Sistema Reprodutor Feminino

Maturidade Sexual

O sistema nervoso e o sistema endócrino unem-se para coordenar as funções de todo o corpo. Onde existem tecidos vivos, estão agindo harmoniosamente células nervosas e hormônios, com a função de receber e transmitir mensagens, elaborá-las e emitir sinais que provocam e regulam as mais diversas ações. Essa colaboração é simbolizada de forma perfeita pela íntima associação, tanto anatômica como fisiológica, que existe entre o hipotálamo, uma parte do cérebro, e a hipófise, a mais poderosa das glândulas endócrinas.

O hipotálamo é uma grande central de controle que recebe sinais trazidos por nervos e, principalmente, por hormônios. Em resposta a esses sinais, o hipotálamo controla, através da hipófise, múltiplas funções, entre as quais:

  • Os surtos de crescimento corporal.
  • A fabricação de leite nas glândulas mamárias.
  • A diferenciação entre os sexos.
  • O volume urinário diário.
  • O útero que se contrai para expulsar o feto.
  • A variação controlada do metabolismo.
  • O ciclo menstrual, com fases férteis e estéreis alternadas.
  • O útero, que se contrai para expulsar o feto.

Um conjunto de células neurossecretoras do hipotálamo produz, conforme a necessidade do organismo, dois tipos de hormônios: o hormônio liberador, que faz a hipófise anterior lançar no sangue o hormônio que fabricou, e o hormônio inibidor, que inibe a produção de alguns dos hormônios que ela sintetiza. Desse modo, o hipotálamo regula a produção e liberação de cada hormônio da hipófise anterior, de acordo com as necessidades do corpo.

Os hormônios (do grego hormon= excitar) são compostos orgânicos produzidos por células isoladas ou por glândulas endócrinas. Liberados no sangue, eles atuam como mensageiros químicos capazes de estimular ou inibir a atividade de um determinado órgão, denominado órgão-alvo. Esse mecanismo de ação ocorre por feedback.

Cada órgão-alvo é dotado de receptores químicos específicos para um determinado hormônio. Os receptores, ao serem sensibilizados pelo hormônio, desencadeiam os processos que culminarão com o estímulo ou a inibição do desempenho fisiológico do órgão-alvo. Por exemplo, o hormônio enterogastrona, que tem a função de inibir a secreção do suco gástrico, atua apenas na mucosa gástrica, após ser detectado por receptores específicos aí existentes; outros órgãos, destituídos desses receptores, não reagem à presença da enterogastrona.

A Puberdade

A puberdade, no sentido estrito, é definida como o período em que as funções endócrinas e gametogênicas das gônadas estão de tal modo desenvolvidas, a ponto de permitir a reprodução.

O mecanismo responsável pelo início da puberdade é nervoso. Em animais de experimentação e na espécie humana, as lesões do hipotálamo ventral, próximo ao infundíbulo, determinam puberdade precoce. Este fato sugere a existência de um mecanismo hipotalâmico o qual normalmente impede sob controle, a secreção de gonadotrofinas (hormônios) até a puberdade.

A idade em que se estabelece a puberdade é variável, mas como regra geral é de 14 anos para os meninos e 12 anos para as meninas.

Ocorre em todos os mamíferos, um período em que as gônadas de ambos os sexos ficam em repouso até serem ativadas pelas gonadotrofinas hipofisárias, as quais conduzem dentro de pouco tempo a maturação final do sistema reprodutor. Este período de crescimento e maturação é conhecido como adolescência.

Nas crianças de 7 a 10 anos de idade, um ligeiro aumento da secreção de estrógenos e andrógenos precede a um crescimento mais rápido do desenvolvimento em direção à juventude.

O ciclo menstrual

O sistema reprodutor feminino, diferentemente do masculino, mostra modificações cíclicas regulares, que podem ser consideradas como preparação periódica para a fertilização e gravidez.

Nos primatas o ciclo é o menstrual e a sua característica mais notável é a hemorragia vaginal periódica, a qual ocorre com o desprendimento da mucosa uterina (menstruação). A duração do ciclo é notavelmente variável na mulher, mas em termos médios é de 28 dias do início de um período menstrual ao início do seguinte. Para uso comum, os dias do ciclo são identificados por número, partindo do primeiro dia de menstruação.

Ciclo ovariano

Existem sob a cápsula ovariana, por ocasião do nascimento, muitos folículos primordiais, cada um contendo um óvulo imaturo (ovócito II - meiose interrompida na metáfase II).

No início de cada ciclo, muitos destes folículos aumentam. Nos seres humanos, um dos folículos em um dos ovários inicia um crescimento rápido em cerca de 6 dias, enquanto os outros regridem. As células da parede interna do folículo, secretam estrógenos.

Cerca do 14o dia do ciclo (contado a partir do 1o dia da menstruação anterior), o folículo distendido se rompe e o "óvulo" (ovócito II) é expelido para a cavidade abdominal. Este é o processo de ovulação. O óvulo é colhido pela porção fimbriada da tuba uterina ou trompa de Falópio, transportado para o útero e a menos que ocorra a fertilização, é eliminado através da vagina.

Os folículos que se desenvolveram mas falharam na ovulação, degeneram, formando folículos atrésicos.

O folículo que se rompeu durante a ovulação, rapidamente, se enche de sangue, formando o que muitas vezes é chamado de corpo hemorrágico. As células da parede interna, iniciam, rapidamente, a proliferação revestindo o folículo; o sangue coagulado é, prontamente, substituído por células luteínicas, ricas em lípides, de cor amarelada, formando o corpo lúteo. As células luteínicas secretam estrógenos e principalmente progesterona.

Se ocorrer a gravidez, o corpo lúteo persiste e, frequentemente, não há mais períodos até após o parto. Se não houver a gravidez, o corpo lúteo começa a degenerar cerca de 4 dias antes da próxima menstruação (24o dia do ciclo), e é, eventualmente, substituído por tecido cicatricial.

O ciclo ovariano de outros mamíferos é semelhante, exceto que, em muitas espécies, mais de um folículo ovula e múltiplas crias são a norma. O corpo lúteo se forma em alguns mamíferos inferiores, mas não em outros.

Nos seres humanos não há formação de nenhum novo óvulo até o nascimento. Próximo à época do nascimento, cerca de 5 milhões de "óvulos" (ovócitos II) encontram-se presentes. Somente um destes óvulos é estimulado à maturação, em cada ciclo, enquanto os remanescentes degeneram. Após a ovulação, o ovócito II com a meiose interrompida em metáfase II, só será completada a meiose se houver a penetração do espermatozoide neste ovócito II.

Sumário

- A Puberdade
- O ciclo menstrual
i. Ciclo ovariano
ii. Ciclo uterino
- Menopausa
- Estrógeno
- Progesterona
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