Cartografia - Projeções cartográficas

Cartografia - Projeções cartográficas

Cartografia é a Ciência que trata da construção, utilização e estudo de mapas a partir de observações diretas ou do emprego de dados. A confecção de mapas data de tempos pré-históricos - de uma era que antecedeu até a invenção da escrita.

Mapa Antigo
Mapa - 1657

A IMPORTÂNCIA DOS MAPAS

Os mapas são um dos mais importantes instrumentos para se analisar e interpretar a realidade espacial. Eles contêm um conjunto de conhecimentos considerados estratégicos, que podem ser utilizados para fins políticos, militares e econômicos. Desde a era das navegações, os mapas sobre as novas terras eram extremamente valiosos, pois eram vitais para as conquistas. Por esse motivo, muitos eram guardados secretamente por governantes e monarcas. Até os dias de hoje, alguns mapas e dados estratégicos são guardados em sigilo e podem ser consultados apenas por dirigentes de países.

A confecção de um mapa começa a partir da redução da superfície da Terra em seu tamanho. A transformação de uma superfície esférica em uma superfície plana recebe a denominação de projeção cartográfica. A Cartografia é, portanto, a arte e a ciência de graficamente representar uma área geográfica em uma superfície plana como em um mapa ou gráfico.

O GLOBO TERRESTRE E OS TIPOS DE MAPA

globo terrestre é a representação de nosso planeta que mais se aproxima da realidade. Inegavelmente, é uma representação bastante simplificada. Mas sua forma é semelhante à da Terra. O globo terrestre mostra os continentes e oceanos em suas posições relativas reais.

mapa é a forma mais utilizada, mas não a mais precisa, para representar a Terra. O mapa é a representação do planeta, ou de partes dele, numa superfície plana. É impossível produzir um mapa sem que haja distorções, pois um mapa é a representação de uma superfície esférica (a Terra) em uma superfície plana. Portanto, todas as projeções apresentam deformações e cabe ao geógrafo escolher o tipo de projeção que melhor atenda aos objetivos do mapa. Os mapas não são representações completas da realidade: são simplificações do espaço geográfico. 

O mapa é, de fato, uma ferramenta fundamental para uma apresentação espacial da Terra. É uma representação gráfica do mundo e emprega uma linguagem visual e simbólica. Os elementos que compõem um mapa são: projeções cartográficas, símbolos, escala, legenda e título. Os símbolos são a linguagem visual dos mapas. Existe uma grande variedade de símbolos utilizada por cartógrafos. As cores também são muito utilizadas nos mapas. Apesar de não haver uma padronização universal, as principais convenções de cores são as seguintes: azul representa a hidrografia; verde, a vegetação; castanho, o relevo e os solos; e preto ou vermelho, os acidentes geográficos artificiais, como rodovias e ferrovias.

O fenômeno a ser cartografado num mapa pode ser pontual - cidades, estabelecimentos industriais e escolas; linear - vias de comunicação ou fluxos de pessoas, mercadorias ou informação; zonal - áreas agrícolas, florestas e pastagens. O fenômeno a ser cartografado pode ser quantitativo - por exemplo, o tamanho das cidades depende do seu número de habitantes - ou qualitativo - mostrando as diferenças entre objetos distintos (rios, rodovias, linhas férreas). Com o passar do tempo, o sistema de cores e símbolos foi sendo estabelecido por cartógrafos, formando as convenções cartográficas, que foram reconhecidas em todo o mundo.

Os mapas mais comuns são os políticos, os topográficos e os temáticos. Os mapas políticos representam graficamente os continentes e as fronteiras entre os países. Os mapas topográficos representam todo o conjunto das construções humanas, a cobertura vegetal e a hidrografia existentes numa superfície (planimetria), e a determinação das cotas de altitude (altimetria). Os mapas temáticos representam um tema de cada vez: relevo, clima, vegetação, uso da terra e outros mais.

Termos Importantes

Coordenadas geográficas: conjunto de linhas imaginárias (paralelos e meridianos) que são usadas para localizar pontos na superfície terrestre.

