A disciplina precisa ser lógica e justa

Publicado em 27 de junho de 2016

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A boa gestão em sala de aula depende muito do que ocorre já no primeiro dia do ano letivo. Se já nesse dia os alunos entenderem que haverá consequências para o mau comportamento, cedo ou tarde, passarão a se comportar adequadamente.

O professor precisa manter a ordem em classe. Contudo, nunca deve se esquecer de uma verdade fundamental: crianças e adolescentes aceitam que ele seja duro, mas não injusto, pois reagem muito mal a punições injustas ou ilógicas. É importante ressaltar que, se o professor perder o respeito dos alunos, terá muita dificuldade para reconquistá-lo.

As regras sobre o comportamento em sala de aula precisam ser de fácil compreensão. Os estudantes devem entender claramente as consequências por mau comportamento. Além disso, os castigos precisam ser aplicados todas as vezes em que um deles desobedeça às regras. A clareza é fundamental: o professor deve expô-las de forma clara para que todos as entendam. Não podem valer apenas para alguns, e não para outros. As punições precisam ser sempre dadas. Não pode haver situações em que um aluno seja punido por determinado mau comportamento e outro, não. Em suma, não podem existir “dois pesos e duas medidas”. A punição por má conduta precisa ser válida para todos, sem exceção, e não pode depender do bom ou mau humor do professor.

É fundamental que este trate toda a classe da mesma forma. Essa é a regra número um para a boa disciplina em sala de aula. Não importa se quem está se comportando mal é o melhor ou o pior aluno da turma: todos precisam sofrer as mesmas consequências pela mesma desobediência às regras. Mas vale assinalar que o bom comportamento precisa ser recompensado de modo idêntico. Se o professor permitir que seus sentimentos em relação a um estudante o influenciem quando for puni-lo ou recompensá-lo, os demais passarão a encará-lo como injusto. Se o tiverem nessa conta, vão mostrar pouca motivação para se comportar bem ou se dedicar aos estudos. Afinal, o professor, como os pais, deve servir de exemplo para crianças e jovens. Se um aluno enxerga o professor como injusto, não se sentirá muito disposto a ouvir o que ele tem a dizer.

É imprescindível, portanto, que o professor seja justo; pode até ser duro, mas jamais deve perder o senso de justiça. Caso apenas um ou alguns alunos se comportem mal, ele não deve punir toda a classe. É impossível culpar a todos pelo comportamento de alguns. Há quem se frustre com a conduta de vários alunos e acabe punindo toda a classe. Por exemplo, o professor pode cancelar um passeio devido ao mau comportamento de alguns alunos. Essa atitude é imprudente, pois aqueles que não se comportaram mal se sentirão injustiçados. Afinal, por que estão sendo castigados se não fizeram nada de errado? Outro ponto importante a ressaltar é que as punições precisam ser coerentes e proporcionais. Não podem ser rigorosas ou lenientes.

Se a criança ou o jovem sentir que está sendo punido de maneira desproporcional, perderá o respeito pelo professor: passará a enxergá-lo como injusto ou até cruel. É fundamental que o estudante sinta que o professor é justo e equilibrado. Ao mesmo tempo, este precisa transmitir ao aluno que toda punição é para seu próprio bem — que essa constitui uma forma de incentivar o bom comportamento e a formação de caráter. Mas se os estudantes nele perderem a confiança, provavelmente não sentirão muito interesse em aprender e isso pode até prejudicá-los academicamente durante todo o ano letivo.

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