Puc-Rio 2016-1 - Redação - Princípios

REDAÇÃO

Seguindo as instruções abaixo, produza um texto dissertativo-argumentativo — com cerca de 25 linhas e título informativo —, discorrendo sobre o modo como você entende a ética na atualidade. Em outras palavras, como, na sua concepção, “os indivíduos são levados a formular princípios que devem valer tanto para eles como para os outros”, em nossos dias? Os trechos abaixo têm por objetivo inspirar o tema desta proposta de produção de texto. Seu texto deve, obrigatoriamente, RESUMIR e COMENTAR algum episódio — pessoal ou não — para servir de ilustração da sua concepção, e você deve INSERIR em sua redação pelo menos uma das definições oferecidas nos textos da prova de Português e Literatura Brasileira com a devida referência.

Os constituintes do campo ético

Para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. A consciência moral não só conhece tais diferenças, mas também se reconhece como capaz de julgar o valor dos atos e das condutas e de agir em conformidade com os valores morais, sendo por isso responsável por suas ações e seus sentimentos e pelas consequências do que faz e sente. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética.
A consciência moral manifesta-se, antes de tudo, na capacidade para deliberar diante de alternativas possíveis, decidindo e escolhendo uma delas antes de lançar-se na ação. Tem a capacidade para avaliar e pesar as motivações pessoais, as exigências feitas pela situação, as consequências para si e para os outros, a conformidade entre meios e fins (empregar meios imorais para alcançar fins morais é impossível), a obrigação de respeitar o estabelecido ou de transgredi- -lo (se o estabelecido for imoral ou injusto). [...]
O campo ético é, assim, constituído pelos valores e pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, isto é, as virtudes. Estas são realizadas pelo sujeito moral, principal constituinte da existência ética.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática, 1999. p. 337. Adaptado.

Ética da virtude

Durante a maior parte dos últimos 400 anos, filósofos da moral têm mostrado uma tendência a enfatizar primeiro as ações, não os agentes: isto é, que tipo de coisas deveríamos fazer, em vez de que tipo de pessoas deveríamos ser. A incumbência principal do filósofo tem sido descobrir e explicar os princípios nos quais essa obrigação moral se baseia, formulando regras que façam com que nos comportemos de acordo com esses princípios.
Proposições bem diferentes têm sido feitas sobre a natureza dos princípios subjacentes em si. Contudo, existe na origem uma suposição comum de que a questão principal seja a da justificação das ações e não o caráter dos agentes, os quais têm sido vistos como secundários ou meramente instrumentais. Mas a virtude nem sempre desempenhou papel secundário ao do dever ou de algum outro bem além de si.
Até o Renascimento e os primeiros sinais da revolução científica, as mais fortes e importantes influências sobre a filosofia vinham dos grandes pensadores da Grécia clássica — Platão e, acima de todos, seu pupilo Aristóteles. Para eles, a preocupação principal era constituída da natureza e do cultivo de um caráter bom. A questão principal não era “qual a coisa certa a fazer (em tal circunstância)?”; e, sim, “qual o melhor modo de se viver?”.
Dada a grande diferença de prioridades, a natureza da virtude, ou excelência moral, era de interesse central. A filosofia de Aristóteles foi eclipsada durante séculos — dos tempos de Galileu aos de Newton —, quando a atenção mudou para as regras e os princípios da conduta moral. A partir de meados do século XX, porém, alguns pensadores começaram a expressar sua insatisfação com essa tendência prevalecente na filosofia moral, reavivando o interesse pelo estudo do caráter e da virtude.
Segundo Aristóteles e outros pensadores gregos, ser uma boa pessoa e distinguir o certo do errado não é primordialmente uma questão de entender e aplicar determinadas regras e princípios morais. Trata-se de ser ou tornar-se o tipo de pessoa que, ao adquirir sabedoria por meio da prática correta e do treino, irá se comportar habitualmente de maneira apropriada nas circunstâncias apropriadas. Em resumo, ter o tipo certo de caráter e disposições, naturais e adquiridas, resulta no tipo certo de comportamento. As disposições em questão são as virtudes.

DUPRÉ, Ben. Cinquenta ideias de filosofia que você precisa conhecer. Tradução de Rosemarie Ziegelmaier.
São Paulo: Planeta, 2015. p. 100-101. Adaptado.

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