Como lidar com o mau comportamento em sala de aula

Publicado em 03 de julho de 2016

mau-comportamento-grande Todos os professores sabem que o tempo em sala de aula é bastante limitado e, portanto, precioso. Um aluno que se comporta mal durante a aula desperdiça o tempo do professor e dos colegas e, assim, prejudica o ensino e o aprendizado. Há diversos tipos de mau comportamento, dos quais seguem alguns exemplos: o estudante que chega atrasado ou usa o celular ou outro aparelho eletrônico em classe, que conversa com colegas enquanto o professor fala ou pratica bullying, que faz comentários desagradáveis ou até cruéis, que cola na prova ou não respeita os prazos, entre outros. Há vários motivos que podem levar um estudante a se comportar mal. Ele pode estar passando por problemas — familiares, econômicos, emocionais ou de outra ordem. Às vezes, tem essa atitude porque sofre de alguma dificuldade de aprendizado ou não entende o que o professor está ensinando. O mau comportamento pode ser uma forma de o aluno expressar sua frustração, ansiedade ou tristeza, mesmo que não deixe que tais sentimentos transpareçam. Como deve o professor lidar com o mau comportamento de um estudante? O ideal é abordá-lo, conversar com ele e tentar descobrir o porquê dessa conduta. Ao falar com ele, o professor deve manter a calma. Nunca deve gritar e, muito menos agredi-lo, independentemente de seu grau de frustração. Se conversar com o aluno de maneira calma e equilibrada, é bem provável que este reaja de forma positiva. Se o estudante respeitar o professor e passar a confiar nele, terá mais facilidade em revelar os motivos pelos quais está se comportando mal. Mas se o aluno o enxergar como inimigo, a situação provavelmente se agravará. Por pior que o aluno se comporte, é importante que se conscientize, cedo ou tarde, de que tem no professor um amigo — e não um inimigo — que deseja apenas seu bem. Cabe ao professor saber lidar de modo inteligente com o mau comportamento dos estudantes. É de suma importância que tenha uma abordagem positiva. Por exemplo, se for interrompido pelo aluno, é recomendável que responda mais ou menos nos seguintes termos: “Parece que você tem uma pergunta a fazer”, em vez de dizer, “Por que você está me interrompendo?” Professores que disciplinam os alunos por meio do medo, da culpa e da vergonha acabam incentivando a indisciplina e o mau desempenho acadêmico. Já aqueles que motivam a classe com palavras de incentivo, louvor e empatia, geralmente conseguem minimizar ou, até mesmo, eliminar o mau comportamento em sala de aula. Sempre que possível, o professor deve conversar em particular com um aluno que esteja causando problemas em aula. É preferível não discipliná-lo publicamente, pois pode se sentir humilhado. Durante a conversa com o aluno, o professor deve oferecer ajuda, e não agredi-lo verbalmente. Precisa demonstrar que se importa com o aluno, mesmo que, no momento, esteja muito aborrecido com ele. Tratar o estudante com gentileza e generosidade é uma forma de desarmá-lo, pois a expectativa deste geralmente é de um tratamento agressivo. Se o aluno tem algo a dizer — e provavelmente terá — é necessário prestar atenção às suas palavras. Em muitos casos, o mau comportamento é um grito de socorro: o aluno está passando por problemas e tentando chamar a atenção de figuras de autoridade na esperança de que possam ajudá-lo. É fundamental que o aluno sinta que possa fazer confidências ao professor. Este deve respeitar-lhe a privacidade e fazer o possível para ajudá-lo. Se o professor mostrar empatia pelo aluno, este certamente devolverá o carinho e atenção e melhorará o comportamento em sala de aula.

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