Violência nas escolas brasileiras

Publicado em 15 de setembro de 2016

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Ameaças e atos de violência contra professores são comuns em escolas do Brasil. Segundo a Unesco, 50% do corpo docente de São Paulo e 51% do de Porto Alegre já relataram terem sofrido algum tipo de agressão. Muitos alunos são vítimas de violência e ficam calados, por temerem retaliação. Em algumas escolas, há professores que, devido ao medo que sentem dos alunos, hesitam em confrontá-los. Afinal, o professor não tem a autoridade de um policial e não dispõe de meios para garantir sua integridade física.

A escola deveria ser um lugar seguro, tanto para a criança como para o adolescente. Contudo, em muitos casos não é. De acordo com a pesquisa da Unesco, 53% dos colégios particulares não tomam os cuidados necessários para evitar a ocorrência de incidentes violentos e proteger alunos e professores. Na rede pública, esse número sobe para 65%. Segundo pesquisadores da Unesco, a violência nas escolas se manifesta por meio de agressões, roubos e assaltos, estupros, depredações, porte de armas e discriminação racial. Ainda segundo a mesma investigação, 70% dos alunos que possuem armas já as levaram para a escola.

O estudo da Unesco concluiu que um aluno não está mais seguro na sala de aula do que na rua. É surpreendente que esse problema não se limite apenas a colégios públicos, pois a violência se estende até mesmo a escolas particulares. Professores e alunos convivem com as ameaças decorrentes de atividades criminosas: tráfico de drogas, posse de armas e atuação de gangues. Hoje é muito fácil obter armas e drogas. Numerosos alunos são traficantes e frequentam a escola com um único intuito: vender drogas. Quarenta por cento dos professores atribuem o problema da violência nas escolas ao envolvimento de alunos com o tráfico.

Quando a violência é ignorada por autoridades, dentro e fora da escola, torna-se banalizada e, de certa forma, até legitimada. Os estudantes, que deveriam estar aprendendo a ler e escrever com competência, a elaborar cálculos matemáticos avançados e gradativamente adquirindo noções sobre o que forma bons cidadãos, percebem que pouco se faz para combater o crime e proteger esses últimos.

Além das consequências psicológicas, emocionais e físicas da violência, há outro fator importante — o monetário. As escolas perdem milhões de reais devido a assaltos, roubos e atos de vandalismo.

A solução mais simples para o problema da violência nas escolas é expulsar os alunos que a praticam. Contudo, muitos diretores afirmam ser preferível que um aluno violento e indisciplinado fique na escola, e não na rua, onde pode vir a cometer atos criminosos. Por outro lado, permitir que alunos violentos frequentem as instituições de ensino é extremamente prejudicial não só para seus colegas, como também para professores.

O governo admite a existência de um grave problema de violência nas escolas brasileiras, mas pouco faz para preveni-lo. A luta contra esse terrível fenômeno não faz parte de suas políticas educacionais, mas representa uma preocupação constante para estudantes, pais e professores.

A violência nas escolas precisa ser combatida com eficácia. Muitos alunos e professores temem frequentá-las. Isso, evidentemente, prejudica a educação no Brasil.

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