econômica à democratização política.

Natureza Diversificada

O relevo da China apresenta grandes contrastes altimétricos. No oeste erguem-se elevadas cordilheiras, como o Himalaia, com altitudes superiores a 4.000 m. A noroeste, o planalto do Sin-Kiang, de estrutura sedimentar, forma depressões onde se encravam rios sem escoamento para o mar. No nordeste, contornando o deserto do Gobi, estendem-se os planaltos da Mongólia interior. A leste dominam extensas planícies aluviais cortadas por grandes rios, como o Huang Ho (Amarelo), com solos bastantes férteis (Loess). Na porção central da planície chinesa, tendo como eixo o rio Yang Tsé-Kiang (Azul), encontramos os baixos planaltos da Bacia Vermelha, no alto curso do rio, e as planícies aluviais, no baixo curso. Ao sul do Yang Tsé-Kiang, predominam planaltos rebaixados e pequenas bacias, como a do rio Si-Kiang (das Pérolas).

O clima da China sofre influência da grande continentalidade do país, da variação latitudinal, das altitudes e dos ventos monçônicos. No Tibete, as altas montanhas recebem massas de ar frias e poucas chuvas, a que determinam predominância da vegetação estépica. No Sin-Kiang, a continentalidade e a barreira formada pelo cerco de relevos elevados fazem surgir os climas desértico e semidesértico. O degelo das montanhas forma UEDS (rios temporários) e oásis onde habitam populações nômades. Na Mongólia interior encontramos o clima desértico frio. No total, cerca de 40% do país é árido e semiárido.

As planícies do norte e do nordeste, atingidas por ventos glaciais provenientes da Sibéria, apresentam clima temperado continental, caracterizado por grandes amplitudes térmicas sazonais (verão-inverno) e pluviosidade irregular. Predominam na região as florestas de coníferas e as estepes frias.

O sul e o sudeste apresentam um clima de altas temperaturas o ano todo. Não há, no entanto uma estação realmente seca, e as chuvas redobram na época das monções de verão, chegando a atingir mais de 2.000 mm anuais. Nessas regiões, predominam as florestas tropicais. As cheias de verão possibilitam o cultivo do arroz de inundação nos deltas dos rios, onde se concentram verdadeiros formigueiros humanos, que fazem da região a mais populosa da China.

Alguns dos desastres naturais da China são: tufões frequentes (aproximadamente cinco por ano nas costas leste e sul do país), grandes enchentes, tsunamis, terremotos, secas, sedimentação do solo e atividades vulcânicas.

País Populoso

Apesar de reunir a maior população absoluta do mundo, com mais de 1 bilhão e 350 milhões de habitantes (2013), a China apresenta-se etnicamente homogênea: 91,5% dela descende do grupo Han. O restante distribui-se em mais de 50 grupos minoritários, como tibetanos, mongóis, manchus, coreanos e outros. 

O país é oficialmente ateísta. 
RELIGIÃO - crenças populares (20,3%); budismo (8,5%); islamismo (1,4%); cristianismo (0,1%), sem filiação e ateísmo (64%)

A imensa população chinesa está desigualmente distribuída pelo território. Apresenta uma densidade demográfica média de 144 hab./Km², a maior entre os países de grande extensão territorial, mas registra imensos vazios demográficos nas regiões montanhosas do Tibete e nos desertos de Sing-Kiang e Mongólia interior, de ocupação nômade.

A região das planícies orientais e das colinas meridionais, que representa um quinto do território, abriga a maioria da população chinesa. A partir de 1949, as migrações promovidas pelo governo socialista para a ocupação de regiões subpovoadas avançam para a Mongólia e Sin-Kiang, onde se fixam em projetos de mineração e de agricultura irrigada.

A população cresceu muito rapidamente, e a meta do governo é estabilizar seu ritmo de expansão. As campanhas de limitação da natalidade têm surtido efeito, apesar de encontrarem resistência entre as populações das regiões mais afastadas. O crescimento vegetativo de 0.46% (2013 est.) ao ano. A população ainda é relativamente jovem (32,6% tem menos de 25 anos). Previa-se que até o final de 2012, a população da China economicamente ativa (15-64 anos) compreenderia 1.0040 bilhões de pessoas. Consequentemente, os peritos apontam que a baixa taxa de natalidade na China e o crescimento da população idosa do país prejudicarão o futuro desenvolvimento econômico chinês. Em 2013, o governo chinês anunciou que seria mais flexível quanto à política do filho único: passaria a permitir que um casal tivesse dois filhos. 

Em 1978, o governo chinês adotou uma política de controle de natalidade por meio de uma legislação que determinava que cada casal poderia ter não mais de um filho. Essa lei é conhecida como a política do filho único.

O intuito era reduzir o problema da superpopulação chinesa e, assim, impulsionar o crescimento da economia, evitando maiores gastos com saúde, transporte, educação e outros serviços básicos. 

A China tem 49,4% de sua população vivendo nas áreas rurais e em pequenas aldeias. De acordo com dados do próprio governo chinês, no início de 2012, pela primeira vez na história do país, havia mais habitantes urbanos do que rurais.

