História da Arquitetura – Parte 1

História da Arquitetura – Parte 1

À medida que a tecnologia avança e a compreensão científica e matemática aumenta, aumenta também a habilidade dos seres humanos de construir grandes e extraordinárias edificações. A Arquitetura originou graças a uma combinação de diversas necessidades humanas – abrigo, segurança e religião – e depende de materiais de construção e da habilidade física de seres humanos.

Ao longo dos milênios, a Arquitetura evoluiu, as civilizações clássicas nasceram e muito tempo e esforço foram investidos para construir obras que possuíam grande significado religioso ou político.

É importante notar que os períodos históricos da Arquitetura não se iniciaram nem se encerram em datas específicas. Os períodos e os estilos caminham juntos e, às vezes, mesclam e formam estilos contraditórios. Às vezes, esses estilos são inovadores, mas às vezes revisitam movimentos mais antigos.

Estudaremos sobre a História da Arquitetura, desde as estruturas pré-históricas aos modernos arranha-céus.

Pré-História

Durante a Pré-História, os homens construíam círculos de pedra, monumentos megalíticos e outras estruturas.

Stonehenge talvez seja a mais famosa das ruínas pré-históricas. Os arqueólogos continuam a desvendar seus mistérios. Stonehenge foi construída com 150 pedras enormes, formando um círculo na Planície de Salisbury, no sul da Inglaterra. A maioria de Stonehenge foi construída por volta de 2000 a.C. Ninguém sabe com certeza quem a construiu nem por que foi construída. A maioria das pessoas acredita que foi construída para servir como um lugar sagrado para rituais e cerimônias religiosas.

stonehenge
Stonehenge

Arquitetura na Antiguidade

Egito

No antigo Egito (3050 a.C.–900 a.C.), os governantes poderosos construíram grandes obras de irrigação, templos e palácios. Muito do que se sabe sobre o antigo Egito é graças à sua arquitetura.

Não havia madeira abundante no Egito. As casas eram construídas com tijolos de barro cozido ao sol. Com o passar do tempo e graças às frequentes inundações do rio Nilo, a maioria dessas antigas casas foi destruída.

A Arquitetura do antigo Egito refletia as ideias e práticas religiosas do país. Do ponto de vista arquitetônico, o antigo Egito foi marcado pela edificação de portentosos templos religiosos e de grandiosas tumbas. A religiosidade egípcia tinha duas grandes preocupações: a vida futura e a morte. As tumbas e templos foram construídos em culto à vida após a morte. Os maiores exemplos disso são os templos de Luxor e Karnac, que expressavam o poder do Estado faraônico por meio de formas grandiosas. As tumbas serviam como túmulos para os faraós e para os seus familiares.

Para os egípcios, a morte era uma viagem em rumo ao reino das divindades. Essa jornada deveria ser cuidadosamente planejada para que o morto, principalmente se tivesse posses, conseguisse reunir todas as melhores condições possíveis para viver na eternidade. Por esse motivo, os cadáveres eram enterrados com roupas, joias, alimentos, tecidos finos, alguns escravos e tudo mais que os mortos supostamente precisariam na vida após a morte.

Os grandes templos e as tumbas eram construídos com granito e calcário e decoradas com hieróglifos, esculturas e afrescos coloridos. Os antigos egípcios não utilizam argamassa e, portanto, as pedras precisavam ser cortadas de forma cuidadosa para que se mantivessem juntas.

Pirâmides de Gizê
As grandes pirâmides de Gizé em Mênfis na margem ocidental do rio Nilo.  Sua posição foi escolhida em função do pôr-do-sol, símbolo da morte e ressurreição no antigo Egito.

Das quase 70 pirâmides que sobreviveram até hoje, as maiores são a de Quéops, Quéfren e Miquerinos. A maior delas, a de Quéops, foi construída em 2600 a.C. e tem uma base de 52 quilômetros quadrados, em um quadrado perfeito. Quéops espelha a avançada engenharia egípcia. Pequenas câmaras foram feitas dentro da pirâmide e estas permanecem intactas, apesar do enorme peso das pedras acima, devido a uma técnica precisa de engenharia. Hoje, qualquer pessoa visitando Giza pode ver as pirâmides.

