Combatendo o bullying na escola

Publicado em 30 de abril de 2019

O bullying na escola é um fenômeno preocupante ao extremo e afeta milhões de brasileiros. Mas há muito que uma escola pode fazer para combatê-lo, principalmente em nosso país, onde atos de hostilidade e violência ocorrem na própria sala de aula. É necessário treinar professores e educadores para combatê-lo.

Estatísticas revelam que as escolas são muito tolerantes em relação ao bullying, pois o definem de forma muito limitada. Evidentemente, é proibido agredir alguém verbal ou fisicamente. São também vetados o assédio sexual e os comentários racistas. As escolas, porém, raramente impõem regras e regulamentos que proíbem um aluno de intimidar, humilhar ou provocar os colegas. Na maioria dos casos, apelidos, fofocas, insultos e ameaças implícitas não são levados em consideração por professores nem diretores. Em outras palavras, quando a violência física ou verbal não é explícita, é tolerada. E esse é um grave problema, pois palavras maldosas e humilhações podem ferir alguém mais do que chutes e pancadas.

A fim de combater o bullying, as escolas precisam preveni-lo. Não basta punir os agressores que agem de forma aberta e violenta; é fundamental que professores, diretores, coordenadores, pais e alunos ajam ativamente para cortar esse mal pela raiz.

Em algumas escolas nos Estados Unidos, no início do ano letivo, professores, pais e alunos estudam as leis instituídas pela própria escola contra a prática de bullying. Os alunos são obrigados a assinar um contrato pelo qual se comprometem a não cometer nenhum ato de bullying. O contrato define o que é considerado bullying e especifica como serão punidos aqueles que o praticarem.

Os professores podem combater o bullying na escola ao conversarem com os alunos a respeito do fenômeno e conscientizá-los do grande mal que é feito àqueles que são vítimas dele. Um método eficaz de desestimular tal prática é fazer com que alunos simulem uma situação na qual cada um é vítima de um bully. O objetivo desse exercício é levá-los a sentir o que sentem as vítimas de agressões. Espera-se que isso as ensine a sentir empatia por outras pessoas, que passem a respeitar a todos e a aceitar as diferenças entre os seres humanos. Crianças e adolescentes precisam entender que apesar de serem ainda muito jovens, seus atos têm consequências, muitas delas duradouras e, em alguns casos, permanentes. Alguns atos de bullying talvez pareçam divertidos e até engraçados na hora, mas na verdade, ferem outras pessoas e podem ter consequências terríveis, inclusive como o suicídio de quem não suporta ser agredido e humilhado.

Outra forma de uma escola combater o bullying na escola consiste em montar grupos de prevenção. O colégio deve organizar atividades e conferências para prevenir e eliminar todas as formas de bullying. Além disso, é importante que haja mais supervisão adulta durante o recreio para evitar essas agressões. É importante que os pais também se envolvam para lutar contra elas. É evidente que os pais das vítimas queiram que o problema seja combatido. Mas mesmo os pais de bullies devem agir para prevenir o bullying, pois as pesquisas revelam que muitos dos agressores acabam se tornando criminosos.

Estatísticas sobre bullying

Um estudo divulgado pela organização britânica Plan International e pelo Instituto Overseas revelou os dados sobre bullying no Brasil. Ele inclui dados referentes às cinco regiões do país. De acordo com o estudo, 28% dos alunos brasileiros são vítimas de algum tipo de violência na escola e 70% deles presenciam algum tipo de agressão. Trinta e sete por cento dos alunos entrevistados revelaram sentir medo, às vezes, quando estão na escola.

O estudo concluiu que as escolas brasileiras são muito violentas e revelou ainda a opinião de 84% dos brasileiros, segundo a qual a escola que frequentam é violenta. Talvez o dado mais chocante seja o que revelou que 70% dos alunos brasileiros já foram vítimas de maus-tratos.

Nos Estados Unidos, o bullying na escola ocorre com mais frequência onde não há supervisão de professores nem presença de adultos: no recreio, nos banheiros e no ônibus escolar. Já no Brasil, segundo o estudo do Plan International, 21% dos casos de bullying ocorrem na própria sala de aula!

O estudo também quantifica a perda financeira decorrente da violência em nossas escolas: quase US$ 943 milhões por ano. Esse valor se baseia no número de alunos que deixaram de frequentá-la ou abandonaram os estudos devido à violência sofrida no colégio.

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