Comércio externo brasileiro

Comércio externo brasileiro

Os produtos brasileiros exportados são classificados como básicos, semimanufaturados ou manufaturados.

Os básicos, denominados “commodities”, são mercadorias que não passaram por nenhum processo industrial. Exemplos: minério de ferro, alumínio, petróleo bruto, soja em grão, café em grão, fumo em folhas, carne bovina, suína e de frango, milho em grão, algodão em bruto, frutas, etc. O preço de todos esses produtos é fixado em bolsas de valores ou pelo mercado internacional. O exportador não tem como determinar nem como influenciar o preço desses produtos.

Os semimanufaturados são produtos ou “commodities” submetidos a pequenos processos industriais. Exemplos: açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, óleo de soja em bruto, madeira cortada, borracha, etc. O preço desses produtos também é fixado pelo mercado internacional.

Os manufaturados são produtos industrializados. São considerados manufaturados alguns produtos que, apesar de passarem por um processo de industrialização, ainda são comercializados como commodities. Alguns exemplos: açúcar refinado, suco de laranja, óleos combustíveis, gasolina, café solúvel, etanol, alumínio em barras, madeira processada, etc.

Comércio Externo Brasileiro

Panorama do Comércio Exterior Brasileiro

As exportações brasileiras alcançaram 185 bilhões de dólares em 2016, e as importações 137,55 bilhões de dólares. Em 2016, a balança comercial brasileira bateu recorde e fechou o ano com superávit de US$ 47,7 bilhões. Esse resultou foi graças à desvalorização do real e à crise econômica brasileira. A crise acaba reduzindo a demanda por produtos, inclusive produtos importados.

Balança comercial é um indicador econômico que representa a relação entre o total de importação e exportações de bens e serviços de um país em determinado período. A balança comercial de um país é positiva quando exporta mais do que importa. Por outro lado, a balança é negativa quando o país importa mais do que exporta. Uma balança comercial positiva apresenta diversas vantagens para o país: atrai moeda estrangeira e ajuda a gerar empregos dentro do país exportador.

As commodities, muito demandadas pela economia chinesa, são as principais responsáveis pelo superávit brasileiro. A soja e os minérios, especialmente o minério de ferro, geraram dezenas de bilhões de dólares para o Brasil.

O boom dos commodities gerou um aumento no grau de investimento no setor agropecuário brasileiro.

 

Comércio - Brasil e China

Os manufaturados brasileiros representaram aproximadamente 35% das exportações do país e as commodities, os outros 65%. Vale ressaltar que em 2008, a participação dos manufaturados era de 46%.

Em 2016, as importações alcançaram 137,55 bilhões de dólares. Em 2011, foram 226,2 bilhões de dólares, pois o real estava mais valorizado. Vale lembrar que as importações são favorecidas pela valorização do real. Isso significa que quando o real tem um poder de compra maior no exterior, ou seja, o valor de um real em relação ao dólar americano e às outras moedas internacionais aumenta, as importações aumentam. Quando o real desvaloriza – o que tem acontecido desde 2013 –, o real tem poder de compra menor e, consequentemente, as importações caem. Nos últimos anos, o valor do real tem oscilado significativamente.

Muitos empresários reclamam quando ocorre a valorização da moeda nacional. De fato, a valorização do real prejudica a indústria nacional brasileira, pois causa com que os produtos produzidos no Brasil se tornem mais caros em relação às moedas estrangeiras. A valorização do real também significa que os produtos importados chegam ao Brasil a um preço mais barato em reais. Com efeito, muitas vezes o preço de um produto importado é inferior ao custo de produzi-lo no Brasil. Por outro lado, a valorização da moeda nacional brasileira torna mais barata a importação de insumos, máquinas e equipamentos, que contribuem para o aumento da produtividade brasileira.

Muitos empresários reclamam da valorização da moeda nacional. De fato, a valorização do real prejudica a indústria nacional brasileira, pois causa com que os produtos produzidos no Brasil se tornem mais caros em relação às moedas estrangeiras. A valorização do real também significa que os produtos importados chegam ao Brasil a um preço mais barato em reais. Com efeito, muitas vezes o preço de um produto importado é inferior ao custo de produzi-lo no Brasil. Por outro lado, a valorização da moeda nacional brasileira torna mais barata a importação de insumos, máquinas e equipamentos, que contribuem para o aumento da produtividade brasileira.

Em 2013 a moeda nacional sofreu forte desvalorização frente ao dólar. O valor do real tem oscilado. Um câmbio mais desvalorizado amplia a competitividade dos produtores brasileiros: os produtos importados se tornam relativamente mais caros para os brasileiros, e as exportações brasileiras, mais baratas para as populações de outros países. Mas é importante que o valor da moeda nacional se mantenha relativamente estável. O governo, portanto, tem tomado medidas para diminuir a volatilidade do real.

