Professores exaustos - a Síndrome de Burnout

Publicado em 22 de setembro de 2016

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Além de terem de preparar adequadamente os alunos para a faculdade e o mercado de trabalho, espera-se que os professores desempenhem várias outras funções. São obrigados a fazer o papel de pai, mãe, psicólogo e de conselheiro sentimental dos alunos. Além disso, é claro, é obrigação deles ensinar os alunos a ler, escrever, resolver problemas matemáticos, compreender as Ciências, aprender uma língua estrangeira, etc.

Nos Estados Unidos, há um termo pedagógico para descrever tal situação: Síndrome de Burnout – “a exaustão do professor”.  Essa condição psicológica é produzida por estresse e pode resultar em desmotivação, exaustão emocional, úlceras, enxaquecas, tonturas, gripes frequentes e até mesmo em tendências suicidas. Esse fenômeno se aplica a todos os docentes — tanto da rede pública como da particular —, sejam eles de pequenas ou grandes cidades.

O Burnout em qualquer profissão decorre de longos períodos de estresse crônico. Não é difícil entender o que leva um docente a tal síndrome.  A profissão de professor é uma das mais exaustivas que existe, pois requer comprometimento emocional, mental e físico.

Nós, professores, muitas vezes nos encontramos preocupados com nossos alunos. Queremos ajudá-los em algum problema ou protegê-los de alguma situação. Desejamos fazer com que se tornem adultos de valor. Assumimos a responsabilidade de lhes transmitir a importância de uma ótima educação. Trabalhamos para dar a eles as ferramentas necessárias para que conquistem o futuro tão almejado.

Sabemos o trabalho que nos é exigido: o preparo do conteúdo para a sala de aula, as provas e as correções de trabalhos e redações. Também sabemos de todos os papéis que precisamos desempenhar e da dificuldade de motivar o aluno que vive em uma sociedade onde há inúmeras distrações.

Há muito a ser feito e o trabalho do professor não tem fim. De fato, há sempre mais a fazer. O peso da responsabilidade e o grande número de tarefas apenas contribuem para a exaustão do professor.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UNB) com professores da Educação Básica da rede pública revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout. Esta é muito prevalente no Brasil, onde o professor é pouco valorizado, mas espera-se tanto dele. Muito pouco é dado ao professor, inclusive as ferramentas de trabalho, necessárias para que ensine de forma eficaz. Apesar de toda essa situação pouco propícia, o professor que ama seu ofício sente uma enorme responsabilidade pela educação e pelo futuro de seus alunos.

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