Com a migração rural-urbano ocorre o inchaço das cidades. Hoje em dia, o governo chinês tem interesse de limitar as concentrações urbanas, por meio da edificação de pequenas e médias cidades e do controle do crescimento das grandes.

As reformas econômicas implementadas na China nas últimas décadas exerceram um profundo impacto na organização territorial do país: houve crescimento da acumulação de capital nas áreas urbanas e manutenção de bolsões de pobreza nas áreas rurais. Agrava-se o desequilíbrio econômico e cultural entre a população urbana e a rural, ainda presa aos velhos hábitos e costumes. Há áreas, principalmente no litoral, marcadas por uma rápida modernização, enquanto outras, nas regiões interioranas, ainda tradicionais e tecnologicamente arcaicas. As crescentes diferenças sociais e regionais ameaçam a própria unidade política do país. A abertura e a reforma econômica têm resultaram em concentração de capital e aumento da desigualdade social. 

O crescimento econômico e a globalização têm provocado mudanças nos hábitos de consumo dos chineses. Agora, a população chinesa visa a obter bens de consumo como IPhones, grifes de moda, joias, etc.

ECONOMIA

A China, o país mais populoso do mundo, tem a terceira maior extensão territorial do globo. O país se destaca por seu acelerado crescimento econômico. Isso renova a disputa pelo poder entre as grandes potências mundiais. Atualmente, a China compete com os Estados Unidos pelo controle dos mercados mundiais.

Vários anos antes da perestroika soviética, os socialistas chineses abriram o país ao capital transnacional, buscando assim modernizar e acelerar seu processo industrial. A consequência foi inequívoca: a China passa de vigésimo terceiro PIB mundial, em 1979, para segundo mundial em 2012. O PIB chinês cresceu aproximadamente 8% em 2012.

Nas últimas décadas, nasceu na China uma curiosa e, aparentemente paradoxal, experiência econômica: o “socialismo de mercado”. A China se abriu ao mundo, mas manteve um planejamento centralizado (economia centralizada). Isso significa que o governo adotou uma economia progressivamente menos dirigida e mais aberta. Contudo, ela permanece sob o absoluto controle político do Estado.

A China tem conseguido controlar a inflação, crescer economicamente e, ao mesmo tempo, atrair os capitais internacionais. Nas suas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), a presença de investimentos estrangeiros dá um dinamismo à produção e circulação de bens.

Nas suas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs)
Com a liberalização econômica, foram criadas nas áreas litorâneas mais de 10 Zonas Econômicas Especiais (ZEEs). Nelas floresce a economia de mercado, por meio da participação de empresas e de capital internacional.

A China se transformou em um dos maiores exportadores de bens de consumo do mundo. As exportações chinesas, em parte graças a uma mão de obra extremamente mal paga, têm gerado grandes superávits na balança comercial, além de facilitar o pagamento da dívida externa. Após o sétimo Plano Quinquenal, iniciado em 1985, a China passou a importar tecnologia, permitindo a entrada de especialistas estrangeiros. Abrindo-se para o mundo, o país já firmou centenas de acordos internacionais de cooperação científica e técnica.

A China, um dos grandes “tigres asiáticos”, chegou ao início do terceiro milênio como a segunda maior economia do mundo. O tamanho de sua indústria já se compara a dos Estado Unidos. A economia chinesa é extremamente diversificada e com grandes contrastes de desenvolvimento regional e setorial. A agropecuária é um dos principais setores, ocupa 36% da população ativa e contribui com 10,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria contribui com 45,3% do PIB e serviços com 44,6% (2012).

A China aderiu a Organização Mundial do Comércio em 2001, recebendo acesso a mercados internacionais. A China é um dos maiores exportadores do mundo e atrai recordes de quantias em investimento externo.

Relações comerciais com outros países têm sido tensas. Países acusam a China de não respeitar leis de direitos humanos, de pirataria e de manter sua moeda (Yuan) desvalorizada para baratear o preço de seus produtos e manter uma balança comercial favorável.

Entre as várias demandas, seus parceiros comerciais querem que a China valorize sua moeda. Tal ação faria com que produtos chineses se tornem mais caros para o comprador estrangeiro e diminuiria o volume de exportações. Os países em desenvolvimento, cujo futuro se baseia em força barata de trabalho, não possuem o mercado nem a infraestrutura para competir com os preços de produtos produzidos na China. Muitas indústrias de manufaturas, tanto em países em desenvolvimento como em países desenvolvidos, fecham suas fábricas, demitem seus funcionários e passam a importar produtos produzidos na China. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a concepção e o design de produtos são feitos domesticamente, mas a produção ocorre na China. A famosa empresa Apple, que produz o iPhone e iPad, é um exemplo disso. Consequentemente, a maioria dos empregos de manufatura migram para a China.  

A economia da China está cada vez mais globalizada e dependente do mercado externo. 

Sumário

- Natureza Diversificada
- País Populoso
- ECONOMIA
i. Agricultura
ii. Indústria
- Setor energético
- ALGUNS PROBLEMAS GEOPOLÍTICOS
i. Hong Kong
ii. Taiwan
- A China e o Meio Ambiente
- Violação dos direitos humanos
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