Histórico do comércio externo brasileiro

Até o início do século 20, a economia do Brasil dependia quase exclusivamente do comércio externo. O país exportava poucos produtos, como o café e o açúcar, e importava a maior parte dos bens consumidos por sua população. A partir de 1930, foi instituída no país uma política de substituição de importações. Apesar disso, o Brasil, devido à falta de capital, continuou dependente de produtos externos. O processo de industrialização brasileira necessitava da importação de bens de produção – máquinas e equipamentos – e de matérias-primas que não estavam disponíveis no país.

A partir da década de 1970, o Brasil passou a ser um país industrializado e predominantemente urbano. No setor comercial externo, houve um grande aumento das exportações de produtos industrializados. Em 1970, quase 85% das exportações brasileiras eram produtos primários e o restante, industrializados. Em 2000, a situação havia mudado: 59,07% dos produtos exportados eram manufaturados. Desde 2000, as exportações de produtos manufaturados vêm perdendo participação, atingindo apenas 35% em 2015. Essa grande queda significa uma perda enorme no mercado externo e uma redução de empregos no Brasil. Sinaliza um retorno aos produtos primários. É o oposto do que se objetivava na década de 1970: ampliar a indústria e a exportação de produtos manufaturados. O fato de o governo focar na produção de commodities em vez de desenvolver e apoiar a indústria brasileira vem causando uma desindustrialização nacional. Segundo a ONU, o Brasil passa por uma desindustrialização precoce: em vez de evoluir para o setor de serviços tem regredido para o setor primário (o setor agrícola).

No período de 1983 a 1994, as importações brasileiras eram inferiores às exportações. Isso resultou em saldos positivos na balança comercial. O Brasil exportava mais e importava menos, principalmente petróleo, graças ao crescimento interno da produção de petróleo e de álcool combustível. Contudo, durante os anos 1995-2000, devido à desvalorização da moeda brasileira, às crises internacionais e à queda das transações com o Mercosul, a balança comercial brasileira tornou-se deficitária. A partir do ano 2001, o Brasil voltou a gerar superávits comerciais.

As exportações brasileiras

O Brasil não é um grande exportador de tecnologia, pois há baixo investimento em pesquisa e tecnologia no país. Mesmo as indústrias brasileiras de baixo custo de mão de obra, como as de tecidos e calçados, enfrentam dificuldade para competir com países como a China, onde o custo de mão de obra é até mais baixo que no Brasil. As vantagens competitivas do Brasil se devem principalmente às indústrias extrativas com baixo grau de processamento. Em 2016, os principais produtos que o Brasil exportou foram: minério de ferro, soja, açúcar, celulose, petróleo, aeronaves, automóveis, minério de alumínio, carne de frango, suco de laranja, polímeros e madeira.

Na última década, a exportação brasileira teve ótimo desempenho. Isso se deve à crescente demanda e ao aumento de preços das commodities, iniciado no ano de 2000. A continuidade de um cenário positivo no comércio exterior depende menos do Brasil e mais da economia mundial, pois mais de 60% das exportações brasileiras são commodities. Estas, por definição, são mercadorias cujos preços são estabelecidos pelo mercado global: os preços flutuam diariamente, sendo determinados pela lei da oferta e procura. O Brasil não tem controle sobre o preço internacional da maioria dos produtos que exporta. Exemplos de commodities: café, trigo, soja, ouro, petróleo e minério de ferro. Em 2015, 30% das exportações brasileiras advinham de minérios, soja e petróleo.

Os produtos primários mais exportados pelo Brasil são a soja, o minério de ferro, minérios metalúrgicos como o manganês, café, carne, açúcar e suco de laranja. Em 2015, os principais países consumidores de produtos brasileiros foram a China, os Estados Unidos, a Alemanha e a Argentina.

A China se tornou um grande parceiro comercial do Brasil. Em 2000, representava 2% das vendas externas brasileiras; em 2016, esse número chegou a 21%. (É importante ressaltar que 82% das exportações brasileiras para a China foram commodities). A China ultrapassou os Estados Unidos, tornando-se o maior comprador de produtos brasileiros.

O inverso aconteceu com os Estados Unidos. Em 2000, 23,9% das exportações brasileiras tinham como destino os Estados Unidos. Esse número foi reduzido para 12,1% em 2016. Contudo, em termos absolutos, os Estados Unidos são o país que mais importa produtos industrializados do Brasil.

Desde o advento do Mercosul, a Argentina tem sido um grande comprador de produtos brasileiros, sendo superada apenas por China e Estados Unidos. Em 2016, a Argentina era o destino de 7,1% das exportações brasileiras. As exportações para a Argentina representavam 93,6% das exportações de manufaturados brasileiros. Proporcionalmente, a Argentina é o país que mais importa produtos industrializados do Brasil.

Sumário

- Panorama do Comércio Exterior Brasileiro
- Histórico do comércio externo brasileiro
- As exportações brasileiras
- As importações brasileiras
- Vias de Transporte na Exportação
- O Brasil como potência regional
- Subsídios Agrícolas
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