Paralelos: linhas imaginárias traçadas paralelamente ao Equador (0 graus). Existem 180 paralelos: 90 no hemisfério norte e mais 90 no hemisfério sul. Os paralelos são identificados por sua localização em graus. Os locais próximos ao Equador têm baixa latitude, enquanto que os locais situados perto dos polos têm alta latitude.

Meridianos: semicírculos imaginários traçados sobre a Terra de polo a polo. Há 360 meridianos: 180 a leste (hemisfério leste) e 180 a oeste (hemisfério oeste) de Greenwich, que é o meridiano de zero (0) graus. Cada meridiano corresponde a um (1) grau.

É por meio dos paralelos e meridianos que é possível determinar a latitude - a distância em graus de um lugar até o Equador - e a longitude - a distância em graus até o Meridiano de Greenwich.

ESCALA

Qualquer mapa, por maior que seja, é quase infinitamente menor que a Terra. Portanto, é necessário que haja uma escala que indique a proporção entre o mapa e o próprio planeta. A escala é utilizada para esse propósito. Ela informa quantas vezes o objeto real - a Terra, ou partes dela - foi reduzido no mapa. A escala informa a relação entre a distância ou o comprimento no mapa e a distância real correspondente na Terra. A escolha da escala depende da dimensão da área estudada e do nível de detalhamento que será utilizado. 

Existem dois tipos de escala: a numérica e a gráfica.

A escala numérica é uma proporção que estabelece a relação entre a distância gráfica, ou seja, a distância no mapa e a distância correspondente no terreno. Por exemplo: se um mapa estiver na escala de 1:200.000 (um por duzentos mil), isso significa que cada unidade de distância no mapa correspondente a 200.000 unidades no terreno. Um centímetro no mapa corresponde a 200.000 centímetros no terreno.

A escala gráfica é apresentada sob a forma de um segmento de reta graduado.

No exemplo da figura acima, a reta foi dividida em cinto partes iguais. Cada parte mede um centímetro. Isso significa que cada centímetro no mapa equivale a 200 quilômetros no terreno.

Geralmente, quanto maior a escala de um mapa, maior a riqueza de detalhes. Contudo, é fundamental lembrar que a escala grande tem o denominador da fração pequeno e a escala pequena tem o denominador da fração grande. Quanto menor for a escala (denominador da fração maior), menor é o tamanho do mapa e, portanto, menor é sua riqueza de detalhes. Voltemos ao exemplo acima: um mapa tem a escala de 1:200.000 (1/200.000). Isso significa que um centímetro no mapa corresponde a 200.000 centímetros no terreno. A escala desse mapa é maior do que a de um mapa de 1:500.000, em que um centímetro no mapa corresponde a 500.000 centímetros no terreno. A primeira escala apresentará mais detalhes.

No Brasil, costuma-se diferenciar entre mapa e carta. Um mapa é uma representação mais generalizada de uma área maior - o mapa do Brasil, por exemplo. A carta é utilizada para representações mais detalhadas e precisas de áreas menores.

Quando um mapa é elaborado, a primeira coisa que se deve determinar é em que escala ele será construído. Quanto menor o terreno, maior a escala. Já a visualização de grandes áreas - de um país, do continente ou de todo o planeta - requer a utilização de escalas pequenas.

O departamento de cartografia das Nações Unidas é responsável pela manutenção do mapa mundial. Este tem escala de 1/1.000.000. Todos os países enviam seus dados mais recentes para esse departamento da ONU.

Sumário

- A Importância dos Mapas
i. O Globo Terrestre e os Tipos de Mapa
- Escala
- Projeções Cartográficas
- Projeções de Mercator, Peters, Aitoff e Goode
i. Projeções de Mercator
ii. Projeções de Peters
iii. Projeções de Aitoff e de Goode
- Anamorfoses
- Mapas temáticos e topográficos
i. Alguns tipos de mapas físicos
ii. Alguns tipos de mapas humanos:
iii. Curvas de Nível e Escala
iv. A Tecnologia aplicada à Cartografia
v. O GPS
vi. A Cartografia no Brasil
Assine login Questões a responder image Questões dissertativas image Questões para o Enem image