Mesopotâmia

A cultura mesopotâmica conheceu um relativo desenvolvimento das artes plásticas, principalmente graças ao fato que, por não haver interferência religiosa, os artistas tinham plena liberdade de expressão. O apogeu plástico dos mesopotâmicos foi a Arquitetura, que se destacou pelos zigurates.  Estes eram um tipo de templo construído em forma de pirâmides terraplanadas, que alcançavam imensas alturas.  Os zigurates tinham sete andares de seis metros de altura cada um. Tamanha altura simbolizava a crença mesopotâmica que os deuses habitavam nas alturas. A construção dos zigurates se deu a uma série de soluções arquitetônicas originais, tais como a abóbada e o arco, invenções babilônicas.

Zigurates
zigurates

A Babilônia – cidade na Mesopotâmia e berço da Arte na Antiguidade – foi uma cidade cujo esplendor ofuscava todas as outras do Oriente Médio. Durante o reinado de Nabucodonosor, foram feitas construções monumentais como os Jardins Suspensos da Babilônia (construção iniciada em 605 a.C.), que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Os Jardins eram constituídos por quatro terraços de tijolo erguendo-se sobre o rio Eufrates.

Na Mesopotâmia, eram utilizados tijolos secos como bloco básico da construção. Cidades complexas foram construídas ao redor do templo. Os mesopotâmicos foram, portanto, os primeiros urbanistas. 

Grécia

A antiga Grécia foi um centro de criatividade nos campos da Filosofia, Arte, Poesia, Drama, e Arquitetura, entre tantos outros.

A Arquitetura na antiga Grécia manifestou sua máxima produtividade e esplendor na construção dos templos. Os grandes templos foram dedicados aos seus deuses e decorados com esculturas. As colunas eram altamente trabalhadas e decoradas.

O exemplo mais conhecido de Arquitetura da antiga Grécia é o Parthenon, construído em 447-438 a.C., na Acrópole em Atenas. O Parthenon, uma obra-prima da arquitetura grega, é um templo construído em mármore, que contém 46 colunas. Ele foi dedicado à deusa grega Atena. As colunas foram feitas com pequenos desvios, pois uma coluna perfeitamente reta, devido à ilusão ótica, iria parecer estar inclinando para fora. As colunas do Parthenon foram construídas levemente para dentro para conseguir a ilusão ótica de linhas perfeitamente retas.

Parthenon
Parthenon

O Parthenon permaneceu relativamente intacto até 1687. Hoje, restaram apenas suas ruínas, que podem ser vistas na cidade de Atenas.

A arquitetura grega influenciou todos os períodos que a seguiram. Colunas gregas são utilizadas em edificações pelo mundo. Construções, como o Capitólio nos Estados Unidos (edifício do governo americano), foram inspiradas no Parthenon.

Roma

Roma herdou a visão humanista e racionalista dos gregos. Até seus deuses não passaram de uma adaptação das divindades helênicas. Os romanos não eram muito originais, mas deram um caráter mais política à cultura grega. Na Arquitetura, por exemplo, os romanos utilizaram o estilo plástico da Grécia, mas com o objetivo de construir aquedutos, estradas, pontes e edifícios públicos.

Os romanos foram pioneiros no uso do concreto. Eles também desenvolveram novas técnicas de construção, como o domo (tetos com imensas áreas circulares), o arco e a abóbada. Essas novas técnicas permitiram que construíssem enormes espaços fechados sem que houvesse a necessidade de suportes ou colunas.
Os romanos se tornaram famosos por seus feitos em Arquitetura e Engenharia. Entre suas grandiosas construções estão o Coliseu e as Termas de Caracala, que até hoje podem ser visitadas em Roma.

Coliseu de Roma
Coliseu de Roma

No impressionante Coliseu de Roma (70-82 d.C.) eram realizados os grandes espetáculos circenses da época. O Coliseu era, originalmente, um anfiteatro oval de quatro níveis cujas arquibancadas de mármore tinham capacidade para 45 mil pessoas. O Coliseu foi projetado para que milhares de espectadores lá presentes pudessem ver e ouvir tudo o que ocorria em seu centro.

As Termas de Caracala eram compostas de piscinas extravagantes, dedicadas aos famosos banhos romanos.  Elas possuíam um sofisticado sistema de canalização e eram frequentadas por milhares de banhistas.

Termas de Caracala
Termas de Caracala

Sumário

- Pré-História
- Arquitetura na antiguidade:
i. Egito
ii. Mesopotâmia
iii. Grécia
iv. Roma
v. Império Bizantino
- O Mundo do Islã
- Arquitetura nas Américas
Assine login