PUC-PR 2016 inverno - Redação - educação vs. intolerância

REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores e em suas reflexões sobre o tema, escreva uma dissertação argumentativa na qual você aborde a seguinte questão:

O papel da educação na luta por sociedades menos intolerantes e mais abertas às diferenças que dignamente nos constituem enquanto humanos.

Selecione e organize ideias que respeitem os direitos humanos e sejam mobilizadas em defesa de um ponto de vista. Limite: 20 a 25 linhas. Não ultrapasse o final da 25ª linha. O título é opcional, mas se empregado, conta como linha. Não pule linhas.

Atenção:
Sua redação será anulada se você: reproduzir a coletânea, fugir ao recorte temático, não escrever uma dissertação argumentativa, ultrapassar o número de linhas delimitado ou apresentar letra ilegível.

Texto 1
TOLERAR É POUCO? ENTRE O MÍNIMO E O INTOLERÁVEL.

Na saída para o recreio, um pequeno tumulto na porta da sala de aula, um garoto empurra sua colega e ela lhe devol-ve o empurrão com um xingamento: “– Macaco! Macaco!” Cria-se uma situação constrangedora. O menino é negro e a professora sabe que ele enfrenta o preconceito de outras crianças da turma. O que ela faz então? Intervém. Certo! Afinal, ela é responsável pela educação das crianças e não pode se omitir diante de um fato como esse. Sabemos que muitos fingiriam não perceber o conflito, o que é muito pior. Fico atento para perceber como será tratada a questão. A professora chama as duas crianças e pergunta o que houve. “– Ela é lerda e eu estava com pressa”. “– Ele sempre me empurra”.“– Ela é antipática e reclama de tudo”. “– Ele é fedido como um macaco”. E assim foi. A professora ouviu tu-do atentamente. Em seguida, começou um pequeno discurso para justificar porque não se deve empurrar nem xingar os outros. E qual foi o discurso? O nosso discurso iluminista e judaico-cristão. “– Não pode empurrar a coleguinha por-que ela vai se machucar. Ela é igual a você. Tem que respeitar”. E a professora continuou, desta vez olhando para a menina que proferiu o xingamento: “– Não pode xingar o coleguinha porque somos todos filhos de Deus e Ele nos cri-ou para sermos irmãozinhos. E não se pode ofender o coleguinha, não pode xingar disso, pois ofende o outro, tá? Vo-cê tem que gostar dos seus coleguinhas”. E os dois são liberados para o recreio.
Fatos como esse acontecem todos dias em nossas escolas. Pode variar a idade das crianças e adolescentes, o tipo de conflito, o motivo, o empurrão ou o xingamento, mas conflitos acontecem. E a eles se seguem, geralmente, argumen-tos do tipo: “Somos iguais. Devemos nos respeitar”. Éticas de máximas, de convite e aconselhamento.
Suponhamos que além desses argumentos – éticas de máximas, de convite e aconselhamento –, a professora tivesse também argumentado o seguinte: “Você pode ter pressa e pode até achar que ela é lenta para sair da sala. Você pode pensar o que quiser dela. Mas, por motivo nenhum, você pode empurrá-la.” E também: “Você pode não gostar dele. Você até não precisa gostar dele. Mas isso não lhe dá o direito de tratá-lo mal e xingá-lo. Por motivo nenhum você po-de xingar outra pessoa de macaco.” Observe que nestes argumentos não se busca convencer de que somos todos iguais ou que devemos nos amar. Defende-se “apenas” que se tolerem, ou seja, que possam conviver sem conflitos que levem à agressão física e à desqualificação do outro. Essa suposta intervenção da professora se enquadraria numa justificativa que reclama um comportamento mínimo, mas urgente e necessário. Ética de mínimos, ou seja, moral-mente exigível.

Marcelo Gustavo Andrade de Souza - PUC-Rio.
Disponível em: http://26reuniao.anped.org.br/trabalhos/marcelogustavoandradedesouza.rtf. Acesso em: 18/04/2016.

Texto 2
O DIREITO DE SER DIFERENTE

A educação é o meio mais eficaz de criar uma cultura de tolerância. Ela pode estimular as crianças a serem mais abertas, curiosas e receptivas às diferenças. O acesso à educação também desenvolve o senso crítico para recusar a intolerância e o preconceito que podem estar presentes nos meios de comunicação, na família ou no ambiente social.
A tolerância requer um exercício diário de cada pessoa, deve-se adotar as seguinte atitudes: (i) avaliar se a opinião pessoal sobre determinada pessoa ou grupo não está fundamentada em preconceito; (ii) investigar quais são as crenças pessoais; (iii) tomar o cuidado de não julgar precipitadamente as pessoas; (iv) respeitar os modos de viver diferentes, pois vivemos em uma sociedade livre; (v) não tentar mudar as pessoas, aceitá-las como elas são; (vi) procurar ser tolerante consigo mesmo, pois errar é humano.

Cidinei Bogo Chatt. Procurador da Fazenda Nacional. Disponível em: <http://www.jurisite.com.br/doutrinas/Constitucional/doutconst95.html>. Acesso em:18/04/2016.

Texto 3


Disponível em: http://www.seuguara.com.br/2013/03/intolerancia-charge-do-duke-270313.html. Acesso em: 10/04/2016.

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