Governo Juscelino Kubitschek

Governo Juscelino Kubitschek


O governo de Juscelino Kubitschek foi marcado por um grande crescimento econômico no Brasil. Seu lema era “Cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo”, e sua política econômica, descrita no Plano de Metas, privilegiava a indústria no país.

Juscelino Kubitschek tinha o objetivo de estender para todo o Brasil as mesmas diretrizes político-econômicas que orientaram sua administração do governo de Minas Gerais, entre 1950 e 1954: a implantação de uma rede de estradas e de uma infraestrutura energética. O novo presidente objetivava criar um parque industrial no Brasil que fosse capaz de superar a economia que, até então, era voltada principalmente para a produção agrícola.

Dez dois após sua posse, Juscelino criou o Conselho de Desenvolvimento, a fim de levantar recursos para seu programa. Foram iniciados projetos que consistiam na abertura de estradas e na construção de grandes fábricas: refinarias de petróleo, hidrelétricas, siderúrgicas, indústria de construção naval e fábricas de automóveis e de maquinaria pesada etc.

A nova capital política do Brasil


Brasília

Na sua campanha eleitoral, durante um comício em Goiás, Juscelino prometeu transferir a capital do Brasil para aquele estado. A transferência da capital da República para Goiás – juntamente com a abertura de estradas e a implantação da indústria automobilística – fazia parte do plano de povoar o interior do Brasil. Juscelino objetivava integrar todo o território aos centros econômicos litorâneos, e assim fixar suas populações no interior do país.

Em 1956, Juscelino pediu ao Congresso a autorização para a construção de Brasília. Até a data de inauguração da nova capital foi marcada: 21 de abril de 1960, uma homenagem a Tiradentes, o herói da Inconfidência Mineira. Brasília foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e pelo urbanista Lúcio Costa.


Pres. Juscelino Kubitschek

A nova capital foi inaugurada três anos e dez meses depois, juntamente com estradas de rodagem que a ligavam a Belo Horizonte, Goiânia, Belém, Fortaleza e Rio Branco. Como prometido em 1956, Juscelino Kubitschek passou a presidência a seu sucessor já em Brasília, a nova capital.

A presença do capital estrangeiro

No início, o projeto de estabelecer indústrias de bens duráveis no Brasil não atraiu o interesse dos investidores norte-americanos que estavam empenhados na reconstrução da Europa.

Foram as empresas europeias que se interessavam no mercado brasileiro. A Volkswagen da Alemanha, a Simca da França e a Vemag, com tecnologia sueca e capital nacional, construíram filiais no Brasil e foram responsáveis pela produção de 321.200 veículos entre 1957 e 1960.


Linha de montagem de Volkswagen:
São Paulo – 1958

O projeto siderúrgico nacional e a indústria de construção naval foram financiados por capitais japoneses.

A entrada dessas multinacionais no Brasil era facilitada por uma legislação especial que as isentava do pagamento de impostos de exportação. Essa política econômica brasileira era duramente criticada pelos lacerdistas e pelas esquerdas nacionalistas, que alertavam sobre o crescimento da dívida externa brasileira. Em 1960, os empréstimos norte-americanos ao Brasil já chegavam a 587 milhões de dólares.

Os empréstimos estrangeiros e a emissão de dinheiro – necessários para financiar o Plano de Metas – resultaram no aumento da inflação no Brasil – o que prejudicou a situação econômica nacional.

A crise econômica brasileira agravou-se devido ao declínio de preços do café no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o Fundo Monetário Internacional pressionava o governo brasileiro para que reduzisse os incentivos ao crescimento econômico para conter a inflação.

Em junho de 1959, após várias tentativas de conciliação, JK rompeu os entendimentos com o FMI. Apesar desta sua decisão ter criado uma frente de apoio à sua política nacionalista, a oposição política ao seu governo e a expansão dos movimentos sociais continuavam a crescer.

Em dezembro de 1959, o governo criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) com o objetivo de combater as secas. Mas um outro objetivo da SUDENE era o de aumentar o controle federal na região Nordeste, devido ao crescimento da tensão social e da oposição da UDN.

O governo de Juscelino chegava ao fim. A UDN apoiou a candidatura de Jânio Quadros e o presidente apoiava o candidato pelo PSD – o marechal Lott. As eleições ocorreram em outubro de 1960. Jânio Quadros foi o candidato vitorioso e assumiu seu cargo em Brasília.

No final de 1960, Juscelino encerrou seu governo, sobrevivendo a duas tentativas de golpe: o levante Jacareacanga e as Aragarças. As eleições seguintes foram disputadas por Jânio Quadros, apoiado pela UDN, pelo marechal Henrique Teixeira Lott, que teve o apoio do PTB e do PSB, e por Ademar de Barros, apoiado pelo PSP.

Sumário

- A nova capital política do Brasil
- A presença do capital estrangeiro
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